29 de jun. de 2012
Só deixar
Talvez eu não esteja completamente sã; afinal de contas, tenho dezessete anos e estou farta de sonhar, de planejar.
Por anos fui daquelas gordinhas iludidas, que cedia a concentração pra qualquer um mais sensível que arriscasse a me dar uns beijos. Concentração porque primeiro, não conseguia pensar ou falar de outra coisa. Segundo porque não deixava o coitado (nem ninguém) em paz com aquilo. Todo mundo tinha que saber que eu fui beijada, que eu gostei, e que eu tava muito afim de ser beijada de novo. E claro, quem sabe, com o detalhe de a parte do 'gostar' fosse totalmente recíproca.
Eu tinha a puta convicção que cada cara desses que eu beijei era o amor da minha vida. Que eles iam me beijar, gostar, me beijar de novo, me dar presentes, falar em namorar, ir pedir meu pai (que aliás, é enorme), e namorar comigo o namoro mais lindo e duradouro do mundo.
Mas isso não aconteceu. Com nenhum deles.
Custou uns vinte e poucos caras, e uns 7 anos.
Até que eu desisti. Beijava, mas agora era só para controlar meus hormônios que agora atuavam de fato. Me chamaram pra sair. Me falaram que gostavam de me beijar. Duvido nada que pediriam meu pai pra namorar comigo; mas agora era eu quem não queria.
Sabe qual é o problema disso tudo? Quem eu queria existe. Quem eu esperava apareceu. Sim, problema.
E eu nem dei para ele o trabalho de me pedir em namoro. Eu quem pedi.
Ir lá em casa? Claro, para apresentar você para meu pai. É, você, meu namorado. Não precisa pedir para ele.
Mesmo achando que tinha certeza que todos eles eram 'o cara certo', agora era de verdade. Quem e quando eu menos esperava.O problema mesmo é que tudo o que planejei eu mesma estraguei na hora H.
Eu não deixei você ser quem eu sempre quis para mim.
E cheguei à conclusão de que vou deixar você sonhar por mim de agora em diante, e fazer com que tudo se realize. Sem atropelar, sem forçar. Só deixar.
30 de nov. de 2010
[Quando ele ler, dá um título]
Posso dizer uma verdade?
Ele é perfeito.
Parece fantasia, filme de "Sessão da Tarde", e como diria a Michele, propaganda de margarina.
Parece qualquer coisa que eu sonhara pouco vagamente o tempo todo.
Parece um objetivo de vida alcançado, felicidade completa, sensação de não precisar de mais nada.
Juro, até agora, me distraí.
Ainda penso nele como eu pensava enquanto esperava nosso primeiro beijo.
Ainda penso nele como se fosse a primeira vez que ele me disse "Eu te amo".
Ainda penso nele da mesma forma do que dia vinte e três de novembro, a uma e cinquenta e oito da manhã, pra dizer que, melhor do que isso, me ama absolutamente.
Ainda consigo escrever qualquer tipo de texto falando de você de forma concreta, tudo bem?
Não terminou do jeito que eu almejava, mas ah, você tá aqui no sofá, do meu lado, virado pra TV para não ver o que eu estou digitando.
Ai ai.
Te amo, Matheus. Absolutamente.
18 de jun. de 2010
Testamento Equivocado
Quero concentrar toda a minha saudade em você; tudo o que eu sinto e não tem denominação, toda a minha confiança e atenção. Te dar tudo o que eu tenho agora, que é a vontade de experimentar algo novo, que é querer pertencer a alguém de forma íntegra, pelo menos com um pouco de sentimento; sendo feliz, e só.
Divido com você, tudo o que sinto, tudo o que tenho.
28 de mai. de 2010
Cabeludo Imaginário
16 de mai. de 2010
Ceres Sete-Lagoana
- Ceres. (sim, eu sei que ele não entendeu.)
Ele chega perto, e me dá um beijo na bochecha. Sinceramente, eu não ia perguntar o nome dele, porque eu não fazia questão. E ele, se estivesse tão preocupado em saber meu nome, ele tinha perguntado de novo; porque não, ninguém NUNCA entende de primeira. Por isso que agora até eu mesma me denomino “morena”.
E então, ele me dá outro beijo na bochecha. E na outra. E na outra de novo.
Até que eu virei de costas e saí andando.
Puta merda, mas que saco.
Aquele era o nº 18, eu acho. O décimo oitavo garoto que mexia comigo na mesma festa, o décimo oitavo que eu não me interessara.
- Ceres, aquele ali, de camisa azul, ele quer fazer parceria.
Parceria ? Que diabos eu estou fazendo aqui, pelo amor de Deus!
E eu ia, andava, levantava um pouquinho a perna, por causa do salto, ria um pouquinho, e até me deu vontade de dançar. Forró, sertanejo.
Afinal de contas, eu precisava me enturmar.
- Não, Ingrid, não, sem essa de parceria, que isso.
Ingrid sái, e vai falar com o dito cujo, que deve ter sido o décimo, por aí.
- Ceres, ele te chamou de playboyzinha, que ele nem sabe o que você está fazendo aqui, maior metida. Feia pra caralho.
Pois é, Ceres. Playboyzinha. Playboyzinha.
Essa é nova. E eu sou tão feia que ele queria me beijar. Bom. Isso quer dizer que os garotos daqui (34, pra ser mais exata), preferem as morenas, metidas, feias e playboyzinhas.
- Que foi, Roberto?
- Cé, lembra aquela calça apertada que eu tinha?
- Lembro, Roberto.
- Então, eu vou na festa hoje com uma mais apertada que aquela. Você vai?
- Ah, não sei, se o Léo for...
- Tá bom, chama ele então pra vocês irem.
- Beleza, Roberto.
Bom, eu fui à festa por conta do Roberto. Por conta no sentido de ele ter me chamado. Ele me vigiou a festa inteira, pelo o que eu sei não ficou com nenhuma garota. Vai ver que é porque toda vez que ele ia conversar com uma, ele tinha que ficar vigiando pra ver se eu estava olhando, e morrendo de ciúmes. Coisa que eu não fiz.
Número 30, 31, 32...
- Não.
- Neeem, fala pro seu amigo que eu to muito ocupada coçando meu pé agora.
- Eu sou seu sonho, é? Então vá dormir!
Por que, cara, por quê?
Por que nenhum daqueles 34 garotos eram o que eu quero?
Por que toda vez eu tinha que contar até 10 e falar “Samuel, Samuel!” em voz alta ?
Por que eu me obrigo a ser tão idiota?
Por que que ser sete-lagoana é tão, mas tão difícil?
Só porque eu sempre fui apaixonada pelo Sérgio?
Só porque eu estou ficando com o Samuel?
Só porque agora eu moro em Sete Lagoas?
É tão difícil entender que isso tudo não é culpa minha?
Então porque que a pior parte fica pra mim?
De que adiantava 34 se eu só quero um?
Não, eu ainda não consegui trocar de pizza preferida.
Sou uma garota sete-lagoana e frustrada.
Sou uma morena dos sonhos do nº 26.
Sou uma apreciadora de pizzas belo-horizontinas.
Sou uma idiota.
É difícil esconder desespero, desculpa.
12 de mai. de 2010
Analogia da Pizza
Se for normal, por favor, me perdoe por estar enlouquecendo.
Preciso lembrar que acho que estou começando a querer me esforçar para fazer alguma coisa.
Primeiro porque não fazer exatamente nada interfere na produção de colágeno, e não, não quero que a gravidade não fique ao meu favor, mesmo porque, eu só tenho 15 anos.
Segundo, é que eu acho de suma importância que eu – pelo menos, eu - seja feliz.
É. Feliz. E, por mais que eu já tenha passado (gastado, jogado, ou qualquer outro verbo desse gênero) dois anos da minha vida me “doando” por uma mesma e nada justa causa, acho que agora é hora de dar um basta nisso.
Não, eu não disse que seria fácil, muito menos rápido.
Isso tudo consiste numa técnica, ou, se preferir, em pura sorte. E toda sorte só existe de braços dados com o esforço. É como se fossem um casal: um não existe sem o outro.
Contudo, podemos concluir triunfalmente que sim, eu (e todos que quiserem um conselho, mesmo que seja meu) precisamos de um esforço. Queremos sorte, certo?
Então, teremos que nos esforçar. Eu tenho que me esforçar. E é exatamente isso que eu vou fazer.
Posso começar me apaixonando perdidamente pelo Samuel. Esse pode ser meu segundo objetivo, porque o primeiro, claro é não olhar tantas fotos do Sérgio.
Aliás, eu observei uma coisa em comum com garotos belo-horizontinos envolvidos de forma amorosa comigo. E todos praticamente têm a mesma história que, se entrelaçam. Isso é outra coisa que vem me levando vagarosamente pelo precipício da loucura.
Enfim, essa tal coisa que eu observei foi a seguinte: eu Ceres, me apaixono. Eles, garotos ajudam e praticamente me obrigam a fazer isso (não vou citar nomes, mesmo porque, não precisa). Preciso frisar que é impressionante o poder deles de fazer isso comigo. Ou gostam de Coldplay, ou têm pernas, queixos, cabelos e palavras espetaculares. E claro, com muito sensacionalismo e exagero.
Depois de um certo tempo; que pode ser denominado dia ou, no máximo, semana, eles simplesmente somem. Me deixam, ao léu, sozinha, triste, abandonada e chorosa.
E assim eles faziam: alternando. Primeiro um, e quando o outro reparava que eu estava prestes a contar pra minha mãe que eu estava apaixonada, ele combinava com o segundo. Aí o primeiro sumia, eu chorava, o segundo aparecia, e assim ia. Sim, eu me apaixonava fácil, e muito rápido.
Esse é o “apaixonar entre aspas”, fogo de palha, coisa de gente boba, que,aliás, é um delícia.
Tipo, primeiro eu só gostava de mussarela e calabresa, ai depois que eu comecei a apreciar à moda, à portuguesa e às vezes catupiry, essa coisa de dor de coração diminuiu.
Agora que eu estou retratando o meu sofrer super esforçado, cheguei à conclusão de que talvez esses mineiros maldosos tenham um complô contra mim, mas eu nem ligo.
Depois que eu vim pra cá, comecei a me interessar por outros sabores, sabe? E às vezes mussarela e calabresa ainda vêm com a frase: “Ceres, desculpa, eu fui um burro, joguei muito tempo fora em relação à você.” Aí eu digo: ”Pois é, (nome do sabor correspondente), eu, agora, não posso fazer muita coisa. Se você fosse menos burro, agora nós podíamos estar fazendo 1 (ou dois) anos de namoro.”
(Lembrando que a duração do namoro hipotético corresponde ao sabor).
Sabe o que eu faço depois? Invento um outro sabor pra gostar. Por mais que seja difícil trocar de sabor preferido, assim, na hora que quer, é até bem divertido.
Já disse que eu adoro analogias? E pizza também, claro.
6 de mai. de 2010
Verbos causadores de esforço, não.
Minha calça jeans preferida tá larga na bunda, e minha mãe disse que, se eu continuar atoa do jeito que eu estou, e emagrecendo desse jeito, vou ficar pelancuda antes dos quarenta, e isso sim é uma coisa terrível. Então cheguei à conclusão de que preciso de arranjar alguma coisa pra fazer.
Porra, que dor de cabeça é essa que eu estou sentindo agora, que isso.
Sei lá, pode ser arranjar um remédio pra tomar por causa dessa dor de cabeça, andar de bike, dar volta na lagoa de tarde, e hoje mais cedo, enquanto eu pensava nisso, eu só consegui levantar do sofá pra ir fazer compras com a minha mãe.
Quando eu cheguei em casa, eu descobri que a forma mais fácil de conseguir felicidade que eu tenho ao meu alcance é um saco de 66g de Fandagos. E quer saber? Essa felicidade que o Fandagos pode me proporcionar é totalmente instantânea, e depois do ultimo salgadinho vou ter vontade de chorar, de tanta dor na consciência.
É, eu estou assim. Como, tomo, digero e depois me dá vontade de morrer, porque eu vou ficar uma gorda. Sim, eu estou ficando doente, doida, sei lá.
Eu tenho que admitir que outras coisas me proporcionariam uma certa felicidade mais duradoura; isso claro, depois de muito esforço. E esforço está fora de cogitação agora.
Aliás, o esforço vai depender do resultado.
Tipo assim, depois de ter sonhado dois dias seguidos com o Sérgio, eu estou convicta (mais um pouco, se é que isso é possível) que se eu estivesse em BH numa hora dessas eu fugiria pra vê-lo.
O verbo FUGIR, diga-se de passagem, exige esforço. E claro,tudo isso é só uma suposição. (ironia)
E, agora, eu não consigo pensar em outro esforço que eu seria capaz de exercer. Não, estudar não conta.
Então o que eu vou (posso e quero) fazer é: levantar da cadeira, abrir o armário, pegar o meu saquinho de 66g de Fandangos (sorte minha que não é o tamanho família), comer, comer, comer, chorar, chorar, e chorar; ir pro banheiro, chegar na frente do espelho, levantar a blusa, pressionar a região abdominal com o indicador e o polegar, fazer uma cara de nojo. Depois abaixar a blusa, olhar a minha espinha que está deformando o meu rosto, passar pomada de própolis nela (de novo, pra ver se ela some), soltar o cabelo, prender o cabelo, trançar o cabelo, e acabar deixando ele solto, parar de novo, rir bastante pro espelho, extravasar a minha felicidade (não) odontológica, apagar a luz, talvez estudar pra prova de geografia, deitar, dormir, dormir, e acordar e fazer tudo de novo. A única de diferença é que amanhã de manhã talvez não tenha Fandangos, e eu vou usar maquiagem.
O que eu quis dizer que eu estou presa à minha rotina sem esforço.
E não vem me lembrar da existência do Samuel não, porque eu não esqueci dele, nem dos beijos com certa frenquência, durante cinco horas por dia, cinco dias por semana, aleatoriamente, sem compromisso, sem sonhos e, principalmente, sem futuro. Eu podia até fazer um tag "Samuel", mas não, desocupar meu coração pra ocupar de novo é uma oração com dois verbos que me causariam muito, mas muito esforço. Sem falar que eu não quero, não quero mesmo. E enciumar, por mais que não necessite de tanto esforço assim, ainda mais nessas condições nas quais nos encontramos, não é uma coisa que eu queira fazer, não mesmo. E que isso fique bem claro.
E quer saber? Gostar tanto de você assim já faz parte de mim, nem me causa esforço. Eu não gostando de você seria eu com algum problema psiquiátrico muito sério.
28 de abr. de 2010
Morena
Tudo isso numa caligrafia supertremida, parecendo que de nervosismo, de tão forte que tava. Não sei se esse é o jeito de ele escrever. Vou olhar o caderno dele depois pra ter certeza.
Até que existiram duas situações um tanto quanto... estranhas.
Primeiro foi depois do recreio, antes da vídeoaula engraçada de Literatura. Cheguei, como quem não quer nada, como eu sempre fazia, e abracei ele.
Ele retribuiu.
Olha, vou ser sincera. Super sincera, na verdade.
Sei lá sei ele só retribuiu, ou, não sei explicar direito.
Só sei que eu senti um puto de um friozinho na barriga. Tá, foi um friozão. E também meu coração desparou.
Tudo isso deve ter durado uns dois segundos, porque quando eu reparei que tava ficando nervosa, acho que saí correndo. Acho porque eu fiquei meio estranha mesmo.
Por segundo, na hora da saída, eu fui toda felizinha pro lado da Millaine (minha outra amiguinha legal e setelagoana), e ela veio toda folgosa me perguntar se tinha acontecido alguma coisa. E quando eu falei que não, ela fechou a cara.
Em falar em Millaine, ela é muito gente boa, e estuda numa escola do lado da minha, o Dom Silvério. A gente pega o mesmo escolar, e como ela mesma disse: "Nós só não somos melhores amigas porque a gente se conhece a muito pouco tempo."
Enfim, enquanto ela ia me xingando porque não tinha rolado nem um beijinho depois do bilhete (e da carta) que ele tinha me mandado, a gente dá de cara com ele.
Peguei na mão dele, como eu sempre fazia, e quando eu fui dar um beijo no rosto dele; no meio do caminho, não sei se virava uns centímetrozinhos pra esquerda e lascava um beijo na boca dele de uma vez. No desespero, na falta de tempo, e no calor do momento, o beijo não foi nem no rosto nem na boca.
Tentei sair correndo de vergonha, mas a unica coisa que eu consegui fazer foi olhar pra ele.
Pela cara que ele olhou pra mim, parecia que ele estava era satisfeito. Ah, porra, eu fiquei foi com dor na consiência, mas quando eu reparei, tava rindo feito uma louca. Fodas, cara, fodas.
Eu PRECISO disso. Fodas, cara, fodas se não der em nada. Fodas se der também.
Se eu contar que depois do Sérgio eu não beijei ninguém você aí que tá lendo vai rir da minha cara ?
Fodas se você rir também, fodas.
Samuel, pode me chamar de morena o quanto quiser. Nunca te disse isso, mas eu adoro. Ganha um beijo amanhã se fala com charme! (Fodas se você riu)
Marcelo (Rubens Paiva), meu querido, me apaixonei por você, sério.
Eu gosto muito de falar palavrão.
Cheguei em casa, fui de uniforme e tudo pra cama. Que lindo, adoro roupa larga, meu uniforme tá igual um pijama. Dormi feito um cocô, e acho, não tenho certeza, que sonhei com o Samuel.
Custei pra levantar e, pra minha surpresa, só dormi uma hora e meia.
Recebi um Cornetto Fellings da Mariana, a menina do chove-chuva, lá de são Paulo, e tô feliz até agora.
E puta merda, Lua, você tá linda tampadinha até os olhos de tanta nuvem.
10 de abr. de 2010
Praça, Perna, Mar, Sexta Feira 9
Conslusão: não me desejaram que eu quebrasse a perna, e eu não tive boa sorte.
De contra regra, eu virei cantora. Isso mesmo que você leu: can-to-ra.
Isso sim, podia acontecer com outra pessoa: mas não. Foi comigo. (can, pode, entendeu?)
Enfim, estávamos todos no salão nobre da escola. Todos os que estavam participando diretamente do Poemar't, a porcaria de projeto bimestral da escola. Nós tinhamos, até então, menos de uma semana pra organizar as coisas. Nos meses anteriores eu escrevi sim, uma peça de Teatro sobre "a cultura que vêm das praças", o tema da nossa série, baseado na "Praça é nossa". Vamos frisar que a professora falou que podia. Então, quando a coordenadora leu, ela me xingou muito, e disse que poderiam me processar por causa disso, que aquilo tava horrível, e mimimi. Foi aí que o Gilberto caiu do céu (com dinheiro no meio, qualquer um cái), e ajudou a gente a fazer alguma coisa bem legal. Era essa coisa bem legal que estávamos ensaiando, e eu, que antes era responsável por tudo, agora era uma simples contra regra. Sim, eu estava satisfeitíssima. Nós tínhamos uma semana pra ensaiar, eram poucas falas, e estava tudo sob controle. Não podia estar melhor. Sexta feira e pronto: todo aquele tormento acabava.
Na quinta, a menina que estava cantando, não estava conseguindo pegar o ritmo. Cantou, cantou, e NECA. Ela, frustrada, foi pro recreio. Eu tenho certeza absoluta que ela tava puta mesmo porque eu falei que cantar a música mais lentamente era fácil. Deviam achar que eu não sabia de nada.
Sim, eles estavam errados.
Enquanto ela foi pro recreio, eu sentei do lado do Samuel (meus olhos são dele, -n) que tava tocando teclado e consegui cantar a música, perfeitamente. Eu juro que não era minha intenção cantar no dia. Eu só queria mostrar pra todo mundo que até eu que nunca tinha ensaiado com o Samuel conseguiria facilmente pegar o ritmo. E a Gabriela conseguiu também. Fomos cantando, cantando, e quando eu terminamos, tava todo mundo com o queixo no chão, olhando, e o Gilberto bateu e bateu palmas, gritou umas duas vezes "Lindo!". O Samuel me olhou e fez uma cara muito... convidativa para que eu cantasse outra vez. Foi o que eu fiz. O que nós três fizemos. De novo. E de novo. Ninguém tava acreditando que eu sabia cantar. E eu não acreditava que a nossa voz podia ficar tão boa junto.
Foi aí que a Yasmin chegou, e eu fui explicar pra ela. Que, provavelmente, eu cantaria com ela, o Guilherme e o Samuel (a voz dele é uma coisa, meu Deus *-*). Primeiro ela "finjiu" uma certa aceitação. Depois ela disse que não ia cantar, e o Guilherme foi na dela. Depois, ela soltou a frase que todo mundo temia ouvir: "ou a gente, ou vocês." Pronto. Foi a conta de eu ficar nervosa, das tapa na testa e andar em círculos.
O Gilberto veio todo atencioso, tentou convencer a Yasmin a cantar todo mundo, pôxa, ia ficar muito legal. Ela tentou. Primeiro que só tinha um microfone, e ela enfiou o coitado na boca, e só saiu a voz dela, ela saía do ritmo, e obtivemos nenhuma melhora. Depois o Gilberto falou mais um tanto, e PIMBA! de repente a música fica perfeita, com todo mundo cantando, eu, Gabriela, Yasmin, Samuel e Guilherme. Não podia ter ficado melhor. Juro que me deu vontade de chorar e, pela primeira vez eu abracei a Yasmin com muita vontade.
Na sexta de manhã, a primeira primeira pessoa que eu encontro no corredor é a Gabriela, e ela diz que não, não ia cantar. Bom, eu fiquei triste, mas né, o que eu podia fazer ?
No mesmo dia, fomos pro local da apresentação ensaiar. Foram as meninas que apresentariam a poesia que o Guilherme queria transformar em música, e nós, que íamos cantar: Eu, Yasmin e Guilherme.
Bom, eu quase morri quando subi no palco, e olhando pra aquele tanto de cadeira vazia, não consegui deixar imaginar aquilo tudo cheio de gente, me olhando, OMG. Erramos a letra, saímos do ritmo, o Samuel errou algumas notas do teclado, e os meninos do 2º e do 3º anos riram muito da gente. Eu fiquei suuuuper tranquila em relação a isso, porque eles não sabiam da parte do teatro, que tinha o Ramon (ou No mar, como preferir), como personagem principal. Nós tinhamos um truque na manga, e isso era ÓTIMO.
Vim pra casa, arrumei o cabelo, escolhi escolhei roupa, passei o vestido que eu ia usar, e o tempo passou muito rápido, fui pra casa da Rúbia pra gente ir.
Chegando lá, encontramos com a Isabelle, uma das meninas que partiparam do teatro.
Uma coisa muito estranha que ficou martelando na minha cabeça, foi que na programação de todas as apresentações, na nossa série, que é o 1º ano, ficou por último.
Enfim, estava marcado pra começar às 19 horas. Eu não estava muito preocupada com horário, foi fascinante ver meus colegas sem uniforme, no salto, todo mundo chique, maquiado, nossa. O Bruno de terno, o Guilherme de blazer, o Ramon de Charles Chaplin! Tirando a Yasmin, claro, que sempre tá toda maquiada e emperequitada às 7 da manhã, nem fez tanta diferença, FATO.
Em falar em Yasmin... de manhã ela me fala que eu TINHA que ir de vestido e o Gilberto confirmou. Eu estava lá, com meu vestidinho e minha sandalinha na minha mochilinha e a Yasmin chega de calça jeans e sapatilha. Bom, ÓTIMO.
ISSO SE ELA NÃO TIVESSE LEVADO VESTIDO, POR QUERER, SABE POR QUÊ? (voz fininha) "aaah Ceres, você vai ter que cantar de calça também, o vestido ficou feio, neeem." De novo eu dei um tapa na testa e comecei a andar em círculos, dessa vez pra não socar ela até os olhos dela saírem pra fora. Bom.
Fui pra cochia, porque lá tava quentinho, e só pra irritar, eu fui lá no banheiro, vesti meu vestido, subi no salto, retoquei a maquiagem, e queria só ver quem que ia falar que eu ia ter que cantar de calça jens por causa da Yasmin. Não é possível que eu passei meu vestido à toa. Vamos lembrar que meu vestido é balonè e com um tecido suuuper difícil de passar. Minha mãe nã tava aqui na hora não, tá?
Fui toda poderosa, pelos corredores da universidade, jogando o cabelo, e menino que me vê todo dia na escola assoviou pra mim. ÓTIMO. Eu estava totalmente apta a cantar, e cantar bem. Minha autoestima estava mais alta que o Ramon, e eu já tava pensando na cara de nojo do povo quando visse a Yasmin cantando do meu lado de calça jeans, e eu toda potente.
Tirando, claro, o fato de eu estar com a mochila nas costas, tava ofuscanto. (momento narciso)
Já tinha começado a apresentação, com muito tempo de atraso. Primeiro foram os pirralhos do 6º ano, depois o 3º ano da manhã (demorou). Enquanto isso, o Bruno, que namora a Juliele (uma das surdas da minha sala), o que tava de terno, pegou a rosa da lapela do Chaplin, ajoelhou na frente dela, e eu sei, eles conversaram por olhares (romântico). As outras meninas que são surdas faziam gestos pra Juliele beijar o Bruno, enquanto ela pegou a rosa da mão dele, deu um sorriso e fez um gesto de "beijar!? aqui !? cê tá doido!?" Eu, com todo meu poder de sedução, estava sentada numa escada caracol que tinha lá na cochia, que não dava pra lugar nenhum. O Samuel, meu tecladista preferido,o dono dos meus olhos (o dono do meu coração é o Geziel, o Guilherme é o dono da minha mão mais máscula e futuramente eu vou me casar com o Victor. É que a linha do amor da mãos da maioria deles se junta perfeitamente com a minha; eu tenho váárias Almas Gêmas setelagoas, só pra esclarecer as coisas) é, então, o Samuel, embalado no amor do Bruno e da Juliele, vestiu o blazer do Guilherme, pegou a rosa da Juliele, ajoelhou na frente da escada... (não, eu não vi isso, eu tava dormindo), e alguém gritou: "Olhaaaa, o Samuel vai se declarar pra Ceres!" Foi aí que eu olhei pra frente, e tava lá, no espaço entre um degrau e outro o Samuel, com o braço direito esticado com a rosa na mão. Ele respirou, olhou no meus olhos e disse: "Ceres, eu te amo! Namora comigo?" Eu fiz uma cara de "Hã?". Aí a ficha caiu, e eu fiquei parada, olhando pro Samuel. Foi só um segundo pra mim cair na gargalhada. Aí ele disse: "É, sabia que você tinha alguma coisa com o Geziel!" Nessa hora, coincidentemente caiu uma pétala da rosa, ele pegou do chão, pôs na minha mão e disse: "Isso foi o que sobrou do nosso amor, Ceres!" e saiu andando. Chorei o choro mais forçado que eu consegui, olhei pra pétala na minha mão, e chorei mais ainda. O Samuel voltou, me abraçou, e a gente começou a rir.
Todo mundo ficou sem entender, todo mundo acreditou. Gente, eu? Namorar com o Samuel? Aaah tá.
De repente, a menina que tava perto da cortina da cochia olha pra trás, com uma cara tremenda. Todo mundo que estava na cochia fez silêncio. Se não fez, é que eu não ouvi mais nada a não ser a música que vinha do palco. Era a MINHA música. A música que eu ia cantar,a original (a minha era paródia), o 3º ano tava tocando. Eu fiquei sem reação. Dessa vez eu chorei de verdade. Juro que desabei, ainda mais que eu vi outro Chaplin, outra donzela, outro bloco de Carnaval... era praticamente o nosso teatro, em dobro. A platéia inteira aplaude a apresentação deles, e pede pra cantar de novo. Eram aplausos atrás de aplausos.
Foi aí que eu entendi. Entendi o porquê de terem colocado o 3ºano pra apresentar primeiro. Eu não conseguia acreditar naquilo que eu via, que eu ouvia. Todos ficaram perplexos. A professora Fernanda, a coordenadora do projeto, me viu chorando, e perguntou o que tava acontecendo. Dei uma má resposta pra ela e fui pro banheiro. Quem tava lá, gente da minha escola com quem eu nunca tinha conversado, vendo meu desespero, ficaram preocupados.
Acho que eu nunca fiquei tão nervosa na minha vida. Tudo o que a gente tinha feito. Juro que até agora eu não consigo entender o que que aconteceu naquele lugar ontem. Chegou perto de mim um menino do 2º ano, e me falou assim que todo ano o 1º ano levava ferro em tudo o que fazia na escola. Eram os calouros contra os veteranos, é impossivel.
Em nenhum momento eu pensei em desistir. Retoquei a minha maquiagem, reanimei o povo (foi o que eu fiz o tempo todo, toda vez que alguma coisa dava errada), e a professora conseguiu colocar a nossa série pra apresentar no lugar do 2º ano.
Chegamos, apresentamos, como se nada tivesse acontecido. Os microfones sem fio falharam, ninguém se interessava, claro, estavam vendo tudo pela segunda vez. Aí chegou a minha vez. Em cima da hora, o Guilherme não queria cantar também, e ficou sumido atrás da Luisa. Eu estava convicta que eu conseguiria. Subimos no palco. Na hora, também, não acharam um microfone pro Samuel. Estava tudo nas nossas mãos. Nas minhas e nas da Yasmin (de calça).
Não me concetrei nas 600 pessoas que estavam me olhando, todas, 1.220 olhos me olhando, todos, ao mesmo tempo, acompanhando o estalar dos meus dedos nervosos.
O Samuel começou a tocar a música. Eu não sabia pra onde olhar. Peguei na mão da Yasmin, e me virei pra ela. Eu já tinha ensaiado olhando pra ela mesmo, não devia ser tão difícil.
A música deslisava fácil, precisa sobre meus lábios. Parecia que estava sob êxtase, até que eu senti a Yasmin apertanto a minha mão, bem na parte da musica onde tínhamos dificuldade.
Nessa hora eu ouvia, estranhamente, só minha voz. Era o microfone, falhando. Me abaixei pra dividir o microfone com a Yasmin. Olhei pra primeira fila e vi a Maria Rita, intérprete das meninas, fazendo um sinal de positivo.
Minha mão não suava. Nós não errávamos, estávamos em perfeita sintonia.
Quando acabou, e agradecemos, esqueci que pelo menos poucas, viriam palmas.
Eu não conseguia parar de sorrir. Eu fiz minha parte.
(Quando eu descobrir o que aconteceu pode deixar que eu conto.)
Sim, eu queria (muito) ter quebrado a perna.
7 de abr. de 2010
No Mar, nas Lagoas e na Paciência
Andamos a toa, cantamos, e ainda lemos o livro "Na cama com Bruna Surfistinha", que, por sua vez tinha um +18 de todo tamanho na capa.
Em falar em Ramon... ele é um caralegal. Deve ter 1,90m de altura, tem covinhas na bochecha (que as meninas - e a moça da cantina- adoram), meio tímido, inteligente, e tem alguma coisa que faz com que - pelo menos - eu tenha muita vontade de ficar perto dele.
Sem falar que o nome dele de trás pra frente fica "No mar", e ele nunca foi na praia.
Enfim, não, não estou apaixonada pelo Ramon, apesar do fato de eu me apaixonar muito fácil. Ou não. Muitas coisas mudaram dentro de mim.
Tava aqui pensando... se eu fosse embora daqui (mesmo que eu não quisesse), eu ia sentir falta daqui. Da empada, do Ramon, da Rúbia e até mesmo da professora de Biologia. Ela tem a voz irritante.
Cheguei a conclusão de que, pelo menos por enquanto, meu lugar é aqui. Eu estou aqui porque era isso que tinha que acontecer, e sim, a minha Teoria do Heroísmo vai se concretizar.
Tá bom, eu tenho que admitir que a minha vida tem ficado até bem emocionante por aqui.
Hoje eu estava avaliando a mão dos garotos da sala, e de um do segundo ano, que tava no meio, não sei o por quê. Eram 7 meninos, e a linha do amor de 5 de juntou simetricamente com a minha. Fiquei pasma. Sou contra regra da apresentação do Poemar't, o projeto bimestral. Converso com muita gente na escola, me acham estilosa e eu me sinto bem, obrigada.
A Isabela deve vir na próxima semana, pra a gente apoveitar a noite Sete Lagoana, e eu estou muito animanda. Aliás, ela tem um blog legal.
Queria ter alguma coisa mais legal pra contar. Mas né, fazer o quê ?
Paciência, Ceres, Paciência.
31 de mar. de 2010
Incompetência em Introspecção
Enfim, além dos problemas corriqueiros de aborrecência, eu tenho um problema muito, mas muito sério com essa coisa de escrever.
Eu simplesmente não consigo escrever instrospectivamente! Pelo menos não mais.
Sinceramente, não estou com muita vontade de explicar o por quê de eu não conseguir; afinal de contas, está escrito na minha testa. E vou falar uma coisa para você: isso me incomoda. E incomoda muito; diga-se de passagem.
Se "introspectar" é o ato de observar seus própios sentimentos e pensamentos, esse é meu próximo objetivo.
Primeira Parte da Primeira Tentativa Voluntária de Introspecção
...
merda.
29 de mar. de 2010
Intensidade da Fase
Não devia ser tão ruim.
Não devia me fazer chorar por tanta intensidade, fase.
No mínimo curta eu quero que seja.
Sinto admitir, mas eu tenho problemas.
São muitos pensamentos ecoando em minha cabeça, todos soltos, sem direção, perdidos, todos ao mesmo tempo.
Aos poucos, venho enlouquecendo. Vagarosamente, venho perdendo os sentidos, a direção.
Vou acompanhando meus pensamentos, afinal, não tenho para onde ir.
Tenho vontade de abandonar minhas responsabilidades. Tudo, todos, nas minhas mãos.
Corações nas minhas mãos, decisões nas minhas mãos...
Arre! Minhas mãos não querem, entenda.
Minhas mãos querem brincar, minha mãos querem deslizar sobre cabelos alheios, enrolá-los em seus dedos; exibir seu dedo do meio bruscamente, sem responsabilidade, com inocência, como se fossem mãos de crianças.
Minha cabeça quer ser esvasiada, só pra depois ser enchida de cenas de novela pra adolescentes, só pra ter espaço pra conseguir decorar Todos os meus livros preferidos, pra poder pensar em alguém diferente, pra conseguir... ficar leve, pelo menos agora, enquanto eu preciso de paz.
Quero o equívoco de ser pega por alguém nos braços, quero a certeza de amar alguém (e ser amada), quero, que a fase acabe.
E que culpa eu tenho ?
Que culpa eu tenho de amar você ?
Sim, eu tenho.
Sim, eu também quero, e eu vou, te esquecer.
E, pra sua informação, estou indo bem.
Meu charme é minha contradição, concorda ?
20 de mar. de 2010
Lista de Sábado
Na verdade, eu poderia postar a lista das minhas vontades de sábado. Descobri que listar é muito, mas muito mais fácil que narrar, descrever, ou qualquer uma dessas coisas.
Coisas que eu Queria (disse certo, QUERIA) Fazer Hoje
1- Ir pra Belo Horizonte, ficar com meu avô ou com qualquer pessoa que me cedesse uma casa pra passar o fim de semana. Minha mãe não quer ir pra lá tão cedo, então, o melhor que eu poderia fazer é ir sozinha. Mas como eu já disse, eu não tenho dinheiro, e meu pai, como foi pescar não vai me dar dinheiro. Aliás, ele não vai me dar nada, até hoje eu não ganhei meu presente de quinze anos. Detalhe: eu fiz quinze anos em janeiro. Tenho meus motivos pra ir pra BH. E esses, por suas vez, são importantes. E muitos. Mas o jeito é ficar aqui, estudando.
Na verdade, não tenho mais o que listar, é só isso que eu queria hoje mesmo. Acho que isso vai ficar na minha cabeça até eu conseguir. O fato é que eu sinto tanta, mas tanta saudade! Será que eu faço tanta falta pra eles quanto eles pra mim?
Ceres manda um beijo pra Camila(a do cabelo colorido), pra Mari Japa, pra Ellen, pra Ana Catarina, pra Luísa Couto, pra Maria Clara, pra Sarah (Andreza, kk), pra Izabella, pra Carolsão, pra Bela, pra Giovanna, pra Fernanda, pra Jordanna, pro Ado, pro Luiz Henrique, pro Pedro Coelho, pro Matheus, pra Paulinha, pra Gabrielle, pro Luiz Eduardo (sim, eu sinto falta dele), pra Mônica, pra Gabi Ribeiro, pra Talita, pra Bruna Gregório, pra Carol , pro Guilherme, pro Sérgio (pra variar um pouco), pro Barretesão (sim, pra ele), pro meu pai, pra minha mãe e um especial pra Xuxa.
p.s.: Acabei listando os beijos.
p.s.: Não, não tem beijo pra você, Roberto, porque eu não sinto saudade de você. Nem da sua mãe.
19 de mar. de 2010
Velha Novidade e Playlist
Uma dessas velhas novidades têm certos ingredientes: saudade, convicção e falta de sono.
Se você ficar entediado com esse post idiota, leia o post de baixo. Se já leu eu não posso fazer nada, porque ... mentira, posso sim. Vou fazer outra lista.
As Músicas que eu mais Gosto (Sem ordem de prediletação)
1- Knockin On Hevean's Door - Guns N' Roses Version
2- Estranged - Guns N' Roses
3- Patience - Guns N' Roses
4- Sweet Child O' Mine - Guns N' Roses
5- Pra Você Guardei o Amor - Nando Reis
6- All Star Azul - Nando Reis
7- Don't Cry - Guns N' Roses
8- Me Adora - Pitty
9- Use Somebody - Pixie Lott (Cover)
10- I Wanna Be Your Boyfriend - Ramones
11- You and Me - The Cranberries
12- Lifehouse - Everything
13- Smells Like Teen Spirit - Nirvana
Preciso de parar com listas.