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6 de jul. de 2012

Juventude revolucionária: os Anos Dourados e o Rockabilly


Como eu havia dito no final do meu último post, eu passei dias (cerca de duas semanas, na verdade) pesquisando na internet sobre os jovens de cada década a partir dos anos 50 até os dias atuais e o que eles tinham de mais interessante e influente sobre a sociedade atual. Escolhi começar por essa época porque creio que foi a partir dela que a juventude foi ficando cada vez mais "chamativa", digamos assim. Afinal, a tecnologia estava avançando cada vez mais rápido, e com o fim das duas guerras mundiais o mundo inteiro passava por um intenso processo de mudanças, enquanto a globalização finalmente se tornava cada vez mais presente. Anyway, vamos começar então com a nossa linha do tempo, para que vocês possam compreender melhor o que estou querendo dizer.



A Segunda Guerra Mundial termina e os Estados Unidos é então a maior potência do mundo, buscando convencer todos a aderirem a seus ideais capitalistas. Após tantos anos de guerras, a sociedade começa então com uma necessidade de voltar-se para si, objetivando e procurando acostumar-se com uma vida de conforto. Há um grande crescimento na indústria capitalista e surgem uma série de aparelhos domésticos (televisão, por exemplo), enquanto a moda se torna mais acessível. É uma década, na minha opinião, de cansaço pós-guerra, no qual a sociedade busca apenas o máximo de conforto possível.




(Marilyn Monroe nas duas fotos acima e Brigitte Bardot abaixo)


As principais inspirações femininas dos Anos Dourados são então as divas Brigitte Bardot e principalmente Marilyn Monroe, as eternas e sensuais musas loiras do cinema. A indústria da moda começa a funcionar a todo vapor, valorizando e glamourizando como nunca a beleza feminina. Via-se para todo lado vestidos amarrados na cintura e pequenas luvas. É dessa época a forte imagem que costumamos ter em mente de mulheres elegantes vestidas com cores alegres e assando tortas esperando seus maridos chegarem em casa.



Era um tempo de relativa prosperidade e no qual surgiu muitos estereótipos contra os quais lutamos até hoje. Os clássicos Disney, por exemplo, que retratam princesas elegantes resgatadas por príncipes encantados, foram lançados grande parte nessa época. Foi um período, na minha opinião, em que após tempos muito conturbados, finalmente a sociedade se via em uma paz praticamente de sonho; era quase uma necessidade produzir e consumir o máximo possível de tecnologia e arte, de valorizar a beleza após quase meio século de devastações e conflitos e angústias. Alguém aqui já notou que os rostos nos retratos dos anos 50 nunca estão insatisfeitos e são sempre sorridentes?




Uma prova disso é o “baby boomer”, ou seja, grande explosão de bebês que houve por todo o mundo: afinal, os homens haviam voltado há pouco da guerra e, após eles e suas esposas se recuperarem do trauma, não queriam outra coisa senão construir uma família e serem felizes.


(Elvis Presley, que apesar de eu não tê-lo citado no post, todos nós sabemos que ele é considerado o pai do rock'n'roll; deixei a presença dele então nas fotos)


Nesse meio nasce então o Rock, gênero de música influenciado por country, blues, R&B, músicas africanas, etc. Sua principal vertente da época era então o Rockabilly (tendo ganhado esse nome por ser uma mistura desse novo gênero com o hillbilly (nome pelo qual chamavam a música country na época)). Lá pela mesma época é lançado ainda o filme Rebel without a cause (Juventude Transviada) que, como o próprio título já diz, lança o estereótipo do “rebelde sem causa”. Os garotos adquiriram então ao visual da camiseta branca com jaqueta de couro, jeans e topete.




(James Dean *suspiros*, um dos principais atores da época e que protagonizou Juventude Transviada)

Inicia-se então todo um estilo baseado em um gênero musical que atualmente ninguém sabe dizer com exatidão de onde surgiu. O Rock começou a ser gerado no final dos anos 40 e início dos anos 50 e, talvez até acidentalmente, misturou-se com todo o movimento pós-guerra e acabou sendo, ao lado do pop, o gênero mais marcante no estilo de vida dos jovens desde então.  Gênero musical causando polêmica desde sempre, prova disso é o então prefeito de São Paulo, Jânio Quadros, que chegou inclusive a proibir os bailes de tocar o tal do rock and roll.

(Ritchie Valens)

Deixo vocês então com duas músicas que eu adoro: uma do Bill Haley e outra do Ritchie Valens, sendo que a última você provavelmente reconhecerá como sendo a música que o Zé Colmeia (sim, o do desenho <3) canta em vários episódios.




Ps- e para quem estiver interessado ou quiser rir um pouco ou estiver simplesmente entediado, recomendo também o vídeo abaixo apenas de comerciais dos anos 50. Vi na televisão uma vez e fui pesquisar, fiquei impressionado com o quão antigas são algumas marcas bastante comuns no nosso dia-a-dia, e alguns dos comerciais são muitíssimos engraçados na minha opinião (em especial o da musiquinha "Toddy é gostoso quando fica econômico").


21 de jun. de 2012

Amadurecer


Mesmo que ha alguns anos alguém tivesse me contado que amadurecer era tão doloroso e que escapar de problemas familiares é (im)possível, eu continuaria sem me sentir preparada para a vida. Esperar por esses obstáculos não é a mesma coisa que ir tendo maturidade para enfrenta-los. Não saber como enfrentar e como modificar a sua vida perante a essa situação é doloroso, estressante e a raiva reprimida parece querer nos acompanhar em todos os caminhos.
Quando ao seu redor parecem só haver problemas é difícil enxergar dentro de si, é difícil enxergar que as vezes os problemas somos nós quem criamos e que não sabemos lidar com nada. O medo, mesmo que imperceptível, torna tudo em um monstro.
Lembra daquele filme "Onde Vivem Os Monstros?" É a mesma coisa conosco... os nossos monstros somos nós.
Eu tenho tido muita dificuldade pra descobri-los e domina-los, dificuldade de lidar comigo mesma e estou com muito medo de descobrir quem eu sou. Não quero descobrir que eu me transformei em algo que eu nunca quis ser.
O pior de estar frustrada comigo, é frustar e decepcionar as poucas pessoas que sempre me apoiaram quando eu sentia não ter mais nada.
Quem eu sou agora?

12 de jun. de 2012

Pra você

Não que eu te amasse menos nos outros dias, mas hoje meu peito está queimando.
Talvez seja pelo fato de hoje ser um dia rotulado para ser nosso; e que ultimamente (mais exatamente um ano e oito meses, onze dias e dezesseis horas) nós estamos mais felizes, porque estamos juntos.
Por isso, penso seriamente em realizar de fato todos os planos que fazemos juntos.
E estou falando de todos mesmo, desde a estante de livros na sala da nossa casa à nossa filha (que vai se chamar Celina).
Eu quero isso pelo fato de nunca ter amado alguém dessa maneira. Estou falando de se sentir amada também. Estou falando de saber que estar com você foi o que eu sonhei a vida toda.
Enfim, para não perder o costume, eu te amo.

5 de jun. de 2012

Jardim das inocências juvenis



Sabe, a vida é gozada. Como podemos sentir dores e pesares de meros dias que passaram insignificantemente como se eles tivessem sido essenciais em alguma coisa na nossa vida? Por que às vezes sentimos saudades de pessoas que nunca conhecemos, de situações que nunca vivemos? Dá um aperto no peito às vezes ver aquelas fotos de meros conhecidos que você via todos os dias, ver fotografias recentes e constatar o quanto as coisas mudaram, o quanto as pessoas estão diferentes. Você sente falta de coisas que nem sabia que iria se lembrar no futuro.

Novos cortes de cabelo, novas roupas, novos amigos, novas experiências, nova rotina, novas formas de pensar. E de alguma forma você sente falta como se faltasse um pedaço de si próprio. Parece que algo está incompleto, que tudo precisa voltar ao normal para só então o seu destino se encaixar. Mas, de alguma forma, seus rumos parecem estar sempre tão conectados com o daquela pessoa, você parece estar seguindo um mesmo caminho por uma via diferente... e tudo o que quer é que esse muro seja quebrado e aquela pessoa desvie de rua, venha para a sua para lhe dar um abraço bem apertado e mostrar que continuamos todos os mesmos no jardim das juventudes inocentes.

Ah, aquele sol da manhã. Aquele vento fresco. Aquele olhar, aquela sensação, nada jamais será igual. Às vezes passa-se pelo seu corpo um sopro parecido, mas nada se compara àqueles ares. Aqueles cheiros. Aquelas sensações. Por que tudo tinha que mudar? Por que não podemos simplesmente voltarmos a ser o que éramos? Maldito dia em que fomos feitos seres humanos, sempre tão tolos e ambiciosos, jamais se contentando com o Éden. Os habitantes dos céus devem ser realmente misericordiosos por nos darem o privilégio de sonhar com os tempos em que tudo era um pouco menos pior. Maldita maçã que nos dera consciência de quem somos, pois quão penoso é se lembrar de um paraíso perdido.

Sim, as memórias. O peso do mundo seria tão menor se não as tivéssemos... mas também jamais nos lembraríamos dos deleites que tivemos. Sem memória seríamos então incapazes de valorizar as coisas? O grande aprendizado da vida então é perder eternamente até se ter as plenas noções de valores? Pois refletir sobre isso agora não me trará frutos, creio. Não me trará de volta o kairós e não nos levará de volta ao jardim das Hespérides. Deveríamos termos nos agarrado forte enquanto havia tempo, não deveríamos jamais termos experimentado sono tão profundo, distantes eu e você, pois fora durante esse nosso entorpecer que as barreiras foram criadas impossibilitando um novo encontro de nossas almas. Deveríamos termos nos agarrado e dormido juntos naquelas e em todas as outras noites da eternidade.

Almas, tantos conceitos. Afinal, seria possível todos estes meus eus se reunirem em um só e se reencontrarem com o seu eu unitário e com todos os outros com os quais de alguma forma estaríamos conectados? Mas mesmo entre os adeptos de tal teoria, há as pessoas boas e ruins. E se não pertencermos ao mesmo grupo? E se alguns de nós enfim conhecer os tais campos elíseos e os outros meramente apodrecerem no tártaro? Essa nostalgia do nada jamais cessaria? Pois talvez nada exista, e esse nada seja o tudo. Afinal, nos reencontraríamos após a morte e assim a muitos outros pois afinal seríamos nada. Todos nós, um conjunto de nadas que a lugar algum iríamos, já que não existiria bem ou mal. Simplesmente inexistiríamos, mas ao menos inexistiríamos juntos.