Sumi por um tempo por causa das provas bimestrais (o nosso colaborador Vitu tá tomando conta muito bem do blog, né?) e consegui um tempo mais livre só agora, um absurdo. Então, minhas férias começam oficialmente hoje na verdade (já era tempo!), e a vontade de viajar tomou conta. Não tenho nenhum plano (nem dinheiro), mas devo ir para casa de uma amiga numa cidade próxima.
O fato é que eu AMO viajar de carro, e uma música sempre cai bem. Quando eu era menor ouvia muita música nacional, mas hoje eu estou variando mais. Por isso selecionei essas músicas, que são ótimas para ouvir nessa ocasião.
E então, gostaram das músicas? Colocariam mais alguma?
( Este post é o segundo de uma série sobre o comportamento juvenil cultural ao longo das décadas; você pode conferir seu antecessor no link da tag Juventude Revolucionária )
Se nos anos 50 tínhamos uma sociedade pós-guerra que não queria outra coisa senão cercar-se de conforto e materialismo, os jovens da década seguinte logo passariam a questionar tal atitude. O rock'n'roll nunca foi tão popular, não apenas com os sucessos do pai do rock Elvis Presley como, principalmente, por conta dos sucessores vindos da terra do chá, os Beatles e os Rolling Stones (obviamente que havia inúmeros outros artistas importantíssimos pro mundo da música e renomados até hoje). O início dos anos 60 foi marcado por uma certa inocência de rebeldia sem causa, mas isso não tardou a mudar.
A Guerra Fria (confronto iniciado após a Segunda Guerra Mundial entre os Estados Unidos e a União Soviética, que financiavam guerras ao redor do mundo buscando provar, indiretamente, qual das duas afinal era a mais poderosa) estava acontecendo enquanto uma maioria da população simplesmente fechava os olhos e seguia uma vida de capitalismo fingindo que nada estava acontecendo. Havia, enquanto isso, uma grande pressão da sociedade sobre como deveria ser o comportamento correto geral.
(acho muito curioso o fato de que, analisando as fotos do lado "pop" do anos 60, apesar de o cabelo preferido pelas pessoas não ter mudado muito, as mulheres pareciam preferir cortes que jogassem todo o cabelo para trás enquanto os homens abandonavam os topetes para deixar o cabelo, embora curto, cair razoavelmente sobre o rosto (reparem), o que são coisas um tanto contrastantes ao modelo padrão da década anterior, na minha opinião)
Ocorre então uma explosão cultural juvenil. Eu acredito que, por influência da popularização do rock e de seus bailes, o movimento rockabilly tenha de alguma forma influenciado em toda uma forma dos mais novos pensarem a respeito do que estava acontecendo ao redor deles e, assim, tendo se iniciado naturalmente toda uma série de novos movimentos.
(os beatniks foram pessoas anti-conformistas que se uniram no final dos anos 40 e cujo seu movimento perdurou até o início dos anos 60; acredito que era uma cultura bem underground (principalmente porque não encontrei nenhuma foto deles que aparentasse ser completamente dessa época), mas que entretanto tenha colaborado para a explosão da contracultura. Na ilustração acima e na imagem abaixo há um exemplo do estereótipo beatnik)
(e como você provavelmente já deduziu, nas três imagens abaixo temos alguns hippies)
Mas o fato é que de repente as pessoas se rebelaram contra essa coisa de todos serem obrigados a viver um mesmo exemplo de vida, gerando uma época de grandes mini revoluções, chamada de "contracultura". A contracultura consistia basicamente em fugir do senso comum. As mulheres por exemplo começaram a usar calças jeans, criou-se a minissaia e as pílulas anticonceptivas. Os jovens passaram a ter acesso cada vez mais fácil às drogas e iniciaram-se os movimentos estudantis.
Conhecida sociologicamente como o início da “Geração X”, o fim dos anos 60 foi um período de grande revolução entre os jovens e as minorias. No Brasil via-se isso para todos os lados: além do país estar no início da Ditadura Militar, outras revoluções eram vistas entre os jovens e inclusive no mundo da música. A Bossa Nova, por exemplo, era um estilo musical dos anos 50 caracterizada basicamente por ser “uma nova forma de cantar samba” e ainda representar o grande crescimento urbano brasileiro – entretanto, ela estava sendo substituída por um novo gênero: a MPB. A MPB caracterizava-se por unir os dois lados da música brasileira: o sofisticado e ao mesmo tempo o de valorização da cultura. Obviamente, isso acabou fazendo com que se tornasse um gênero musical um tanto mais engajado politicamente, visto que tinha toda uma mistura de nacionalismo e tal.
(Chico Buarque foi um dos grandes nomes da MPB e eu senti uma necessidade de botar alguma foto dele aqui apesar de não ter encontrado quase nenhuma que pareça ter sido tirada nos anos 60 (por isso peço que ignorem os dizeres intrusos na foto); quis muito pôr ele por dois motivos: o primeiro é que me surpreendi quando descobri que cresci ouvindo remakes de músicas dele, e o outro é que ano passado num happy hour conheci um homem no centro de São Paulo que jurava ser primo do Chico Buarque e talvez seja verdade, já que encontrei uma foto do mesmo homem no Google quando pesquisei)
(A Maysa está aqui porque me parece que suas músicas pegaram tanto o movimento da Bossa Nova quanto da MPB, e fiquei devendo pra vocês alguma personalidade da Bossa Nova por causa do último post, confesso; outro motivo também é que a imagem dela se encaixa muito perfeitamente no estereótipo dos anos 60 que citei no início do post, na minha opinião. Entretanto, se vocês quiserem um outro exemplo de Bossa Nova, recomendo Peixe Vivo, do Milton Nascimento que vocês provavelmente cantavam no jardim de infância mas mesmo assim é linda <3)
Nos anos 60 foi ainda de grande sucesso um programa televisivo apresentado por Roberto Carlos, Wanderlea e Erasmo Carlos conhecido como Jovem Guarda. Obviamente, a Jovem Guarda era muitíssimo criticada na época por “evitar se envolver politicamente” enquanto o Brasil vivia um momento crítico. Como já é de se esperar, essas pessoas que eram contra esse não-posicionamento da Jovem Guarda e de seus fãs costumavam ser as mesmas que começavam a seguir a contracultura.
Aos anos 60 se deve a origem de subculturas urbanas que ao longo das décadas foram criando cada vez mais vertentes. Acho correto afirmar, inclusive, que a principal “vertente” dessas novas culturas da época seria o movimento hippie – entretanto, optei por explicar um pouco melhor quem foram os hippies no próximo post, pois acredito que eles tiveram uma influência considerável especialmente nos anos seguintes ao de seu cume. Enfim, o ápice da contracultura poderia-se dizer que foi o Woodstock, festival realizado durante três dias nos Estados Unidos reunindo os trinta e dois músicos mais conhecidos da época e conseguindo meio milhão de espectadores, sendo predominantes os adeptos dessa “nova forma de ver o mundo”.
Como eu havia dito no final do meu último post, eu passei dias (cerca de duas semanas, na verdade) pesquisando na internet sobre os jovens de cada década a partir dos anos 50 até os dias atuais e o que eles tinham de mais interessante e influente sobre a sociedade atual. Escolhi começar por essa época porque creio que foi a partir dela que a juventude foi ficando cada vez mais "chamativa", digamos assim. Afinal, a tecnologia estava avançando cada vez mais rápido, e com o fim das duas guerras mundiais o mundo inteiro passava por um intenso processo de mudanças, enquanto a globalização finalmente se tornava cada vez mais presente. Anyway, vamos começar então com a nossa linha do tempo, para que vocês possam compreender melhor o que estou querendo dizer.
A Segunda Guerra Mundial termina e os Estados Unidos é então a maior potência do mundo, buscando convencer todos a aderirem a seus ideais capitalistas. Após tantos anos de guerras, a sociedade começa então com uma necessidade de voltar-se para si, objetivando e procurando acostumar-se com uma vida de conforto. Há um grande crescimento na indústria capitalista e surgem uma série de aparelhos domésticos (televisão, por exemplo), enquanto a moda se torna mais acessível. É uma década, na minha opinião, de cansaço pós-guerra, no qual a sociedade busca apenas o máximo de conforto possível.
(Marilyn Monroe nas duas fotos acima e Brigitte Bardot abaixo)
As principais inspirações femininas dos Anos Dourados são então as divas Brigitte Bardot e principalmente Marilyn Monroe, as eternas e sensuais musas loiras do cinema. A indústria da moda começa a funcionar a todo vapor, valorizando e glamourizando como nunca a beleza feminina. Via-se para todo lado vestidos amarrados na cintura e pequenas luvas. É dessa época a forte imagem que costumamos ter em mente de mulheres elegantes vestidas com cores alegres e assando tortas esperando seus maridos chegarem em casa.
Era um tempo de relativa prosperidade e no qual surgiu muitos estereótipos contra os quais lutamos até hoje. Os clássicos Disney, por exemplo, que retratam princesas elegantes resgatadas por príncipes encantados, foram lançados grande parte nessa época. Foi um período, na minha opinião, em que após tempos muito conturbados, finalmente a sociedade se via em uma paz praticamente de sonho; era quase uma necessidade produzir e consumir o máximo possível de tecnologia e arte, de valorizar a beleza após quase meio século de devastações e conflitos e angústias. Alguém aqui já notou que os rostos nos retratos dos anos 50 nunca estão insatisfeitos e são sempre sorridentes?
Uma prova disso é o “baby boomer”, ou seja, grande explosão de bebês que houve por todo o mundo: afinal, os homens haviam voltado há pouco da guerra e, após eles e suas esposas se recuperarem do trauma, não queriam outra coisa senão construir uma família e serem felizes.
(Elvis Presley, que apesar de eu não tê-lo citado no post, todos nós sabemos que ele é considerado o pai do rock'n'roll; deixei a presença dele então nas fotos)
Nesse meio nasce então o Rock, gênero de música influenciado por country, blues, R&B, músicas africanas, etc. Sua principal vertente da época era então o Rockabilly (tendo ganhado esse nome por ser uma mistura desse novo gênero com o hillbilly (nome pelo qual chamavam a música country na época)). Lá pela mesma época é lançado ainda o filme Rebel without a cause (Juventude Transviada) que, como o próprio título já diz, lança o estereótipo do “rebelde sem causa”. Os garotos adquiriram então ao visual da camiseta branca com jaqueta de couro, jeans e topete.
(James Dean *suspiros*, um dos principais atores da época e que protagonizou Juventude Transviada)
Inicia-se então todo um estilo baseado em um gênero musical que atualmente ninguém sabe dizer com exatidão de onde surgiu. O Rock começou a ser gerado no final dos anos 40 e início dos anos 50 e, talvez até acidentalmente, misturou-se com todo o movimento pós-guerra e acabou sendo, ao lado do pop, o gênero mais marcante no estilo de vida dos jovens desde então. Gênero musical causando polêmica desde sempre, prova disso é o então prefeito de São Paulo, Jânio Quadros, que chegou inclusive a proibir os bailes de tocar o tal do rock and roll.
(Ritchie Valens)
Deixo vocês então com duas músicas que eu adoro: uma do Bill Haley e outra do Ritchie Valens, sendo que a última você provavelmente reconhecerá como sendo a música que o Zé Colmeia (sim, o do desenho <3) canta em vários episódios.
Ps- e para quem estiver interessado ou quiser rir um pouco ou estiver simplesmente entediado, recomendo também o vídeo abaixo apenas de comerciais dos anos 50. Vi na televisão uma vez e fui pesquisar, fiquei impressionado com o quão antigas são algumas marcas bastante comuns no nosso dia-a-dia, e alguns dos comerciais são muitíssimos engraçados na minha opinião (em especial o da musiquinha "Toddy é gostoso quando fica econômico").
E escrevo para dizer o quanto amo você e te ver dormir. Que minha cama fica vazia sem que eu me aperte com você para não cairmos dela. Que sua respiração e o peso do seu corpo são as únicas coisas que eu queria sentir agora, para conseguir dormir melhor. Que, apesar de tudo... melhor do que dormir, é acordar com você. Tentar te acordar com carinho, cheirando a nuca, perto do cabelo. Ver seus olhos de cor de café forte abrindo devagarinho depois do sorriso lindo debaixo do cobertor. Dizendo "Bom dia!"... E pronto! Terei um bom dia.
Então aqui vou eu recorrer ao maior clichê de escritores do mundo: falar sobre a dor amor.
É...vou falar sobre esse ciclo vicioso de não querer nada/encontrar alguém/se entregar totalmente ao sentimento e acabar. Estou colecionando ilusões e decepções amorosas ha alguns anos e já não tenho mais aonde guarda-las.É triste ser tão nova e pensar em desistir de tudo, como se nada fizesse sentido...
Dessa vez não foi uma ilusãozinha que pelo menos eu consiga ficar lembrando do Frejat cantando "procuro um amor que seja bom pra mim" porque ta na cara que se meus amores tivessem sido tão bons assim, eu ainda teria um amor.
Eu continuo vivendo nesse mundo de filmes de romances, de finais felizes, de que a esperança é a última que morre. Eu estou cansada de passar por isso DE NOVO. Porque DE NOVO, eu acreditei - e acreditei com tudo que tinha dentro de mim -que agora era pra sempre, que afinal, meu primeiro relacionamento sério e o mais longo podia ser tão longo que quando eu fosse velhinha estaria de mãos dadas com o mesmo cara, mas não estou de mãos dadas com ninguém.
Infelizmente eu sei que esse meu jeito não vai mudar, que eu vou viver esperando por uns tempos que tudo volte a ser como antes e que depois vou passar um tempo esperando não encontrar ninguém, pra não sofrer assim de novo. Mas depois, sei que vou encontrar alguém pra poder ter tudo de novo. E depois, depois, depois... sempre depois.
O coração da gente nunca esquece, nunca cicatriza totalmente e cada vez a dor aumenta e em contra-partida a esperança também. E o segredo do meu coração é que eu sempre vou ter forças pra pensar em continuar e querer continuar. Até eu esquecer e essa dor passar não vai sair da minha cabeça: "pra que te esquecer, se o amor é tanto?..."
Eu queria aqui poder confiar a você (que já sabe tanto sobre mim) o que eu realmente sinto, mas tenho medo de admitir...medo de saber que as minhas certezas ainda são certas ou não. Eu queria saber se agora, os sentimentos de duvida, medo, ansiedade e dor também são recíprocos, mas eu também queria saber como não amar ninguém além do que eu sinto agora.
O que eu quero mesmo, é encontrar logo o "grande amor da minha vida" pra ter certeza de que ele não está entre as minhas ilusões. Essa é a maior dúvida da minha vida.