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13 de jun. de 2010

Remember, November

Estávamos sentados na varanda. O clima não era muito bom, nada nem perto do sentimento que geralmente tinhamos:
- Roberto, nós estamos brigando muito.
- Você que implica muito comigo, Ceres.
- Roberto, você me proibe de ver o Sérgio, implica com tudo o que eu faço, eu sou eu quem implica com você? Me poupe! Alguma vez eu te proibi de fazer alguma coisa? - minha voz se alterou, e ele permaneceu calado; seu semblante pesado.- Sabe, Beto -respirei-, eu acho melhor se nós dessemos um tempo... talvez seja melhor pra gente pensar, não? Faltam menos de um mês pra mim me mudar pra cá, o que você acha? -eu disse, como se fosse um pedido pra uma viagem.
- Ceres, não gosto de meio-termo. Não gosto.-sua voz era ríspida.- Ou a gente continua assim, ou termina.
- Roberto, por favor... eu gosto tanto de você! Vamos fazer isso? -eu já implorava.
- Ceres... -a voz dele me assustava.
- Então, tá -eu disse, perdendo o tom-, vamos terminar.
Ele tirou a minha pulseira que ele levava no pulso, colocou no chão, perto de onde eu estava sentada, de frente pra ele.
- É, falou, zé... vamos terminar.
Ele levantou, e saiu pelo portão afora.

"Zé? Falou, zé?" Aquilo não enfiava na minha cabeça de forma alguma.
Uma lágrima, solitária, devagar, rolou pelo meu rosto, exatamente no lado direito. Nossa, que simples. Nós havíamos terminado. Não me permiti chorar, nem gritar, como era o que eu queria. Ele não merecia que eu sofresse. Como assim, eu que implicava? Era ele que tinha mansagens de meninas no celular, do tipo "Me busca na porta da escola, amor?" ! E era eu que implicava? Eu não podia ter amigos, eu não podia ver o Sérgio, eu não podia contar piada... e por quê? Só porque eu morava em outra cidade? Por que ele não confiava em mim? Eu confiava nele!
Era um mês de novembro. O tempo estava fechado. Não chovia, fazia calor.
Ele saiu pelo meu portão nitidamente irritado comigo; e eu não queria fazer nada.
Os três meses que se passaram foram comigo o amando. Ou, pelo menos, mentindo pra mim mesma. Passávamos os sábados e domingos no sofá da sala, tomando sorvete, se abraçando.
Aquela foi a unica vez que eu chamei algum garoto de "namorado". Aquelas foram as minhas unicas lembranças. E essa, de ele saindo pelo portão, foi a última.

Ontem foi dia dos namorados. Se ainda estivéssemos namorando, estaríamos fazendo quase um ano.
E eu o vi. Na rua, naquele frio descarado, eu estava de mãos dadas com outra pessoa. A pessoa em quem quero apostar "minhas fichinhas". Para um recomeço, uma tentativa, sempre cái bem. Eu não me incomodo com o Roberto, agora. Para um recomeço, uma (ou algumas) lembranças, sempre caem bem. Eu não me incomodo com essa situação, agora.

Rolei na cama a noite inteira. Quando dormi, sonhei com o dono das minhas fichinhas.
Enquanto eu o esperava, o frio da minha barriga combinava com a noite e com a situação inteira.
Depois, tudo combinava.
Essa é uma das situações em que eu preciso de instabilidade. Agora é uma boa hora pra não saber o que vai acontecer, só pro frio da minha barriga combinar com todo o resto.

Em novembro, essas coisas já vão ser lembranças. E o que aconteceu novembro do ano passado, também.
Em novembro já não vai ser mais recomeço. Essa é a unica certeza que eu tenho.
Te espero, novembro, te espero.
Vejo que não demora.

Vem resto da minha vida. Vem pro resto ser lembrança. Vem pro resto não ser mais recomeço. Vem.

16 de mai. de 2010

Ceres Sete-Lagoana

-Oi, quero te conhecer. - diz o cara, e pega na minha mão – Qual é o seu nome, morena?
- Ceres. (sim, eu sei que ele não entendeu.)
Ele chega perto, e me dá um beijo na bochecha. Sinceramente, eu não ia perguntar o nome dele, porque eu não fazia questão. E ele, se estivesse tão preocupado em saber meu nome, ele tinha perguntado de novo; porque não, ninguém NUNCA entende de primeira. Por isso que agora até eu mesma me denomino “morena”.
E então, ele me dá outro beijo na bochecha. E na outra. E na outra de novo.
Até que eu virei de costas e saí andando.

Puta merda, mas que saco.
Aquele era o nº 18, eu acho. O décimo oitavo garoto que mexia comigo na mesma festa, o décimo oitavo que eu não me interessara.

- Ceres, aquele ali, de camisa azul, ele quer fazer parceria.
Parceria ? Que diabos eu estou fazendo aqui, pelo amor de Deus!

E eu ia, andava, levantava um pouquinho a perna, por causa do salto, ria um pouquinho, e até me deu vontade de dançar. Forró, sertanejo.
Afinal de contas, eu precisava me enturmar.

- Não, Ingrid, não, sem essa de parceria, que isso.
Ingrid sái, e vai falar com o dito cujo, que deve ter sido o décimo, por aí.
- Ceres, ele te chamou de playboyzinha, que ele nem sabe o que você está fazendo aqui, maior metida. Feia pra caralho.

Pois é, Ceres. Playboyzinha. Playboyzinha.
Essa é nova. E eu sou tão feia que ele queria me beijar. Bom. Isso quer dizer que os garotos daqui (34, pra ser mais exata), preferem as morenas, metidas, feias e playboyzinhas.

- Que foi, Roberto?
- Cé, lembra aquela calça apertada que eu tinha?
- Lembro, Roberto.
- Então, eu vou na festa hoje com uma mais apertada que aquela. Você vai?
- Ah, não sei, se o Léo for...
- Tá bom, chama ele então pra vocês irem.
- Beleza, Roberto.

Bom, eu fui à festa por conta do Roberto. Por conta no sentido de ele ter me chamado. Ele me vigiou a festa inteira, pelo o que eu sei não ficou com nenhuma garota. Vai ver que é porque toda vez que ele ia conversar com uma, ele tinha que ficar vigiando pra ver se eu estava olhando, e morrendo de ciúmes. Coisa que eu não fiz.

Número 30, 31, 32...
- Não.
- Neeem, fala pro seu amigo que eu to muito ocupada coçando meu pé agora.
- Eu sou seu sonho, é? Então vá dormir!

Por que, cara, por quê?
Por que nenhum daqueles 34 garotos eram o que eu quero?
Por que toda vez eu tinha que contar até 10 e falar “Samuel, Samuel!” em voz alta ?
Por que eu me obrigo a ser tão idiota?
Por que que ser sete-lagoana é tão, mas tão difícil?

Só porque eu sempre fui apaixonada pelo Sérgio?
Só porque eu estou ficando com o Samuel?
Só porque agora eu moro em Sete Lagoas?

É tão difícil entender que isso tudo não é culpa minha?
Então porque que a pior parte fica pra mim?
De que adiantava 34 se eu só quero um?

Não, eu ainda não consegui trocar de pizza preferida.

Sou uma garota sete-lagoana e frustrada.
Sou uma morena dos sonhos do nº 26.
Sou uma apreciadora de pizzas belo-horizontinas.
Sou uma idiota.

É difícil esconder desespero, desculpa.

20 de mar. de 2010

Lista de Sábado

Pleno sábado, eu sem dinheiro e muito menos um lugar pra ir.
Na verdade, eu poderia postar a lista das minhas vontades de sábado. Descobri que listar é muito, mas muito mais fácil que narrar, descrever, ou qualquer uma dessas coisas.

Coisas que eu Queria (disse certo, QUERIA) Fazer Hoje

1- Ir pra Belo Horizonte, ficar com meu avô ou com qualquer pessoa que me cedesse uma casa pra passar o fim de semana. Minha mãe não quer ir pra lá tão cedo, então, o melhor que eu poderia fazer é ir sozinha. Mas como eu já disse, eu não tenho dinheiro, e meu pai, como foi pescar não vai me dar dinheiro. Aliás, ele não vai me dar nada, até hoje eu não ganhei meu presente de quinze anos. Detalhe: eu fiz quinze anos em janeiro. Tenho meus motivos pra ir pra BH. E esses, por suas vez, são importantes. E muitos. Mas o jeito é ficar aqui, estudando.

Na verdade, não tenho mais o que listar, é só isso que eu queria hoje mesmo. Acho que isso vai ficar na minha cabeça até eu conseguir. O fato é que eu sinto tanta, mas tanta saudade! Será que eu faço tanta falta pra eles quanto eles pra mim?

Ceres manda um beijo pra Camila(a do cabelo colorido), pra Mari Japa, pra Ellen, pra Ana Catarina, pra Luísa Couto, pra Maria Clara, pra Sarah (Andreza, kk), pra Izabella, pra Carolsão, pra Bela, pra Giovanna, pra Fernanda, pra Jordanna, pro Ado, pro Luiz Henrique, pro Pedro Coelho, pro Matheus, pra Paulinha, pra Gabrielle, pro Luiz Eduardo (sim, eu sinto falta dele), pra Mônica, pra Gabi Ribeiro, pra Talita, pra Bruna Gregório, pra Carol , pro Guilherme, pro Sérgio (pra variar um pouco), pro Barretesão (sim, pra ele), pro meu pai, pra minha mãe e um especial pra Xuxa.

p.s.: Acabei listando os beijos.

p.s.: Não, não tem beijo pra você, Roberto, porque eu não sinto saudade de você. Nem da sua mãe.

15 de mar. de 2010

Quero comer cru

Tá olha, vou direto ao ponto: no pico do gráfico da minha instabilidade nos ultimos dias, eu posso dizer que caiu a ficha.
De tanto dizer, o dia inteiro, que eu estou ótima, que aqui é lindo, e que a empada daqui é boa, a vontade de amanhã acordar em BH é grande.
Isso tá me dando muito, mas muito trabalho. Primeiro é que eu tenho que literalmente trocar a minha fonte de inspiração. Porque se não for pra escrever do Luís, do Pedro, do Roberto e do Sérgio em especial, eu praticamente não consiguiria.
Segundo é que eu me recuso mesmo.
Enfim, não é porque é difícil que eu não vou tentar.
Sempre que eu chego na escola, eu vou conversar com o Ramon, até o professor chegar. Ele é um espécie de "amiguinha que senta do seu lado e conversa com você a aula inteira"; só que, no caso, ele é um menino. Ele me entende, ri das minhas piadas e me apoia, independente de nós nos conhecermos só à menos de 4 meses. Hoje eu e outros amigos ficamos na beirada da lagoa, rindo um da cara do outro, e eu me senti bem, foi impressionante. Eu me sinto melhor assim, não sou muito familiarizada com batom, e com meninas falando de meninos. Tirando a parte de que eu não uso batom, eu falo muito sobre meninos, essa é uma das provas de que eu sou uma menina. É válido, pelo menos na minha opinião.
Como espécie de representante da sala -não me elejeram, nem eu nem ninguém, mas eu sou-, eu sempre entrego as folhas, recolho o dinheiro, leio os texto, carteira vai, carteira vem e eu brinco com o Bruno todo dia, o Igor fica me olhando com uma cara esquisita, como se me imaginasse sem roupa, sei lá, o Samuel sempre ne fala alguma coisa do tipo "Oi Ceres (:" toda vez que ele me vê, independente de quantas vezes sejam e num modo geral, as pessoas da minha sala são legais.
Mas não acho, caros amigos, GRAÇA NENHUMA em escrever sobre eles. São pessoas normais, iguais de certa forma, praticamente homogêneas naquela sala e de beleza duvidosa; alguns deles, mais próximos de mim, naturalmente.
Estou pensando seriamente em me envolver emocionalmente com alguém, só pra ver se eu consigo escrever. Juro que estou entrando em desespero. A melhor coisa de estar apaixonada por alguém é que você possa transformar isso em palavras, que você vai querer lembrar das datas, só pra sonhar depois e... começar tudo de novo me dá uma preguiça!
Seria natural pra mim um relacionamento forçado, com duas pessoas ao mesmo tempo. Só pra sentir do sangue quente, pra poder falar com medo de deixar escapar o nome... gente, como essa cidade é parada!
Eu não quero esperar uma história de amor. Meus planos, de certa forma, são impalpáveis, intocáveis e o que eu temo, é que talvez também sejam impossíveis. E, sim, eu mudei/tentei mudar o lado pra onde o vento sopra. É necessário.
Sabe o que é pior? Meus sonhos estão se expandindo! Eu tenho novas possibilidades, tenho novas histórias, mas que, seriam histórias forçadas.
Em resumo, estou dividida. Desolada, chateada. Eu só queria não ter que forçar para que acontecesse uma coisa extraordinária ao ponto que me tire o sono. Enfim, quero comer cru. Afinal de contas, eu preciso escrever.

13 de mar. de 2010

Bombardeio de Informações Ocorridas num Certo Espaço de Tempo

Olha, pra ser bem sincera, morar aqui nem é tão ruim assim. Eu devo ter dito isso outras vezes, mas dessas vez eu juro, é com bastante convicção. Aqui é bem diferente de Belo Horizonte, claro. As pessoas são diferentes, os lugares são diferentes e, por incrível que pareça, tem gírias diferentes também. Pensei que eu não ia conseguir me dar muito bem aqui não. Que eu ia ficar isolada na sala de aula, que ninguém ia conversar comigo, e todas essas neuras que as pessoas geralmente têm quando estão num lugar onde nunca estiveram antes.
Eu tenho dormido bem, escovado os dentes direitinho, feito todos os meus deveres, arrumando a cama e as coisas que eu sempre fiz em BH, diga-se de passagem.
E não pensem que eu não sinto saudade, que eu sinto sim, mas muito, muito menos do que eu pensei que sentiria.
Conheci muita gente nova, tenho ocupado muito minha mente, e essa coisa de sentir saudade não incomoda tanto. Não tenho precisado de tomar decisões difíceis, abrir mão de coisas que eu gosto, nem nada do tipo. É bem fácil viver aqui.
Não fui no show do Guns, meu tio que apareceu - depois de ter desaparecido três anos, prometeu que me levaria, e depois sumiu de novo.
Eu parei de jantar, e emagreci mais um pouco. Perdi minhas calças todas.
Sou diretora do teatro de um projeto que vai ter na escola no fim do bimestre. Todos os professores sabem meu nome, me pedem favores, eu recolho sempre o dinheiro do XEROX, converso com todo mundo da sala e a professora de Inglês me chama de "Dear Ceres", principalmente quando ela quer que eu vá tirar XEROX pra ela. Na minha sala têm 4 meninas que são surdas, e eu tô aprendendo Libras pra conversar com elas.
Meu uniforme é verde com laranja.
É... enfim. Eu estou bem, tô feliz aqui, juro.
E daqui uns dias eu vou conseguir escrever como antigamente, preciso de emoção, sabe?
É a unica desvantagem de não morar a 2,3km do Sérgio, não estudar no IEMG, não organizar Flash Mob, não brigar com a Ana, não conversar com a Sara, a Maria Clara e a Izabella, não chorar no ombro da Jordanna, não cantar na Educação Física com a Mari e a Ellen, não encontrar com o PC, com o Matheus e com o Luis na porta da escola.
Era muito muito bom, mas existem outras desvantagens, que, em sua maioria, não precisam - e nem querem - ser enumeradas.
Na pior das hipóteses, a unica emoção aqui é morar perto do Roberto, e ele ter que fugir de mim, só pra não me beijar. Coitado dele. Como eu já havia dito, eu não vou voltar com ele, por mais que ele insista. Ele já teve a oportunidade ele. E, por favor, não vamos discutir número de oportunidades pra uns e pra outros agora. Ah, e eu tenho um vizinho legal, meu irmão disse que ele é minha versão masculina (sim, ele tem namorada).

Ceres manda um beijo pra todo mundo, e um especial pro Roberto, só pra deixar ele feliz. - especial no sentido carinhoso da palavra, não vou descer a rua e lascar um beijão nele, dica.

Ah, e um feliz aniversário pra Mari Porto, a menina dos olhos s2

3 de jan. de 2010

- Feliz Ano Novo, Íris !
- É Ceres !


Hm, não posso reclamar.
Ultimamente aqui tem ficado melhor. Passei Ano Novo na casa da minha vizinha que dava/dá em cima do Roberto, que por sua vez, tá viajando desde o Natal.
Meu pai fez pega na rua, por (muita)sorte que não estava no carro com ele. O Léo e o Ícaro chegaram brancos de susto em casa.
A gente descobriu um lugar bom pra pedir sanduíche.
Ontem eu criei coragem e fui ficar na porta de casa conversando com as meninas.
Sim, as meninas; aquelas que não têm nada a ver comigo, elas mesmo.
Meu pai têm falado comigo, pelo menos um pouco.
Em falar em falar, tenho gastado telefone demais.
Terça eu vou cedo pra casa da minha madrinha, vou passar meu aniversário lá, é o melhor que eu faço.
Cheguei à conclusão de que Belo Horizonte é mais animado e mais legal do que Sete Lagoas, mas isso já era de se esperar.
Estou doida pra que as aulas voltem, também cheguei à conclusão de que eu prefiro rotina do que ter nada pra fazer o dia inteiro, todos os dias, ainda mais num lugat chato.
Depois de ter passado um dos maiores desesperos da minha vida, depois de um ataque de pelanca, e ter quebrado a porta, eu tenho ficado mais calma, e eu acho que o resultado disso foi mais de um mês sem espinhas, tô feliz em relação á isso.
Também estou cansada de tanto ler as mesmas revistas.
Quero ler "Dom Casmurro", do Machado de Assis e "O Arcano Nove", da Meg Cabot.
Se minha madrinha me perguntar o que eu quero eu já sei o que dizer, pedir livros pros adultos é sempre bom, a gente ganha certa admiração.
Nossa, fiquei sabendo que aqui tem um menino que se chama AGEMIRO. Não que isso seja importante, mas, quando eu digitei "admiração" eu lembrei disso.
No Ano Novo, pra agradar a minha mãe, eu tirei meu alargador, e quando eu fui por de novo, ele não entrou, agora fechou tudo!
Apesar de eu gostar muito dele, agora eu tenho uma desculpa pro Sérgio pegar na minha orelha de novo. Se esse não for o caso, eu não ligo, porque minha orelha ficou até bem bonita sem ele.
Tenho pensado muito nas hipóteses, no caso de as coisas derem errado. Porque assim, eu nunca sei o que vai acontecer, não tenho certeza de nada ultimamente, e "pensar negativo", de uma certa forma, tem me ajudado.
Aí eu fico naquela: o que vier é lucro, sabe?
Enfim, eu estou bem, obrigado.

22 de dez. de 2009

Buscando Felicidade em Sete Lagoas

Depois de passar quase três dias completos aqui, as coisas não estão tão ruins assim, sabe?
Eu já fui no centro por uma carta no correio, vi a minha futura escola de longe, ajudei minha mãe com a faxina e até lavei a louça hoje.
Tenho a impressão de que, em partes, eu serei feliz aqui.
Minha mãe tá louca atrás de uma cota (é assim que escreve?) de um clube pra gente ir quando tiver à toa, porque faz muito calor aqui, vocês não têm noção.
O Beto quer conversar comigo hoje.
Apesar de eu não ter NADA pra falar com ele e saber exatamente quem eu quero, vou ser educada o bastante pra ouvir ele. Eu não tenho a mínima ideia do que pode ser que ele quer falar comigo. Mentira, talvez ele queira voltar.
Nessa hipótese, já estou pensando num fora sincero. Ou não, que se foda, seja o que sair na hora.

Tentei ver aquele filme bonitinho do Will Smith ontem, e além de bonitinho porra, é muito triste. Desliguei a TV e fui procurar a minha felicidade enxarcando o travasseiro e abraçando o minha almofada laranja.
Eu sei onde tá a minha felicidade, o problema é que eu não posso ir buscar, isso é frustrante, sabia?
O que eu posso fazer então é tentar procurar por aqui mesmo. Pelo menos pra doer menos.
Saudade da minha cama em Belo Horizonte.

9 de dez. de 2009

O que eu quero? Certeza e sorte, por favor.

Se eu pudesse escolher uma cor pro meu dia, eu escolheria branco.
Não tirei nada de muito produtivo hoje, meu primeiro dia de férias oficiais, imersas em tédio.

Vou fazer uma (outra) confissão: fiquei com uma invejinha idiota quando eu olhei pela janela e, debaixo de uma chuvinha fraca e idiota lá estava, do outro lado da rua, a Giovanna e o namoradinho dela, no portão da casa dela, abraçadinhos.
Não me permiti ficar lá, parada, olhando. Voltei e fiquei sentada vendo o tempo passar.
De pensar que eu pensei que não ia dar certo...

Não me senti tão ridícula em lembrar dos meus momentinhos fofos com o Roberto, oras, eu não sou de ferro. Por mais que eu mesma saiba quem faz meu coração bater (muito mais) forte, eu sei que não vai dar em nada (tomara que eu esteja errada), e deixei que a minha parte pequenininha e escondidinha que gosta do sorriso, da voz, da pele, e do Roberto em geral, falasse um pouco mais alto.

Queria mesmo ter sorte no amor.
Dizem que capricornianas não têm esse privilégio, e parece que é verdade mesmo.
Por algum momento, eu cheguei à achar sim que eu tinha me achado no abraço grande do Roberto. Mas tem alguma coisa que me deixa insegura. Pra falar a verdade, eu voltaria com ele sim. Mas e a certeza?

Sabe o que eu quero de Natal? Quero certeza.
E, se, por um acaso, eu estiver merecendo mesmo, eu também quero um pouquinho de sorte.

E, claro, a culpa disso tudo não é minha, né ?

20 de nov. de 2009

Conspiração: a vida é cheia delas.

Definição de um tipo normal e corriqueiro de Conspiração a seguir:
São duas coisas cruciais pra mim: ficar satisfeita comigo e com as pessoas, e, principalmente, parar de chorar toda vez que eu lembro que o tempo tá passando rápido demais.
Quando chega a sexta, tipo hoje, parece que todos os outros dias foram o mesmo. Tirando Sábado e Domingo.
Eu estou tentando fazer tudo que está ao meu alcance.
Estão sendo dias maravilhosos.
Tipo sábado, que o Fábio, o gatasso (há) de Lavras, apareceu aqui, e a gente saiu com a Fêer, e eu bebi, e fiquei louca; mas isso não vem ao caso. Pô, não vem mesmo.
Hoje, dentro do ônibus, quando eu tava voltando do shopping (eu vi New Moon, há!), eu pensei em tanta coisa... no Berto, na Mari, na Mônica (sim, na Mônica. Noite passada nossas almas se encontraram em outra dimenção, se é que alguém além da gente acredita nisso) e num tanto de gente.
Quer saber? É tanta coisa que vai mudar em MUITO MENOS DE UM MÊS, que mesmo aceitando muito a situação toda, bate um desesperozinho básico quando eu lembro.
Mas ah! Não há muito o que se fazer agora. Tô deixando as coisas fluirem da melhor maneira possível.
Tenho muita coisa pra ficar pensando. E não consigo escrever mais.
Pensem comigo: o pior que pode acontecer é que o mundo acabe em 2012.

20 de out. de 2009

Se eu soubesse que era tãão bom passar um dia inteirinho sem ter um ataque de mau humor, eu NUNCA mais ficava irritada. E isso não depende de ninguém, só de mim mesmo.
Com um bom humor matinal, "tardial" e "noitial", eu consegui que até meu aparelho quebrado 2 horas depois de chegar do dentista não fosse nada perto de simplesmente ligar pro Roberto.
E a convicção foi outra que não me abandonou.
Eu poderia dizer que tudo está perfeito.
Tirando o fato de não ter mais paciência com blog.

9 de out. de 2009

Estou Tentando, Juro.




Tá, vamos fugir da mesmice. Mesmo sabendo que não vou ter muito sucesso, eu vou tentar.


1ª tentativa: Não vou falar do Sérgio nem do Roberto.


2ª tentativa: Eu alarguei a orelha, preciso de 18 pontos em 25 pra passar em Matemática, vou passar a semana inteirinha de outubro em Sete Lagoas, e vou pôr o Roberto pra estudar Geografia e Matemática comigo.

3ª tentativa: O SÉRGIO PINTOU O CABELO DE ROXO !?

4ª tentativa: A minha professora de Religião tem um emoticon horrível de "O.K." no MSN.


5ª tentativa: Eu fui com o pirralho do Ícaro pro Festival Internacional de Quadrinhos, dei bolo de chocolate pra ele e ainda por cima não briguei com ele. Foi contrutivo, eu confesso.


6ª tentativa: Não tentar mais. Meu conceito como blogueira caiu. Enquanto não tem nada de bom pra ver/ler aqui, que tal dar uma olhada no meu orkut ?
Isso não é uma tentativa: Quero que tenham um feriado melhor que o meu, não sei o que esperar, de verdade. A minha convicção anda bem, obrigada; mas lutar contra essas coisas (Sérgio com cabelo roxo e alargadores azuis, seduzindo geral) é um dos meus objetivos. Talvez até mais do que ir pra Federal, ter um fusca amarelo, morar sozinha na Augusto de Lima com São Paulo ou ter paciência.
De qualquer forma, Eu estou tentando, juro.

27 de set. de 2009

Mentiras internas (como as piadas internas) são uma merda mesmo.
Sabe por quê ? Na maioria das vezes ninguém entende, só você.
Sendo assim, quem pode te ajudar? Quem pode rir de você?

Todo mundo sabe que quem mente precisa de ajuda.
Se ninguém sabe, é porque pura e simplesmente eu tenho essa concepção.
Eu preciso de ajuda.
Por parte, me sinto horrível por não me sentir culpada.
Eu beijo um cara pensando em outro (no caso, as coxas, o sorriso, a bunda, o dom de ler entrelinhas, a capacidade incrivelmente alta de me entender, e de rir das minhas piadas), e isso é terrível.
Não vai adiantar eu terminar com o Roberto, porque eu não vou ter nenhum dos dois depois disso. Mesmo que eu morra de vontade de fazer isso dependendo da minha carência quando eu ver ele de novo. Então, o jeito é deixar a mentira continuar interna. Interna porque o Roberto não sabe. Ou sabe e finje que não sabe, igual quando eu perguntei porque que o celular dele tava desligado.

Eu queria mesmo, com toda a força do meu ser, parar de falar do Sérgio (apesar de ele ser minhas musa) e do Roberto (pelo menos tentando falar).
É que meu mundo roda em volta disso, é impressionante.
Eu sou muito idiota mesmo, preciso de distância da situação.
Estou totalmente perdida, perdidinha mesmo, sem saber o que fazer, mesmo já tendo jurado que ia fazer o que me aconselharem, porque se eu for por mim eu não faço mais nada.

E essa minha Conpiração Vital nunca foi tão forte quanto agora.
Nunca imaginei que a Teoria do Heroísmo fosse dar tanto trabalho quando a outra crônica que não tem título.

Eu também estou estressada.

Post Alternativo - O que eu postaria caso eu finjisse que está tudo bem
Nós nos beijamos com uma certa harmonia.
De repente seus lábios ficaram urgentes nos meus, seu corpo ficou incrivelmente forte contra o meu.
Eu simplesmente retribuí, e desejei que fosse possível que pudéssemos ficar mais próximos do que já estávamos. Cheguei á conclusão de que ali era meu refúgio feliz.
(dei uma de Stephenie Mayer agora)

23 de set. de 2009

Se bobear não passa de três. Ou dois e meio. Parte 2

Roberto deixa o telefone desligado pleno dia 23.

Se bobear não passa de três. Ou dois e meio.

Logo hoje... logo hoje minha convicção inventa de fazer as malas e ir embora.
Espero que ela volte.

Ceres pega o telefone e disca um número rapidamente, e espera Roberto atender.

Quer saber ?
Ela deve voltar no sábado, como sempre.

22 de set. de 2009

vinte e dois de setembro de dois mil e nove (como se fosse grande coisa)

É, pode-se dizer que eu estou conseguindo.
Ando mais calma e, por consequencia, comendo menos, e isso é ótimo.
Precisamos pensar na formatura no Free Time, certo?
Com toda certeza do mundo, eu vou ver o Roberto esse final de semana, e isso também é ótimo.
Apesar de estar com esse aparelho idiota na boca, tá dando pra levar as coisas com ele.
Vou ligar pra ele amanhã, é dia 23. Eu gosto de dia 23, é nosso aniversário de namoro.
A parte idiota disso é que nós vamos fazer 2 meses, e faz 1 que a gente não se vê.

Meu trabalho de história vai dar certo.
Eu pensei que o ano fosse terminar e eu não ia fazer um trabalho que preste, eu tô feliz.

E tem outra coisa: eu ODEIO ser ignorada.
Como o céu tá bonito hoje *-*

18 de set. de 2009

i believe (talvez isso nem faça sentido)

Estou falando do meu horóscopo.
Ele ridulamente nunca mente. (rimou)

Aconteceram duas vezes, mas acho que foi significativo.
A primeira vez foi quando eu tava na escola, de manhã, e eu tava lendo do Super do Ado (sim, meu amigo se chama Ado), com a Jordanna (a namorada do Ado).
Como sempre, eu fui olhar o horóscopo. Creio que eu não seja a única que sempre faz isso.
E tava escrito: "Tente alguma coisa nova, lhe fará bem." Ou qualquer coisa parecida com isso.
No mesmo dia, de tarde, me aparece a Ana aqui em casa (Não é a Ana do 'n' só nem a Anna dos dois 'n'). Ela me inventa de ir no supermercado pra comprar biscoito Bono. Na verdade, ela não queria biscoito Bono (sorte minha, porque eu comi o pacote quase inteiro). Pois então, a Ana não queria o biscoito Bono porque ela queria falar com o cara com nome que começa com "W" que eu não lembro qual é, e que trabalha na parte do açougue. Já fazia diiiiiiias que ela me falava desse menino, PQP. Beleza. Eu tava irritada, porque ela me deixou plantada atrás da prateleira de pães de forma, bolinhos do Shrek, Ana Maria e derivados porque ela queria conversar com o cara. Tá bom que eu fico irritada com qualquer coisa, não tenho um humor dos melhores. Mas mesmo assim, foi por uma justa causa. Aí eu comecei a tirar ela. De repente me vem o cara do "W" e me fala: "Porra Ana, que amiga tiradinha."; E eu fiquei calada.
Só sei que esse cara apareceu na rua debaixo da minha casa, de moto, chamando moor atenção. O pior que todo mundo sabia que eu tava sozinha em casa, sempre tem alguém no portão de casa pra ver. E a Ana lá, com o cara do "W", os dois no mor papo, e ela não me deixava ir embora. Eu tava com uma cara feia de fazer gosto. De repente do cara me dirige a palavra: "Porra, tem um amigo meu a fim de você, mas eu disse pra não chegar porque você é tirada." Aí eu disse:"Sério!?" E diz outra cara feia, pior do que a primeira. Ele me olhou e disse: "Calma, vou licar pra ele."(porra, vai ficar difícil de identificar os dois, porque os dois trabalham no supermercado, e os dois tem "W" no nome, mas eu não lembro o nome de nenhum. Então vai ver o "Cara do Açougue" e o "Cara do Sacolão" - sim, o outro trabalhava no sacolão).
Aí ele pegou o telefone, discou, e quando o Cara do Sacolão atendeu, o Cara do Açougue me passou o telefone. Pra abreviar isso tudo, mesmo eu nunca nem tendo visto o cara na vida, eu falei pro Cara do Açougue ir buscar o Cara do Sacolão. E como ele tava de moto, chegou em dois tempos. Resumindo: foi tão interessante que nem o nome do cara eu lembro, e uns dias depois eu fiquei meio assim de ir no supermercado. Teve um dia que eu fui de short e sem pentear o cabelo e ele me viu. Ele deve ter ficado assustado, porque ele saiu do emprego.
Pode até ser que eu esteja errada, mas eu acho que meu horóscopo tava certo: eu tentei uma coisa nova. Eu não sou de sair pegando caras assim. Foi só dessa vez. Eu tentei e não deu certo, simples.

Na segunda vez: Domingo retrasado de manhã cedo, eu tava na Feira do Mineirinho, trabalhando (vão lá me visitar, eu fico na parte do vestuário, stand 65, quintas e ocasionalmente aos domingos; e me desculpe a propaganda).
Eu também tava irritada nesse dia, porque eu não tava vendendo nada, que merda. Quando não vendia, eu falava o preço errado. Se errasse o preço pra mais cara tava bom, mas eu falava que era mais barato mesmo. Éramos dois: Eu e Carlos totalmente irritados porque meu "espírito de boa vendedora" tinha ido pro brejo.
Pra me distrair, eu peguei o jornal pra ler, e fui direto no horóscopo, de novo.
E dizia assim: "Sua manhã pode ser meio turbulenta. Mas não se preocupe, à tarde deve melhorar, é só pensar positivo."
Cara, eu sei que parece mentira, mas foi só dar meio dia e eu desembestei a vender.
E não errava os preços. Ponto pro horóscopo de novo.

Agora que vem a parte que me dói (mais): Eu li o horósocopo na Atrevida, na Capricho dessa quinzena, na Tititi (eu li Tititi, foi só dessa vez), e mais outra lá, todas desse mês. Todas concordavam num ponto: "Bons ares para fazer viagens para lugares não muito distantes."
Traduzindo: Ir pra Sete Lagoas.
E a Atrevida tinha uma coisa que me deixou intrigada: "Coração: o namorado pode lhe fazer uma surpresa, aguarde!"
Traduzindo: A conversa do Roberto.

Eu acredito , i believe que meu horóscopo vai estar certo pela terceira vez na minha vida, sem falar das vezes que eu não li, e deve ter dado certo também.
Vocês acreditam também? Torçam por mim.

E só pra terminar: Eu sou de capricórnio.

16 de set. de 2009

Ai, como eu quero que esses três meses passem logo!
Eu estou deixando passar muito fácil isso tudo. Como eu sei que vai acabar logo, porque não engolir mais um pouco de sapo? Venho trabalhado minha paciência.
A Clarinha mesmo explodiu comigo ontem, porque eu ainda não engulo o final das coisas. Eu digo final das coisas porque a coisa não vem ao caso. Quer dizer, as coisas.
Eu também ando meio que exagerada, eu acho. Tá bom, tá bom. Eu SOU exagerada.
Talvez eu esteja tão focada no futuro que meu presente está ficando meio largado. Sabe quando você vai vivendo automaticamente?
Acorda, toma café, vai pra escola, volta da escola, faz dever, vem pro PC, deita e dorme.
Sem falar da comida. Eu como sem nem ver. Isso é ruim.
Ai, como eu quero que esses três meses passem logo!
Quero ficar com o meu namorado que liga terça á noite todo tempo que eu puder.
Como diz a Tabi: "... qe dure o tempo necessario pra se tornar inesqecivel (yn)"
Primeiro namorado é uma coisa estranha mesmo.
Ainda mais se ele não sabe o que é "Sweet Child of Mine", "Estranged", ou até mesmo "Patience". (eu acho que agora ele sabe, éer.)

14 de set. de 2009

Ah, o final é uma coisa ridícula mesmo

Sabe quando você tem a impressão de metade da sua vida chega ao fim? Pois então, vou explicar:

Coisas que acabarão em três meses (ou não)
Por Ceres Bifano
- Minha estadia em Belo Horizonte: vai durar mais uns três meses (olha o três de novo). A minha Teoria do Heroísmo vai ser sim concretizada. Eu achei um projeto de amor lá. E agora, eu vou escrever minha própia história. Como heroína, talvez. Que essa mudança não me mate.
- A novela Caminho das Índias: tá bom, acabou sábado, e eu nem via, mas acabou.
- Minha amizade com a Ana do "n" só: Talvez tenham sido os quase dois melhores anos da minha vida. Pelo menos não foram três. Amor é uma coisa ridícula mesmo. Quando a gente ama as pessoas são perfeitas, os erros passam batidos. Na verdade, essa é uma coisa que já acabou. Eu vi o quanto não me fazia bem. Eu posso, quero e devo viver sem isso. E eu estou indo superbem, pra ser sincera. E eu adoro pessoas sinceras, sabia?
- A minha paciência: Tem um pirralho que estuda na minha escola que sempre tem que vir me encher o saco. Tô vendo a hora que eu vou bater nele.
- O meu All Star vermelho: já tem dois anos que eu tenho ele, e hoje que eu parei pra pensar o quanto ele tá velhinho e precisa de uma lavada, igual a minha mochila laranja que não vem ao caso.
- O meu rolo que durou de abril até novembro do ano passado: eu aguentei bem, e agora serve pra espantar convicção. O bom disso tudo é que eu vou ter histórias incríveis pra contar pros meus filhos. Eu sempre chamo a atenção quando eu vou contar uma história dessas. Eu não vou ver o Sérgio quase nunca quando eu me mudar. Vai ser estranho não poder chamar ele pra vir pra cá conversar, à toa; ou chantagear ele com refrigerante. Pelo menos encher os olhos com a bicicleta do Beto eu vou conseguir.
- Alguns quilos: isso é o que eu espero que acabe.
- TV digital, telefone e internet (não exatamente isso, muito menos nessa exata ordem): depois de perder metade de Isa TKM porque minha mãe cancelou a TV a cabo porque tá vindo cara de mais, eu sei que quando eu me mudar eu não vou ter internet. É uma coisa impressionante de como que aquele povo de Sete Lagoas ganha dinheiro com Lan House. Lá é quase impossível ter uma internet decente em casa, imagina esse meu computador? Não vai dar conta.
- O que (quase) acaba, seguido do item a cima: a Mari. Eu só conheço ela pela internet, e é melhor que muita amiga que eu vejo todo dia, abraço todo dia, e que me aguenta todo dia. Eu torço mesmo pra minha mãe fazer nem que seja um projeto de festa de 15 anos pra mim, aí ela vai vir pra cá, a gente vai chorar, e vai cantar "O Leãozinho" juntas, e comer (ah, ._.) e muita coisa que não dá pra fazer pela web cam.
- Minha paciência (parte dois): Namorado bom, é namorado que liga todo dia, concorda?
Ah, o final é uma coisa muito ridícula mesmo.
Eu também queria que minha fome acabasse assim.
Com ponto final e com um "publicar postagem"

13 de set. de 2009

3 banhos, 30 minutos no telefone, 3 visitas, 3 meses


Belo domingo, eu diria. Eu não fui trabalhar hoje, por pura preguiça. Fiquei em casa a manhã inteirinha, sem fazer nada. O Ícaro foi pra casa da minha tia ontem, e acabou de chagar aqui. O Léo foi pro mineirão ver o jogo do Atlético Mineiro contra o Atlético Paranaense. Não sou muito de futebol, por isso nem sei como que o jogo terminou. A Fernanda veio aqui, ajudar a resgatar meu domingo ingo ingo. A gente tirou algumas fotos legais, fiquei em cima dos tijolos que têm no quintal, e lá de baixo a Fernanda ficava tirando umas fotos e a vizinha que me via por cima do muro gritava pra mim não encostar a mão no fio. Assim que a Fernanda foi embora, a Bela chegou. A gente ficou no meu quarto conversando um pouco, e eu TENTEI fazer pão de queijo, mas nem pra desgrudar eles eu prestei. Ficou um pão de queijo gigante, e cru por dentro. O Sérgio (o enrolado), veio aqui hoje. De uma certa e dolorosa forma, eu fiquei muuito feliz por ver ele. (ele vai entender a bolinha azul)
A gente ficou discutindo. Eu tenho certeza absoluta que no primeiro dia que ele veio aqui ele tentou me beijar. E ele diz que não. Caramba, eu tenho certeza absoluta. Ele não lembra nem da roupa que eu tava usando na última vez que a gente se viu, muito menos do cinto de bolinha. Eu estava usando o cinto de bolinha dia 17 (?) de setembro, o dia mais ... conturbado (?) desse enrolo todo. E na ultima vez que a gente se viu também.
Mas ah, isso não faz muita diferença mais. Pelo menos não devia fazer.
Mudando de assunto, ontem foi um dia estranho. Tava tudo muito fora do que seria normal pra mim. Saí daqui 16hrs, pra ir pro shopping Cidade, com a Fernanda, e não tinha muita coisa pra fazer lá. O Roberto tinha me prometido que ia me ligar, e eu não fiquei muito preocupada. Culpa dele eu estar engordando desse jeito. Quando eu fico ansiosa (além de outras coisas), eu como. E ele com aquela conversa, ai meu deus. Até hoje ele não liberou muita coisa, a não ser:
- Ceres, você confia em mim?
- Você me traiu?
- Não quer terminar comigo, quer?
Argh, tá me matando. Apesar de eu já ter minhas hipóteses e até conclusões, eu ainda tenho medo. E ansiedade. Aí eu como.
A única hora em que eu fico com a convicção em baixa, é quando o Sérgio aparece, pronto falei.
Eu superei só a parte da minha mãe não ficar gelada quando eu vejo ele, não sonho com ele à noite e nem fico pensando nele e olhando pro teto. Já é um grande avanço.
Sou eu, a garota dos 3: das três visitas de domingo, dos três banhos de sábado, dos três (x10) minutos no telefone com o Roberto, discutindo a relação e contando de vizinhas vacas e enxeridas que querem o número dele, e dos 3 meses que faltam pra parte dos meus problemas acabarem. Tipo a mochila roxa da sala J, do tesão do João, do enrolado, telepático (e lindo) do Sérgio; que aliás, gosta de me ver de blusa curta, e coisas das quais eu não preciso de me incomodar.
A lente verde da minha prima tá horrível, o que ela tá pensando?
Vou me esconder em Nárnia (vide foto) quando o desespero bater.
SÉRGIO, NÃO ESPANTE MINHA CONVICÇÃO.
ESPANTE MINHA ANSIEDADE (e minha fome), se você conseguir.
Preciso, necessito de ir pra Sete Lagoas. Lá agora é meu refúgio feliz, AMÉM.

11 de set. de 2009

TOOOOOOOCA RAAAAAUL \nn/

Hoje foi um dia legal.
Fui pra Savassi com meus velhos/novos amigos. Foi muito bom.
Nunca tinha bebido na rua, muito menos ficado na Paça da Liberdade, conversando com gente que eu nunca vi antes, que por um acaso eram amigos dos meus amigos, e que viraram meus amigos também. São coisas do tipo... que até hoje não eram meu tipo.
Eu devo aparecer na televisão amanhã, na Alterosa, achei uns repórteres com roupa de Raul Seixas. Um deles tava com a barba descolada, mesmo assim tava SUPER sexy. Acho que vai passar na Alterosa, no mesmo canal do SBT, 12:30.
Também tirei foto com um cara que tava na porta da loja da claro lá da Praça da Savassi, que tava usando uma roupa prateada, e converse vermelho. Sem falar que ele é um negão alto, bonitão e de black power, puta merda.
O mais legal é que era a conta de você chegar perto de alguém e fazer pose aparecia outro alguém de não sei aonde, que tirava uma câmera do cabelo (pra não falar outra coisa), parecia e tirava foto da gente. eu me senti importante, até.
Foi tão fácil convencer a minha mãe de me deixar ir, que realmente eu fiquei intrigada de ter feito alguma coisa. Só não sei se era coisa boa ou ruim.
Minha mãe tinha duas opções: 1ª me deixava ir pra me livrar de mim, ou 2ª me deixava ir porque eu tava merecendo. Na melhor das hipóteses (ou opções), resolvi ficar com a segunda mesmo. Mas o que importa é que eu aproveitei muuito, e apesar de chegar em casa 15:30hs, eu fiquei feliz, porque pelo menos eu consegui sair, e não era pruma Voice, Power, Roxy, Fênix, muito menos uma Cocobongo da vida. Isso não faz muito meu tipo. Mas isso não vem ao caso; tipo minha mochila laranja super legal.
Aaah.. como eu queria que o Roberto estivesse comigo! Seria legal se a gente saísse junto pelas ruas de Belo Horizonte de mãozinhas dadas, pra mim levá-lo pra longe daqui, onde nem o céu seja o limite e coisas do gênero. Eu sinto muitas saudades dele. O carro continua na oficina, e ele com aquela história de que "Precisamos de conversar;na hora certa, é só você esperar." ou então: "Ceres, você confia em mim, como namorado? Tem certeza? Absoluta?".
E isso tá me matando, meu deus do céu. Primeiro porque eu odeio esperar. Segundo é que eu não gosto que me oprimam as coisas. E ele ainda diz que é sério o assunto. De verdade, com todas as pistas que nos apontam, eu acredito que ele queira levar a relação mais à sério, se é que me entendem. Porra, acho que eu não quero isso, pelo menos agora. Mas é melhor eu aplicar o "jogo do contente" aqui, achar que o que ele quer me falar é uma coisa linda. Talvez ele queria me pedir em casamento, ou qualquer coisa do tipo, sei lá. Qualquer coisa que me acalme seria ótimo, porque eu estou bem vulnerável, quase pra beijar o João, mas isso também não vem muito ao caso. Ah, então é isso. ISSO foi o meu dia. Minha mãe fez churrasco, eu gosto de churrasco.
Como deu na enquete, eu mudei o lay do blog. Deixei bem simples, eu gosto assim.
E meu dia "nada poético" termina assim. Eu acho que apesar de serem 20:38, não vai acontecer nada de mais.