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29 de set. de 2012

Na verdade


Sem metáforas. Sem analogias.
Essa sou eu para dizer que não sinto raiva. Para dizer que ainda acredito nas coisas eternas, mas nunca vou deixar de duvidar da força das efêmeras.

Saber que elas existem é fundamental. É necessário aplicar as expectativas na sua própria capacidade.
Porque a saudade é algo que, depois de um tempo, acalma no coração. Depois, nem incomoda.
Então, para que acomodar? Por que acomodar com a dor, com o choro? Não é bom deixar que a tristeza vire rotina só porque você não tem mais a sua do lado de quem quer que seja.

As coisas não são da maneira que nós queremos. São exatamente ao contrário se você associar toda sua felicidade, tudo o que há de bom para você em alguém. As pessoas se sentem sufocadas assim, creio eu. Imagina, ser o centro de tudo para alguém? Mas vá, ninguém faz isso por mal. Ninguém deposita sua própria felicidade em ninguém por querer mal. Longe disso.

Pensei nesses dias sobre uma vez que você me disse que se sentia bem comigo. Que confiava em mim. E que perto de mim, conseguia ser você mesmo. Eu lembro que peguei seu rosto entre minhas duas mãos, e beijei cada cantinho dele. E vou te contar que isso me deixou muito, mas muito mais feliz do que quando você disse que me amava pela primeira vez, quando apenas escondi meu rosto na sua camisa.

Isso que eu aprendi. Que têm certas palavras que dão muito mais acalanto e vontade de ficar junto do que o ultrapassado do 'eu te amo'. Que as pessoas estão aqui, com a gente, mas nós nunca vamos conhecê-las de verdade. Nunca vamos saber o que elas sentem, mesmo que façamos tudo para fazê-las felizes. Tudo mesmo. É necessário confiar, muito mais do que gostar muito. E por favor, não subestime. Converse.

Se já chegou a dizer que ama, que confia, não custa dizer o que incomoda. Muito mais do que saber o quanto tem e o tamanho da sua individualidade é saber o quanto o outro conta com você. Se amar primeiro não é egoísmo. Egoísmo é tomar as decisões sozinho sobre algo que é coletivo, sobre algo que envolve outra pessoa. É assim mesmo. E não tente entender. É só respeito. É só pensar no outro.

11 de ago. de 2010

Não


Apoiei a cabeça na cortina azul da janela do ônibus. Ali, ela batia em certo compasso. Daquele modo, eu quase dormia. Dormia, sim, porque não havia mais o que pensar, só o que fazer. Nada me deixava melhor em relação à isso. Não deixava, e ainda não deixa.
Fazer? Eu? Não, isso não. Não quero fazer isso.
Sei o por quê e a necessidade disso; mas me recuso. E recusar, pra que? Não querer fazer, por que?
Andava avoada rua afora. Tinha uma vontade enorme de me afogar, não importa em que fosse. Em choro, em livro, em música, em seios, em lagoas. Em sete lagoas.
Hipocrisia a minha. Sei o que tenho que fazer e simplesmente não quero.
Enquanto for assim, sofrerei. Sofrerei em forma de crônica. Sofrerei noite afora. Sofrerei beijando a cidade inteira. E que diferença isso faz? Para mim, faz. E mesmo assim, sofro. Simplesmente por te querer demais.

18 de jun. de 2010

Testamento Equivocado


Quero concentrar toda a minha saudade em você; tudo o que eu sinto e não tem denominação, toda a minha confiança e atenção. Te dar tudo o que eu tenho agora, que é a vontade de experimentar algo novo, que é querer pertencer a alguém de forma íntegra, pelo menos com um pouco de sentimento; sendo feliz, e só.
Divido com você, tudo o que sinto, tudo o que tenho.

14 de jun. de 2010

Sobre Ladrilhos e Ônibus

Amanhã de manhã eu quero acordar às 6 da manhã, me olhar no meu espelho grande do banheiro, vestir meu uniforme azul-marinho, colocar minha mochila laranja nas costas, e sair porta afora.; exatamente às 6:30.
Quando abrir o portão, a primeira coisa que eu quero ver é meu poste ainda acesco, no meu passeio, fazendo par com a minha castanheira pouco frondosa pelo outono. Meu passeio. Quantas vezes eu não me sentei ali. Quantas vezes não tomei chuva, não chorei, não amei... ali.
Descer a rua calçada com pedras grandes, devagar, por mais que estivesse atrasada; curtindo cada centrímetro da rua que um dia eu quis ladrilhar.
Quero, passar no portão da sua casa, e pensar: "Mais tarde eu passo aqui.". Atravessar a passarela do metrô, observando as grades amarelas, deixando que as lembranças tomem conta de mim.
Cerrar os olhos pra conseguir ver as horas na torre do relógio, jogar os cabelos para trás.
Esperar, subir e curtir o ônibus. É, o ônibus. Olhar, da janela suja, a vida alheia, que se repetia, dia após dia, certeira. E eu amo ver aquilo. O cara da moto, o semáforo, o cobrador, o motorista. A televisão ligada na Globo dentro da lanchonete.
Descer do ônibus, respirar a poluição do centro da cidade, passar na frente da igreja; ver um aglomerado de pessoas com a mesma roupa que eu.
Beijar, abraçar, "Bom Dia!".
Como eu quero chorar. Chorar, só por lembrar. Lembrar de quem estaria ali. Quem eu quero ver, quem eu quero sentir. Que raiva que me dá de saber onde eu quero estar, e não poder!
Me sinto idiota. Nove e meia da noite sete-lagoana. Amanhã de manhã, farei tudo o que não quero fazer.
Só hoje, por favor, me deixa voltar pra lá?
E que diabos é você que me impede de estar?
Quero você, calçada. Quero você, poste. Quero você, castanheira. Quero você, espelho; e tudo o que viria em vossa consequência.
Pelo menos, agora. Só hoje.
Só pra parar de doer.

28 de mai. de 2010

Cabeludo Imaginário

Em falar em instabilidade... eu já disse que nunca quero me casar? E também que em hipótese alguma eu não terei filhos? Nem MEIO filho? 

Pois é... isso foi até outro dia. Hoje mesmo, enquanto eu estava com a bunda suada na cadeira do salão, com o secador quente na cabeça; a Flávia (a queimadora de couro cabeludo) falava toda orgulhosa da filhinha dela, que nem dois meses tem, a Melissa. E eu: "Nossa, não tenho filho antes dos trinta nem a pau." - esse povo tá pegando o boi, porque eu falava que não ia ter era nunca!
E ela: "Que isso, Celes (é, Celes). Eu também falava isso. Agora, olha eu e a Melissa."
"É, Flávia. Filho é bom, mas dura muito." (li isso no livro do Mário Prata hoje de manhã).

Enfim, o que eu quero dizer com tudo isso é que em relação à relacionamentos duradouros, vestidos, noivo, buffet (huum), e tudo mais, eu tenho pensado (muito) diferente.
Eu ainda não consigo me imaginar barriguda, com um neném com cara de joelho no colo, achando a coisa mais linda do mundo. Mas já consigo imaginar como seria meu vestido de noiva. Vai combinar muito bem com a tatuagem que eu pretendo fazer depois dos 18 e os meus (futuros) piercings. E acredita que eu também consigo idealizar um noivo? 

Tá, de qualquer maneira, casar é uma coisa muito definitiva. Vou deixar pra mudar de ideia sobre isso depois, nada de ficar enxendo (mais) a cabeça com isso agora. 
Quem sabe até, ter um namorado a longo (looooongo) prazo, tipo uns 7, 8, 9 anos de namoro, cabeludo, roqueiro, tatuado e que tenha uma voz bonita. Nós podíamos morar num apertamento (lê-se apartamento) no centro, todo bonitinho, e teremos um cachorro também. Teremos brigas diárias, só pra depois ficar falando "Desculpa, a culpa foi minha!" se abraçar e se amar no sofá da sala. Com o cachorro olhando, e morrendo de carência. (Tá, essa foi ridícula). 

Depois, se meus pais reclamarem por ausência de compromisso e presença de vagabundagem da nossa parte, poderíamos nos "casar": Cachorro em pé na sala, só pra ter testemunha, que por conicidência é a mesma sala que sempre faríamos as "pazes". Mas né, ninguém precisa saber disso. Eu de moletom e camisa de banda, ele de cueca samba canção. Sem padre. Nós engalobamos um texto pra ficar menos informal. Beijinho, beijinho. Pronto, estamos casados. Tomamos café. Pronto de novo, minha felicidade está completa.

Nossa, que emoção imaginar isso. Tá bom que na sala também poderia estar pai, mãe, sogro, sogra, amigos, agregados e tudo mais, mas como eu disse, é apertamento, não vai caber. E além do mais, só o cachorro ia ficar muito bom, eu acho. Ou não, sei lá. Só sei que eu e meu cabeludo imaginário não nos casaríamos formalmente. 

Ainda, meu cabeludo, não consigo imaginar nossos filhos. Mesmo porque, você ainda não tem um rosto definido. Mas mesmo assim, onde você estiver agora, com quem estiver e todas essas coisas, espero que nossos sonhos sejam compatíveis. Ou se não forem, espero também, que depois de uma discussão (e uma conclusão) tenha uma sala (e um cachorro) disponível. Também espero, com todas as minhas forças que você exista mesmo. 
Talvez eu até queira me casar. E quem sabe, me encher de filhos. É, mudei de ideia.

28 de abr. de 2010

Morena

Passei a aula inteira preocupada com o que eu ia fazer em relação ao bilhete que eu recebi ontem. Singelo, talvez. Era do tal do namoradinho setelagoano de mentira, querendo que fosse de verdade. "Fala com a Ceres que a brincadeira acabou, que eu to gostando dela de verdade, e que quero ficar com ela." 
Tudo isso numa caligrafia supertremida, parecendo que de nervosismo, de tão forte que tava. Não sei se esse é o jeito de ele escrever. Vou olhar o caderno dele depois pra ter certeza.
Até que existiram duas situações um tanto quanto... estranhas.
Primeiro foi depois do recreio, antes da vídeoaula engraçada de Literatura. Cheguei, como quem não quer nada, como eu sempre fazia, e abracei ele.
Ele retribuiu.
Olha, vou ser sincera. Super sincera, na verdade. 
Sei lá sei ele só retribuiu, ou, não sei explicar direito. 
Só sei que eu senti um puto de um friozinho na barriga. Tá, foi um friozão. E também meu coração desparou.
Tudo isso deve ter durado uns dois segundos, porque quando eu reparei que tava ficando nervosa, acho que saí correndo. Acho porque eu fiquei meio estranha mesmo.
Por segundo, na hora da saída, eu fui toda felizinha pro lado da Millaine (minha outra amiguinha legal e setelagoana), e ela veio toda folgosa me perguntar se tinha acontecido alguma coisa. E quando eu falei que não, ela fechou a cara.
Em falar em Millaine, ela é muito gente boa, e estuda numa escola do lado da minha, o Dom Silvério. A gente pega o mesmo escolar, e como ela mesma disse: "Nós só não somos melhores amigas porque a gente se conhece a muito pouco tempo."
Enfim, enquanto ela ia me xingando porque não tinha rolado nem um beijinho depois do bilhete (e da carta) que ele tinha me mandado, a gente dá de cara com ele.
Peguei na mão dele, como eu sempre fazia, e quando eu fui dar um beijo no rosto dele; no meio do caminho, não sei se virava uns centímetrozinhos pra esquerda e lascava um beijo na boca dele de uma vez. No desespero, na falta de tempo, e no calor do momento, o beijo não foi nem no rosto nem na boca.
Tentei sair correndo de vergonha, mas a unica coisa que eu consegui fazer foi olhar pra ele.
Pela cara que ele olhou pra mim, parecia que ele estava era satisfeito. Ah, porra, eu fiquei foi com dor na consiência, mas quando eu reparei, tava rindo feito uma louca. Fodas, cara, fodas.
Eu PRECISO disso. Fodas, cara, fodas se não der em nada. Fodas se der também. 
Se eu contar que depois do Sérgio eu não beijei ninguém você aí que tá lendo vai rir da minha cara ? 
Fodas se você rir também, fodas.
Samuel, pode me chamar de morena o quanto quiser. Nunca te disse isso, mas eu adoro. Ganha um beijo amanhã se fala com charme! (Fodas se você riu)
Marcelo (Rubens Paiva), meu querido, me apaixonei por você, sério.

Eu gosto muito de falar palavrão.
Cheguei em casa, fui de uniforme e tudo pra cama. Que lindo, adoro roupa larga, meu uniforme tá igual um pijama. Dormi feito um cocô, e acho, não tenho certeza, que sonhei com o Samuel. 
Custei pra levantar e, pra minha surpresa, só dormi uma hora e meia.
Recebi um Cornetto Fellings da Mariana, a menina do chove-chuva, lá de são Paulo, e tô feliz até agora.
E puta merda, Lua, você tá linda tampadinha até os olhos de tanta nuvem.


26 de abr. de 2010

Feliz Ceres Velha

- Toma, Ceres.
- Obrigada, Ramon. - eu disse, quando ele pôs o bendito livro na minha mão.

Finalmente eu iria passar da página 53, e minha curiosidade de saber o que ia acontecer (o que aconteceu e todos os outros verbos) com o Marcelo (Rubens  Paiva)  ia ser saciada. Juro que até só agora eu entendi a minha tara por querer tanto ler esse livro.
À uns 3 anos atrás, a Karine, uma menina que pegava ônibus comigo e estudava na mesma escola que eu me disse que "Feliz Ano Velho" era um livro absurdo, e que o cara dele é um filho da puta, que só falava de seios e bocas alheias.
Karine, sua mentirosa!
Eu tenho total consciência de que o Marcelo nunca vai ler o que eu escrevo. Afinal de contas, além de pé no chão eu sou até bem pessimista, pelo menos às vezes. Mas eu fico feliz por você ter conseguido se sentar, andar de cadeira de rodas, ido no cinema e, puta merda! Como como o jeito que você descreve as coisas me fascina!
Agora, eu já passei da página 180. Tudo hoje. Eu simplesmente não consigo parar de ler. Depois de horas que todo mundo aqui estava pensando que eu estava domindo enquanto eu lia freneticamente, minha vista está supercansada. E sim, a possibilidade de eu sonhar que eu estava ouvindo o Bamba, num gramado enorme que provevelmente seria da USP é enorme.
Esse tipo de coisa toma conta de mim fácil. Aconteceu a mesma coisa com Crepúsculo, Lua Nova e afins; mas quando você sabe que que aquilo aconteceu de verdade com gente de verdade o efeito de êxtase é bem mais avassalador e selvagem.
Como eu sou arcaica! Me identifico com um jovem louco da década de 80, e meu sonho é conhecer uma pessoa assim que, de preferência esteja ao meu alcance. Não sei se é pedir muito, mas a minha vontade de crescer, ter uma visão política (não pelo fato de ter vivido certa repressão governamental, e sim por ser isso uma coisa que me é considerada útil), conseguir se apaixonar por coisas mínimas e torná-las vitais é enorme. Concluindo a ladainha toda, esse é meu objetivo.
Esses hormônios, essa coisa ridícula que dificulta ainda mais minha (nossa) passagem pelo pântano lamacento (?) que é a adolescência estão me deixando uma pessoa (muito) cismada, pensativa, irritadinha, (principalmente) chorona e desconformada. Não me sinto normal.
Ultimamente tenho A-DO-RA-DO falar muito palavrão, filosofar (apesar de as aulas de filosofia serem, em sua maioria, chatas), pensar em coisas chulas (tipo pornografia e coisas do gênero) e isso tá me deixando louca e, ao mesmo tempo, fascinada. Nem imaginava que essas coisas existiam.
Outra vontade que eu tenho é falar exatamente o que eu penso. A sensação de conseguir fazer isso seria praticamente a mesma de sair correndo na avenida Paulista na contra-mão (não sei a merda da reforma ortográfica não, porra!), e ainda por cima pelada. Parece que tem um elefante na minhas costas, e com ele eu não consigo realizar movimento, muito menos trabalho. (Prestei atenção na aula de Física. Beijo Afonso!)
Fico o dia inteiro pensando no meu cabelo que ERA tão lindo, no meu projeto-de-namoro-que-eu-sempre-sonhei que durou exatamente uma semana e um dia, na minha abstinência por um (dois ou mais) contato(s) físico(s) com o sexo oposto, nas lagoas, na empada, na minha coxa, na luz que eu meu pai acendeu, na minha bunda!
Nunca, nunca mais vou julgar as pessoas porque elas são cismadas, falam da mesma coisa (ou pessoa) o tempo todo, porque veem Isa tkm, tk+, seja lá o que for, usam calcinha (ou cueca) pequena, gostam de livros de amor super melancólicos ou, então, são indiferentes a mim.
Primeiro que tudo isso eu já fiz, faço, ou farei, Um exemplo é usar calcinhas pequenas. E fodas, eu falo "nunca", mesmo correndo o risco de não fazer de novo. 
Nesse caso, o verbo é "julgar". O que conta aqui é o pronome que vem antes. Não pode ser "eu".
Aliás, essa coisa de prometer e não cumprir às vezes é muito, mas muito convidativa pra mim, mas isso, de verdade, eu não gosto de fazer.
Camilla, eu ia escrever sobre sua beleza mineira, magra e sedutora e esconderijos idiotas, frágeis e não-óbvios que a felicidade usa, mas não, não me senti apta pra isso.
Bela, Gabi, Paulinha, Lika, Fernanda e Giovanna: vocês são as melhores amigas belohorizontinas do mundo, sério!
Marcelo, já já vou ir ler o que aconteceu depois que você terminou com a Marina, esperaê.

12 de abr. de 2010

Mel, Código, Mentira, Aline, Convocação

Ele dá um pigarro, e quando vê que todo mundo estava dando atenção, respira, olha pra mim e diz: "Gente, olha o que eu escrevi pra minha amada: 

Ceres (coraçõeszinhos),

Você é uma morena linda.
Você é tudo de bom, super gata.

Não te quero por um dia
Nã te quero por um ano
Te quero por toda vida
Te quero porque te amo."

Samuel Reis

Esse é o tipo de coisa de aumenta o ego de qualquer uma.
Seria melhor se fosse de verdade.
Não, não é mentira.
Aliás, eu não sei o que que é.

Indepente de ser verdade ou não, me sinto bem. Me sinto bem com uma coisa incerta. O meu "namoro" com o eles (Setelagoanos de muito bom gosto, diga-se de passagem), é coisa de gente carente que não tem o que fazer.

E não vem me dizer que toda brincadeira tem um fundo de verdade não porque se não eu fico nervosa com você!

É literalmente ter tudo e não ter nada, ao mesmo tempo. Isso é frustrante, sabia?


PAY ATENTION, PLEASE !

Então vou fazer uma convocação: "morena chocolate", de estatura mediana, corpo esbelto (-n), cabelos compridos, que adora rock, ler sobre diversos assuntos e escrever sobre sua própria vida, se sente carente, e procura homens com idade média entre 16 e 20 anos com os seguintes quesitos (você pode - ou não - ignorar os parêntesis):


  1. Seja alto (ou baixo)

  2. Seja moreno (ou loiro)

  3. Goste de rock (ou pagode, também serve)

  4. Seja paciente

  5. Use piercings (ou seja evangélico e não use nada)

  6. Tenha cabelos curtos (ou longos)

  7. Use bigodes fartos, estilo Mário Broz (ou só costeleta, ou nada mesmo)

  8. Goste de ver filme abraçadinho (ou prefira não ver filme)

  9. Que entenda o meu tempo.

  10. Que escreva cartas de amor, principalmente.

  11. Se tiver carro, casa, e tiver como me sustentar, melhor ainda, fikdik.     

  12. Acho que pode ser alguém que faça meu coração bater mais rápido, faça a minha mão ficar gelada e esse tipo de coisa.

THANK YOU VERY MUCH PELA ATENTION (inglês booooom)    

29 de mar. de 2010

Intensidade da Fase

É só fase? Ora... fase.
Não devia ser tão ruim.
Não devia me fazer chorar por tanta intensidade, fase.
No mínimo curta eu quero que seja.

Sinto admitir, mas eu tenho problemas.
São muitos pensamentos ecoando em minha cabeça, todos soltos, sem direção, perdidos, todos ao mesmo tempo.
Aos poucos, venho enlouquecendo. Vagarosamente, venho perdendo os sentidos, a direção.
Vou acompanhando meus pensamentos, afinal, não tenho para onde ir.
Tenho vontade de abandonar minhas responsabilidades. Tudo, todos, nas minhas mãos.

Corações nas minhas mãos, decisões nas minhas mãos...
Arre! Minhas mãos não querem, entenda.
Minhas mãos querem brincar, minha mãos querem deslizar sobre cabelos alheios, enrolá-los em seus dedos; exibir seu dedo do meio bruscamente, sem responsabilidade, com inocência, como se fossem mãos de crianças.

Minha cabeça quer ser esvasiada, só pra depois ser enchida de cenas de novela pra adolescentes, só pra ter espaço pra conseguir decorar Todos os meus livros preferidos, pra poder pensar em alguém diferente, pra conseguir... ficar leve, pelo menos agora, enquanto eu preciso de paz.

Quero o equívoco de ser pega por alguém nos braços, quero a certeza de amar alguém (e ser amada), quero, que a fase acabe.

E que culpa eu tenho ?
Que culpa eu tenho de amar você ?
Sim, eu tenho.
Tenho toda culpa do mundo.  que diferença isso faz pra você ?

Sim, eu também quero, e eu vou, te esquecer.
E, pra sua informação, estou indo bem.

Meu charme é minha contradição, concorda ?

20 de mar. de 2010

Lista de Sábado

Pleno sábado, eu sem dinheiro e muito menos um lugar pra ir.
Na verdade, eu poderia postar a lista das minhas vontades de sábado. Descobri que listar é muito, mas muito mais fácil que narrar, descrever, ou qualquer uma dessas coisas.

Coisas que eu Queria (disse certo, QUERIA) Fazer Hoje

1- Ir pra Belo Horizonte, ficar com meu avô ou com qualquer pessoa que me cedesse uma casa pra passar o fim de semana. Minha mãe não quer ir pra lá tão cedo, então, o melhor que eu poderia fazer é ir sozinha. Mas como eu já disse, eu não tenho dinheiro, e meu pai, como foi pescar não vai me dar dinheiro. Aliás, ele não vai me dar nada, até hoje eu não ganhei meu presente de quinze anos. Detalhe: eu fiz quinze anos em janeiro. Tenho meus motivos pra ir pra BH. E esses, por suas vez, são importantes. E muitos. Mas o jeito é ficar aqui, estudando.

Na verdade, não tenho mais o que listar, é só isso que eu queria hoje mesmo. Acho que isso vai ficar na minha cabeça até eu conseguir. O fato é que eu sinto tanta, mas tanta saudade! Será que eu faço tanta falta pra eles quanto eles pra mim?

Ceres manda um beijo pra Camila(a do cabelo colorido), pra Mari Japa, pra Ellen, pra Ana Catarina, pra Luísa Couto, pra Maria Clara, pra Sarah (Andreza, kk), pra Izabella, pra Carolsão, pra Bela, pra Giovanna, pra Fernanda, pra Jordanna, pro Ado, pro Luiz Henrique, pro Pedro Coelho, pro Matheus, pra Paulinha, pra Gabrielle, pro Luiz Eduardo (sim, eu sinto falta dele), pra Mônica, pra Gabi Ribeiro, pra Talita, pra Bruna Gregório, pra Carol , pro Guilherme, pro Sérgio (pra variar um pouco), pro Barretesão (sim, pra ele), pro meu pai, pra minha mãe e um especial pra Xuxa.

p.s.: Acabei listando os beijos.

p.s.: Não, não tem beijo pra você, Roberto, porque eu não sinto saudade de você. Nem da sua mãe.

27 de set. de 2009

Mentiras internas (como as piadas internas) são uma merda mesmo.
Sabe por quê ? Na maioria das vezes ninguém entende, só você.
Sendo assim, quem pode te ajudar? Quem pode rir de você?

Todo mundo sabe que quem mente precisa de ajuda.
Se ninguém sabe, é porque pura e simplesmente eu tenho essa concepção.
Eu preciso de ajuda.
Por parte, me sinto horrível por não me sentir culpada.
Eu beijo um cara pensando em outro (no caso, as coxas, o sorriso, a bunda, o dom de ler entrelinhas, a capacidade incrivelmente alta de me entender, e de rir das minhas piadas), e isso é terrível.
Não vai adiantar eu terminar com o Roberto, porque eu não vou ter nenhum dos dois depois disso. Mesmo que eu morra de vontade de fazer isso dependendo da minha carência quando eu ver ele de novo. Então, o jeito é deixar a mentira continuar interna. Interna porque o Roberto não sabe. Ou sabe e finje que não sabe, igual quando eu perguntei porque que o celular dele tava desligado.

Eu queria mesmo, com toda a força do meu ser, parar de falar do Sérgio (apesar de ele ser minhas musa) e do Roberto (pelo menos tentando falar).
É que meu mundo roda em volta disso, é impressionante.
Eu sou muito idiota mesmo, preciso de distância da situação.
Estou totalmente perdida, perdidinha mesmo, sem saber o que fazer, mesmo já tendo jurado que ia fazer o que me aconselharem, porque se eu for por mim eu não faço mais nada.

E essa minha Conpiração Vital nunca foi tão forte quanto agora.
Nunca imaginei que a Teoria do Heroísmo fosse dar tanto trabalho quando a outra crônica que não tem título.

Eu também estou estressada.

Post Alternativo - O que eu postaria caso eu finjisse que está tudo bem
Nós nos beijamos com uma certa harmonia.
De repente seus lábios ficaram urgentes nos meus, seu corpo ficou incrivelmente forte contra o meu.
Eu simplesmente retribuí, e desejei que fosse possível que pudéssemos ficar mais próximos do que já estávamos. Cheguei á conclusão de que ali era meu refúgio feliz.
(dei uma de Stephenie Mayer agora)

23 de set. de 2009

Se bobear não passa de três. Ou dois e meio.

Logo hoje... logo hoje minha convicção inventa de fazer as malas e ir embora.
Espero que ela volte.

Ceres pega o telefone e disca um número rapidamente, e espera Roberto atender.

Quer saber ?
Ela deve voltar no sábado, como sempre.

22 de set. de 2009

vinte e dois de setembro de dois mil e nove (como se fosse grande coisa)

É, pode-se dizer que eu estou conseguindo.
Ando mais calma e, por consequencia, comendo menos, e isso é ótimo.
Precisamos pensar na formatura no Free Time, certo?
Com toda certeza do mundo, eu vou ver o Roberto esse final de semana, e isso também é ótimo.
Apesar de estar com esse aparelho idiota na boca, tá dando pra levar as coisas com ele.
Vou ligar pra ele amanhã, é dia 23. Eu gosto de dia 23, é nosso aniversário de namoro.
A parte idiota disso é que nós vamos fazer 2 meses, e faz 1 que a gente não se vê.

Meu trabalho de história vai dar certo.
Eu pensei que o ano fosse terminar e eu não ia fazer um trabalho que preste, eu tô feliz.

E tem outra coisa: eu ODEIO ser ignorada.
Como o céu tá bonito hoje *-*

16 de set. de 2009

Ai, como eu quero que esses três meses passem logo!
Eu estou deixando passar muito fácil isso tudo. Como eu sei que vai acabar logo, porque não engolir mais um pouco de sapo? Venho trabalhado minha paciência.
A Clarinha mesmo explodiu comigo ontem, porque eu ainda não engulo o final das coisas. Eu digo final das coisas porque a coisa não vem ao caso. Quer dizer, as coisas.
Eu também ando meio que exagerada, eu acho. Tá bom, tá bom. Eu SOU exagerada.
Talvez eu esteja tão focada no futuro que meu presente está ficando meio largado. Sabe quando você vai vivendo automaticamente?
Acorda, toma café, vai pra escola, volta da escola, faz dever, vem pro PC, deita e dorme.
Sem falar da comida. Eu como sem nem ver. Isso é ruim.
Ai, como eu quero que esses três meses passem logo!
Quero ficar com o meu namorado que liga terça á noite todo tempo que eu puder.
Como diz a Tabi: "... qe dure o tempo necessario pra se tornar inesqecivel (yn)"
Primeiro namorado é uma coisa estranha mesmo.
Ainda mais se ele não sabe o que é "Sweet Child of Mine", "Estranged", ou até mesmo "Patience". (eu acho que agora ele sabe, éer.)

14 de set. de 2009

Ah, o final é uma coisa ridícula mesmo

Sabe quando você tem a impressão de metade da sua vida chega ao fim? Pois então, vou explicar:

Coisas que acabarão em três meses (ou não)
Por Ceres Bifano
- Minha estadia em Belo Horizonte: vai durar mais uns três meses (olha o três de novo). A minha Teoria do Heroísmo vai ser sim concretizada. Eu achei um projeto de amor lá. E agora, eu vou escrever minha própia história. Como heroína, talvez. Que essa mudança não me mate.
- A novela Caminho das Índias: tá bom, acabou sábado, e eu nem via, mas acabou.
- Minha amizade com a Ana do "n" só: Talvez tenham sido os quase dois melhores anos da minha vida. Pelo menos não foram três. Amor é uma coisa ridícula mesmo. Quando a gente ama as pessoas são perfeitas, os erros passam batidos. Na verdade, essa é uma coisa que já acabou. Eu vi o quanto não me fazia bem. Eu posso, quero e devo viver sem isso. E eu estou indo superbem, pra ser sincera. E eu adoro pessoas sinceras, sabia?
- A minha paciência: Tem um pirralho que estuda na minha escola que sempre tem que vir me encher o saco. Tô vendo a hora que eu vou bater nele.
- O meu All Star vermelho: já tem dois anos que eu tenho ele, e hoje que eu parei pra pensar o quanto ele tá velhinho e precisa de uma lavada, igual a minha mochila laranja que não vem ao caso.
- O meu rolo que durou de abril até novembro do ano passado: eu aguentei bem, e agora serve pra espantar convicção. O bom disso tudo é que eu vou ter histórias incríveis pra contar pros meus filhos. Eu sempre chamo a atenção quando eu vou contar uma história dessas. Eu não vou ver o Sérgio quase nunca quando eu me mudar. Vai ser estranho não poder chamar ele pra vir pra cá conversar, à toa; ou chantagear ele com refrigerante. Pelo menos encher os olhos com a bicicleta do Beto eu vou conseguir.
- Alguns quilos: isso é o que eu espero que acabe.
- TV digital, telefone e internet (não exatamente isso, muito menos nessa exata ordem): depois de perder metade de Isa TKM porque minha mãe cancelou a TV a cabo porque tá vindo cara de mais, eu sei que quando eu me mudar eu não vou ter internet. É uma coisa impressionante de como que aquele povo de Sete Lagoas ganha dinheiro com Lan House. Lá é quase impossível ter uma internet decente em casa, imagina esse meu computador? Não vai dar conta.
- O que (quase) acaba, seguido do item a cima: a Mari. Eu só conheço ela pela internet, e é melhor que muita amiga que eu vejo todo dia, abraço todo dia, e que me aguenta todo dia. Eu torço mesmo pra minha mãe fazer nem que seja um projeto de festa de 15 anos pra mim, aí ela vai vir pra cá, a gente vai chorar, e vai cantar "O Leãozinho" juntas, e comer (ah, ._.) e muita coisa que não dá pra fazer pela web cam.
- Minha paciência (parte dois): Namorado bom, é namorado que liga todo dia, concorda?
Ah, o final é uma coisa muito ridícula mesmo.
Eu também queria que minha fome acabasse assim.
Com ponto final e com um "publicar postagem"

5 de set. de 2009

Eu não sabia o que fazer.
Chorar não ia adiantar de nada.

Levantei da cadeira e fui tomar banho.
A água era mais quente do que o ar.
Eu odiei.

Vesti minha roupa e me aninhei na cama, a fim de afungentar meus pensamentos.
O calor pra mim era insuportável. Preferiria estar com meu edredom.
Mesmo assim, dormi fácil. Na mesma facilidade da qual eu me apaixono.

Afundei tudo que tinha no travesseiro.
E me contentei em apenas passar meu rosto na fronha.
Queria alguma coisa viva pra abraçar.

E depois, já nem pensava mais.

Quando acordei, simplesmente apaguei um dos contatos de letra "a" do meu celular.
Só pra amenizar. E esquecer .

27 de ago. de 2009

Com duas sensações tão extremas, não sei o que sentir.

A bipolaridade não é minha.
A bipolaridade não é de ninguém.
A bipolaridade é da situação.

Eu ainda quero uma morte temporária.
Meu coração ainda quer que eu não acredite.
Eu vou arrancar, de novo, aquela foto do guarda-roupa.
Tenho um certo medo de quinta-feira, isso já faz um tempo.

Não posso dizer tudo, tenho medo do que possa acontecer.
Eu apenas não consigo acreditar.
Só chorar.

Com duas sensações tão extremas, não sei o que sentir.
Por que sempre a dor é mais forte?
Cara, o que eu faço?

Por que o carro do meu pai estragou !?
Quando mais eu preciso de você aqui...
Não me acha ridícula por chorar à toa...

23 de ago. de 2009

vinte e três de agosto de dois mil e nove ♥

Ceres: Alô?
Beto : Oi. (houve certa animação na voz dele)
Ceres: Sabe quem tá falando?
Beto : Claaaaro que eu sei.
Ceres: Aaaaah, que gracinha,ele reconhece minha voz *-*
Beto : É.
Ceres: O que foi?
Beto : É que eu tou jantando.
Ceres: Ah, então tá bom, depois te ligo.
Beto : NÃÃÃO, já parei.
Ceres: Tá, né.
Beto : (...)
Ceres: Ai, que saudade de você, não vou aguentar mais uma semana.
Beto : É mesmo, custa a passar.
Ceres: Eu vou morrer, Deus.
Beto : (risos)Para, sua boba.
Ceres: Tá bom, tá bom.
Beto : Pois é, já seu irmão tem voz de mulher no telefone.
Ceres: Nãao, claro que não, tá doido?
Beto : Tem sim, claro que tem ._.
Ceres: Eu não acho.
Beto : Eu acho.
Ceres: Caramba, você me ligou pra discutir isso??
Beto : Não.
Ceres: (...)
Beto : Você não está esquecendo de nada não, mocinha?
Ceres: Haan, acho que não.
Beto : NÃO ACREDITO! VOCÊ ESQUECEU! D:
Ceres: Puta merda, esqueci do que?
Beto : A gente faz um mês hoje, Ceres. (a voz dele perdeu o tom)
Ceres: Meu Deus do céu, que dia é hoje?
Beto : 23
Ceres: Tá vendo? Aaah, desculpa, desculpa, desculpa. Esqueci até que dia é hoje, tá vendo?
Beto : Tudo bem.
(Ceres burra, se a gente tá fazendo um mês, claro que hoje é dia 23, deer. A gente tinha discutido outro dia se era 23 ou 24.)
Ceres: Ah Roberto (eu não chamo ele de Beto, por incrível que pareça), que vergonha, meu.
Beto : Calma, tá tudo bem.
Ceres: Noossa, um mês é muito *-*
Beto : Eu crente que você ia falar que um mês é pouco... você vem e fala que é muito!?
Ceres: Nãão, Roberto, eu não falei nesse sentido.
Beto : Tudo bem, tudo bem, Ceres.
Ceres: Só tô dando mancada hoje, meu Deus.
Beto : Ceres, amanhã eu te ligo no mesmo horário mais ou menos.
Ceres: Tá bom ^-^ beijos.
Beto : Tchau.
Ceres: Te amo, tá?
Beto : Mentira, mas eu também te amo.
Ceres: Como assim mentira, moço!? Tá duvidando de mim agora,é?
Beto : Eu não tô duvidando de você, como assim? (a voz dele era de indignado)
Ceres: Claro, tá falando que é mentira.
Beto : Desculpa, é que é difícil de acreditar, sério.
Ceres: *---* onw
Beto : Eu tenho que ir, tá bom?
Ceres: Tá bom D:
Beto : Te amo, te amo, te amo.
Ceres: Eu também te amo, meu lindo.
Beto : Mentira !
Ceres: Desliga logo, bocó!
Beto : Tá bom ... beijo.
Ceres: Beijo.
(E eu ainda não me contentei em desligar o telefone e não repetir que amava ele. Uma vozinha me gritava: CONVICÇÃO, CONVICÇÃO!)

13 de jul. de 2009

Voltando às boas novas

Pelo menos, é o que eu estou tentando.
Eu continuo sem conseguir postar alguma coisa decente aqui, e eu não sou a única.
E o pior é que eu não posso inventar desculpa alguma, porque eu sou uma pessoa desocupadíssima, geralmente eu não faço nada.

A única coisa que me anima é que eu vou pra dentista amanhã, provavelmente tirar esse mostro que ela colocou na minha boca e colocar um aparelho móvel, que me permite comer, falar ... enfim, ter uma qualidade de vida melhor.

E também é impressionante de como todo mundo carente, todo mundo querendo namorado.
Vai ver que eu enxergo as coisas assim por ser a principal personagem da minha própia história: fria, sem educação, mais melancólica do que pedra molhada de chuva, mau-humorada e acima de tudo carente. Ficar muito tempo sem ter algum contato físico com segundas intenções com alguém não faz bem, e por favor, não me leve a mal.

A questão maior é: isso está me irritando.
Talvez até mais do que o fato de que meu irmão está ficando cada dia mais insurportável, ou até mesmo que ter que passar o pouco de férias que eu tenho em Sete Lagoas.

Sete Lagoas ... pra quê eu vou ter que ir pra lá esse semana que vem, sendo que um dia eu vou ter que me mudar pra lá ? SEM A MINHA VONTADE ?
Melhor ficar sem fazer nada aqui do que ficar sem fazer nada lá.
Não tenho um motivo claro pra querer ir pra lá.
Não achei que ninguém combinasse comigo, que eu pensasse o mesmo que eu, que concordasse comigo, ou qualquer dessas coisas que fazem nós sermos amigos um dos outros.
Então lá eu fico o DIA INTEIRO dentro de casa, deitada, dormindo, sem fazer nada... sem ninguém pra conversar ... e as meninas que moram lá ... puts, totalmente sem cultura, ouvem só funk, dão em cima dos meninos na rua e ficam de shortinho o tempo todo, pra tudo.
Nada disso faz muito o meu tipo.

Eu, pra ser bem sincera, não quero ir morar lá nem a pau juvenal.
O pior, é que eu não tenho escolha, tenho que ir pra lá de todo jeito.
Arrrgh, que aperto que isso dá. Minha vida está se deteriorando a cada segundo que passa.
Tudo o que eu tinha vontade de fazer tá ficando impossível.
Primeiro Petrópolis, segundo ficar aqui.
E essas são duas coisas muito importantes pra mim.
Eu não posso mudar isso, então vou parar de falar disso.

Preciso até me mudar meus pensamentos.

Então, como eu ia dizendo, tá tudo na mesma.
Minha mãe nada que deixa eu furar meu nariz. A Talita ia furar pra mim, mas o dela deu infecção, e ela não quis mais furar o meu, que merda.
Eu não ia morrer caso eu fizesse um furinho à toa no meu nariz, mas eu tenho que ficar na minha, não estou num dos melhores momentos pra discutir com a minha mãe.

De qualquer forma, é içaê .

29 de jun. de 2009

Luta interna maldita.



É, isso mesmo.
Eu briguei com a minha mãe, ela disse pra mim tirar o nome da lista pra viagem de Petrópolis.
Ow, eu tava esperando tanto, ela não pode fazer isso !
E eu também tenho que falar com ela que eu não quero, não quero mesmo morar em Sete Lagoas, e que ela me interpretou muito mau quando a gente conversou.
Ah, meu Deus, eu quero TANTO ir pra lá, o que que custa ?
Ela sabe o quanto isso é importante pra mim ... e eu venho andado tão triste ...
Mas sabe, eu odeio quando uma pessoa me conhece melhor do que eu mesma, como ela pode saber exatamente o que está acontecendo ?
E ela sempre está certa... é exatamente como se fosse eu, mas fora de mim.
E eu pensando que isso era impossível ...
Mas me irrita, e ela querendo me ajudar, não acredito que eu fiz isso !
Agora eu vou ter que tirar meu nome da lista, eu não quero !
Ela não viu que assim só vai piorar as coisas ?
Se ela sabe que não tá bem, porque ela não me pergunta por que, ao invez de falar se é isso ou aquilo ? Pôoxa, eu só não queria preocupar ela, queria que ela achasse que tava tudo bem, ela devia ter ficado agradecida, isso não é justo.
E amanhã tem aula de história, se eu tirar meu nome da lista agora eu perco a vaga de vez.
Aaaaaaaaaah não, ela não viu que me deixou mais triste ainda.
Eu vou é deixar um depoimento no orkut dela falando tudo também !
Porque se eu for conversar com ela ... não vai dar muito certo, e eu ando muito sensível, vou ter um ataque de choro. De novo.
E eu fui jantar, meu aparelho quebrou, o Luan me irritou a tarde inteira, minha luta interna é cada vez mais... dolorosa, e eu quero muito ter um piercing no nariz.
A Luciana vai falar tanto na minha cabeça por causa do aparelho, segunda vez que eu quebro.
Como eu sou burra ao ponto de morder um osso ?
Eu quero cavar um buraco BEEEM FUNDO e enfiar minha cabeça lá dentro.
Nem o fato de ter sonhado com o Jean pela primeira vez em tanto tempo e estar convicta de que eu quero ficar com ele; quando a gente se encontrar me deixa melhor.
Amanhã vou tentar fazer alguma coisa.
Tipo enfiar na frente de um ônibus, pular da varanda, fumar, beber, cortar os pulsos ou algo do gênero.
A vida está um fiasco! FIASCO ! não tem onde piorar ... não tem mesmo.
E a vontade de chorar que não passa... eu queria mesmo que tudo voltasse a ser como era antes, mas eu não consigo.
E eu pergunto novamente : Qual o melhor jeito de morrer ?