Eu te vi deitado na minha cama. Cobertor tampando até a boca, de bruços, com os braços debaixo do travesseiro; exatamente como eu estaria caso estivesse no seu lugar. Passei na porta do quarto uma, duas vezes, só para observar. Eu sentia uma ansiedade doida de correr, deitar em cima de você, e ficar lá, quietinha, sentindo seu calorzinho matinal de sábado. Mas não. Fiquei me corroendo, devagarinho, e você na sua pose pornográfica, sem mexer um músculo, me extasiando. Até que, segurando a barra do meu short de pijama, eu resolvi chegar perto; afinal de contas, ninguém me dissera que não podia. Sentei na beirada da cama, bem pertinho, sentindo o que podia daquela distância infinita. Fui me inclinando para perto do seu rosto. Parei no meio do caminho. Recuei. Sua boca estava coberta, oras. Continuei naquela tortura de te olhar dormindo, que aliás, é uma delícia. Novamente me inclinei para perto. E mais. E mais. Sentia sua respiração no meu rosto. Me aproximei mais. Passei o nariz, devagarzinho, na sua bochecha. Ia e voltava com o rosto, arrepiando, sentindo, derretendo por dentro. Você se mexeu um pouco, encolhendo mais ainda, com os olhos fechados. Eu sorria de tal maneira, que aquilo parecia fazer parte do meu rosto, como se ele estivesse sempre ali. E você não tem ideia de como faz isso bem. Essa coisa de me fazer feliz. Parece que você via aquilo tudo mesmo de olhos fechados; porque sua boca, agora à vista, também sorria para mim. Passei o braço por cima de você, deitei a cabeça nas suas costas. Num átimo levantei, beijei seu rosto, bem devagar; sentindo, derretendo... tudo de novo. E você me fazendo feliz, como sempre fez. Como sempre irá fazer. À sete meses atrás, daqui a sete meses, sete anos; assim eu penso. Quero você feliz, me fazendo feliz, assim eu sonho. Satisfeita, levantei-me da cama, saltitante. Olhei para trás e você dormia, na pose pornográfica de sempre.
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30 de abr. de 2011
Sete meses
Postado por
Ceres
Eu te vi deitado na minha cama. Cobertor tampando até a boca, de bruços, com os braços debaixo do travesseiro; exatamente como eu estaria caso estivesse no seu lugar. Passei na porta do quarto uma, duas vezes, só para observar. Eu sentia uma ansiedade doida de correr, deitar em cima de você, e ficar lá, quietinha, sentindo seu calorzinho matinal de sábado. Mas não. Fiquei me corroendo, devagarinho, e você na sua pose pornográfica, sem mexer um músculo, me extasiando. Até que, segurando a barra do meu short de pijama, eu resolvi chegar perto; afinal de contas, ninguém me dissera que não podia. Sentei na beirada da cama, bem pertinho, sentindo o que podia daquela distância infinita. Fui me inclinando para perto do seu rosto. Parei no meio do caminho. Recuei. Sua boca estava coberta, oras. Continuei naquela tortura de te olhar dormindo, que aliás, é uma delícia. Novamente me inclinei para perto. E mais. E mais. Sentia sua respiração no meu rosto. Me aproximei mais. Passei o nariz, devagarzinho, na sua bochecha. Ia e voltava com o rosto, arrepiando, sentindo, derretendo por dentro. Você se mexeu um pouco, encolhendo mais ainda, com os olhos fechados. Eu sorria de tal maneira, que aquilo parecia fazer parte do meu rosto, como se ele estivesse sempre ali. E você não tem ideia de como faz isso bem. Essa coisa de me fazer feliz. Parece que você via aquilo tudo mesmo de olhos fechados; porque sua boca, agora à vista, também sorria para mim. Passei o braço por cima de você, deitei a cabeça nas suas costas. Num átimo levantei, beijei seu rosto, bem devagar; sentindo, derretendo... tudo de novo. E você me fazendo feliz, como sempre fez. Como sempre irá fazer. À sete meses atrás, daqui a sete meses, sete anos; assim eu penso. Quero você feliz, me fazendo feliz, assim eu sonho. Satisfeita, levantei-me da cama, saltitante. Olhei para trás e você dormia, na pose pornográfica de sempre.
23 de jun. de 2010
Leãozinho
Postado por
Ceres
Nossa amizade movida a energia hidrelétrica convertida em elétrica, cabos, conexões, e a Embratel (eu acho), me deixa muito, mas muito feliz, você não sabe o quanto.
Nunca acreditei nesse tipo de coisa, mas ah, você me fez pensar diferente sobre muitas coisas.
Então, pra terminar a ladainha e esse texto sem gênero definido, quero dizer que eu te amo muito, minha paulista preferida, de sotaque lindo, olhos lindos e um coração enorme.
Saudade do que eu ainda não vivi. O futuro não me interessa, mas espero que faça parte dele.
6 de mai. de 2010
Verbos causadores de esforço, não.
Postado por
Ceres
Tirando a parte que eu tenho me sentido uma gorda sedentária ultimamente, as coisas estão indo bem.
Minha calça jeans preferida tá larga na bunda, e minha mãe disse que, se eu continuar atoa do jeito que eu estou, e emagrecendo desse jeito, vou ficar pelancuda antes dos quarenta, e isso sim é uma coisa terrível. Então cheguei à conclusão de que preciso de arranjar alguma coisa pra fazer.
Porra, que dor de cabeça é essa que eu estou sentindo agora, que isso.
Sei lá, pode ser arranjar um remédio pra tomar por causa dessa dor de cabeça, andar de bike, dar volta na lagoa de tarde, e hoje mais cedo, enquanto eu pensava nisso, eu só consegui levantar do sofá pra ir fazer compras com a minha mãe.
Quando eu cheguei em casa, eu descobri que a forma mais fácil de conseguir felicidade que eu tenho ao meu alcance é um saco de 66g de Fandagos. E quer saber? Essa felicidade que o Fandagos pode me proporcionar é totalmente instantânea, e depois do ultimo salgadinho vou ter vontade de chorar, de tanta dor na consciência.
É, eu estou assim. Como, tomo, digero e depois me dá vontade de morrer, porque eu vou ficar uma gorda. Sim, eu estou ficando doente, doida, sei lá.
Eu tenho que admitir que outras coisas me proporcionariam uma certa felicidade mais duradoura; isso claro, depois de muito esforço. E esforço está fora de cogitação agora.
Aliás, o esforço vai depender do resultado.
Tipo assim, depois de ter sonhado dois dias seguidos com o Sérgio, eu estou convicta (mais um pouco, se é que isso é possível) que se eu estivesse em BH numa hora dessas eu fugiria pra vê-lo.
O verbo FUGIR, diga-se de passagem, exige esforço. E claro,tudo isso é só uma suposição. (ironia)
E, agora, eu não consigo pensar em outro esforço que eu seria capaz de exercer. Não, estudar não conta.
Então o que eu vou (posso e quero) fazer é: levantar da cadeira, abrir o armário, pegar o meu saquinho de 66g de Fandangos (sorte minha que não é o tamanho família), comer, comer, comer, chorar, chorar, e chorar; ir pro banheiro, chegar na frente do espelho, levantar a blusa, pressionar a região abdominal com o indicador e o polegar, fazer uma cara de nojo. Depois abaixar a blusa, olhar a minha espinha que está deformando o meu rosto, passar pomada de própolis nela (de novo, pra ver se ela some), soltar o cabelo, prender o cabelo, trançar o cabelo, e acabar deixando ele solto, parar de novo, rir bastante pro espelho, extravasar a minha felicidade (não) odontológica, apagar a luz, talvez estudar pra prova de geografia, deitar, dormir, dormir, e acordar e fazer tudo de novo. A única de diferença é que amanhã de manhã talvez não tenha Fandangos, e eu vou usar maquiagem.
O que eu quis dizer que eu estou presa à minha rotina sem esforço.
E não vem me lembrar da existência do Samuel não, porque eu não esqueci dele, nem dos beijos com certa frenquência, durante cinco horas por dia, cinco dias por semana, aleatoriamente, sem compromisso, sem sonhos e, principalmente, sem futuro. Eu podia até fazer um tag "Samuel", mas não, desocupar meu coração pra ocupar de novo é uma oração com dois verbos que me causariam muito, mas muito esforço. Sem falar que eu não quero, não quero mesmo. E enciumar, por mais que não necessite de tanto esforço assim, ainda mais nessas condições nas quais nos encontramos, não é uma coisa que eu queira fazer, não mesmo. E que isso fique bem claro.
E quer saber? Gostar tanto de você assim já faz parte de mim, nem me causa esforço. Eu não gostando de você seria eu com algum problema psiquiátrico muito sério.
Minha calça jeans preferida tá larga na bunda, e minha mãe disse que, se eu continuar atoa do jeito que eu estou, e emagrecendo desse jeito, vou ficar pelancuda antes dos quarenta, e isso sim é uma coisa terrível. Então cheguei à conclusão de que preciso de arranjar alguma coisa pra fazer.
Porra, que dor de cabeça é essa que eu estou sentindo agora, que isso.
Sei lá, pode ser arranjar um remédio pra tomar por causa dessa dor de cabeça, andar de bike, dar volta na lagoa de tarde, e hoje mais cedo, enquanto eu pensava nisso, eu só consegui levantar do sofá pra ir fazer compras com a minha mãe.
Quando eu cheguei em casa, eu descobri que a forma mais fácil de conseguir felicidade que eu tenho ao meu alcance é um saco de 66g de Fandagos. E quer saber? Essa felicidade que o Fandagos pode me proporcionar é totalmente instantânea, e depois do ultimo salgadinho vou ter vontade de chorar, de tanta dor na consciência.
É, eu estou assim. Como, tomo, digero e depois me dá vontade de morrer, porque eu vou ficar uma gorda. Sim, eu estou ficando doente, doida, sei lá.
Eu tenho que admitir que outras coisas me proporcionariam uma certa felicidade mais duradoura; isso claro, depois de muito esforço. E esforço está fora de cogitação agora.
Aliás, o esforço vai depender do resultado.
Tipo assim, depois de ter sonhado dois dias seguidos com o Sérgio, eu estou convicta (mais um pouco, se é que isso é possível) que se eu estivesse em BH numa hora dessas eu fugiria pra vê-lo.
O verbo FUGIR, diga-se de passagem, exige esforço. E claro,tudo isso é só uma suposição. (ironia)
E, agora, eu não consigo pensar em outro esforço que eu seria capaz de exercer. Não, estudar não conta.
Então o que eu vou (posso e quero) fazer é: levantar da cadeira, abrir o armário, pegar o meu saquinho de 66g de Fandangos (sorte minha que não é o tamanho família), comer, comer, comer, chorar, chorar, e chorar; ir pro banheiro, chegar na frente do espelho, levantar a blusa, pressionar a região abdominal com o indicador e o polegar, fazer uma cara de nojo. Depois abaixar a blusa, olhar a minha espinha que está deformando o meu rosto, passar pomada de própolis nela (de novo, pra ver se ela some), soltar o cabelo, prender o cabelo, trançar o cabelo, e acabar deixando ele solto, parar de novo, rir bastante pro espelho, extravasar a minha felicidade (não) odontológica, apagar a luz, talvez estudar pra prova de geografia, deitar, dormir, dormir, e acordar e fazer tudo de novo. A única de diferença é que amanhã de manhã talvez não tenha Fandangos, e eu vou usar maquiagem.
O que eu quis dizer que eu estou presa à minha rotina sem esforço.
E não vem me lembrar da existência do Samuel não, porque eu não esqueci dele, nem dos beijos com certa frenquência, durante cinco horas por dia, cinco dias por semana, aleatoriamente, sem compromisso, sem sonhos e, principalmente, sem futuro. Eu podia até fazer um tag "Samuel", mas não, desocupar meu coração pra ocupar de novo é uma oração com dois verbos que me causariam muito, mas muito esforço. Sem falar que eu não quero, não quero mesmo. E enciumar, por mais que não necessite de tanto esforço assim, ainda mais nessas condições nas quais nos encontramos, não é uma coisa que eu queira fazer, não mesmo. E que isso fique bem claro.
E quer saber? Gostar tanto de você assim já faz parte de mim, nem me causa esforço. Eu não gostando de você seria eu com algum problema psiquiátrico muito sério.
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28 de abr. de 2010
Morena
Postado por
Ceres
Passei a aula inteira preocupada com o que eu ia fazer em relação ao bilhete que eu recebi ontem. Singelo, talvez. Era do tal do namoradinho setelagoano de mentira, querendo que fosse de verdade. "Fala com a Ceres que a brincadeira acabou, que eu to gostando dela de verdade, e que quero ficar com ela."
Tudo isso numa caligrafia supertremida, parecendo que de nervosismo, de tão forte que tava. Não sei se esse é o jeito de ele escrever. Vou olhar o caderno dele depois pra ter certeza.
Até que existiram duas situações um tanto quanto... estranhas.
Primeiro foi depois do recreio, antes da vídeoaula engraçada de Literatura. Cheguei, como quem não quer nada, como eu sempre fazia, e abracei ele.
Ele retribuiu.
Olha, vou ser sincera. Super sincera, na verdade.
Sei lá sei ele só retribuiu, ou, não sei explicar direito.
Só sei que eu senti um puto de um friozinho na barriga. Tá, foi um friozão. E também meu coração desparou.
Tudo isso deve ter durado uns dois segundos, porque quando eu reparei que tava ficando nervosa, acho que saí correndo. Acho porque eu fiquei meio estranha mesmo.
Por segundo, na hora da saída, eu fui toda felizinha pro lado da Millaine (minha outra amiguinha legal e setelagoana), e ela veio toda folgosa me perguntar se tinha acontecido alguma coisa. E quando eu falei que não, ela fechou a cara.
Em falar em Millaine, ela é muito gente boa, e estuda numa escola do lado da minha, o Dom Silvério. A gente pega o mesmo escolar, e como ela mesma disse: "Nós só não somos melhores amigas porque a gente se conhece a muito pouco tempo."
Enfim, enquanto ela ia me xingando porque não tinha rolado nem um beijinho depois do bilhete (e da carta) que ele tinha me mandado, a gente dá de cara com ele.
Peguei na mão dele, como eu sempre fazia, e quando eu fui dar um beijo no rosto dele; no meio do caminho, não sei se virava uns centímetrozinhos pra esquerda e lascava um beijo na boca dele de uma vez. No desespero, na falta de tempo, e no calor do momento, o beijo não foi nem no rosto nem na boca.
Tentei sair correndo de vergonha, mas a unica coisa que eu consegui fazer foi olhar pra ele.
Pela cara que ele olhou pra mim, parecia que ele estava era satisfeito. Ah, porra, eu fiquei foi com dor na consiência, mas quando eu reparei, tava rindo feito uma louca. Fodas, cara, fodas.
Eu PRECISO disso. Fodas, cara, fodas se não der em nada. Fodas se der também.
Se eu contar que depois do Sérgio eu não beijei ninguém você aí que tá lendo vai rir da minha cara ?
Fodas se você rir também, fodas.
Samuel, pode me chamar de morena o quanto quiser. Nunca te disse isso, mas eu adoro. Ganha um beijo amanhã se fala com charme! (Fodas se você riu)
Marcelo (Rubens Paiva), meu querido, me apaixonei por você, sério.
Eu gosto muito de falar palavrão.
Cheguei em casa, fui de uniforme e tudo pra cama. Que lindo, adoro roupa larga, meu uniforme tá igual um pijama. Dormi feito um cocô, e acho, não tenho certeza, que sonhei com o Samuel.
Custei pra levantar e, pra minha surpresa, só dormi uma hora e meia.
Recebi um Cornetto Fellings da Mariana, a menina do chove-chuva, lá de são Paulo, e tô feliz até agora.
E puta merda, Lua, você tá linda tampadinha até os olhos de tanta nuvem.
Tudo isso numa caligrafia supertremida, parecendo que de nervosismo, de tão forte que tava. Não sei se esse é o jeito de ele escrever. Vou olhar o caderno dele depois pra ter certeza.
Até que existiram duas situações um tanto quanto... estranhas.
Primeiro foi depois do recreio, antes da vídeoaula engraçada de Literatura. Cheguei, como quem não quer nada, como eu sempre fazia, e abracei ele.
Ele retribuiu.
Olha, vou ser sincera. Super sincera, na verdade.
Sei lá sei ele só retribuiu, ou, não sei explicar direito.
Só sei que eu senti um puto de um friozinho na barriga. Tá, foi um friozão. E também meu coração desparou.
Tudo isso deve ter durado uns dois segundos, porque quando eu reparei que tava ficando nervosa, acho que saí correndo. Acho porque eu fiquei meio estranha mesmo.
Por segundo, na hora da saída, eu fui toda felizinha pro lado da Millaine (minha outra amiguinha legal e setelagoana), e ela veio toda folgosa me perguntar se tinha acontecido alguma coisa. E quando eu falei que não, ela fechou a cara.
Em falar em Millaine, ela é muito gente boa, e estuda numa escola do lado da minha, o Dom Silvério. A gente pega o mesmo escolar, e como ela mesma disse: "Nós só não somos melhores amigas porque a gente se conhece a muito pouco tempo."
Enfim, enquanto ela ia me xingando porque não tinha rolado nem um beijinho depois do bilhete (e da carta) que ele tinha me mandado, a gente dá de cara com ele.
Peguei na mão dele, como eu sempre fazia, e quando eu fui dar um beijo no rosto dele; no meio do caminho, não sei se virava uns centímetrozinhos pra esquerda e lascava um beijo na boca dele de uma vez. No desespero, na falta de tempo, e no calor do momento, o beijo não foi nem no rosto nem na boca.
Tentei sair correndo de vergonha, mas a unica coisa que eu consegui fazer foi olhar pra ele.
Pela cara que ele olhou pra mim, parecia que ele estava era satisfeito. Ah, porra, eu fiquei foi com dor na consiência, mas quando eu reparei, tava rindo feito uma louca. Fodas, cara, fodas.
Eu PRECISO disso. Fodas, cara, fodas se não der em nada. Fodas se der também.
Se eu contar que depois do Sérgio eu não beijei ninguém você aí que tá lendo vai rir da minha cara ?
Fodas se você rir também, fodas.
Samuel, pode me chamar de morena o quanto quiser. Nunca te disse isso, mas eu adoro. Ganha um beijo amanhã se fala com charme! (Fodas se você riu)
Marcelo (Rubens Paiva), meu querido, me apaixonei por você, sério.
Eu gosto muito de falar palavrão.
Cheguei em casa, fui de uniforme e tudo pra cama. Que lindo, adoro roupa larga, meu uniforme tá igual um pijama. Dormi feito um cocô, e acho, não tenho certeza, que sonhei com o Samuel.
Custei pra levantar e, pra minha surpresa, só dormi uma hora e meia.
Recebi um Cornetto Fellings da Mariana, a menina do chove-chuva, lá de são Paulo, e tô feliz até agora.
E puta merda, Lua, você tá linda tampadinha até os olhos de tanta nuvem.
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22 de dez. de 2009
Buscando Felicidade em Sete Lagoas
Postado por
Ceres
Depois de passar quase três dias completos aqui, as coisas não estão tão ruins assim, sabe?
Eu já fui no centro por uma carta no correio, vi a minha futura escola de longe, ajudei minha mãe com a faxina e até lavei a louça hoje.
Tenho a impressão de que, em partes, eu serei feliz aqui.
Minha mãe tá louca atrás de uma cota (é assim que escreve?) de um clube pra gente ir quando tiver à toa, porque faz muito calor aqui, vocês não têm noção.
O Beto quer conversar comigo hoje.
Apesar de eu não ter NADA pra falar com ele e saber exatamente quem eu quero, vou ser educada o bastante pra ouvir ele. Eu não tenho a mínima ideia do que pode ser que ele quer falar comigo. Mentira, talvez ele queira voltar.
Nessa hipótese, já estou pensando num fora sincero. Ou não, que se foda, seja o que sair na hora.
Tentei ver aquele filme bonitinho do Will Smith ontem, e além de bonitinho porra, é muito triste. Desliguei a TV e fui procurar a minha felicidade enxarcando o travasseiro e abraçando o minha almofada laranja.
Eu sei onde tá a minha felicidade, o problema é que eu não posso ir buscar, isso é frustrante, sabia?
O que eu posso fazer então é tentar procurar por aqui mesmo. Pelo menos pra doer menos.
Saudade da minha cama em Belo Horizonte.
Eu já fui no centro por uma carta no correio, vi a minha futura escola de longe, ajudei minha mãe com a faxina e até lavei a louça hoje.
Tenho a impressão de que, em partes, eu serei feliz aqui.
Minha mãe tá louca atrás de uma cota (é assim que escreve?) de um clube pra gente ir quando tiver à toa, porque faz muito calor aqui, vocês não têm noção.
O Beto quer conversar comigo hoje.
Apesar de eu não ter NADA pra falar com ele e saber exatamente quem eu quero, vou ser educada o bastante pra ouvir ele. Eu não tenho a mínima ideia do que pode ser que ele quer falar comigo. Mentira, talvez ele queira voltar.
Nessa hipótese, já estou pensando num fora sincero. Ou não, que se foda, seja o que sair na hora.
Tentei ver aquele filme bonitinho do Will Smith ontem, e além de bonitinho porra, é muito triste. Desliguei a TV e fui procurar a minha felicidade enxarcando o travasseiro e abraçando o minha almofada laranja.
Eu sei onde tá a minha felicidade, o problema é que eu não posso ir buscar, isso é frustrante, sabia?
O que eu posso fazer então é tentar procurar por aqui mesmo. Pelo menos pra doer menos.
Saudade da minha cama em Belo Horizonte.
1 de jul. de 2009
O1/O7 - um dia legal .
Postado por
Ceres
p ow. (N) de férias, há ! diz:
*então, um dia, faz teeeempo minha tia foi naquele lugar que eu não lembro o nome, que tem a catedral, sei lá eu :S e ela me trouxe um escapulário (?), e ah, ele fazia parte de mim mais do que qualquer coisa, porque eu não tirei do pescoço desde o dia que eu ganhei até hoje que eu decidi te dar (:
e não foi só isso que conseguiu estampar um sorriso no meu rosto.
hoje, desde que eu acordei eu vi que seria um dia legal.
eram 3 da manhã, o telefone toca, e era a amiga da minha mãe falando que o irmão dela morreu .
e depois, quando eu fui acordar de novo, era a Ornela cantando "Import Myself Because".
é que eu baixei a música do youtube pelo converta em formato de mp3, e PIMBA ! pus no meu celular, ai desperta pra mim *-*
sinceramente, é uma boa maneira de matar meu mau-humor antes de ele aparecer, logo quando eu acordo. Desculpa Axlgatinho, mas eu desviciei em Sweet Child O Mine pra ouvir a música dela.
hoje eu fui no Parque Municipal, o lugar mais cool do bairro Funcionários, onde os emos vão pra passar o tempo, as pessoas saudáveis pra fazer caminhadas e LeParkur (se é assim que escreve), roqueiros vão porque lá todo mundo é estranho mesmo e ninguém zoa ninguém, os alunos menos aplicados (principalmente da minha escola) vão quando não querem assitir aula, casais vão pra se pegar e coisas do gênero.
Mas eu não fui pra fazer qualquer uma dessas coisas, tecnicamente, eu fui prum teatro estranho, de nome estranho, que tinha uma mulher no meio do parque com uma cadeira e comendo açúcar, outra dormindo em cima da cabeça do Augusto de Lima ou do Bias Fortes, não sei, e o Luiz pegou na minha mão, ha ! (coisa de prezinho)
tô tão elétrica que eu não consigo pensar nem digitar, tem muita coisa na minha cabeça, vou comer feijão, tchau .
*então, um dia, faz teeeempo minha tia foi naquele lugar que eu não lembro o nome, que tem a catedral, sei lá eu :S e ela me trouxe um escapulário (?), e ah, ele fazia parte de mim mais do que qualquer coisa, porque eu não tirei do pescoço desde o dia que eu ganhei até hoje que eu decidi te dar (:
e não foi só isso que conseguiu estampar um sorriso no meu rosto.
hoje, desde que eu acordei eu vi que seria um dia legal.
eram 3 da manhã, o telefone toca, e era a amiga da minha mãe falando que o irmão dela morreu .
e depois, quando eu fui acordar de novo, era a Ornela cantando "Import Myself Because".
é que eu baixei a música do youtube pelo converta em formato de mp3, e PIMBA ! pus no meu celular, ai desperta pra mim *-*
sinceramente, é uma boa maneira de matar meu mau-humor antes de ele aparecer, logo quando eu acordo. Desculpa Axlgatinho, mas eu desviciei em Sweet Child O Mine pra ouvir a música dela.
hoje eu fui no Parque Municipal, o lugar mais cool do bairro Funcionários, onde os emos vão pra passar o tempo, as pessoas saudáveis pra fazer caminhadas e LeParkur (se é assim que escreve), roqueiros vão porque lá todo mundo é estranho mesmo e ninguém zoa ninguém, os alunos menos aplicados (principalmente da minha escola) vão quando não querem assitir aula, casais vão pra se pegar e coisas do gênero.
Mas eu não fui pra fazer qualquer uma dessas coisas, tecnicamente, eu fui prum teatro estranho, de nome estranho, que tinha uma mulher no meio do parque com uma cadeira e comendo açúcar, outra dormindo em cima da cabeça do Augusto de Lima ou do Bias Fortes, não sei, e o Luiz pegou na minha mão, ha ! (coisa de prezinho)
tô tão elétrica que eu não consigo pensar nem digitar, tem muita coisa na minha cabeça, vou comer feijão, tchau .
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