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29 de set. de 2012

Na verdade


Sem metáforas. Sem analogias.
Essa sou eu para dizer que não sinto raiva. Para dizer que ainda acredito nas coisas eternas, mas nunca vou deixar de duvidar da força das efêmeras.

Saber que elas existem é fundamental. É necessário aplicar as expectativas na sua própria capacidade.
Porque a saudade é algo que, depois de um tempo, acalma no coração. Depois, nem incomoda.
Então, para que acomodar? Por que acomodar com a dor, com o choro? Não é bom deixar que a tristeza vire rotina só porque você não tem mais a sua do lado de quem quer que seja.

As coisas não são da maneira que nós queremos. São exatamente ao contrário se você associar toda sua felicidade, tudo o que há de bom para você em alguém. As pessoas se sentem sufocadas assim, creio eu. Imagina, ser o centro de tudo para alguém? Mas vá, ninguém faz isso por mal. Ninguém deposita sua própria felicidade em ninguém por querer mal. Longe disso.

Pensei nesses dias sobre uma vez que você me disse que se sentia bem comigo. Que confiava em mim. E que perto de mim, conseguia ser você mesmo. Eu lembro que peguei seu rosto entre minhas duas mãos, e beijei cada cantinho dele. E vou te contar que isso me deixou muito, mas muito mais feliz do que quando você disse que me amava pela primeira vez, quando apenas escondi meu rosto na sua camisa.

Isso que eu aprendi. Que têm certas palavras que dão muito mais acalanto e vontade de ficar junto do que o ultrapassado do 'eu te amo'. Que as pessoas estão aqui, com a gente, mas nós nunca vamos conhecê-las de verdade. Nunca vamos saber o que elas sentem, mesmo que façamos tudo para fazê-las felizes. Tudo mesmo. É necessário confiar, muito mais do que gostar muito. E por favor, não subestime. Converse.

Se já chegou a dizer que ama, que confia, não custa dizer o que incomoda. Muito mais do que saber o quanto tem e o tamanho da sua individualidade é saber o quanto o outro conta com você. Se amar primeiro não é egoísmo. Egoísmo é tomar as decisões sozinho sobre algo que é coletivo, sobre algo que envolve outra pessoa. É assim mesmo. E não tente entender. É só respeito. É só pensar no outro.

25 de ago. de 2012

"O que te sobra além das coisas casuais?"



Tenho pensado muito nessas coisas que a gente engole – essas palavras que chegam na pontinha da língua, mas voltam com a saliva e também aquelas palavras que ouvimos e fingimos que não nos doeu. As coisas que deixamos de viver por acharmos não estarmos prontos, por acharmos que aquela situação está à frente do nosso tempo ou por medo...
O que eu tenho pensado muito mesmo é em todas as palavras que eu ando engolindo acreditando que nenhuma delas vai me salvar desse meu medo tão profundo no meu âmago e em todas as palavras que eu consegui não engolir, mas não consegui dizê-las a quem eu queria tanto que ouvisse.
Uma dessas coisas que eu queria dizer é que eu entendo porque as pessoas não amadurecem. Entendo que seja mais fácil viver pelas coisas casuais porque a futilidade é um caminho mais fácil pra felicidade e é por isso que tem tanta gente fútil e vazia ao meu redor. Mas não vou brigar por isso, porque pra deixar de ser fútil e se aprofundar em relacionamentos e atitudes é preciso amadurecer e este é o grande problema.
Amadurecer é uma fase muito dolorosa na vida da gente e as pessoas tem tanto medo de sofrer, medo de se envolver, medo de falar o que querem, medo de serem elas.
O que me incomoda não é quando esse medo impede as pessoas de investirem no que sentem, o que me incomoda é quando elas começam a se aprofundar, mas percebem como é tão vasto ter intimidade e ficam com medo, se assustam e desistem. O que me incomoda é cada pessoa que eu vejo fugindo de ser mais profundo, de ser mais sensível. Me incomoda elas não quererem descobrir o que elas podem ser. Me incomoda elas desistirem por esse medo tão oculto e destrutivo em seu interior.
Quando é a hora da pessoa crescer, ela cresce... não dá pra fugir disso pra sempre.

1 de jul. de 2012

Coleção de Ilusão



(antes de começar a ler, favor clicar em play)

Então aqui vou eu recorrer ao maior clichê de escritores do mundo: falar sobre a dor amor.
É...vou falar sobre esse ciclo vicioso de não querer nada/encontrar alguém/se entregar totalmente ao sentimento e acabar. Estou colecionando ilusões e decepções amorosas ha alguns anos e já não tenho mais aonde guarda-las.É triste ser tão nova e pensar em desistir de tudo, como se nada fizesse sentido...
Dessa vez não foi uma ilusãozinha que pelo menos eu consiga ficar lembrando do Frejat cantando "procuro um amor que seja bom pra mim" porque ta na cara que se meus amores tivessem sido tão bons assim, eu ainda teria um amor.
Eu continuo vivendo nesse mundo de filmes de romances, de finais felizes, de que a esperança é a última que morre. Eu estou cansada de passar por isso DE NOVO. Porque DE NOVO, eu acreditei - e acreditei com tudo que tinha dentro de mim -que agora era pra sempre, que afinal, meu primeiro relacionamento sério e o mais longo podia ser tão longo que quando eu fosse velhinha estaria de mãos dadas com o mesmo cara, mas não estou de mãos dadas com ninguém.
Infelizmente eu sei que esse meu jeito não vai mudar, que eu vou viver esperando por uns tempos que tudo volte a ser como antes e que depois vou passar um tempo esperando não encontrar ninguém, pra não sofrer assim de novo. Mas depois, sei que vou encontrar alguém pra poder ter tudo de novo. E depois, depois, depois... sempre depois.
O coração da gente nunca esquece, nunca cicatriza totalmente e cada vez a dor aumenta e em contra-partida a esperança também. E o segredo do meu coração é que eu sempre vou ter forças pra pensar em continuar e querer continuar. Até eu esquecer e essa dor passar não vai sair da minha cabeça: "pra que te esquecer, se o amor é tanto?..." 
Eu queria aqui poder confiar a você (que já sabe tanto sobre mim) o que eu realmente sinto, mas tenho medo de admitir...medo de saber que as minhas certezas ainda são certas ou não. Eu queria saber se agora, os sentimentos de duvida, medo, ansiedade e dor também são recíprocos, mas eu também queria saber como não amar ninguém além do que eu sinto agora. 
O que eu quero mesmo, é encontrar logo o "grande amor da minha vida" pra ter certeza de que ele não está entre as minhas ilusões. Essa é a maior dúvida da minha vida.

20 de dez. de 2010

Sobre Ditas Histórias de Amor

Já contei que é a Conspiração Vital que me fazia escrever. É uma espécie de "Inspiração Vital", segundo minha amiga Bia. Sabe qual é o problema? Não tem mais Conspiração Vital. Não tem.
Então você, minha querida, que sofre de amor platônico, de não ser correspondida, se sinta feliz.
Por que, quando isso tudo acabar, e você tiver um namorado lindo, planos pra faculdade, roupas legais, e, fazer o que gosta, com certeza, você vai custar a escrever. Tá bom, você pode ter sorte, tipo a Br Vieira, do blog Depois dos Quinze (que aliás, eu adoro). Pelo o que eu sei, aconteceu o mesmo com ela. O "amor-sofrimento" acabou, e ela foi escrever sobre outras coisas, e deu certo. Não, não é o meu caso, porque simplesmente eu não consigo mesmo. - Disse isso quando fui fazer pestana no violão, e depois eu consegui, mas mesmo assim, é diferente.- Então, voltando ao assunto, o sofrimento, a dúvida, e todas essas coisas rendem textos legais, seja de qualquer gênero. Isso não é um regra, porque senão todos os escritores famosos seriam um poço de tristeza e desilusão. Não conheço nenhum para poder dizer isso, mas né, toda regra tem sua excessão, e eu acho que nesse caso, as excessões são muitas.
Essa semana eu tentei escrever um trilhão de vezes aqui no blog. E não consegui. Toda vez que eu não dou conta, ou eu vou ver o blog da Br, o Depois dos Quinze, ou vou começar a ver o filme 500 Dias Com Ela (começar, porque eu nunca terminei). Pode parecer que não, mas isso tem uma ligação. Tudo aqui começou de uma história de amor. E histórias de amor que tem graça são as piores de viver. (Aliás, pensando bem, não são de amor). Foi assim que nasceu o Conspiração Vital, o Depois dos Quinze, e é disso que fala o filme. Não vou fazer sinopse nem essas coisas.
É isso que eu queria dividir com vocês. As ditas histórias de amor, mas sem amor rendem coisas boas, pelo menos nesses casos.
Agora já é tarde, está quase todo mundo de férias, com marca no braço, porque tomou sol de blusa.
Já dei duas ideias, dar uma lida no Depois dos Quinze e curtir a Zooey Deschanel nos seus melhores ângulos (isso foi meio "lésbico", mas tudo bem).

Filme "500 Dias Com Ela" na íntegra

Então, sinceramente, espero que você tenha uma história chata de viver, mas boa pra contar.

14 de jun. de 2010

Sobre Ladrilhos e Ônibus

Amanhã de manhã eu quero acordar às 6 da manhã, me olhar no meu espelho grande do banheiro, vestir meu uniforme azul-marinho, colocar minha mochila laranja nas costas, e sair porta afora.; exatamente às 6:30.
Quando abrir o portão, a primeira coisa que eu quero ver é meu poste ainda acesco, no meu passeio, fazendo par com a minha castanheira pouco frondosa pelo outono. Meu passeio. Quantas vezes eu não me sentei ali. Quantas vezes não tomei chuva, não chorei, não amei... ali.
Descer a rua calçada com pedras grandes, devagar, por mais que estivesse atrasada; curtindo cada centrímetro da rua que um dia eu quis ladrilhar.
Quero, passar no portão da sua casa, e pensar: "Mais tarde eu passo aqui.". Atravessar a passarela do metrô, observando as grades amarelas, deixando que as lembranças tomem conta de mim.
Cerrar os olhos pra conseguir ver as horas na torre do relógio, jogar os cabelos para trás.
Esperar, subir e curtir o ônibus. É, o ônibus. Olhar, da janela suja, a vida alheia, que se repetia, dia após dia, certeira. E eu amo ver aquilo. O cara da moto, o semáforo, o cobrador, o motorista. A televisão ligada na Globo dentro da lanchonete.
Descer do ônibus, respirar a poluição do centro da cidade, passar na frente da igreja; ver um aglomerado de pessoas com a mesma roupa que eu.
Beijar, abraçar, "Bom Dia!".
Como eu quero chorar. Chorar, só por lembrar. Lembrar de quem estaria ali. Quem eu quero ver, quem eu quero sentir. Que raiva que me dá de saber onde eu quero estar, e não poder!
Me sinto idiota. Nove e meia da noite sete-lagoana. Amanhã de manhã, farei tudo o que não quero fazer.
Só hoje, por favor, me deixa voltar pra lá?
E que diabos é você que me impede de estar?
Quero você, calçada. Quero você, poste. Quero você, castanheira. Quero você, espelho; e tudo o que viria em vossa consequência.
Pelo menos, agora. Só hoje.
Só pra parar de doer.

16 de mai. de 2010

Ceres Sete-Lagoana

-Oi, quero te conhecer. - diz o cara, e pega na minha mão – Qual é o seu nome, morena?
- Ceres. (sim, eu sei que ele não entendeu.)
Ele chega perto, e me dá um beijo na bochecha. Sinceramente, eu não ia perguntar o nome dele, porque eu não fazia questão. E ele, se estivesse tão preocupado em saber meu nome, ele tinha perguntado de novo; porque não, ninguém NUNCA entende de primeira. Por isso que agora até eu mesma me denomino “morena”.
E então, ele me dá outro beijo na bochecha. E na outra. E na outra de novo.
Até que eu virei de costas e saí andando.

Puta merda, mas que saco.
Aquele era o nº 18, eu acho. O décimo oitavo garoto que mexia comigo na mesma festa, o décimo oitavo que eu não me interessara.

- Ceres, aquele ali, de camisa azul, ele quer fazer parceria.
Parceria ? Que diabos eu estou fazendo aqui, pelo amor de Deus!

E eu ia, andava, levantava um pouquinho a perna, por causa do salto, ria um pouquinho, e até me deu vontade de dançar. Forró, sertanejo.
Afinal de contas, eu precisava me enturmar.

- Não, Ingrid, não, sem essa de parceria, que isso.
Ingrid sái, e vai falar com o dito cujo, que deve ter sido o décimo, por aí.
- Ceres, ele te chamou de playboyzinha, que ele nem sabe o que você está fazendo aqui, maior metida. Feia pra caralho.

Pois é, Ceres. Playboyzinha. Playboyzinha.
Essa é nova. E eu sou tão feia que ele queria me beijar. Bom. Isso quer dizer que os garotos daqui (34, pra ser mais exata), preferem as morenas, metidas, feias e playboyzinhas.

- Que foi, Roberto?
- Cé, lembra aquela calça apertada que eu tinha?
- Lembro, Roberto.
- Então, eu vou na festa hoje com uma mais apertada que aquela. Você vai?
- Ah, não sei, se o Léo for...
- Tá bom, chama ele então pra vocês irem.
- Beleza, Roberto.

Bom, eu fui à festa por conta do Roberto. Por conta no sentido de ele ter me chamado. Ele me vigiou a festa inteira, pelo o que eu sei não ficou com nenhuma garota. Vai ver que é porque toda vez que ele ia conversar com uma, ele tinha que ficar vigiando pra ver se eu estava olhando, e morrendo de ciúmes. Coisa que eu não fiz.

Número 30, 31, 32...
- Não.
- Neeem, fala pro seu amigo que eu to muito ocupada coçando meu pé agora.
- Eu sou seu sonho, é? Então vá dormir!

Por que, cara, por quê?
Por que nenhum daqueles 34 garotos eram o que eu quero?
Por que toda vez eu tinha que contar até 10 e falar “Samuel, Samuel!” em voz alta ?
Por que eu me obrigo a ser tão idiota?
Por que que ser sete-lagoana é tão, mas tão difícil?

Só porque eu sempre fui apaixonada pelo Sérgio?
Só porque eu estou ficando com o Samuel?
Só porque agora eu moro em Sete Lagoas?

É tão difícil entender que isso tudo não é culpa minha?
Então porque que a pior parte fica pra mim?
De que adiantava 34 se eu só quero um?

Não, eu ainda não consegui trocar de pizza preferida.

Sou uma garota sete-lagoana e frustrada.
Sou uma morena dos sonhos do nº 26.
Sou uma apreciadora de pizzas belo-horizontinas.
Sou uma idiota.

É difícil esconder desespero, desculpa.

29 de abr. de 2010

Contra o Exercício de Pensar em Dúvidas

Dúvida.
Esse é tipo de coisa da qual eu não fico sem. Nem eu, nem ninguém.
Sabe o que é pior? Nós somos OBRIGADOS, todos os dias, a morar com ela, estudar com ela, beijar, abraçar, alisar, morder, apertar... e sim, isso é saco. 
Vai que alguma dúvida tem bafo, deixa cabelo no sabonete quando toma banho e ainda por cima copia seu dever?
Eu em particular, todos os dias, fico louquinha atrás das minhas respostas; porque minhas dúvidas têm bafo, e todas essas coisas desconfortáveis.
Eu não sei se meus amigos de BH pensam em mim com frequência igual a que eu penso neles, se em um futuro distante eu vou ser mãe, me enxer de pirralhinhos, ou, até então, ser uma louca, toda tatuada e cheia de piercing.
Ou pior: se vou ter minha casa própria, se vou comprar roupas legais, qual profissão vou exercer, se vou ficar com quem eu amo.
Gente, e se meus amigos me acham esquisita, se meus pais não estão satisfeitos comigo, se o cara que eu gosto não gosta de mim?
Pensar nisso tudo me mata de desespero, que merda.
Então, agora, cheguei à uma conclusão, e vou combinar isso comigo mesma:
se eu tiver dúvidas (é só uma suposição, porque, como eu já disse, eu tenho, e de sobra) eu vou tentar acabar com elas. É, foder com elas, tirá-las o poder de existir e me enxer o raio do saco, mandar elas pra puta que pariu.
Se eu não conseguir vou simplesmente não pensar nelas.
De que adianta ficar horas pensando em uma coisa incerta, totalmente fora do seu alcance?
Garota, para de ficar pensando se os garotos do VDG vão se casar com você. Se isso tiver que acontecer, vai acontecer e ponto final.
Garoto, não fica enxendo a cabeça com filme pornô se masturbando no banheiro. Não fica preocupado se a gatinha da sua sala vai te olhar. Sobe a calça e vai jogar um charme em cima dela, escrever uma música pra uma serenata, sei lá!
Vamos ser felizes não pensando nas dúvidas que não podemos achar as respostas!
Vamos ir pra "Religião do Destino", e acreditar no nosso potencial de alcançar nossos objetivos!
Eu digo por experiência própria.

p.s.: não me dirigi à ninguém.

Pauta para Projeto How Deal

26 de abr. de 2010

Feliz Ceres Velha

- Toma, Ceres.
- Obrigada, Ramon. - eu disse, quando ele pôs o bendito livro na minha mão.

Finalmente eu iria passar da página 53, e minha curiosidade de saber o que ia acontecer (o que aconteceu e todos os outros verbos) com o Marcelo (Rubens  Paiva)  ia ser saciada. Juro que até só agora eu entendi a minha tara por querer tanto ler esse livro.
À uns 3 anos atrás, a Karine, uma menina que pegava ônibus comigo e estudava na mesma escola que eu me disse que "Feliz Ano Velho" era um livro absurdo, e que o cara dele é um filho da puta, que só falava de seios e bocas alheias.
Karine, sua mentirosa!
Eu tenho total consciência de que o Marcelo nunca vai ler o que eu escrevo. Afinal de contas, além de pé no chão eu sou até bem pessimista, pelo menos às vezes. Mas eu fico feliz por você ter conseguido se sentar, andar de cadeira de rodas, ido no cinema e, puta merda! Como como o jeito que você descreve as coisas me fascina!
Agora, eu já passei da página 180. Tudo hoje. Eu simplesmente não consigo parar de ler. Depois de horas que todo mundo aqui estava pensando que eu estava domindo enquanto eu lia freneticamente, minha vista está supercansada. E sim, a possibilidade de eu sonhar que eu estava ouvindo o Bamba, num gramado enorme que provevelmente seria da USP é enorme.
Esse tipo de coisa toma conta de mim fácil. Aconteceu a mesma coisa com Crepúsculo, Lua Nova e afins; mas quando você sabe que que aquilo aconteceu de verdade com gente de verdade o efeito de êxtase é bem mais avassalador e selvagem.
Como eu sou arcaica! Me identifico com um jovem louco da década de 80, e meu sonho é conhecer uma pessoa assim que, de preferência esteja ao meu alcance. Não sei se é pedir muito, mas a minha vontade de crescer, ter uma visão política (não pelo fato de ter vivido certa repressão governamental, e sim por ser isso uma coisa que me é considerada útil), conseguir se apaixonar por coisas mínimas e torná-las vitais é enorme. Concluindo a ladainha toda, esse é meu objetivo.
Esses hormônios, essa coisa ridícula que dificulta ainda mais minha (nossa) passagem pelo pântano lamacento (?) que é a adolescência estão me deixando uma pessoa (muito) cismada, pensativa, irritadinha, (principalmente) chorona e desconformada. Não me sinto normal.
Ultimamente tenho A-DO-RA-DO falar muito palavrão, filosofar (apesar de as aulas de filosofia serem, em sua maioria, chatas), pensar em coisas chulas (tipo pornografia e coisas do gênero) e isso tá me deixando louca e, ao mesmo tempo, fascinada. Nem imaginava que essas coisas existiam.
Outra vontade que eu tenho é falar exatamente o que eu penso. A sensação de conseguir fazer isso seria praticamente a mesma de sair correndo na avenida Paulista na contra-mão (não sei a merda da reforma ortográfica não, porra!), e ainda por cima pelada. Parece que tem um elefante na minhas costas, e com ele eu não consigo realizar movimento, muito menos trabalho. (Prestei atenção na aula de Física. Beijo Afonso!)
Fico o dia inteiro pensando no meu cabelo que ERA tão lindo, no meu projeto-de-namoro-que-eu-sempre-sonhei que durou exatamente uma semana e um dia, na minha abstinência por um (dois ou mais) contato(s) físico(s) com o sexo oposto, nas lagoas, na empada, na minha coxa, na luz que eu meu pai acendeu, na minha bunda!
Nunca, nunca mais vou julgar as pessoas porque elas são cismadas, falam da mesma coisa (ou pessoa) o tempo todo, porque veem Isa tkm, tk+, seja lá o que for, usam calcinha (ou cueca) pequena, gostam de livros de amor super melancólicos ou, então, são indiferentes a mim.
Primeiro que tudo isso eu já fiz, faço, ou farei, Um exemplo é usar calcinhas pequenas. E fodas, eu falo "nunca", mesmo correndo o risco de não fazer de novo. 
Nesse caso, o verbo é "julgar". O que conta aqui é o pronome que vem antes. Não pode ser "eu".
Aliás, essa coisa de prometer e não cumprir às vezes é muito, mas muito convidativa pra mim, mas isso, de verdade, eu não gosto de fazer.
Camilla, eu ia escrever sobre sua beleza mineira, magra e sedutora e esconderijos idiotas, frágeis e não-óbvios que a felicidade usa, mas não, não me senti apta pra isso.
Bela, Gabi, Paulinha, Lika, Fernanda e Giovanna: vocês são as melhores amigas belohorizontinas do mundo, sério!
Marcelo, já já vou ir ler o que aconteceu depois que você terminou com a Marina, esperaê.

17 de abr. de 2010

Inpiração à Jato por Longa Distância

Geralmente, é comum que pessoas normais que gostem de escrever sejam inspiradas por certas pessoas. É normal observar o jeito no qual certa pessoa mexe no cabelo, ri, te olha, e todas essas coisas que fazem com que certas pessoas sejam apaixonantes.

Com esse meu pensamento, chego a uma conclusão: eu não sou uma pessoa normal que gosta de escrever.
E sim, eu quero listar os motivos. Mas não, vou só citar mesmo. Aliás, listas irritam você?

Então. Está bem. Primeiro, é que eu não tenho como observar. Não tenho como sentir, e, muito menos, saber como está. De verdade.
Fico só pra... imaginar.
Seria ficção todas as minhas precipitações à longa distância (lê-se 70km)?
Ou será então que você está tão perto de mim que eu não preciso de estar tão perto pra que você me inspire?

Por mais que seja impossível ver, eu lembro.
Lembro de como você mexe nos cabelos, de como ri, de como olha pra mim, e todos os outros motivos dos quais fizeram com que eu me apaixonasse por você.

Sorte minha que você sabe sim, a falta que você me faz.
Isso me deixa feliz. E eu sei que você tá feliz, porque eu estou falando de você.

Mas de qualquer maneira, queria saber como foi o seu dia. E quem sabe, fazer parte dele. De novo.
Também espero que você se lembre de mim.

1 de abr. de 2010

Problema mãe: Saudade

Escola Estadual "Dr. Arthur Bernardes", Centro de Sete Lagoas, Minas Gerais. 

É aí onde eu estou estudando agora. 
Se a pessoa que tirou essa foto andasse mais alguns metros pra trás ela cairia na lagoa Paulina.
Se ela não caisse na lagoa, certamente atravessaria a rua e, se continuasse viva, pegaria um ônibus, e, facilmente chegaria aqui em casa.

Sorte sua - você que está lendo, que essa pessoa não tirou uma foto da minha cara agora. Eu queria muito, mas muito mesmo, conseguir escrever sobre esse lugar; sobre os professores, meus colegas, sobre as chuvas corriqueiras, sobre meus vizinhos (hum), e blá blá blá.
Mas não. Eu simplesmente não consigo. 

Hoje, a minha colega, a Rúbia, veio aqui. Ela é muito legal (claro que é, eu emprestei minha coleção de Capricho pra ela). Acho que o que fez com que a gente fosse... amiga, é que nós viemos de BH. No mesmo mês, e ainda por cima, temos mais ou menos o mesmo problema.

O nome desse problema é SAUDADE.
Saudade dos amigos.
Saudade da escola.
Saudade da casa.
Saudade do supermercado. (aliás, eu adoro supermercados)
Saudade da rua.
Saudade, saudade...

Quem sente saudade está, consequentemente, imerso em nostalgia.
Posso ser sincera? Se me perguntarem o que é nostalgia, eu não vou saber explicar. Só sei dicernir quando eu sinto ou não.
Enquanto, hoje, eu estava imersa em nostalgia, contei pra Rúbia todas as minhas histórias. Essas que provavelmente, se você me conhecer vai saber, de cór. O legal disso tudo, é que ela não sabia. Acho que ela, à essa altura, é a única que faria (como ela fez), uma cara de supresa quando eu contei pra ela o que tomo mundo já deve estar careca de saber. Todo mundo de Belo Horizonte, todos os meus amigos, meu pai, minha mãe... a cara de novidade dela de uma certa forma me deixava feliz. Ela ria do jeito que meu pé ficou gelado enquanto eu falava do Sérgio. (sim, agora é o pé.)

Mas do que que adianta?
Depois, quando a nostalgia tava quase me tampando os olhos (agora), eu lembrei, certinho, da Isabela em pé na cama do meu irmão, fazendo comentários na lista que eu tinha colada na porta do meu guarda-roupa. A lista de quem eu já tinha beijado, coisa de gente besta mesmo.
Ela estava com o predendor do cabelo dela na mão, que estava todo bonitinho como sempre, por cima de uma blusa verde. Ela estava usando uma bermuda, na altura do joelho, eu lembro como se fosse hoje. E como eu sinto saudade de ela ir na minha casa fim de semana, quando a gente não tinha nada pra fazer! De ir "tomar" açaí, de rir da besteira da outra.
Eu aqui, em Sete Lagoas... quando que, num sábado a Bela ia vir me ver porque tava a toa na casa do pai dela? Quando?

Não, era a Rúbia... ela e a cara de surpresa pelas minhas histórias. Eu queria uma cara de tédio. Queria ouvir um "de novo, Cé?"

Só pra depois descer as escadas, ir pra rua, tentar pensar em outra coisa pra, quem sabe, escrever uma história melhor do que aquela que eu tava contando, pra lembrar de outras, até.

Saudade.
Saudade da pracinha.
Saudade do sorvete de chocomenta.
Saudade da banca de revista (aqui no bairro não tem)
Saudade do Emídio.
Saudade do meu avô.
Saudade do chão de madeira.
Saudade da minha cama que fazia barulho.
Saudade da vista da minha janela.
Saudade da avenida.
Saudade da rua de cima.
Saudade do Bar do Fernando.
Saudade de tirar foto com a Fernanda.
Saudade de cantar com a Giovanna na rua.
Saudade dos verbos, dos substantivos, e tudo mais o que eu podia fazer... lá.
Saudade, saudade ...

Isso foi um post introspectivo?

31 de mar. de 2010

Incompetência em Introspecção

Por mais que até outro dia eu não soubesse o que é introspecção, eu cheguei à conclusão de que eu preciso fazer isso.
Enfim, além dos problemas corriqueiros de aborrecência, eu tenho um problema muito, mas muito sério com essa coisa de escrever.
Eu simplesmente não consigo escrever instrospectivamente! Pelo menos não mais.
Sinceramente, não estou com muita vontade de explicar o por quê de eu não conseguir; afinal de contas, está escrito na minha testa. E vou falar uma coisa para você: isso me incomoda. E incomoda muito; diga-se de passagem.
Se "introspectar" é o ato de observar seus própios sentimentos e pensamentos, esse é meu próximo objetivo.

Primeira Parte da Primeira Tentativa Voluntária de Introspecção

...

merda.

29 de mar. de 2010

Intensidade da Fase

É só fase? Ora... fase.
Não devia ser tão ruim.
Não devia me fazer chorar por tanta intensidade, fase.
No mínimo curta eu quero que seja.

Sinto admitir, mas eu tenho problemas.
São muitos pensamentos ecoando em minha cabeça, todos soltos, sem direção, perdidos, todos ao mesmo tempo.
Aos poucos, venho enlouquecendo. Vagarosamente, venho perdendo os sentidos, a direção.
Vou acompanhando meus pensamentos, afinal, não tenho para onde ir.
Tenho vontade de abandonar minhas responsabilidades. Tudo, todos, nas minhas mãos.

Corações nas minhas mãos, decisões nas minhas mãos...
Arre! Minhas mãos não querem, entenda.
Minhas mãos querem brincar, minha mãos querem deslizar sobre cabelos alheios, enrolá-los em seus dedos; exibir seu dedo do meio bruscamente, sem responsabilidade, com inocência, como se fossem mãos de crianças.

Minha cabeça quer ser esvasiada, só pra depois ser enchida de cenas de novela pra adolescentes, só pra ter espaço pra conseguir decorar Todos os meus livros preferidos, pra poder pensar em alguém diferente, pra conseguir... ficar leve, pelo menos agora, enquanto eu preciso de paz.

Quero o equívoco de ser pega por alguém nos braços, quero a certeza de amar alguém (e ser amada), quero, que a fase acabe.

E que culpa eu tenho ?
Que culpa eu tenho de amar você ?
Sim, eu tenho.
Tenho toda culpa do mundo.  que diferença isso faz pra você ?

Sim, eu também quero, e eu vou, te esquecer.
E, pra sua informação, estou indo bem.

Meu charme é minha contradição, concorda ?

19 de dez. de 2009

ODEIO despedida

Hum, está sendo tão ruim quanto eu pensei mesmo.
Dormi desde depois do almoço até agora pouco.

O que me aflinge é: EU ESTOU MORANDO OFICIALMENTE EM SETE LAGOAS.

Sonhei com chuva, e eu não sei o que isso quer dizer.

Eu não sei nem o que pensar, sei lá.
Minha mãe disse que estamos nunca fase de transição muito difícil, e eu osou obrigada a concordar com ela. E que fase!

Só pra constar: dentro de mim muita coisa ainda não mudou. Ainda.

Queria estar mais poética.
Mas deve ser o desespero.

25 de ago. de 2009



Odeio indecisão. Nem minha, nem de ninguém.
Eu já comecei a digitar esse post umas três vezes, e não tá dando muito certo.

Primeiro eu queria falar o all star amarelo de cano médio, que eu procuro à meses, desde que eu tive uma "ilusão", uma "cisma" com isso.
Aí eu descobri que só existe na linha infantil, tipo do número 18 ao 32. Eu não calço ente 18 e 32, então eu posso comprar um branco e pintar, mas minha mãe disse que não é a mesma coisa.

Eu também descobri que eu tenho uma queda pelo Eduardo Moscovis.
Isso não ajuda em muita coisa na minha vida, mas eu estou vendo Alma Gêmea por causa dele, e via Senhora do Destino também por causa dele. Vale a Pena Ver de Novo tem alimentado muito minha tara por ele.
O Beto está ficando um idiota, que coisa. Tá me ligando pra fazer umas brincadeiras idiotas igual menino de 7 anos. Deve ser fase, passa. Ou então já que a fase de "conquistar" já passou, ele não precisa de ser "perfeito" mais. Que coisa, minha cabeça tá uma bagunça.
E assim eu termino meu PIOR post.

31 de mai. de 2009

Desabafo Triplo

eu não quero ser perfeita, quero ser eu mesma, e ser reconhecida por conseguir isso.
eu não queria precisar de um elogio ou ser a melhor pra ficar de bom humor.
eu queria aceitar melhor as coisas que acontecem comigo, queria ter bom humor, uma perna durinha, não queria ter que usar aparelho e muito menos estudar.
não queria ser tão de Lua, deixar que as coisas inúteis me influenciem tanto.
talvez se eu não me prendesse tão à tudo que já passou eu fosse mais feliz ...
eu podia ser mais sociável, menos difícil, mais flexível e por consequência mais feliz.
não queria precisar de um blog pra chorar, pra dizer que eu tenho uma paixão retraída por alguém que não vale a pena, que eu to com vontade de esganar alguém porque conseguiu ser melhor que eu, que eu não quero descer as escadas e ir pro quintal porque eu não to com vontade de ver ninguém.
de ter que dormir com o cachorro só pra ter alguma coisa viva pra abraçar a noite, ou então morder um cara que tentou me beijar pelo simples fato de querer beijar qualquer Sérgio, Matheus, Thiago de menos aquele que tava na minha frente,
de não conseguir conjugar o verbo direito, se ter saudade de qualquer coisa que nem se sabe o nome ... eu queria apenas ser suficiente pra mim mesma, só isso .

28 de mai. de 2009

Errr ...

eu não sei o que dizer. eu sou um vácuo, alguma coisa inútil ou qualquer coisa do gênero.
eu acabei de chegar da feira, aliás, mentira, cheguei já faz meia hora e eu tô aqui na frente do computador pra ver se sái alguma coisa de mim.
fico feliz por minhas férias de amor terem acabado, finalmente.
e acabado bem, se me permite dizer assim.
eu tive a oportunidade de deixar aquelas paixonites-chiclete que ficam atrás da gente anos e anos, sem serem correspondias, e me entregar à "noites" muito bem aproveitadas com pessoas inesperadas, isso que é o melhor.
tenho pensado no pior, porque qualquer coisinha boba (e boa) que vier pro meu lado é lucro.
estou fazendo MEUS planos, pra MIM, saca?
eu não quero mais me casar, ter filhos, um marido, engordar e comer macarronada no final de semana. eu quero um fusca amarelo, e sair por ai na direção do vento.
eu PRECISO de estudar, to ficando uma burra, /OMJ
por mais que eu tente, sempre vem alguma coisa que me desvia a atenção, ou eu começo a cantar plena aula de química.
aaaah, desculpa não ser tão poética como antigamente ... desculpa mesmo ._.'
vou dormir e sonhar com ... ah ! tanto faz com o que eu sonhar :@