Hum, está sendo tão ruim quanto eu pensei mesmo.
Dormi desde depois do almoço até agora pouco.
O que me aflinge é: EU ESTOU MORANDO OFICIALMENTE EM SETE LAGOAS.
Sonhei com chuva, e eu não sei o que isso quer dizer.
Eu não sei nem o que pensar, sei lá.
Minha mãe disse que estamos nunca fase de transição muito difícil, e eu osou obrigada a concordar com ela. E que fase!
Só pra constar: dentro de mim muita coisa ainda não mudou. Ainda.
Queria estar mais poética.
Mas deve ser o desespero.
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19 de dez. de 2009
13 de dez. de 2009
Controlando
Postado por
Ceres
"Tá na Extra, tá com tudo. "Boa Tarde! São quatro horas e quarenta minutos, nesse domingo lindo, com muito astral!" - nessa hora começou uma música de axé melosa, falando de timidez que mata -.
Tive que tirar prova: me mexi no banco esquerdo do carro, atrás do motorista, com as mãos em cima da perna, e cerrei os olhos, pra olhar através do vidro que não abria, arranhado, e, pra ser sincera, não haviam mentido pra mim: o céu estava bonito mesmo.
Mas aquilo não era o suficiente.
Por dentro, estava com uma vontade ridícula, incontestável e controlável de deitar em posição fetal e chorar, chorar, chorar. Se não pudesse deitar, e ficar em silêncio, gritaria, e choraria, só pra ver se o desespero passava.
O que eu fiz foi, numa tentativa orgulhosa e triufante, cruzar os braços, com força, por cima do estômago e segurar o ar, até chegar em casa. Tudo pra não me verem chorando, com cara de desesperada nem nada do que as pessoas à bera da depressão, desespero e com muita triteza acumulada fazem.
Na verdade, deu tão certo, mas tão certo, que só me deu vontade de chorar de novo agora, porque eu parei pra pensar nisso.
Tenho 6 dias. Sabe o que é isso?
Eu aceitei, mas não me conformei, não estou gostando.
Os meus braços, de tanto apertarem meu estômago, agora também pelo fato de eu estar a 110 km/h, foram relaxando, e eu percebi que minha blusa estava molhada de suor.
A música, que, de início, era Axé, virou funk. No caminho eu vi uns quatro cachorros atropelados, um sofá pegando fogo debaixo de uma árvore, pessoas esperando ônibus, e eu acho que, pelo menos até agora, doeu menos.
Tive que tirar prova: me mexi no banco esquerdo do carro, atrás do motorista, com as mãos em cima da perna, e cerrei os olhos, pra olhar através do vidro que não abria, arranhado, e, pra ser sincera, não haviam mentido pra mim: o céu estava bonito mesmo.
Mas aquilo não era o suficiente.
Por dentro, estava com uma vontade ridícula, incontestável e controlável de deitar em posição fetal e chorar, chorar, chorar. Se não pudesse deitar, e ficar em silêncio, gritaria, e choraria, só pra ver se o desespero passava.
O que eu fiz foi, numa tentativa orgulhosa e triufante, cruzar os braços, com força, por cima do estômago e segurar o ar, até chegar em casa. Tudo pra não me verem chorando, com cara de desesperada nem nada do que as pessoas à bera da depressão, desespero e com muita triteza acumulada fazem.
Na verdade, deu tão certo, mas tão certo, que só me deu vontade de chorar de novo agora, porque eu parei pra pensar nisso.
Tenho 6 dias. Sabe o que é isso?
Eu aceitei, mas não me conformei, não estou gostando.
Os meus braços, de tanto apertarem meu estômago, agora também pelo fato de eu estar a 110 km/h, foram relaxando, e eu percebi que minha blusa estava molhada de suor.
A música, que, de início, era Axé, virou funk. No caminho eu vi uns quatro cachorros atropelados, um sofá pegando fogo debaixo de uma árvore, pessoas esperando ônibus, e eu acho que, pelo menos até agora, doeu menos.
29 de nov. de 2009
Fases.
Postado por
Ceres
Hoje eu acordei, em Sete Lagoas, como num domingo qualquer, fiz torradas na minha torradeira elétrica legal, comi, e voltei pra cama.
Não é sempre, mas dessa vez me deu uma crise de choro. Hoje eu estou assim: é parar pra pensar e começar a chorar. Então vou parar de pensar.
Uma fase acabou hoje. A fase que eu chamo de amor. Na verdade, ela deve ter acabado desde a ultima vez que eu vi o Fábio - o meu motivo de melhora de humor signicativa do mês de maio, parado na minha frente, no meu quarto, com o boné do Roberto na mão, com os olhos arregalados, porque eu falei que aquele boné verde legal era do meu (ex)namorado -. Ou até mesmo antes disso.
O fato é depois de eu ter visto ele, e pelo o fato da existência do Roberto (existência porque eu não conseguia imaginar ele sem ser meu namorado), eu não pude encostar, beijar, abraçar ele. Cara, vocês têm noção? Ele vai embora pra puta que pariu (lê-se Cáceres, MS), e eu NUNCA MAIS VOU VER ELE ! É muito pior do que lá em Lavras, eu a gente nem se despediu.
Apesar de ver o Roberto, com aquele cabelo ridículo, saindo pelo portão, pela primeira vez não sendo meu namorado ter me dado vontade de chorar (de novo), eu não liguei. Chegou a me aliviar. Essa era a única fase que eu queria que terminasse.
Isso tá virando um grande (e insano) problema: eu tenho sonhado com ele, meu coração fica desparado quando ele me liga (sim, ele me ligou esses dias), e eu estou sentindo uma vontade louca e estranha de estar do lado dele, de preferência, bem perto, aproveitando como se fosse o nosso último dia juntos.
Pior que esse seria o caso.
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