Mostrando postagens com marcador Pedro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Pedro. Mostrar todas as postagens

31 de mar. de 2010

Incompetência em Introspecção

Por mais que até outro dia eu não soubesse o que é introspecção, eu cheguei à conclusão de que eu preciso fazer isso.
Enfim, além dos problemas corriqueiros de aborrecência, eu tenho um problema muito, mas muito sério com essa coisa de escrever.
Eu simplesmente não consigo escrever instrospectivamente! Pelo menos não mais.
Sinceramente, não estou com muita vontade de explicar o por quê de eu não conseguir; afinal de contas, está escrito na minha testa. E vou falar uma coisa para você: isso me incomoda. E incomoda muito; diga-se de passagem.
Se "introspectar" é o ato de observar seus própios sentimentos e pensamentos, esse é meu próximo objetivo.

Primeira Parte da Primeira Tentativa Voluntária de Introspecção

...

merda.

13 de mar. de 2010

Bombardeio de Informações Ocorridas num Certo Espaço de Tempo

Olha, pra ser bem sincera, morar aqui nem é tão ruim assim. Eu devo ter dito isso outras vezes, mas dessas vez eu juro, é com bastante convicção. Aqui é bem diferente de Belo Horizonte, claro. As pessoas são diferentes, os lugares são diferentes e, por incrível que pareça, tem gírias diferentes também. Pensei que eu não ia conseguir me dar muito bem aqui não. Que eu ia ficar isolada na sala de aula, que ninguém ia conversar comigo, e todas essas neuras que as pessoas geralmente têm quando estão num lugar onde nunca estiveram antes.
Eu tenho dormido bem, escovado os dentes direitinho, feito todos os meus deveres, arrumando a cama e as coisas que eu sempre fiz em BH, diga-se de passagem.
E não pensem que eu não sinto saudade, que eu sinto sim, mas muito, muito menos do que eu pensei que sentiria.
Conheci muita gente nova, tenho ocupado muito minha mente, e essa coisa de sentir saudade não incomoda tanto. Não tenho precisado de tomar decisões difíceis, abrir mão de coisas que eu gosto, nem nada do tipo. É bem fácil viver aqui.
Não fui no show do Guns, meu tio que apareceu - depois de ter desaparecido três anos, prometeu que me levaria, e depois sumiu de novo.
Eu parei de jantar, e emagreci mais um pouco. Perdi minhas calças todas.
Sou diretora do teatro de um projeto que vai ter na escola no fim do bimestre. Todos os professores sabem meu nome, me pedem favores, eu recolho sempre o dinheiro do XEROX, converso com todo mundo da sala e a professora de Inglês me chama de "Dear Ceres", principalmente quando ela quer que eu vá tirar XEROX pra ela. Na minha sala têm 4 meninas que são surdas, e eu tô aprendendo Libras pra conversar com elas.
Meu uniforme é verde com laranja.
É... enfim. Eu estou bem, tô feliz aqui, juro.
E daqui uns dias eu vou conseguir escrever como antigamente, preciso de emoção, sabe?
É a unica desvantagem de não morar a 2,3km do Sérgio, não estudar no IEMG, não organizar Flash Mob, não brigar com a Ana, não conversar com a Sara, a Maria Clara e a Izabella, não chorar no ombro da Jordanna, não cantar na Educação Física com a Mari e a Ellen, não encontrar com o PC, com o Matheus e com o Luis na porta da escola.
Era muito muito bom, mas existem outras desvantagens, que, em sua maioria, não precisam - e nem querem - ser enumeradas.
Na pior das hipóteses, a unica emoção aqui é morar perto do Roberto, e ele ter que fugir de mim, só pra não me beijar. Coitado dele. Como eu já havia dito, eu não vou voltar com ele, por mais que ele insista. Ele já teve a oportunidade ele. E, por favor, não vamos discutir número de oportunidades pra uns e pra outros agora. Ah, e eu tenho um vizinho legal, meu irmão disse que ele é minha versão masculina (sim, ele tem namorada).

Ceres manda um beijo pra todo mundo, e um especial pro Roberto, só pra deixar ele feliz. - especial no sentido carinhoso da palavra, não vou descer a rua e lascar um beijão nele, dica.

Ah, e um feliz aniversário pra Mari Porto, a menina dos olhos s2

15 de jan. de 2009

Saudade do que ainda não vivi
O futuro não me interessa...
Mas quero que vc faça parte dele.
Mesmo que vc nunca tenha me pertencido
espero que volte
à muito tempo não sinto o que sinto agora.
Eu nunca te vi ...
mas sua imagem já é nitida em mim.
Esperança de que a vida fique à nosso favor
que um dia nós vamos no esbarrar por aí ...
Sem a mínima explicação ...
Com certeza de alguma coisa que não sabemos o nome.
Ah siim ! Foi sem querer ... mas de repente ... eu já te amo ...
Não é comum escrever poesia por alguém que nunca viu ...
Mas sente ...
É estranho ... mas é verdade.
Essa é uma das coisas que me sobem a cabeça e me deixa assim...
De um jeito que te deixa sem palavras .
Eu nunca fui pra Lua
Eu nunca vi Deus
Eu nunca dormi na praia
Eu nunca morri ...
Eu nunca tive tanta certeza de uma coisa tão boa e tão abstrata ao mesmo tempo .
E eu gosto disso.