Mostrando postagens com marcador Natal. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Natal. Mostrar todas as postagens

26 de dez. de 2012

Sobre o natal


Já fazem alguns anos que o natal começou a perder o sentido pra mim por quem deveria unifica-lo: minha família. Não vejo e não sinto esse espirito natalino que invadiu meu feed de noticias do facebook ontem e anteontem. Claro que acredito que você possa ter esse espirito natalino e usar seu gorro e amar todo mundo, cada um tem a sua crença.
Mas sobre a minha frustração e não, não vou reclamar sobre a escassez de meus presentes natalinos é que: quando eu era criança e não via a maldade das pessoas achava que meus natais eram perfeitos com aquela mesa farta e a família UNIDA e REUNIDA. Quando fui crescendo e me sentindo cada vez mais deslocada e me tornando mais critica quanto ao caráter das pessoas percebi que minha família não era como eu achava que tinha que ser. O natal na minha concepção era acima de tudo uma ocasião de união e de festa e alegria, não que minha família só deveria estar junta uma vez no ano. Comecei a perceber como na verdade era uma grande hipocrisia, onde eles estavam no resto do ano? Porque não éramos participativos uns nas vidas dos outros? Porque não tem espaço para isso? Porque não existe o interesse em uns pelos outros? São esses questionamentos que ficam na minha cabeça e a única coisa que posso aceitar como resposta é simplesmente o que eu vivo, que eu vivo envolvida numa grande hipocrisia. Vivo cercada de pessoas que não se conhecem e não sabem quem são e isso não é família.
Eu não precisei esperar o ano todo pra chegar a essa conclusão mas precisei esperar o ano todo por uma época que trouxesse a tona o valor da família.

24 de dez. de 2012

Coleção de experiências


Outro alívio no meu coração: o fim do ano letivo (o primeiro era o suposto fim do mundo). Não sentirei saudades. Uma coisa que eu aprendi é que no fundo, as pessoas só se aproximam uma das outras por conveniência. Quero dizer, elas podem simplesmente não fazer mais questão de você. A parte engraçada disso tudo é que logo quando você aprende a falar "não", fica extremamente explícito que todos à sua volta gostam mesmo é de um "sim". Você enxerga que todos os seus relacionamentos (eu digo isso com veemência, considerando pouquíssimas exceções) se baseiam firmemente no fato de você ter algo para oferecer; mas não existe em nenhum lugar, a reciprocidade. 

Foram três anos, e no final, as "amizades" só foram decepções. Melhor dizendo, serviram de experiência; me fizeram crescer mais forte. Enxergar as pessoas de uma maneira mais imparcial e realista  é o que vai me mover daqui pra frente. Isso sim é um alívio. As frustrações agora me pouparam de outras piores futuramente.

Sabe, estou ficando velha. Minha coleção de experiências está aumentando, e a lista de promessas para mim mesma está diminuindo. Aprender com as surpresas, com as desavenças, com o imediato e com o sem planejamento, nesses dias, me fizeram uma pessoa melhor. No final das contas, nada que almejamos ou planejamos para nossa vida acontece, e mesmo assim tudo corre bem. Talvez até melhor. Afinal, nem tudo está nas nossas mãos.

Claro que as coisas fugirem do controle é sempre desesperador, mas "se não deu certo, é porque não chegou o final", como disse Charles Chaplin. Pretendo levar isso pro ano que vem, e todos os que virão. Colecionar as experiências de forma positiva é sempre melhor do que simplesmente enxergá-las como frustrações. Essas... só existirão de você permitir. Portando colecione suas experiências, feito figurinhas, para sempre ter o aprendizado delas consigo; e levar seu próximo de forma mais amena e feliz.

24 de dez. de 2010

Sobre Pequenos Milagres Natalinos


Já vou começar dizendo que, se caso você não tenha muitos dotes culinários, não tente fazer milagres cozinhando pra família inteira. (é brincadeira)

Dia desses, estava no Silva Jardim, o centro espírita que eu frequento. Cheguei e cumprimentei a todos, como sempre fazia. Quando me viram, disseram que queriam me mostrar uma coisa. Fui atrás. Abriram a porta com cautela, e empurraram, para que eu pudesse ver o milagre com detalhes: eram muitas cestas básicas, aos montes, fazendo pirâmides e escalando a parede, numa sala relativamente média. No canto havia uma mesa  com as quatro pernas tampadas pelas doações; cheia de enlatados em cima.
- Olha o que o espírito natalino não faz! 
Me recostei na soleira da porta, e, também sorridente, admirava o nosso milagre natalino.

Acredito na hipótese de que no Natal, acontecem milagres. Que uma sala pode se encher de doações em alguns dias, que o primo do interior pode ser mais legal do que se imagina, que seu tio pode sim, gostar da música que você aprendeu a tocar no violão, que seu avô goste do seu namorado, e, mais ainda, do fato de ele gostar de você.

Só não quero acreditar que todos os milagres estão concentrados nessa data.
Vamos fazer um Natal diferente. 

Não estou falando em exercitar toda a sua paciência com sua priminha mais nova e com seu irmão,
ajudar com a louça depois da ceia, lavar o carro para o seu pai, fazer um carinho no cachorro hoje.
Estou falando de fazer um pouco disso, todos os dias, para tornar cada data do ano, uma data de milagres.