Meu medo acabou, meu amor. Enquanto o mundo gira sob nossos pés, eu tenho ainda mais certeza de que é você quem eu quero para mim. Aliás, ainda bem que o mundo dá voltas... de novo. No final, nada é errado se te faz feliz. O passado não é tão importante, afinal de contas, já não nos pertence mais; e com ele aprendemos o suficiente. Venho tecendo todos os meus planos que envolvam seu sorriso, suas mãos... você. Vejo um futuro, vejo felicidade a curto (e longo) prazo. Vamos atrás dela, vamos construí-la. Vamos ser felizes. O caminho já encontramos, agora falta trilhá-lo.
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4 de jan. de 2013
Aprendendo a amar(gar)
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Ceres
Você precisa aprender a amadurecer o seu amor, amar amargamente. Preparar-se para a queda e para as crises como qualquer adulto. Minhas palavras podem ferir mas meu amor, nós sabemos que não sou sua alma gêmea. Algo na nossa história não deixa que sigamos os mesmos caminhos, e afinal sempre soubemos que minha alma encontrou-se com a sua para nos prepararmos para algo maior que logo virá. Estamos na belle époque do amor, vivendo um tempo de linda calmaria artística antes de uma guerra estourar sobre nós.
Queria eu ser seu e vivermos esse romance suburbano. Queria eu que você fosse apenas meu e não estivesse apenas sendo preparado pelo destino para ser levado pelos braços de um outro alguém. Ah, esse alguém vai lhe fazer feliz como eu e qualquer outra pessoa no mundo jamais conseguiu. Vocês aprenderão muita coisa juntos... mas precisam estar preparados. Penso que se estou lhe preparando para um amor maior com esse meu enorme ego e pessimismo, conviver com esse vindouro não será fácil.
Ele deve ter uma personalidade realmente difícil e forte. Você aguentará. Algo está acontecendo com ele agora. Até você sentiu em suas previsões oníricas que há um terceiro amor, aquele que virá logo depois de mim, e que apenas ele lhe fará estonteantemente feliz. Mas por enquanto nós bastamos. Nos amamos hoje e provamos nosso amor diariamente, apesar de todas as desventuras que insistem em nos visitar. Fazemos o possível e um pouco além para prolongarmos nosso amor um pouco mais, antes que o destino tirem-nos dos braços um do outro.
27 de dez. de 2012
De mais ninguém
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Ceres
Apesar de tudo, eu iria. Eu tinha certeza de que devia fazer aquilo, me faria feliz. Após nossos encontros destilados em segundas ou terceiras intenções, eu ia rumo à sua casa, verificando se meu all star estava limpo a cada passo que eu dava. De qualquer forma, o all star não importava, então preferi ter certeza que o decote da minha blusa teria uma boa vista. Sabe aquela minha favorita? É aquela que tem uns botões em ouro velho.
Arrastando os pés e chutando as pedras, cheguei à sua casa. Comumente você estaria tomando banho. Dessa vez não foi diferente. Quando saiu com o rosto molhado - não lembro se seu cabelo estava maior - eu apenas sorri para você. Você me olhou, me segurou pelos braços e retribuiu o sorriso. Nos seus olhos consegui ler "Sua louca, não acredito que você veio mesmo!" e depois um "Meu Deus, ela gosta de mim!".
E é, eu gosto de você. Também devo admitir que você deve ter planejado aquilo tudo. Estar sem camisa e ter colocado Los Hermanos pra tocar antes de entrar no banho foi no mínimo, um golpe muito mais baixo que meu decote. Não consegui focar no seu possível plano. Ficamos nos olhando por um tempo, e eu continuei tentando desvendar o que se passava na sua cabeça. Era diferente para nós aquela sensação de que havia uma barreira entre nós.
Nos segurávamos pelo braço, nos olhávamos, sorríamos e aquilo era quase que suficiente. No coração, eu já estava calma, afinal, eu estava no seu quarto, e você estava me encostando na parede. Quando chegou bem perto, elogiou a flor que estava no meu cabelo. E se aproximou mais, e mais... Tínhamos nos beijado antes, mas aquele era intercalado por sorrisos. É, eu sorrindo de novo. E não conseguia parar. Apoiei meus braços na sua nuca, e fiquei feliz por ter decidido ir ver você, por decidido que nós merecíamos uma nova chance. Te sorri e beijei de olhos fechados, derreti em cada abraço apertado, molhado e com cheiro de banho.
Nos sentimos e nos deliciávamos com o fato de aquilo era nosso, de mais ninguém. A barreira, nunca foi nossa. Apenas deixamos que a erguessem ali. Essa desmoronou quando fui pra casa, larguei a bolsa no canto do quarto e entrei no banho pra só querer ver você sair do seu.
31 de out. de 2012
Morta
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Ceres
E então você estaria por aí, passeando com a sua nova namorada. Cinco anos se tornariam vinte, e logo ela seria sua esposa. Durante a semana ela se encontraria na porta da escola dos filhos de vocês com aquelas que antes eram nossas amigas. E eu estaria aqui, de fora, apenas observando tudo. Porque eu fui o que você precisou, porque eu fui para o que você precisou quando precisou. Mas então você me jogou, como uma uva inútil que já dera tudo de si para fazer o tão saboroso vinho.
Vocês dividiriam uma cama para o simples propósito de descansar. Sua pistola está ficando velha, e o tempo está se acabando. Eu fui apenas a pistoleira contratada. Fiz todo o serviço sujo, você me pagou com o que pôde porque, afinal, talvez eu goste de ser suja. Mas na torre de vocês não cabe sujeira, tudo o que é podre é jogado fora ou escondido sob o tapete. Bom, eu apodreci como um maracujá velho.
Meus momentos eternos continuam assim o sendo e por mais que você diga que sente falta deles, eu serei para sempre apenas uma boa lembrança. Uma lembrança com furos o suficiente para impedir que eu me torne seu presente, feche o ciclo do infinito que dissemos um dia que seríamos. Eu sou a foto mofada no fundo da última gaveta do armário do quarto secreto. Em sépia, comida pelas traças. Mas continuo aqui, o espírito postado ante seu destino. Os olhos cabisbaixos, o suspiro de lamento. O personagem do outro lado do véu, coberto por um manto que o impede de me ver. O passado iludido, esperando por algo que jamais acontecerá.
E eu olho pela janela, vejo o filme que antes fomos. Vejo o filme que antes fui. Tantos anos inconsequentes e afinal a vida é apenas uma circunferência. Eu me encontrei, e ao fazer isso senti o peso de se orientar antes do resto do filme. Fui o personagem perdido, jogado para fora do enredo principal por carregar spoiler demais em sua aura. Encarcerado, por descobrir que o encontro pessoal nada mais é do que uma aceitação da solidão. Triste estar vivo e saber que não se está vivendo a mesma vida escrita para todos os personagens que deveriam nos acompanhar. Solitário ser a atriz que continua a acompanhar a série mesmo após a morte de seu personagem. A atriz deveria seguir em frente, mas no fundo ela sabe que sua obra-prima já se foi.
11 de out. de 2012
Happy 18th
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Ceres
Hoje estava assistindo um filme quando ouvi a seguinte frase: "não é difícil ser feliz depois que a gente cresce" e entendi perfeitamente porque eu sou tão feliz.
Por tempos eu insisti tanto na tristeza sem ter muitas perspectivas, investi toda a minha pouca fé em coisas superficiais, nas paixões que tanto me enganei esperando encontrar o homem da minha vida, meu final feliz. Entrei de cabeça mesmo em todas as histórias e sofri, e chorei e doeu. Busquei respostas; já pensei até que suicídio podia ser uma dessas respostas. Precisava de soluções: eu vivia perdida, mas não sabia que estava perdida de mim mesma. Também briguei muito, xinguei muito, fui extremamente grossa com quem convivia e ainda sou assim, mas aos pouquinhos estou lapidando esses defeitos tão rudes.
Passei por muita coisa que me doeu e não me refiro a essa fase das desilusões, me refiro a minha família. Foram muitas barreiras, muito teste de fogo que eu passei com muita dificuldade, muita coisa que eu acreditava impiedosamente não merecer e que eram coisas além do meu tempo. E ai vem uma coisa que eu to sempre falando: os problemas não esperam você ter suporte emocional pra ser mais comodo pra você, eles simplesmente aparecem.
Acho que uma parte de mim sempre vai acreditar que eu passei por coisas além do meu tempo, como ter cuidado dos meus pais da forma que eu já cuidei, de ter tomado decisões que eu já tomei. Continuo e continuarei desejando que as dificuldades nunca cheguem pra ninguém da forma que chegaram a mim.
Sei que sempre abordo a temática do meu amadurecimento mas é que nos últimos tempos ter percebido isso tem sido uma coisa tão bonita pra mim. Tem sido lindo aceitar que tudo isso me tornou quem sou hoje e ver que o resultado de tanta coisa tem me tornado na pessoa maravilhosa que eu sou hoje. É isso mesmo: eu sou uma mulher maravilhosa, independente, muito segura de mim e estou completamente satisfeita com o rumo que a minha vida tem tomado. Não sou feliz o tempo inteiro, ainda acho que a gente tem que ser um pouquinho de tudo: um pouquinho de raiva, um pouquinho de tristeza, um pouquinho de contentação e de satisfação. Eu já tenho em mente: nunca vai vir nada que meus ombros não aguentem.
ps.: a frase é do filme "As Melhores Coisas do Mundo", se você queria assistir um filme taí uma ótima dica!
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9 de out. de 2012
"Pra sonhar"
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Ceres
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| Foto encontrada em http://michellenewellphotography.com/ |
Ninguém vai ser casar (muito menos eu), mas estou numa vibe muito gostosa desde que conheci a música "Pra sonhar", do Marcelo Jeneci. O clipe foi feito de forma colaborativa (adoro coisas feitas assim), e ficou a coisa mais apaixonante do mundo! Bora conferir?
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| Também encontradas em http://michellenewellphotography.com/ |
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| Encontradas em http://www.benjhaisch.com/blog/jadeandkaitlin/ Só para sonhar mesmo, né? |
2 de out. de 2012
Alana e a felicidade
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Ceres
Alana só queria ficar um pouco mais. Não queria um romance ou qualquer coisa coisa do tipo, não queria um relacionamento. Alana apenas gostava daquele beijo e de estar com ele, apenas queria estar com ele o tempo que fosse possível. Aproveitar um forte sentimento que a engolfava e momentos de felicidade com ele. Queria mais daquele abraço, mais daquele beijo, mais daquele prazer e mais daquele garoto. Seria dele pelo tempo necessário e diria as palavras de amor e conforto conforme mandasse seu coração e, quando o sentimento de ambos começasse a esfriar eles continuariam como amigos seguindo as próprias vidas e pronto. Não havia problemas em querer ser feliz e desejada.
Ela tinha um compromisso consigo mesma e queria sentir-se bonita e amada o máximo de tempo possível, independentemente se seria amada por si mesma ou pelos outros. Queria estar em todos os lugares e estar sempre fazendo amigos, queria que todos quisessem acompanhá-la onde quer que fosse e mesmo assim poder ficar sozinha quando quisesse também. Alana se atrasava para sair por estar se arrumando mas mesmo assim não se importava quando passava um vento forte em seu cabelo: sua vaidade consistia apenas em sentir-se bem consigo mesma. Se seu reflexo a dizia que estava bonita ou se seu sorriso dizia que estava feliz já bastava. Ela era bonita o suficiente para independentemente dos desastres que acontecessem com sua imagem Alana saber que sempre haveria alguém que a quereria -- talvez não no lugar onde ela estivesse no momento, mas há no mundo pessoas o suficiente para gostar de todos os tipos de beleza possíveis. Alana sempre teria quem a achasse bonita, fosse um ficante ou uma amiga.
E por ter consciência do quão especial ela era apenas por ser ela mesma, Alana era sempre especial. Ficava com quem queria o tempo que queria e não deixava as pessoas se intrometerem em sua vida. Todos queriam seu msn, seu twitter, seu facebook. Alana dificilmente saía de uma festa sem ter conseguido alguns números a mais em suas redes sociais. Ela queria apenas a si e por se querer todos a queriam também. Às vezes entristecia-se por conhecer sua imensidão. Um dia ficarei velha, pensava, e dessa forma provavelmente solitária, mas não consigo gostar de alguém mais do que gosto de todos -- será que um dia aparecerá alguém especial o suficiente para mim a ponto de eu querer abandonar esse meu direito de ter todos os que quero ao mesmo tempo?
Alana levantou-se da cama e começou a se vestir. Preciso ir embora, disse, ou não chego no trabalho ainda hoje. E que mal há em não chegar no trabalho? ele desafiou, apenas fique aqui comigo e eu te darei tanto amor que você não precisará de mais nada. Alana respirou fundo, era sempre assim. Já era mulher e não mais se iludia, sabia que ninguém a daria tanto amor quanto ela própria. Sabia que ele correria atrás dela por um bom tempo e que se entregar não havia sentido -- ele não era suficiente, a vida para ela era algo mais do que viver um único grande amor e afagos noturnos caídos na rotina. Se entregar tão jovem representava ser reduzida a um móvel, a empregada gratuita uma vez que logo seria esquecida e então as pelancas começariam a cair tornando difícil se libertar de tal escravidão. Alana não nascera para ser esposa, era a certeza que ela tinha quando se vestia após essas transas casuais. Ela não queria ser eterna ao lado de alguém, apenas queria ser eterna. O homem que afinal a observava deitado na cama a tornava mais feliz do que qualquer pessoa no universo, mas ela sabia que eles não foram feitos para o longo prazo -- com o tempo ele também saberia. As flores das juras de amor morreriam com o tempo e fazer apostas tão altas faria apenas a felicidade e a paciência dos dois morrer junto. Eles eram a felicidade agora, mas logo isso acabaria e o que eles tinham juntos não seria suficiente para prorrogar. Ambos tinham um caminho completamente diferente e afinal não havia problema em aproveitar enquanto ambos os destinos se cruzavam e seguiam a trilha juntos. Mas Alana deixaria-se arrastar quando as linhas se separassem.
Terminou de se vestir e foi beijá-lo. Disse um último eu te amo que era o mais sincero que ela poderia dar em todos os milênios que eles possivelmente poderiam passar juntos. Ela o amava agora como nunca amara ninguém, assim como fora com o último e seria com o próximo. Ela o amava naquele segundo e queria ficar presa nele antes que tudo acabasse, porque afinal aquele segundo era o amor puro. Ela o amava porque era bonito, criativo, popular e a amava. Ela o amava porque ele era bom e gentil em sua própria forma. Ela o amava porque sentia que o compreendia e a depressão em sua alma era a maior do mundo naquele único segundo em que ela lembrava-se que um dia ela compreenderia o suficiente para decepcionar-se e não mais amá-lo de tal forma. Deprimia-se porque um dia tudo mudaria e mesmo assim o amava pois ele a amava mesmo sem saber nada sobre ela. Alana o amava porque isso revelava uma ingenuidade infantil no homem que tanto se fazia de durão, via nos olhos dele uma garotinha que se entrega a um amor qualquer. Via o quão perdido ele estava por querer tanto se entregar a alguém e ter uma pessoa que parecia ser tão linda e especial quanto Alana em seus braços. E por tudo isso ela o amava, mas sabia que não era bem o que ela queria no fundo de seu coração. Os homens eram todos assim, eram sempre crianças que não terminaram de crescer e queriam todas as noites anestesiar a solidão de viver em amassos com mulheres quaisquer que os fariam sentir-se o único homem do mundo. Todos queriam sentir-se poderosos por saber que a vida era a maior decepção que se podia ter. Apesar de tudo, Alana sabia que isso não era por maldade, mas ela não era muito do tipo que lamentava sua existência fazendo sexo com pessoas quaisquer; ela transava com quem queria porque queria, pelos mais variados motivos, na esperança de um dia ser tão completa consigo mesma a ponto de conseguir mudar alguma coisa, seja no mundo ou na vida de alguém. Ela sabia que não era menos medíocre por isso, mas sabia que talvez fosse ao menos mais corajosa, por afinal enfrentar todos os dias a felicidade buscando domá-la.
25 de ago. de 2012
"O que te sobra além das coisas casuais?"
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Ceres

Tenho pensado muito nessas coisas que a gente engole – essas palavras que chegam na pontinha da língua, mas voltam com a saliva e também aquelas palavras que ouvimos e fingimos que não nos doeu. As coisas que deixamos de viver por acharmos não estarmos prontos, por acharmos que aquela situação está à frente do nosso tempo ou por medo...
O que eu tenho pensado muito mesmo é em todas as palavras que eu ando engolindo acreditando que nenhuma delas vai me salvar desse meu medo tão profundo no meu âmago e em todas as palavras que eu consegui não engolir, mas não consegui dizê-las a quem eu queria tanto que ouvisse.
Uma dessas coisas que eu queria dizer é que eu entendo porque as pessoas não amadurecem. Entendo que seja mais fácil viver pelas coisas casuais porque a futilidade é um caminho mais fácil pra felicidade e é por isso que tem tanta gente fútil e vazia ao meu redor. Mas não vou brigar por isso, porque pra deixar de ser fútil e se aprofundar em relacionamentos e atitudes é preciso amadurecer e este é o grande problema.
Amadurecer é uma fase muito dolorosa na vida da gente e as pessoas tem tanto medo de sofrer, medo de se envolver, medo de falar o que querem, medo de serem elas.
O que me incomoda não é quando esse medo impede as pessoas de investirem no que sentem, o que me incomoda é quando elas começam a se aprofundar, mas percebem como é tão vasto ter intimidade e ficam com medo, se assustam e desistem. O que me incomoda é cada pessoa que eu vejo fugindo de ser mais profundo, de ser mais sensível. Me incomoda elas não quererem descobrir o que elas podem ser. Me incomoda elas desistirem por esse medo tão oculto e destrutivo em seu interior.
Quando é a hora da pessoa crescer, ela cresce... não dá pra fugir disso pra sempre.
24 de ago. de 2012
3x4
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Ceres
Estava olhando sua foto 3x4 que fica na minha carteira. Demorei meia hora namorando sua boca, e mais vinte minutos namorando seu queixo, seu pescoço. Fiquei pensando, enquanto observava seus olhos, em como você deve estar cansado agora. E olhei os olhos mais um tempo. Fitei as sobrancelhas. Lembrei de como elas se contorcem quando você ri...
E novamente, sem relutar, volto a olhar a boca. Encanto-me ainda mais pelo formato, pela espessura dos lábios, na profundidade entre ela e o queixo. E lembro dos dentes. E do sorriso. Meu coração pulou.
Atrás da foto está escrito que te amo. Talvez eu devia escrever do lado que estou com saudade também.
10 de ago. de 2012
Amadureceu
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Ceres
Assim como o amor acaba, começa, ou até mesmo se perde; ele amadurece.
O fato é que quando esse tipo de coisa acontece, principalmente se for com você, provavelmente achará que o amor acabou.
É que começa assim: vocês não se falam um dia, e você não morre por isso. Dorme feito um bebê, e acorda feliz porque sonhou que estava andando de bicicleta com quem deixou o celular desligado no dia anterior. Depois vocês transam, e cinco minutos depois estão rindo juntos enquanto veem Padrinhos Mágicos. Não tem mais aquela vergonhazinha de comer um perto de outro, e o pior dos patamares: vocês se beijam pela manhã, antes de escovar os dentes. E ele, depois de um tempo, vai saber exatamente onde você tem celulite. Também vai te evitar nos dias de TPM e admitir que você fica chata quando acorda.
Vocês vão fazer faculdade, o tempo vai se esvair, e, mesmo assim, vai estar tudo bem.
O que eu posso te dizer é que, apesar dos pesares, isso tudo é uma delícia. Porque, se o amor superar essa coisa de 'amadurecer', ele com certeza deve suportar alguma coisa pior: as contas para pagar, criança chorando no seu ouvido, ou até mesmo não ter nada disso para suportar.
Aprendi que não é toda hora que o amor é aquele que a gente sonha. Aceitar o outro, o tempo, as decisões, o modo de amar e até mesmo quando o outro não quer (ou consegue) demonstrar todo amor que ele sente por você também é amar.
Parece que não, mas é difícil pensar no outro como ser humano. Talvez essa seja a chave.
Sabe, continua sendo amor. O jeito de amar é que muda. E mesmo assim vale muito a pena, até dando errado.
3 de jul. de 2012
Bom dia
Postado por
Ceres
E escrevo para dizer o quanto amo você e te ver dormir.
Que minha cama fica vazia sem que eu me aperte com você para não cairmos dela.
Que sua respiração e o peso do seu corpo são as únicas coisas que eu queria sentir agora, para conseguir dormir melhor.
Que, apesar de tudo... melhor do que dormir, é acordar com você.
Tentar te acordar com carinho, cheirando a nuca, perto do cabelo.
Ver seus olhos de cor de café forte abrindo devagarinho depois do sorriso lindo debaixo do cobertor.
Dizendo "Bom dia!"...
E pronto! Terei um bom dia.
1 de jul. de 2012
Coleção de Ilusão
Postado por
Ceres
(antes de começar a ler, favor clicar em play)
Então aqui vou eu recorrer ao maior clichê de escritores do mundo: falar sobre a dor amor.
É...vou falar sobre esse ciclo vicioso de não querer nada/encontrar alguém/se entregar totalmente ao sentimento e acabar. Estou colecionando ilusões e decepções amorosas ha alguns anos e já não tenho mais aonde guarda-las.É triste ser tão nova e pensar em desistir de tudo, como se nada fizesse sentido...
Dessa vez não foi uma ilusãozinha que pelo menos eu consiga ficar lembrando do Frejat cantando "procuro um amor que seja bom pra mim" porque ta na cara que se meus amores tivessem sido tão bons assim, eu ainda teria um amor.
Eu continuo vivendo nesse mundo de filmes de romances, de finais felizes, de que a esperança é a última que morre. Eu estou cansada de passar por isso DE NOVO. Porque DE NOVO, eu acreditei - e acreditei com tudo que tinha dentro de mim -que agora era pra sempre, que afinal, meu primeiro relacionamento sério e o mais longo podia ser tão longo que quando eu fosse velhinha estaria de mãos dadas com o mesmo cara, mas não estou de mãos dadas com ninguém.
Infelizmente eu sei que esse meu jeito não vai mudar, que eu vou viver esperando por uns tempos que tudo volte a ser como antes e que depois vou passar um tempo esperando não encontrar ninguém, pra não sofrer assim de novo. Mas depois, sei que vou encontrar alguém pra poder ter tudo de novo. E depois, depois, depois... sempre depois.O coração da gente nunca esquece, nunca cicatriza totalmente e cada vez a dor aumenta e em contra-partida a esperança também. E o segredo do meu coração é que eu sempre vou ter forças pra pensar em continuar e querer continuar. Até eu esquecer e essa dor passar não vai sair da minha cabeça: "pra que te esquecer, se o amor é tanto?..."
Eu queria aqui poder confiar a você (que já sabe tanto sobre mim) o que eu realmente sinto, mas tenho medo de admitir...medo de saber que as minhas certezas ainda são certas ou não. Eu queria saber se agora, os sentimentos de duvida, medo, ansiedade e dor também são recíprocos, mas eu também queria saber como não amar ninguém além do que eu sinto agora.
O que eu quero mesmo, é encontrar logo o "grande amor da minha vida" pra ter certeza de que ele não está entre as minhas ilusões. Essa é a maior dúvida da minha vida.
29 de jun. de 2012
Só deixar
Postado por
Ceres
Talvez eu não esteja completamente sã; afinal de contas, tenho dezessete anos e estou farta de sonhar, de planejar.
Por anos fui daquelas gordinhas iludidas, que cedia a concentração pra qualquer um mais sensível que arriscasse a me dar uns beijos. Concentração porque primeiro, não conseguia pensar ou falar de outra coisa. Segundo porque não deixava o coitado (nem ninguém) em paz com aquilo. Todo mundo tinha que saber que eu fui beijada, que eu gostei, e que eu tava muito afim de ser beijada de novo. E claro, quem sabe, com o detalhe de a parte do 'gostar' fosse totalmente recíproca.
Eu tinha a puta convicção que cada cara desses que eu beijei era o amor da minha vida. Que eles iam me beijar, gostar, me beijar de novo, me dar presentes, falar em namorar, ir pedir meu pai (que aliás, é enorme), e namorar comigo o namoro mais lindo e duradouro do mundo.
Mas isso não aconteceu. Com nenhum deles.
Custou uns vinte e poucos caras, e uns 7 anos.
Até que eu desisti. Beijava, mas agora era só para controlar meus hormônios que agora atuavam de fato. Me chamaram pra sair. Me falaram que gostavam de me beijar. Duvido nada que pediriam meu pai pra namorar comigo; mas agora era eu quem não queria.
Sabe qual é o problema disso tudo? Quem eu queria existe. Quem eu esperava apareceu. Sim, problema.
E eu nem dei para ele o trabalho de me pedir em namoro. Eu quem pedi.
Ir lá em casa? Claro, para apresentar você para meu pai. É, você, meu namorado. Não precisa pedir para ele.
Mesmo achando que tinha certeza que todos eles eram 'o cara certo', agora era de verdade. Quem e quando eu menos esperava.O problema mesmo é que tudo o que planejei eu mesma estraguei na hora H.
Eu não deixei você ser quem eu sempre quis para mim.
E cheguei à conclusão de que vou deixar você sonhar por mim de agora em diante, e fazer com que tudo se realize. Sem atropelar, sem forçar. Só deixar.
30 de abr. de 2012
Sete Lagoas
Postado por
Ceres
Morei até meus 15 anos, mais ou menos, em Belo Horizonte. No final de 2009, eu e a minha família nos mudamos para Sete Lagoas.
No início foi muito complicado: não conhecia ninguém, não sabia andar na cidade, e me sentia muito sozinha. (A primeira vez que eu fui pro correio peguei o ônibus pro lado errado!)
De fato, as meninas que moram aqui da minha rua não têm a mesma cabeça que eu. Isso me incomodava muito. Quando morava em BH eu tinha muitas amigas no bairro, nós ficávamos muito juntas; mas depois que eu me mudei perdi contato com todas. Via as fotos no facebook e me sentia triste por não poder estar nelas também. E o pior: o tempo foi passando, e eu nem tinha mais assunto com elas.
De fato, as meninas que moram aqui da minha rua não têm a mesma cabeça que eu. Isso me incomodava muito. Quando morava em BH eu tinha muitas amigas no bairro, nós ficávamos muito juntas; mas depois que eu me mudei perdi contato com todas. Via as fotos no facebook e me sentia triste por não poder estar nelas também. E o pior: o tempo foi passando, e eu nem tinha mais assunto com elas.
Em fevereiro de 2010, no meu primeiro dia de aula no primeiro ano, depois de muito tempo, eu estava em uma escola que eu não conhecia ninguém. As pessoas foram bem legais, e eu comecei a me sentir em casa. (Lembro quem foi a primeira pessoa que conversou comigo. Começou com um sonoro "Oi! Qual é o seu nome?" e eu dizia "Ceres!" e ela "Que?" e eu "Ceres!" e de novo ela não entendia, até que eu disse "Lê na lista que tá na porta!") Descobri também que uma menina que mora no meu bairro, e até hoje somos muito amigas. Inclusive, ela também tinha se mudado de BH para cá.
No meio do ano conheci o Matheus, e em outubro, já estávamos namorando.
No meio do ano conheci o Matheus, e em outubro, já estávamos namorando.
Com o tempo (e com a ajuda dele, claro) as coisas foram chegando no lugar, e eu enxerguei, de fato, que eu estou onde deveria estar.
Hoje em dia vejo que construí amizades maravilhosas, e as que eu deixei ainda estão na memória, mas de forma menos dolorida. Olho para a cidade, e sinto como a vida aqui é melhor.
As pessoas daqui têm o costume de reclamar do trânsito, do transporte, e eu acho tudo uma delícia. Aqui nós conseguimos atravessar a rua na metade do tempo que levaria em BH, tem uma lagoa linda a 20 minutos de casa, tem o melhor sorvete do mundo (fabricado aqui mesmo), a comida daqui também é deliciosa (principalmente as empadas, o hambúrguer assado e as pizzas), ficamos na rua até tarde, mais da metade dos setelagoanos andam de bicicleta, e sempre tem show legal por aqui. Por exemplo, sexta (27) teve show do Nando Reis, e 18 de maio, eu acho vai ter do Roupa Nova, só pra início de conversa. Tem um concurso de beleza, o Miss Férias, que sempre tem uma menina da sua escola que participa. Também tem Exposete todo ano, o Ferro Velho, o Opinião Pub e o Route 66 para os mais cult...
Tem dois anos que abriu shopping aqui, acredita?
Tem dois anos que abriu shopping aqui, acredita?
Não sei se todo mundo concorda comigo, mas ver Sete Lagoas crescer é uma delícia; e eu não quero sair daqui tão cedo - excluindo o fato de que eu vou tentar Federal final desse ano.
A "Cidade dos Sete Lagos Encantados", a "Cidade Nascida Para o Alto", me encantou; e se caso você quiser me visitar, eu ficaria bem feliz.
| (Vista da varanda) |
| (Ano Novo na Lagoa Paulino, choveu muito) |
| (O tal melhor sorvete do mundo) |
Enfim, se você não quiser vir por minha causa, ainda tem o voo livre e o Parque da Cascata na Serra de Santa Helena, a Gruta Rei do Mato (que todo mundo vai de excursão), o Boa Vista (a lagoa bonita da primeira foto)...
Tudo para você ficar convicto de que aqui é muito mais que a terra da Paula Fernandes (que na verdade, nasceu em Santana de Pirapama, mas vamos deixar isso para depois).
29 de abr. de 2012
Missiva da Saudade
Postado por
Ceres
Nós é quem sabemos quem somos: eu sou para você, e você para mim.
E a certeza é tanta que mesmo depois de mais de um ano, ainda vejo novela com frio na barriga. Quando o casal de protagonistas se beija devagar, e a câmera vai girando em volta deles, e ficando lenta... Lembro de você e o tanto que te quero comigo. O quanto espero para te ver de novo, o quanto eu tenho saudade de quando nos víamos sempre, dormíamos e acordávamos no campo de visão um do outro. Lembro de quantos aniversários de namoro comemoramos, e espero os que vamos comemorar. E que sejam muitos meu amor, o suficiente para que todos os meus sonhos secretos se realizem ao seu lado.
Te amo, e vou rezar para você.
Para o meu galã; da sua namorada com saudade.
E a certeza é tanta que mesmo depois de mais de um ano, ainda vejo novela com frio na barriga. Quando o casal de protagonistas se beija devagar, e a câmera vai girando em volta deles, e ficando lenta... Lembro de você e o tanto que te quero comigo. O quanto espero para te ver de novo, o quanto eu tenho saudade de quando nos víamos sempre, dormíamos e acordávamos no campo de visão um do outro. Lembro de quantos aniversários de namoro comemoramos, e espero os que vamos comemorar. E que sejam muitos meu amor, o suficiente para que todos os meus sonhos secretos se realizem ao seu lado.
Te amo, e vou rezar para você.
Para o meu galã; da sua namorada com saudade.
6 de mar. de 2012
Filme: Blue Valentine
Postado por
Ceres
Eu o vi no dia dos namorados do ano passado, na companhia do meu namorado. Não tínhamos nenhum filme em mente, e, sério, eu achei que era mais um filme fofinho para ver e querer viver feliz para sempre.
Totalmente diferente das comédias românticas com as quais estamos acostumados, Blue Valentine (ou Namorados para sempre, em português) é um filme que trata de realidade.
Ao contrário do que havia pensado (e a maioria das pessoas que estavam no cinema), o filme levou a uma certa decepção: se ele fala sobre problemas no relacionamento e separação, por que se chama "Namorados para sempre"?
Na verdade, Blue Valentine significa "triste dia dos namorados", o que já explica bastante coisa.
E outra coisa: Se o filme é triste, porque lançar no dia dos namorados?
Resultado: o lançamento foi um desastre toral.
Mas isso não tira o mérito do enredo.
Enfim. No desenrolar da trama, Cindy (Michelle Williams), e Dean (Ryan Gosling) passam por momentos ruins, e, para superá-los, vão relembrando os bons momentos que viveram juntos, desde que se conheceram até o casamento.
A história é envolvente, e é impossível não se colocar no lugar do casal. A irresponsabilidade de Cindy e a compaixão de Dean faz com que você se envolva, sentindo na pele tudo o que eles passam.
Para te convencer de vez, te dou alguns motivos para ver o filme:
A trilha sonora do filme é, simplesmente, maravilhosa.
O enredo foge totalmente do convencional.
Os atores foram ótimos atuando.
E eu tenho certeza, que além do trailer, as fotos vão te dar mais vontade ainda de assistir:
Pegue um lencinho, e prepare-se para viver uma mescla de sentimentos à flor da pele.
Sério, vale mesmo a pena.
Aqui você encontra alguns vídeos relacionados ao filme, como clipes e entevistas.
5 de mar. de 2012
Coisas que eu AMO em você
Postado por
Ceres
Primeiramente, amo sua pele, seus olhos, seu queixo e sua boca.
Amo o jeito com o qual você deita pra dormir, me beija a mão e conserta meu cabelo. Sua risada é ótima, é capaz de me deixar melhor, sabia?
Acho o máximo quando você me ajuda a organizar as coisas, a paciência que você tem comigo, e o fato de você sempre me deixar dormir. Fico com vontade de chorar de tanta felicidade quando você deixa recado no meu guarda-roupa.
É uma delícia despedir de você de manhã... seu rosto amassado de travesseiro, e você sempre me abraça com a pele alguns graus mais quente que a minha. Sinto uma coisinha boa dentro de mim quando penso em você.
Gosto demais de te beijar, principalmente quando estamos deitados na minha cama com o lençol de microfibra.
Te amo, te amo demais.
E, sinceramente meu amor, quero continuar te amando por tudo isso.
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