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30 de mai. de 2010

Hey, Moon !

Estou sentindo uma necessidade enorme de falar tudo o que eu penso e sinto agora, porque, daqui dois minutos talvez eu não sinta mais nada.
Olhando a Lua daqui, da cadeira do computador (que, por um acaso, foi onde eu passei quase metade do dia), vieram ao meu encontro milhões, milhões e milhões de coisas que incluem lembranças, pensamentos e sentimentos. Resumindo: certo grau de alienação temporária. Temporária porque eu sei que daqui a pouco passa.
Primeiro resolvi falar pra Camila que a Lua estava bonita. Ver a Lua sempre me anima, me deixa feliz, me dá uma vontade enorme de não fazer nada, só de ficar olhando pra ela, sorrindo, num transe, quase isso.
Pelo visto, com ela não resolveu. Nada tem resolvido com ela ultimamente. Mesmo que eu só tenha falado com ela pela internet, eu fico mesmo, preocupada. Sinceramente, preferia que eu tivesse feito alguma coisa com ela. Talvez, assim, eu conseguisse resolver alguma coisa.
Se a Lua não entregou (nem) um sorrisinho pra ela...
Camila, olha, vou ter que repetir algo que eu já disse: Tenho a vontade de te ninar, igual um neném; um neném de cabelo colorido. Camila, eu queria te ver sorrir. Queria ter o poder de fazer isso.
Tá, -enxuga as lágrimas- em segundo, o que a Lua me trás é a vaga lembrança da rua Natérica, na altura do número 90, chovendo, com certa companhia, que, por sua vez, está de greve. Está de greve no sentido de ser uma pessoa na qual eu evito que seja um assunto, porque isso me priva de viver.
Terceiro: no meu aniversário de 4 anos, dia 7 de Janeiro de 1999, a Lua estava cheia, como hoje. Vi isso num calendário dia desses.
Em quarto, na minha opinião, é a parte mais legal. Não é lembrança, não é vontade, é sonho. Sonho de gente boba (e acordada): eu, numa praia. De noite. Podia ser de dia, a Lua, quando está cheia, sempre aparece de dia. Então: noite, Lua. Não, noite não, pôr do sol (ou subida da terra, se preferir). Aquele marzão, aquela maresia, aquela areia no cabelo, aquele cabelo horrível. Bom. Uma fogueira. Grande, quase na orla. Estrelinhas, é, estrelinhas, piscando, piscando, lá em cima, bonitinhas, pequenininhas, estrelinhas. (ficou parecendo poesia de menino de pré).
Tá, agora, você, caro leitor, deve estar se perguntando: Com quem?
Olha, como meu Cabeludo Imaginário ainda não tem rosto, podemos dizer que eu estaria sozinha.
Digo isso porque depois talvez (com certeza) eu mude de ideia. Mas ah, eu não gosto de ficar pensando nesse tipo de coisa, essa coisa de companhia na praia, aquela coisa romântica. Me deixa triste.
Ou, ninguém tem um primo cabeludo pra me apresentar não ?
Cabeludo bonito.

26 de mai. de 2010

Instabilidade

Acho que crônica é uma coisa bonita. Rápida, informal, objetiva, e às vezes dá um tesão danado escrever. Primeiro que você não precisa de ficar se preocupando com esquema de rimas, medida velha, medida nova, e todas essas coisas. Contando que você pense e saiba escrever, já é mais da metade do caminho andado. Não que hoje em dia as pessoas (eu) se preocupem com esse tipo de coisa, mas é sempre bom lembrar o quão é difícil escrever uma poesia, um artigo de opinião, ao até mesmo uma carta. E, não, não tenho um segundo motivo concreto.
Então, eu estava, agora, deitada na minha cama, lendo um livro. Um livro de crônicas, do Mário Prata; que é da biblioteca da escola, mas está comigo faz umas três semanas, mas isso não vem ao caso.
De início, quando eu li o "Crônicas" e o "Prata" na capa do livro admito que pensei: Nossa, deve ser parente da Liliane Prata.
Mas enquanto eu fui lendo, e descobri o verbo "sulfechar", eu me distraí o bastante pra não pensar muito nisso. Até que, de repente, procurando alguma crônica naquele livrão -foi o que disseram quando viram ele na minha carteira-, achei um com o título fofo, até: Beijando com Carinho. (Se não for isso me desculpe, porque nesse livrão todo não consegui achar a crônica de novo).
Bom, larguei minha Capricho aberta em cima da cama pra ler a crônica dos beijos, parecia mais interessante.
A primeira coisa que eu achei estranha foi ele estar citando a Capricho, e que a capa era a Yasmin Brunnet, que, na época, tinha 14 anos e, depois ele falou que hoje (lê-se 2003), o filho dele, Antônio (consequentemente, Prata), "ocupava" a última página. Antônio Prata, pai da Liliane Prata. Logo o Mário Prata é avô da Liliane prata, concluindo, eles são sim, parentes.
Porra, que lindo. Três gerações de cronistas. Será que quando eles preenchem alguma ficha pra alguma coisa eles colocam no lugarzinho da profissão "cronista"?
Será que, se um dia, eu for cronista, num outro dia, se eu tiver filhos eles também vão ser cronistas?
Essa espectativa toda é um delícia. Ainda mais quando você, na aula de Português interpreta uma crônica do Jô Soares, ou tem que ler uma do Fernando Sabino. Ah, que tesão!
É tão bom ser obrigada a fazer uma coisa que você sempre fez.
Fica melhor ainda quando você quer fazer isso o resto da vida!
Fica sensacional quando você só tem 15 anos, é egocentrista, e adora falar de você, da sua vida, dos seus amigos.
Fica sensacionalíssmo quando as pessoas gostam de ler o que você escreve.
Não sei se você que está lendo quer fazer tanto uma coisa quanto eu quero fazer isso. Como diz minha mãe, sou sonhadora demais, muito instável em relação às coisas que eu quero, e eu só me sinto bem escrevendo sobre meu mundinho egocentrista, egoísta, e todas essas coisas. Meu pai concordou, ele que completou dizendo "egocentrista" e "egoísta" de mim e do meu mundinho. Horrível.
Como eu ia dizendo, se você quer fazer muito uma coisa, tomara que amanhã você ainda queira fazer. Além do mais, estalbilidade é uma coisa muito bonita, coisa que geralmente eu não tenho. Ultimamente, venho andando tão instável, que, sexta feira eu amava o Samuel, mas hoje, quarta, que aliás, é nossa quarta quarta feira juntos, eu nem dei bom dia pra ele, e ele deve estar querendo me capotar numa hora dessas. E enquanto sexta eu me preocupava muito com isso, hoje, eu nem ligo. Olha que faz muito pouco tempo.
Me sinto idiota por isso, mas, com certeza, muito menos idiota do que ele (hoje).
Hoje estou preferindo exercer meu egocentrismo, meu egoísto, e manter meus pezinhos bem longe do chão. Além do mais, são só quatro quarta feiras. Muito menos que 15 anos, muito menos do quanto eu vou viver, nem é tão importante pra mim (hoje).
Mesmo que amanhã eu ame o Samuel pra sempre, queira fugir pra ver o Luís ou até mesmo com o Sérgio, espero querer escrever sobre isso.
E cá pra nós, instabilidade combina muito bem com esse tipo de coisa. Coisa, essa coisa de escrever.
Ou não, sei lá.
Talvez amanhã eu mude de ideia. Daqui dois anos, quem sabe.
E a crônica dois beijos é bem legal.

12 de mai. de 2010

Analogia da Pizza

Pensar em tanta coisa ao mesmo tempo é normal?
Se for normal, por favor, me perdoe por estar enlouquecendo.
Preciso lembrar que acho que estou começando a querer me esforçar para fazer alguma coisa.
Primeiro porque não fazer exatamente nada interfere na produção de colágeno, e não, não quero que a gravidade não fique ao meu favor, mesmo porque, eu só tenho 15 anos.
Segundo, é que eu acho de suma importância que eu – pelo menos, eu - seja feliz.
É. Feliz. E, por mais que eu já tenha passado (gastado, jogado, ou qualquer outro verbo desse gênero) dois anos da minha vida me “doando” por uma mesma e nada justa causa, acho que agora é hora de dar um basta nisso.
Não, eu não disse que seria fácil, muito menos rápido.
Isso tudo consiste numa técnica, ou, se preferir, em pura sorte. E toda sorte só existe de braços dados com o esforço. É como se fossem um casal: um não existe sem o outro.
Contudo, podemos concluir triunfalmente que sim, eu (e todos que quiserem um conselho, mesmo que seja meu) precisamos de um esforço. Queremos sorte, certo?
Então, teremos que nos esforçar. Eu tenho que me esforçar. E é exatamente isso que eu vou fazer.
Posso começar me apaixonando perdidamente pelo Samuel. Esse pode ser meu segundo objetivo, porque o primeiro, claro é não olhar tantas fotos do Sérgio.
Aliás, eu observei uma coisa em comum com garotos belo-horizontinos envolvidos de forma amorosa comigo. E todos praticamente têm a mesma história que, se entrelaçam. Isso é outra coisa que vem me levando vagarosamente pelo precipício da loucura.
Enfim, essa tal coisa que eu observei foi a seguinte: eu Ceres, me apaixono. Eles, garotos ajudam e praticamente me obrigam a fazer isso (não vou citar nomes, mesmo porque, não precisa). Preciso frisar que é impressionante o poder deles de fazer isso comigo. Ou gostam de Coldplay, ou têm pernas, queixos, cabelos e palavras espetaculares. E claro, com muito sensacionalismo e exagero.
Depois de um certo tempo; que pode ser denominado dia ou, no máximo, semana, eles simplesmente somem. Me deixam, ao léu, sozinha, triste, abandonada e chorosa.
E assim eles faziam: alternando. Primeiro um, e quando o outro reparava que eu estava prestes a contar pra minha mãe que eu estava apaixonada, ele combinava com o segundo. Aí o primeiro sumia, eu chorava, o segundo aparecia, e assim ia. Sim, eu me apaixonava fácil, e muito rápido.
Esse é o “apaixonar entre aspas”, fogo de palha, coisa de gente boba, que,aliás, é um delícia.
Tipo, primeiro eu só gostava de mussarela e calabresa, ai depois que eu comecei a apreciar à moda, à portuguesa e às vezes catupiry, essa coisa de dor de coração diminuiu.
Agora que eu estou retratando o meu sofrer super esforçado, cheguei à conclusão de que talvez esses mineiros maldosos tenham um complô contra mim, mas eu nem ligo.
Depois que eu vim pra cá, comecei a me interessar por outros sabores, sabe? E às vezes mussarela e calabresa ainda vêm com a frase: “Ceres, desculpa, eu fui um burro, joguei muito tempo fora em relação à você.” Aí eu digo: ”Pois é, (nome do sabor correspondente), eu, agora, não posso fazer muita coisa. Se você fosse menos burro, agora nós podíamos estar fazendo 1 (ou dois) anos de namoro.”
(Lembrando que a duração do namoro hipotético corresponde ao sabor).
Sabe o que eu faço depois? Invento um outro sabor pra gostar. Por mais que seja difícil trocar de sabor preferido, assim, na hora que quer, é até bem divertido.
Já disse que eu adoro analogias? E pizza também, claro.

29 de abr. de 2010

Contra o Exercício de Pensar em Dúvidas

Dúvida.
Esse é tipo de coisa da qual eu não fico sem. Nem eu, nem ninguém.
Sabe o que é pior? Nós somos OBRIGADOS, todos os dias, a morar com ela, estudar com ela, beijar, abraçar, alisar, morder, apertar... e sim, isso é saco. 
Vai que alguma dúvida tem bafo, deixa cabelo no sabonete quando toma banho e ainda por cima copia seu dever?
Eu em particular, todos os dias, fico louquinha atrás das minhas respostas; porque minhas dúvidas têm bafo, e todas essas coisas desconfortáveis.
Eu não sei se meus amigos de BH pensam em mim com frequência igual a que eu penso neles, se em um futuro distante eu vou ser mãe, me enxer de pirralhinhos, ou, até então, ser uma louca, toda tatuada e cheia de piercing.
Ou pior: se vou ter minha casa própria, se vou comprar roupas legais, qual profissão vou exercer, se vou ficar com quem eu amo.
Gente, e se meus amigos me acham esquisita, se meus pais não estão satisfeitos comigo, se o cara que eu gosto não gosta de mim?
Pensar nisso tudo me mata de desespero, que merda.
Então, agora, cheguei à uma conclusão, e vou combinar isso comigo mesma:
se eu tiver dúvidas (é só uma suposição, porque, como eu já disse, eu tenho, e de sobra) eu vou tentar acabar com elas. É, foder com elas, tirá-las o poder de existir e me enxer o raio do saco, mandar elas pra puta que pariu.
Se eu não conseguir vou simplesmente não pensar nelas.
De que adianta ficar horas pensando em uma coisa incerta, totalmente fora do seu alcance?
Garota, para de ficar pensando se os garotos do VDG vão se casar com você. Se isso tiver que acontecer, vai acontecer e ponto final.
Garoto, não fica enxendo a cabeça com filme pornô se masturbando no banheiro. Não fica preocupado se a gatinha da sua sala vai te olhar. Sobe a calça e vai jogar um charme em cima dela, escrever uma música pra uma serenata, sei lá!
Vamos ser felizes não pensando nas dúvidas que não podemos achar as respostas!
Vamos ir pra "Religião do Destino", e acreditar no nosso potencial de alcançar nossos objetivos!
Eu digo por experiência própria.

p.s.: não me dirigi à ninguém.

Pauta para Projeto How Deal

26 de abr. de 2010

Feliz Ceres Velha

- Toma, Ceres.
- Obrigada, Ramon. - eu disse, quando ele pôs o bendito livro na minha mão.

Finalmente eu iria passar da página 53, e minha curiosidade de saber o que ia acontecer (o que aconteceu e todos os outros verbos) com o Marcelo (Rubens  Paiva)  ia ser saciada. Juro que até só agora eu entendi a minha tara por querer tanto ler esse livro.
À uns 3 anos atrás, a Karine, uma menina que pegava ônibus comigo e estudava na mesma escola que eu me disse que "Feliz Ano Velho" era um livro absurdo, e que o cara dele é um filho da puta, que só falava de seios e bocas alheias.
Karine, sua mentirosa!
Eu tenho total consciência de que o Marcelo nunca vai ler o que eu escrevo. Afinal de contas, além de pé no chão eu sou até bem pessimista, pelo menos às vezes. Mas eu fico feliz por você ter conseguido se sentar, andar de cadeira de rodas, ido no cinema e, puta merda! Como como o jeito que você descreve as coisas me fascina!
Agora, eu já passei da página 180. Tudo hoje. Eu simplesmente não consigo parar de ler. Depois de horas que todo mundo aqui estava pensando que eu estava domindo enquanto eu lia freneticamente, minha vista está supercansada. E sim, a possibilidade de eu sonhar que eu estava ouvindo o Bamba, num gramado enorme que provevelmente seria da USP é enorme.
Esse tipo de coisa toma conta de mim fácil. Aconteceu a mesma coisa com Crepúsculo, Lua Nova e afins; mas quando você sabe que que aquilo aconteceu de verdade com gente de verdade o efeito de êxtase é bem mais avassalador e selvagem.
Como eu sou arcaica! Me identifico com um jovem louco da década de 80, e meu sonho é conhecer uma pessoa assim que, de preferência esteja ao meu alcance. Não sei se é pedir muito, mas a minha vontade de crescer, ter uma visão política (não pelo fato de ter vivido certa repressão governamental, e sim por ser isso uma coisa que me é considerada útil), conseguir se apaixonar por coisas mínimas e torná-las vitais é enorme. Concluindo a ladainha toda, esse é meu objetivo.
Esses hormônios, essa coisa ridícula que dificulta ainda mais minha (nossa) passagem pelo pântano lamacento (?) que é a adolescência estão me deixando uma pessoa (muito) cismada, pensativa, irritadinha, (principalmente) chorona e desconformada. Não me sinto normal.
Ultimamente tenho A-DO-RA-DO falar muito palavrão, filosofar (apesar de as aulas de filosofia serem, em sua maioria, chatas), pensar em coisas chulas (tipo pornografia e coisas do gênero) e isso tá me deixando louca e, ao mesmo tempo, fascinada. Nem imaginava que essas coisas existiam.
Outra vontade que eu tenho é falar exatamente o que eu penso. A sensação de conseguir fazer isso seria praticamente a mesma de sair correndo na avenida Paulista na contra-mão (não sei a merda da reforma ortográfica não, porra!), e ainda por cima pelada. Parece que tem um elefante na minhas costas, e com ele eu não consigo realizar movimento, muito menos trabalho. (Prestei atenção na aula de Física. Beijo Afonso!)
Fico o dia inteiro pensando no meu cabelo que ERA tão lindo, no meu projeto-de-namoro-que-eu-sempre-sonhei que durou exatamente uma semana e um dia, na minha abstinência por um (dois ou mais) contato(s) físico(s) com o sexo oposto, nas lagoas, na empada, na minha coxa, na luz que eu meu pai acendeu, na minha bunda!
Nunca, nunca mais vou julgar as pessoas porque elas são cismadas, falam da mesma coisa (ou pessoa) o tempo todo, porque veem Isa tkm, tk+, seja lá o que for, usam calcinha (ou cueca) pequena, gostam de livros de amor super melancólicos ou, então, são indiferentes a mim.
Primeiro que tudo isso eu já fiz, faço, ou farei, Um exemplo é usar calcinhas pequenas. E fodas, eu falo "nunca", mesmo correndo o risco de não fazer de novo. 
Nesse caso, o verbo é "julgar". O que conta aqui é o pronome que vem antes. Não pode ser "eu".
Aliás, essa coisa de prometer e não cumprir às vezes é muito, mas muito convidativa pra mim, mas isso, de verdade, eu não gosto de fazer.
Camilla, eu ia escrever sobre sua beleza mineira, magra e sedutora e esconderijos idiotas, frágeis e não-óbvios que a felicidade usa, mas não, não me senti apta pra isso.
Bela, Gabi, Paulinha, Lika, Fernanda e Giovanna: vocês são as melhores amigas belohorizontinas do mundo, sério!
Marcelo, já já vou ir ler o que aconteceu depois que você terminou com a Marina, esperaê.

19 de abr. de 2010

Sobre Cartas não Destinadas, O de Sempre e Alface

Ontem a noite, reparei que tinham umas seis folhas de caderno, todas dobradas em quatro vezes, em cima da minha mesa.
Peguei e enfiei na mochila, pra depois ver o que era (ou até mesmo, relembrar, mas enfim).

Hoje de manhã, quando eu estava no ônibus indo pra escola, fui ver o que estava escrito nas folhas. Bom. Uma coisa eu posso afirmar: diziam o de sempre.
Uma delas é uma carta que eu escrevi pra Mariana, no dia 27 de janeiro, e não sei o por quê, mas ela ainda está comigo. Outra delas é onde eu escrevi o endereço dela, provavelmente pra mandar a carta depois. Coisa que, como você pode concluir, eu não fiz.

As outras quatro.
Sim, as outras quatro. Eu devia, sinceramente, pôr mais quatro posts no tag "Sérgio", porque se nos dias 23, 24, 25 e 26 de janeiro eu já tivesse internet em casa, sim, eu postaria tudo o que estava escrito aqui. Ou não, mas a gente não precisa de discutir isso agora (rumo aos 50!).

Depois que eu reparei que eu sou meio... sem uma outra inspiração a não ser a de sempre, já tinha acabado o primeiro horário. Física (sim, eu fiquei horas lendo e relendo).
Como nem todos os professores estavam dando aula, a maioria está de greve, a gente pôde sair, e depois voltar pra assistir o quarto horário.

Eu, o Ramon (No Mar), a Rúbia, a Gaby (sim, é com "y"), e a Andreza. (risquei o nome dela porque ela é muito chata, pelo menos na maioria das vezes. Ela fica me prometendo um pôster do Axl Rose *suspiro* faz tempo, mas nada. Mentirosa).

Demos uma volta na lagoa, e depois fomos pra biblioteca.
Como eu estava/estou numa puta preguiça de procurar os documentos pra fazer a ficha e pegar um livro, como qualquer pessoa normal faz, eu, pela segunda vez, estava indo na biblioteca pra continuar a ler o mesmo livro.

Sim, o livro é muito bom. E sim, estou apaixonada pelo cara do livro.
Ele é cara-de-pau, poético, toca violão, e pulou numa lagoa de meio metro de altura, estilo Tio Patinhas (assim que estava escrito), quebrou a quinta vértice da medula (acho que é isso), e vai (eu não li a parte que fala isso, mas eu sei que vai) ficar tetraplégico.

Ah, sem falar que ele tem uma posição política. Mesmo que eu não saiba que posição (política) é essa, eu tenho queda por caras inteligentes. Um cara burro não teria uma posição política. Ou tem.
Essa é outra coisa que não precisamos de discutir.

Saí da biblioteca com uma vontade enorme de enfiar na frente de um carro. Não me pergunte o por quê. Mas então, toda vez que eu ia atravessar a rua sem olhar, um "bom samaritano" parava e fazia um gesto de "´pode passar".
Resultado: estou viva, sem sequelas; e sem entender a minha vontade de morrer.

Assisti a aula de Português, e a professora ficava falando "que bonitinho" toda vez que eu falava do Samuel. E depois, quando eu estava esperando o tempo do quinto horário passar e meu escolar chegar, passa, do meu lado, a minha professora de Português.
Numa moto. Eu acho estranho, às vezes eu tenho que cair na real pra saber que professores têm uma vida fora da escola. Eu sei lá, vai que alguém comanda todos os professores e congelam eles enquanto eles não dão aula? - ignorância

Vim pra casa, deitei e dormi feito um bebê, por uma hora e meia, e minha mãe veio me cobrar as mudas de alface que a mãe da Rúbia falou que tinha de sobra.
Liguei pra Rúbia, ela veio com as mudas, minha mãe foi comprar pão faz muito tempo, e até agora não voltou.

Eu, o Léo e a Rúbia estamos vendo televisão. O nome do episódio da série é "Todo Mundo Odeia Garotas Altas e Magras".
Estou rindo feito louca.

Não, eu só ri um pouco.

P.S.: a Rúbia é alta e magra, a graça foi aí.
P.S.2: tô com fome, minha mãe podia chegar logo.
P.S.3: o nome do livro é "Feliz Ano Velho", do Marcelo Rubens Paiva, eu acho. Aliás, o Ramon tem ficha lá, ele podia pegar pra mim (o livro).
P.S.4: estou aprendendo a tocar violão. Consigo tocar tudo bonitinho, até um fá sustenido do caralho.
P.S.5: quero ir pra Belo Horizonte.
P.S.6: o céu tá bonito hoje.

10 de abr. de 2010

Praça, Perna, Mar, Sexta Feira 9

"Quebre a Perna!" Na até então língua teatral, isso quer dizer: Boa Sorte. Não sei se isso funciona com música, mããs ...
Conslusão: não me desejaram que eu quebrasse a perna, e eu não tive boa sorte.
De contra regra, eu virei cantora. Isso mesmo que você leu: can-to-ra.
Isso sim, podia acontecer com outra pessoa: mas não. Foi comigo. (can, pode, entendeu?)

Enfim, estávamos todos no salão nobre da escola. Todos os que estavam participando diretamente do Poemar't, a porcaria de projeto bimestral da escola. Nós tinhamos, até então, menos de uma semana pra organizar as coisas. Nos meses anteriores eu escrevi sim, uma peça de Teatro sobre "a cultura que vêm das praças", o tema da nossa série, baseado na "Praça é nossa". Vamos frisar que a professora falou que podia. Então, quando a coordenadora leu, ela me xingou muito, e disse que poderiam me processar por causa disso, que aquilo tava horrível, e mimimi. Foi aí que o Gilberto caiu do céu (com dinheiro no meio, qualquer um cái), e ajudou a gente a fazer alguma coisa bem legal. Era essa coisa bem legal que estávamos ensaiando, e eu, que antes era responsável por tudo, agora era uma simples contra regra. Sim, eu estava satisfeitíssima. Nós tínhamos uma semana pra ensaiar, eram poucas falas, e estava tudo sob controle. Não podia estar melhor. Sexta feira e pronto: todo aquele tormento acabava.

Na quinta, a menina que estava cantando, não estava conseguindo pegar o ritmo. Cantou, cantou, e NECA. Ela, frustrada, foi pro recreio. Eu tenho certeza absoluta que ela tava puta mesmo porque eu falei que cantar a música mais lentamente era fácil. Deviam achar que eu não sabia de nada.

Sim, eles estavam errados.

Enquanto ela foi pro recreio, eu sentei do lado do Samuel (meus olhos são dele, -n) que tava tocando teclado e consegui cantar a música, perfeitamente. Eu juro que não era minha intenção cantar no dia. Eu só queria mostrar pra todo mundo que até eu que nunca tinha ensaiado com o Samuel conseguiria facilmente pegar o ritmo. E a Gabriela conseguiu também. Fomos cantando, cantando, e quando eu terminamos, tava todo mundo com o queixo no chão, olhando, e o Gilberto bateu e bateu palmas, gritou umas duas vezes "Lindo!". O Samuel me olhou e fez uma cara muito... convidativa para que eu cantasse outra vez. Foi o que eu fiz. O que nós três fizemos. De novo. E de novo. Ninguém tava acreditando que eu sabia cantar. E eu não acreditava que a nossa voz podia ficar tão boa junto.

Foi aí que a Yasmin chegou, e eu fui explicar pra ela. Que, provavelmente, eu cantaria com ela, o Guilherme e o Samuel (a voz dele é uma coisa, meu Deus *-*). Primeiro ela "finjiu" uma certa aceitação. Depois ela disse que não ia cantar, e o Guilherme foi na dela. Depois, ela soltou a frase que todo mundo temia ouvir: "ou a gente, ou vocês." Pronto. Foi a conta de eu ficar nervosa, das tapa na testa e andar em círculos.

O Gilberto veio todo atencioso, tentou convencer a Yasmin a cantar todo mundo, pôxa, ia ficar muito legal. Ela tentou. Primeiro que só tinha um microfone, e ela enfiou o coitado na boca, e só saiu a voz dela, ela saía do ritmo, e obtivemos nenhuma melhora. Depois o Gilberto falou mais um tanto, e PIMBA! de repente a música fica perfeita, com todo mundo cantando, eu, Gabriela, Yasmin, Samuel e Guilherme. Não podia ter ficado melhor. Juro que me deu vontade de chorar e, pela primeira vez eu abracei a Yasmin com muita vontade.

Na sexta de manhã, a primeira primeira pessoa que eu encontro no corredor é a Gabriela, e ela diz que não, não ia cantar. Bom, eu fiquei triste, mas né, o que eu podia fazer ?
No mesmo dia, fomos pro local da apresentação ensaiar. Foram as meninas que apresentariam a poesia que o Guilherme queria transformar em música, e nós, que íamos cantar: Eu, Yasmin e Guilherme.

Bom, eu quase morri quando subi no palco, e olhando pra aquele tanto de cadeira vazia, não consegui deixar imaginar aquilo tudo cheio de gente, me olhando, OMG. Erramos a letra, saímos do ritmo, o Samuel errou algumas notas do teclado, e os meninos do 2º e do 3º anos riram muito da gente. Eu fiquei suuuuper tranquila em relação a isso, porque eles não sabiam da parte do teatro, que tinha o Ramon (ou No mar, como preferir), como personagem principal. Nós tinhamos um truque na manga, e isso era ÓTIMO.

Vim pra casa, arrumei o cabelo, escolhi escolhei roupa, passei o vestido que eu ia usar, e o tempo passou muito rápido, fui pra casa da Rúbia pra gente ir.
Chegando lá, encontramos com a Isabelle, uma das meninas que partiparam do teatro.

Uma coisa muito estranha que ficou martelando na minha cabeça, foi que na programação de todas as apresentações, na nossa série, que é o 1º ano, ficou por último.

Enfim, estava marcado pra começar às 19 horas. Eu não estava muito preocupada com horário, foi fascinante ver meus colegas sem uniforme, no salto, todo mundo chique, maquiado, nossa. O Bruno de terno, o Guilherme de blazer, o Ramon de Charles Chaplin! Tirando a Yasmin, claro, que sempre tá toda maquiada e emperequitada às 7 da manhã, nem fez tanta diferença, FATO.

Em falar em Yasmin... de manhã ela me fala que eu TINHA que ir de vestido e o Gilberto confirmou. Eu estava lá, com meu vestidinho e minha sandalinha na minha mochilinha e a Yasmin chega de calça jeans e sapatilha. Bom, ÓTIMO.

ISSO SE ELA NÃO TIVESSE LEVADO VESTIDO, POR QUERER, SABE POR QUÊ?  (voz fininha) "aaah Ceres, você vai ter que cantar de calça também, o vestido ficou feio, neeem." De novo eu dei um tapa na testa e comecei a andar em círculos, dessa vez pra não socar ela até os olhos dela saírem pra fora. Bom.

Fui pra cochia, porque lá tava quentinho, e só pra irritar, eu fui lá no banheiro, vesti meu vestido, subi no salto, retoquei a maquiagem, e queria só ver quem que ia falar que eu ia ter que cantar de calça jens por causa da Yasmin. Não é possível que eu passei meu vestido à toa. Vamos lembrar que meu vestido é balonè e com um tecido suuuper difícil de passar. Minha mãe nã tava aqui na hora não, tá?

Fui toda poderosa, pelos corredores da universidade, jogando o cabelo, e menino que me vê todo dia na escola assoviou pra mim. ÓTIMO. Eu estava totalmente apta a cantar, e cantar bem. Minha autoestima estava mais alta que o Ramon, e eu já tava pensando na cara de nojo do povo quando visse a Yasmin cantando do meu lado de calça jeans, e eu toda potente.
Tirando, claro, o fato de eu estar com a mochila nas costas, tava ofuscanto. (momento narciso)

Já tinha começado a apresentação, com muito tempo de atraso. Primeiro foram os pirralhos do 6º ano, depois o 3º ano da manhã (demorou). Enquanto isso, o Bruno, que namora a Juliele (uma das surdas da minha sala), o que tava de terno, pegou a rosa da lapela do Chaplin, ajoelhou na frente dela, e eu sei, eles conversaram por olhares (romântico). As outras meninas que são surdas faziam gestos pra Juliele beijar o Bruno, enquanto ela pegou a rosa da mão dele, deu um sorriso e fez um gesto de "beijar!? aqui !? cê tá doido!?" Eu, com todo meu poder de sedução, estava sentada numa escada caracol que tinha lá na cochia, que não dava pra lugar nenhum. O Samuel, meu tecladista preferido,o dono dos meus olhos (o dono do meu coração é o Geziel, o Guilherme é o dono da minha mão mais máscula e futuramente eu vou me casar com o Victor. É que a linha do amor da mãos da maioria deles se junta perfeitamente com a minha; eu tenho váárias Almas Gêmas setelagoas, só pra esclarecer as coisas) é, então, o Samuel, embalado no amor do Bruno e da Juliele, vestiu o blazer do Guilherme, pegou a rosa da Juliele, ajoelhou na frente da escada... (não, eu não vi isso, eu tava dormindo), e alguém gritou: "Olhaaaa, o Samuel vai se declarar pra Ceres!" Foi aí que eu olhei pra frente, e tava lá, no espaço entre um degrau e outro o Samuel, com o braço direito esticado com a rosa na mão. Ele respirou, olhou no meus olhos e disse: "Ceres, eu te amo! Namora comigo?" Eu fiz uma cara de "Hã?". Aí a ficha caiu, e eu fiquei parada, olhando pro Samuel. Foi só um segundo pra mim cair na gargalhada. Aí ele disse: "É, sabia que você tinha alguma coisa com o Geziel!" Nessa hora, coincidentemente caiu uma pétala da rosa, ele pegou do chão, pôs na minha mão e disse: "Isso foi o que sobrou do nosso amor, Ceres!" e saiu andando. Chorei o choro mais forçado que eu consegui, olhei pra pétala na minha mão, e chorei mais ainda. O Samuel voltou, me abraçou, e a gente começou a rir.
Todo mundo ficou sem entender, todo mundo acreditou. Gente, eu? Namorar com o Samuel? Aaah tá.

De repente, a menina que tava perto da cortina da cochia olha pra trás, com uma cara tremenda. Todo mundo que estava na cochia fez silêncio. Se não fez, é que eu não ouvi mais nada a não ser a música que vinha do palco. Era a MINHA música. A música que eu ia cantar,a original (a minha era paródia), o 3º ano tava tocando. Eu fiquei sem reação. Dessa vez eu chorei de verdade. Juro que desabei, ainda mais que eu vi outro Chaplin, outra donzela, outro bloco de Carnaval... era praticamente o nosso teatro, em dobro. A platéia inteira aplaude a apresentação deles, e pede pra cantar de novo. Eram aplausos atrás de aplausos.

Foi aí que eu entendi. Entendi o porquê de terem colocado o 3ºano pra apresentar primeiro. Eu não conseguia acreditar naquilo que eu via, que eu ouvia. Todos ficaram perplexos. A professora Fernanda, a coordenadora do projeto, me viu chorando, e perguntou o que tava acontecendo. Dei uma má resposta pra ela e fui pro banheiro. Quem tava lá, gente da minha escola com quem eu nunca tinha conversado, vendo meu desespero, ficaram preocupados.

Acho que eu nunca fiquei tão nervosa na minha vida. Tudo o que a gente tinha feito. Juro que até agora eu não consigo entender o que que aconteceu naquele lugar ontem. Chegou perto de mim um menino do 2º ano, e me falou assim que todo ano o 1º ano levava ferro em tudo o que fazia na escola. Eram os calouros contra os veteranos, é impossivel.

Em nenhum momento eu pensei em desistir. Retoquei a minha maquiagem, reanimei o povo (foi o que eu fiz o tempo todo, toda vez que alguma coisa dava errada), e a professora conseguiu colocar a nossa série pra apresentar no lugar do 2º ano.

Chegamos, apresentamos, como se nada tivesse acontecido. Os microfones sem fio falharam, ninguém se interessava, claro, estavam vendo tudo pela segunda vez. Aí chegou a minha vez. Em cima da hora, o Guilherme não queria cantar também, e ficou sumido atrás da Luisa. Eu estava convicta que eu conseguiria. Subimos no palco. Na hora, também, não acharam um microfone pro Samuel. Estava tudo nas nossas mãos. Nas minhas e nas da Yasmin (de calça).

Não me concetrei nas 600 pessoas que estavam me olhando, todas, 1.220 olhos me olhando, todos, ao mesmo tempo, acompanhando o estalar dos meus dedos nervosos.

O Samuel começou a tocar a música. Eu não sabia pra onde olhar. Peguei na mão da Yasmin, e me virei pra ela. Eu já tinha ensaiado olhando pra ela mesmo, não devia ser tão difícil.

A música deslisava fácil, precisa sobre meus lábios. Parecia que estava sob êxtase, até que eu senti a Yasmin apertanto a minha mão, bem na parte da musica onde tínhamos dificuldade.
Nessa hora eu ouvia, estranhamente, só minha voz. Era o microfone, falhando. Me abaixei pra dividir o microfone com a Yasmin. Olhei pra primeira fila e vi a Maria Rita, intérprete das meninas, fazendo um sinal de positivo.

Minha mão não suava. Nós não errávamos, estávamos em perfeita sintonia.

Quando acabou, e agradecemos, esqueci que pelo menos poucas, viriam palmas.
Eu não conseguia parar de sorrir. Eu fiz minha parte.

(Quando eu descobrir o que aconteceu pode deixar que eu conto.)

Sim, eu queria (muito) ter quebrado a perna.

29 de mar. de 2010

Intensidade da Fase

É só fase? Ora... fase.
Não devia ser tão ruim.
Não devia me fazer chorar por tanta intensidade, fase.
No mínimo curta eu quero que seja.

Sinto admitir, mas eu tenho problemas.
São muitos pensamentos ecoando em minha cabeça, todos soltos, sem direção, perdidos, todos ao mesmo tempo.
Aos poucos, venho enlouquecendo. Vagarosamente, venho perdendo os sentidos, a direção.
Vou acompanhando meus pensamentos, afinal, não tenho para onde ir.
Tenho vontade de abandonar minhas responsabilidades. Tudo, todos, nas minhas mãos.

Corações nas minhas mãos, decisões nas minhas mãos...
Arre! Minhas mãos não querem, entenda.
Minhas mãos querem brincar, minha mãos querem deslizar sobre cabelos alheios, enrolá-los em seus dedos; exibir seu dedo do meio bruscamente, sem responsabilidade, com inocência, como se fossem mãos de crianças.

Minha cabeça quer ser esvasiada, só pra depois ser enchida de cenas de novela pra adolescentes, só pra ter espaço pra conseguir decorar Todos os meus livros preferidos, pra poder pensar em alguém diferente, pra conseguir... ficar leve, pelo menos agora, enquanto eu preciso de paz.

Quero o equívoco de ser pega por alguém nos braços, quero a certeza de amar alguém (e ser amada), quero, que a fase acabe.

E que culpa eu tenho ?
Que culpa eu tenho de amar você ?
Sim, eu tenho.
Tenho toda culpa do mundo.  que diferença isso faz pra você ?

Sim, eu também quero, e eu vou, te esquecer.
E, pra sua informação, estou indo bem.

Meu charme é minha contradição, concorda ?

20 de mar. de 2010

Lista de Sábado

Pleno sábado, eu sem dinheiro e muito menos um lugar pra ir.
Na verdade, eu poderia postar a lista das minhas vontades de sábado. Descobri que listar é muito, mas muito mais fácil que narrar, descrever, ou qualquer uma dessas coisas.

Coisas que eu Queria (disse certo, QUERIA) Fazer Hoje

1- Ir pra Belo Horizonte, ficar com meu avô ou com qualquer pessoa que me cedesse uma casa pra passar o fim de semana. Minha mãe não quer ir pra lá tão cedo, então, o melhor que eu poderia fazer é ir sozinha. Mas como eu já disse, eu não tenho dinheiro, e meu pai, como foi pescar não vai me dar dinheiro. Aliás, ele não vai me dar nada, até hoje eu não ganhei meu presente de quinze anos. Detalhe: eu fiz quinze anos em janeiro. Tenho meus motivos pra ir pra BH. E esses, por suas vez, são importantes. E muitos. Mas o jeito é ficar aqui, estudando.

Na verdade, não tenho mais o que listar, é só isso que eu queria hoje mesmo. Acho que isso vai ficar na minha cabeça até eu conseguir. O fato é que eu sinto tanta, mas tanta saudade! Será que eu faço tanta falta pra eles quanto eles pra mim?

Ceres manda um beijo pra Camila(a do cabelo colorido), pra Mari Japa, pra Ellen, pra Ana Catarina, pra Luísa Couto, pra Maria Clara, pra Sarah (Andreza, kk), pra Izabella, pra Carolsão, pra Bela, pra Giovanna, pra Fernanda, pra Jordanna, pro Ado, pro Luiz Henrique, pro Pedro Coelho, pro Matheus, pra Paulinha, pra Gabrielle, pro Luiz Eduardo (sim, eu sinto falta dele), pra Mônica, pra Gabi Ribeiro, pra Talita, pra Bruna Gregório, pra Carol , pro Guilherme, pro Sérgio (pra variar um pouco), pro Barretesão (sim, pra ele), pro meu pai, pra minha mãe e um especial pra Xuxa.

p.s.: Acabei listando os beijos.

p.s.: Não, não tem beijo pra você, Roberto, porque eu não sinto saudade de você. Nem da sua mãe.

18 de mar. de 2010

Lista de Desejos

atenção: a seguir um texto com muitas entrelinhas, expressões própias, indiretas/diretas e pensamentos totalmente profundos e gritantes. Talvez não seja recomendado para moralistas, mães, professores, irmãos pirralhos fofoqueiros e/ou psicólogos. Tenho medo que me achem louca.

Minha Lista de Desejos a Longo e a Curto Espaço de Tempo
1- Basicamente, o primeiro dos meus desejos é que as coisas fiquem como estão. Graças à Deus, eu não preciso de "comer cru"; as coisas estão vindo rápido ao meu encontro. A sensação é quase a mesma de andar de montanha russa, estou descendo da parte mais alta, com muito vento batendo na cara.

2- Andar de montanha russa. Eu nunca andei.

3- Minha mãe deixar o Luis vir me visitar no final de semana. Eu sei que eu falei pra ela que ele já entrou em coma alcoólico, mas se ninguém der cerveja pra ele, tudo fica sob controle.

4- Eu terminar o roteiro DA MINHA PEÇA DE TEATRO, superinclusiva e com muito humor logo. Se ficar bom é capaz de eu ficar famosa. A escola é um ótimo lugar pra ficar famosa, cheguei à essa conclusão.

5- Meu pai não arrancar a cabeça do Sérgio na próxima vez que visse ele.

6- Que até a próxima vez, ele tenha esquecido.

7- Que o tal do Felipe (ou Filipe, ou Phelipe, sei lá) que quer me "conhecer" na escola seja pelo menos interessante. Quando eu digo interessante, é que pelo menos saiba conversar; digo, não falar muita gíria e conjugar os verbos direito.

8- Ganhar uma câmera fotográfica profissional pra tirar muitas muitas muitas fotos de céu.

9- Que eu consiga um emprego bom, ganhe muito dinheito, compre um apartamento em BH e volte para meu refúgio.

10- Que eu tire nota boa na prova de Física.

11- E todas as outras que eu vou fazer ao longo do ano.

12- Que eu consiga um namorado até a Páscoa pra ganhar ovo. /mentira

13- Ir pra Sampa ver a Mari. Ou que ela venha me ver.

14- Que minha conspiração vital nunca acabe.

15- Ver (pegar, abraçar, beijar)o gatinho do Axl Rose.

16- Aumentar (muito) meu alargador.

18- Que meu irmão NUNCA mais, depois do banho, dependure a toalha molhada na maçaneta da porta.

19- Que eu não tenha que beijar o Roberto de novo.

20- Não gostar tanto do Sérgio. (Ele é feio.)

21- Inventar uma desculpa melhor pra não gostar do Sérgio.

22- Morar num lugar que tenha neve, pra fazer anjinhos de neve, homens de neve, brincar na neve e, se possível, comer neve.

23- Ter um quintal grande pra ter uma árvore grande igual da embalagem antiga da pasta de dente.

24- Aprender a tocar guitarra, ter roupas legais e ser uma rockstar.

25- Ter uma coleção com muitos exemplares de sapato.

26- Ir pro Havaí pra mandar pra alguém daqui um "Coco Postal".

27- Acompanhar um acasalamento inteiro de borboleta, que, por sua vez dura entre 6 e 7 horas.

28- Comprar uma loja inteirinha de All Star pra por na minha coleção de sapato.

29- Conseguir fazer a festa que minha mãe tanto quer quando ela morrer.

30- Que meus irmãos não tenham filhos. Se meus irmãos são assim, imagina os filhos deles?

31-



Ter dito isso pro Edward.

32- Conseguir realizar tudo, sem falar no que me veio à cabeça agora.

15 de mar. de 2010

Quero comer cru

Tá olha, vou direto ao ponto: no pico do gráfico da minha instabilidade nos ultimos dias, eu posso dizer que caiu a ficha.
De tanto dizer, o dia inteiro, que eu estou ótima, que aqui é lindo, e que a empada daqui é boa, a vontade de amanhã acordar em BH é grande.
Isso tá me dando muito, mas muito trabalho. Primeiro é que eu tenho que literalmente trocar a minha fonte de inspiração. Porque se não for pra escrever do Luís, do Pedro, do Roberto e do Sérgio em especial, eu praticamente não consiguiria.
Segundo é que eu me recuso mesmo.
Enfim, não é porque é difícil que eu não vou tentar.
Sempre que eu chego na escola, eu vou conversar com o Ramon, até o professor chegar. Ele é um espécie de "amiguinha que senta do seu lado e conversa com você a aula inteira"; só que, no caso, ele é um menino. Ele me entende, ri das minhas piadas e me apoia, independente de nós nos conhecermos só à menos de 4 meses. Hoje eu e outros amigos ficamos na beirada da lagoa, rindo um da cara do outro, e eu me senti bem, foi impressionante. Eu me sinto melhor assim, não sou muito familiarizada com batom, e com meninas falando de meninos. Tirando a parte de que eu não uso batom, eu falo muito sobre meninos, essa é uma das provas de que eu sou uma menina. É válido, pelo menos na minha opinião.
Como espécie de representante da sala -não me elejeram, nem eu nem ninguém, mas eu sou-, eu sempre entrego as folhas, recolho o dinheiro, leio os texto, carteira vai, carteira vem e eu brinco com o Bruno todo dia, o Igor fica me olhando com uma cara esquisita, como se me imaginasse sem roupa, sei lá, o Samuel sempre ne fala alguma coisa do tipo "Oi Ceres (:" toda vez que ele me vê, independente de quantas vezes sejam e num modo geral, as pessoas da minha sala são legais.
Mas não acho, caros amigos, GRAÇA NENHUMA em escrever sobre eles. São pessoas normais, iguais de certa forma, praticamente homogêneas naquela sala e de beleza duvidosa; alguns deles, mais próximos de mim, naturalmente.
Estou pensando seriamente em me envolver emocionalmente com alguém, só pra ver se eu consigo escrever. Juro que estou entrando em desespero. A melhor coisa de estar apaixonada por alguém é que você possa transformar isso em palavras, que você vai querer lembrar das datas, só pra sonhar depois e... começar tudo de novo me dá uma preguiça!
Seria natural pra mim um relacionamento forçado, com duas pessoas ao mesmo tempo. Só pra sentir do sangue quente, pra poder falar com medo de deixar escapar o nome... gente, como essa cidade é parada!
Eu não quero esperar uma história de amor. Meus planos, de certa forma, são impalpáveis, intocáveis e o que eu temo, é que talvez também sejam impossíveis. E, sim, eu mudei/tentei mudar o lado pra onde o vento sopra. É necessário.
Sabe o que é pior? Meus sonhos estão se expandindo! Eu tenho novas possibilidades, tenho novas histórias, mas que, seriam histórias forçadas.
Em resumo, estou dividida. Desolada, chateada. Eu só queria não ter que forçar para que acontecesse uma coisa extraordinária ao ponto que me tire o sono. Enfim, quero comer cru. Afinal de contas, eu preciso escrever.

21 de jan. de 2010

O Recomeço - Parte I de muitas partes

Recomeço é uma coisa bonita. As pessoas veem isso como oportunidade de fazer coisas que são importantes, mas que nunca fazem. No meu caso, eu dei banho no cachorro, e, lutando contra meu sedentarismo, vim de bicicleta pra lan house. Bicicletas me deixam nostalgica. Meu recomeço começou, de fato, hoje. Agora eu não sei mesmo quando eu vou voltar pra Belo Horizonte. Me dói o fato de eu estar começando a gostar daqui.
A dor só tem um motivo. O motivo que me prende, de forma inexplicavel ao meu quarto que agora dá eco, de tão vazio, às minhas coisas encaixotadas, às poesias que eu escrevi nos últimos dois anos e agora, às minhas lembranças mais recentes.
Cara, isso dói muito! Me sinto tão ingrata em poder recomeçar e não querer!

O recomeço, por mais bonito, fascinante, e cobiçado que seja, é doloroso. Pelo menos pra mim está sendo.
Por mais que minha vida aqui deslanche, que eu tenha muitos amigos, vá bem na escola, arranje outro namorado e seja feliz, eu sei que vai ter, lá no fundo, minha partizinha querendo estar perto do meu amigo preferido. Pena que, agora, ficar perto dele me custaria a cabeça. E o humor do meu pai.

3 de jan. de 2010

- Feliz Ano Novo, Íris !
- É Ceres !


Hm, não posso reclamar.
Ultimamente aqui tem ficado melhor. Passei Ano Novo na casa da minha vizinha que dava/dá em cima do Roberto, que por sua vez, tá viajando desde o Natal.
Meu pai fez pega na rua, por (muita)sorte que não estava no carro com ele. O Léo e o Ícaro chegaram brancos de susto em casa.
A gente descobriu um lugar bom pra pedir sanduíche.
Ontem eu criei coragem e fui ficar na porta de casa conversando com as meninas.
Sim, as meninas; aquelas que não têm nada a ver comigo, elas mesmo.
Meu pai têm falado comigo, pelo menos um pouco.
Em falar em falar, tenho gastado telefone demais.
Terça eu vou cedo pra casa da minha madrinha, vou passar meu aniversário lá, é o melhor que eu faço.
Cheguei à conclusão de que Belo Horizonte é mais animado e mais legal do que Sete Lagoas, mas isso já era de se esperar.
Estou doida pra que as aulas voltem, também cheguei à conclusão de que eu prefiro rotina do que ter nada pra fazer o dia inteiro, todos os dias, ainda mais num lugat chato.
Depois de ter passado um dos maiores desesperos da minha vida, depois de um ataque de pelanca, e ter quebrado a porta, eu tenho ficado mais calma, e eu acho que o resultado disso foi mais de um mês sem espinhas, tô feliz em relação á isso.
Também estou cansada de tanto ler as mesmas revistas.
Quero ler "Dom Casmurro", do Machado de Assis e "O Arcano Nove", da Meg Cabot.
Se minha madrinha me perguntar o que eu quero eu já sei o que dizer, pedir livros pros adultos é sempre bom, a gente ganha certa admiração.
Nossa, fiquei sabendo que aqui tem um menino que se chama AGEMIRO. Não que isso seja importante, mas, quando eu digitei "admiração" eu lembrei disso.
No Ano Novo, pra agradar a minha mãe, eu tirei meu alargador, e quando eu fui por de novo, ele não entrou, agora fechou tudo!
Apesar de eu gostar muito dele, agora eu tenho uma desculpa pro Sérgio pegar na minha orelha de novo. Se esse não for o caso, eu não ligo, porque minha orelha ficou até bem bonita sem ele.
Tenho pensado muito nas hipóteses, no caso de as coisas derem errado. Porque assim, eu nunca sei o que vai acontecer, não tenho certeza de nada ultimamente, e "pensar negativo", de uma certa forma, tem me ajudado.
Aí eu fico naquela: o que vier é lucro, sabe?
Enfim, eu estou bem, obrigado.

19 de dez. de 2009

ODEIO despedida

Hum, está sendo tão ruim quanto eu pensei mesmo.
Dormi desde depois do almoço até agora pouco.

O que me aflinge é: EU ESTOU MORANDO OFICIALMENTE EM SETE LAGOAS.

Sonhei com chuva, e eu não sei o que isso quer dizer.

Eu não sei nem o que pensar, sei lá.
Minha mãe disse que estamos nunca fase de transição muito difícil, e eu osou obrigada a concordar com ela. E que fase!

Só pra constar: dentro de mim muita coisa ainda não mudou. Ainda.

Queria estar mais poética.
Mas deve ser o desespero.

13 de dez. de 2009

Controlando

"Tá na Extra, tá com tudo. "Boa Tarde! São quatro horas e quarenta minutos, nesse domingo lindo, com muito astral!" - nessa hora começou uma música de axé melosa, falando de timidez que mata -.

Tive que tirar prova: me mexi no banco esquerdo do carro, atrás do motorista, com as mãos em cima da perna, e cerrei os olhos, pra olhar através do vidro que não abria, arranhado, e, pra ser sincera, não haviam mentido pra mim: o céu estava bonito mesmo.

Mas aquilo não era o suficiente.
Por dentro, estava com uma vontade ridícula, incontestável e controlável de deitar em posição fetal e chorar, chorar, chorar. Se não pudesse deitar, e ficar em silêncio, gritaria, e choraria, só pra ver se o desespero passava.

O que eu fiz foi, numa tentativa orgulhosa e triufante, cruzar os braços, com força, por cima do estômago e segurar o ar, até chegar em casa. Tudo pra não me verem chorando, com cara de desesperada nem nada do que as pessoas à bera da depressão, desespero e com muita triteza acumulada fazem.

Na verdade, deu tão certo, mas tão certo, que só me deu vontade de chorar de novo agora, porque eu parei pra pensar nisso.
Tenho 6 dias. Sabe o que é isso?
Eu aceitei, mas não me conformei, não estou gostando.

Os meus braços, de tanto apertarem meu estômago, agora também pelo fato de eu estar a 110 km/h, foram relaxando, e eu percebi que minha blusa estava molhada de suor.
A música, que, de início, era Axé, virou funk. No caminho eu vi uns quatro cachorros atropelados, um sofá pegando fogo debaixo de uma árvore, pessoas esperando ônibus, e eu acho que, pelo menos até agora, doeu menos.

29 de nov. de 2009

Fases.

Hoje eu acordei, em Sete Lagoas, como num domingo qualquer, fiz torradas na minha torradeira elétrica legal, comi, e voltei pra cama.
Não é sempre, mas dessa vez me deu uma crise de choro. Hoje eu estou assim: é parar pra pensar e começar a chorar. Então vou parar de pensar.

Uma fase acabou hoje. A fase que eu chamo de amor. Na verdade, ela deve ter acabado desde a ultima vez que eu vi o Fábio - o meu motivo de melhora de humor signicativa do mês de maio, parado na minha frente, no meu quarto, com o boné do Roberto na mão, com os olhos arregalados, porque eu falei que aquele boné verde legal era do meu (ex)namorado -. Ou até mesmo antes disso.
O fato é depois de eu ter visto ele, e pelo o fato da existência do Roberto (existência porque eu não conseguia imaginar ele sem ser meu namorado), eu não pude encostar, beijar, abraçar ele. Cara, vocês têm noção? Ele vai embora pra puta que pariu (lê-se Cáceres, MS), e eu NUNCA MAIS VOU VER ELE ! É muito pior do que lá em Lavras, eu a gente nem se despediu.

Apesar de ver o Roberto, com aquele cabelo ridículo, saindo pelo portão, pela primeira vez não sendo meu namorado ter me dado vontade de chorar (de novo), eu não liguei. Chegou a me aliviar. Essa era a única fase que eu queria que terminasse.

Isso tá virando um grande (e insano) problema: eu tenho sonhado com ele, meu coração fica desparado quando ele me liga (sim, ele me ligou esses dias), e eu estou sentindo uma vontade louca e estranha de estar do lado dele, de preferência, bem perto, aproveitando como se fosse o nosso último dia juntos.

Pior que esse seria o caso.

22 de nov. de 2009

Sobre aniversários, e o jogo do contente, que abrange todo o resto

Olha, isso mereceria muito brigadeiro. E chocolate. E FESTA !
Tá bom, o blog fez um ano (ainda é um bebê) dia 2 de novembro, e só agora é que minha ficha caiu.
Geralmente, eu gosto de aniversários. Dos meus, principalmente. Mas, ultimamente, meus próprios aniversários veem me decepcionando; mas ano que vem eu creio que tudo mude. Quem tá me acompanhando a mais tempo, sabe do que eu estou falando. 2010 pra mim vai ser bem difícil. 15 anos, mudar de cidade, de escola, morar perto do namorado... eu tenho esperado isso a muuito tempo. Tanta coisa mudou em tão pouco tempo! E tão pouco tempo passou tão rápido! Quando eu olho pra trás, aconteceu tanta coisa! Gente, bate um desespero enoorme, ainda mais sabendo que tudo vai ficar pra trás, metade vai virar passado, minha realidade vai ser outra. Independente da pressão toda, de fato, eu ESTOU feliz. Tava pensando hoje: Porra, velho. A dois (três) anos atrás, eu queria tanto ser o que eu sou agora! Que bom que eu consegui chegar ao meu objetivo. Na verdade, um deles. Tenho muitos, e isso me deixa mais feliz ainda. Eu me olho no espelho, e me sinto bonita. Tenho um namorado que é o máximo (talvez), emagreci 4 quilos (em muito tempo, mas emagreci)... Portanto, cheguei a uma (grande) conclusão: eu não tenho motivos pra reclamar. Meu Deus, eu nunca fui tão feliz! E daí se meu pai é um pé no saco, eu não tenho um quarto só meu e eu vou me mudar pra roça?
Meu pai pode ser um pé no saco, mas como falta pouco pra ele se aposentar, ele não vai se mudar com a gente de imediato. Um dos meu irmãos perdeu média em 6 matérias esse ultimo bimestre. Ele quase não tem chances de passar na recuperção, e se ele repetir , é outro que vai ficar aqui. Resultado: menos um pra dividir o quarto, menos dois pra encher o saco. Isso é legal.
Eu posso muito morar na roça, mas a Mariana vai ir passar meu aniversário comigo. Quer mais? Resultado: não tem como ser ruim. E daí se eu não vou ter a FESTA DO ANO, com direito a fusca amarelo, cover do Guns e eu chorando o tempo todo? A MARIANA VAI SAIR DE SÃO PAULO PRA IR PRA ROÇA ME VER!
O mundo vai acabar em 2012. Resultado: vou morrer antes de me matarem de responsabilidade. (essa foi ridícula)
Cara, não tem como explicar. Eu tô grande pra caber em mim. Se é que isso fez sentido.
Finalmente eu aprendi a jogar o jogo do contente. Um dia você vai me entender.
A Conspiração Vital tá mais fraquinha ultimamente.
ps.: Deem Boas Vindas pra Mariana.
ps.: aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah *-*

20 de nov. de 2009

Conspiração: a vida é cheia delas.

Definição de um tipo normal e corriqueiro de Conspiração a seguir:
São duas coisas cruciais pra mim: ficar satisfeita comigo e com as pessoas, e, principalmente, parar de chorar toda vez que eu lembro que o tempo tá passando rápido demais.
Quando chega a sexta, tipo hoje, parece que todos os outros dias foram o mesmo. Tirando Sábado e Domingo.
Eu estou tentando fazer tudo que está ao meu alcance.
Estão sendo dias maravilhosos.
Tipo sábado, que o Fábio, o gatasso (há) de Lavras, apareceu aqui, e a gente saiu com a Fêer, e eu bebi, e fiquei louca; mas isso não vem ao caso. Pô, não vem mesmo.
Hoje, dentro do ônibus, quando eu tava voltando do shopping (eu vi New Moon, há!), eu pensei em tanta coisa... no Berto, na Mari, na Mônica (sim, na Mônica. Noite passada nossas almas se encontraram em outra dimenção, se é que alguém além da gente acredita nisso) e num tanto de gente.
Quer saber? É tanta coisa que vai mudar em MUITO MENOS DE UM MÊS, que mesmo aceitando muito a situação toda, bate um desesperozinho básico quando eu lembro.
Mas ah! Não há muito o que se fazer agora. Tô deixando as coisas fluirem da melhor maneira possível.
Tenho muita coisa pra ficar pensando. E não consigo escrever mais.
Pensem comigo: o pior que pode acontecer é que o mundo acabe em 2012.

20 de out. de 2009

Se eu soubesse que era tãão bom passar um dia inteirinho sem ter um ataque de mau humor, eu NUNCA mais ficava irritada. E isso não depende de ninguém, só de mim mesmo.
Com um bom humor matinal, "tardial" e "noitial", eu consegui que até meu aparelho quebrado 2 horas depois de chegar do dentista não fosse nada perto de simplesmente ligar pro Roberto.
E a convicção foi outra que não me abandonou.
Eu poderia dizer que tudo está perfeito.
Tirando o fato de não ter mais paciência com blog.

4 de out. de 2009

Presa ao tempo, de novo.

Enquanto eu vinha de Sete Lagoas pra cá, a única coisa que eu conseguia pensar era a seguinte: quanto tempo isso vai durar ? Quantas vezes mais eu iria ter que voltar pra casa ?

Simplesmente eu não quero mais morar aqui. Parece que tudo o que eu tenho está lá (o que não é verdade). A questão é que eu já tenho Sete Lagoas como um lar. Que minha casa, - ainda mais agora, que tem sofá de dois lugares e almofada pra dividir com Roberto - já consegue ser o melhor lugar do mundo. E eu, idiota. Quanto eu não quis que isso acontecesse.

Vamos fazer uma comparação: dia 4 de outubro de 2008. Sábado. Aniversário da Ana com o "n" só, eu usando meu vestido de bolinha PELA PRIMEIRA VEZ, e o Luis (um dos muitos) tinha me beijado. Aah, porra, eu era tão idiota! O perfume dele ficou no meu braço e eu não consegui domir. À essa hora, eu devia estar no sofá da sala, me abanando, e com o pensamento lá longe, com o pé sujo de asfalto agarrada com um cara com blusa do Slipknot.
Eu chorava só de pensar na possibilidade de ir embora daqui. Queria me casar com a Ana (ou com o Luis) e morar em Petrópolis.

Dia 4 outubro de 2009. Domingo. Aniversário da Ana com o "n" só, e eu não estava matando ela de vergonha por fazer guerra de bolo com a peituda da Talita no jardim dela. Eu estava com o Roberto, sentadinha no sofá, à moda antiga. Que coisa mais estranha! Nunca imaginei que um dia isso fosse acontecer. Eu já achava que era lésbica. Eu discartei a possibilidade de me casar com a Ana. Muito menos morar em Petrópolis; Sete Lagoas tirou o brilho todinho de lá. Apareceram muitos "Luíses" depois daqueles. Sem falar do Sérgio, que aparece que nem Lua Cheia, quase periodicamente. Apesar de ele espantar minha convicção e matar o Roberto de ciúme, eu ainda gosto muito dele. É um bom amigo, éer.

Hoje eu já pensava em outra coisa. Em outros 4 de outubro que eu já vivi. Numa quinta feira ligando pro Victor, meu exmelhor amigo, ou qualquer outra coisa do gênero, é isso que ele era.
Quanto tempo essa "sensação de 4 de outubro" ia durar. Porque sempre era tão diferente? Será que 4 de outubro de 2010 eu ainda vou sentir saudade retraída, idiota e fraca da Ana? Será que eu vou me lembrar dela? E o Victor? E o Luis? E o Roberto? E o dia de calor?
E a Lua perfeita de 4 outubro de 2008 que prevaleceu ainda em 2009?
E a "amizade perfeita" de 4 de outubro, de 2 de fevereiro, de 15 de março, de 7 de janeiro?
O que será que vai acontecer?

Enquanto eu vinha no carro, a única coisa que eu via era o pôrdosol. A nuvem se esgueirava na frente dele, cinza, pra mim conseguir olhar sem serrar os olhos.

Eu queria que isso se repetisse. Como "meu" 4 de outubro de 2008.