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24 de dez. de 2012

Coleção de experiências


Outro alívio no meu coração: o fim do ano letivo (o primeiro era o suposto fim do mundo). Não sentirei saudades. Uma coisa que eu aprendi é que no fundo, as pessoas só se aproximam uma das outras por conveniência. Quero dizer, elas podem simplesmente não fazer mais questão de você. A parte engraçada disso tudo é que logo quando você aprende a falar "não", fica extremamente explícito que todos à sua volta gostam mesmo é de um "sim". Você enxerga que todos os seus relacionamentos (eu digo isso com veemência, considerando pouquíssimas exceções) se baseiam firmemente no fato de você ter algo para oferecer; mas não existe em nenhum lugar, a reciprocidade. 

Foram três anos, e no final, as "amizades" só foram decepções. Melhor dizendo, serviram de experiência; me fizeram crescer mais forte. Enxergar as pessoas de uma maneira mais imparcial e realista  é o que vai me mover daqui pra frente. Isso sim é um alívio. As frustrações agora me pouparam de outras piores futuramente.

Sabe, estou ficando velha. Minha coleção de experiências está aumentando, e a lista de promessas para mim mesma está diminuindo. Aprender com as surpresas, com as desavenças, com o imediato e com o sem planejamento, nesses dias, me fizeram uma pessoa melhor. No final das contas, nada que almejamos ou planejamos para nossa vida acontece, e mesmo assim tudo corre bem. Talvez até melhor. Afinal, nem tudo está nas nossas mãos.

Claro que as coisas fugirem do controle é sempre desesperador, mas "se não deu certo, é porque não chegou o final", como disse Charles Chaplin. Pretendo levar isso pro ano que vem, e todos os que virão. Colecionar as experiências de forma positiva é sempre melhor do que simplesmente enxergá-las como frustrações. Essas... só existirão de você permitir. Portando colecione suas experiências, feito figurinhas, para sempre ter o aprendizado delas consigo; e levar seu próximo de forma mais amena e feliz.