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31 de jul. de 2010

70 quilômetros

Seria egoísmo meu pensar que quando eu lá chegaria, tudo estaria do jeito que eu deixei. Egoísmo e hipocrisia. Para falar a verdade, não havia mudado muita coisa. Era o mesmo sofá azul-marinho no meio da sala de chão de madeira; o móvel - solitário apesar do sofá - sem TV em cima, triste. As janelas, tão grandes quanto eu conseguia me lembrar, a mesa... tudo. Tudo aquilo me trazia naquele momento (e agora, por lembrar) uma nostalgia imensa. Tão grande quanto a minha rua de um quarteirão que um dia eu quis ladrilhar. Por mais que, a vida inteira eu ali morasse, naquele dia no qual eu lá cheguei, eu sentia, mais do que nunca, que tudo aquilo que eu amo não pertence mais a mim. E que dor isso me dá! Que dor!
Dói saber que quem eu deixei ali pertence a mim em partes, que venho perdendo todos, aos poucos. Venho perdendo um pouco de mim mesma no namorado da amiga que um dia não quis amar, na solidão da outra que se recusa a fazer o que sempre fez, nos lábios de quem eu acredito que sempre amei... Como dói voltar e não sentir que ali você mora, que em algum lugar, a exatamente 70 quilômetros de distância está uma vida, SUA VIDA!
Seria egoísmo meu pensar que quando eu lá chegaria, tudo estaria do jeito que eu deixei. Egoísmo e hipocrisia. Para falar a verdade, não havia mudado muita coisa. Eram os mesmo sofás amarelos, distribuídos de forma diferente pela sala, o móvel, feliz, acompanhado, com uma TV em cima, os livros, o computador. Aquilo não doía,  não me dava nostalgia, me dava até, conforto. Eu morava ali, numa rua de não sei quantos quarteirões, que um dia eu vou querer ladrinhar. Tudo aquilo pertencia a mim. Inteiramente, com todas as partes, frações e vontades possíveis. Só é novo. Ainda. As janelas, menores, me mostravam nada mais, nada menos, que uma vida. A MINHA vida. Daqui setenta quilômetros rua abaixo direita, esquerda, e tudo mais, estão minhas lembranças. Meu passado. Essas Sete Lagoas não são um motivo para que eu esqueça disso. Por mais que doa.

14 de jun. de 2010

Sobre Ladrilhos e Ônibus

Amanhã de manhã eu quero acordar às 6 da manhã, me olhar no meu espelho grande do banheiro, vestir meu uniforme azul-marinho, colocar minha mochila laranja nas costas, e sair porta afora.; exatamente às 6:30.
Quando abrir o portão, a primeira coisa que eu quero ver é meu poste ainda acesco, no meu passeio, fazendo par com a minha castanheira pouco frondosa pelo outono. Meu passeio. Quantas vezes eu não me sentei ali. Quantas vezes não tomei chuva, não chorei, não amei... ali.
Descer a rua calçada com pedras grandes, devagar, por mais que estivesse atrasada; curtindo cada centrímetro da rua que um dia eu quis ladrilhar.
Quero, passar no portão da sua casa, e pensar: "Mais tarde eu passo aqui.". Atravessar a passarela do metrô, observando as grades amarelas, deixando que as lembranças tomem conta de mim.
Cerrar os olhos pra conseguir ver as horas na torre do relógio, jogar os cabelos para trás.
Esperar, subir e curtir o ônibus. É, o ônibus. Olhar, da janela suja, a vida alheia, que se repetia, dia após dia, certeira. E eu amo ver aquilo. O cara da moto, o semáforo, o cobrador, o motorista. A televisão ligada na Globo dentro da lanchonete.
Descer do ônibus, respirar a poluição do centro da cidade, passar na frente da igreja; ver um aglomerado de pessoas com a mesma roupa que eu.
Beijar, abraçar, "Bom Dia!".
Como eu quero chorar. Chorar, só por lembrar. Lembrar de quem estaria ali. Quem eu quero ver, quem eu quero sentir. Que raiva que me dá de saber onde eu quero estar, e não poder!
Me sinto idiota. Nove e meia da noite sete-lagoana. Amanhã de manhã, farei tudo o que não quero fazer.
Só hoje, por favor, me deixa voltar pra lá?
E que diabos é você que me impede de estar?
Quero você, calçada. Quero você, poste. Quero você, castanheira. Quero você, espelho; e tudo o que viria em vossa consequência.
Pelo menos, agora. Só hoje.
Só pra parar de doer.

13 de jun. de 2010

Remember, November

Estávamos sentados na varanda. O clima não era muito bom, nada nem perto do sentimento que geralmente tinhamos:
- Roberto, nós estamos brigando muito.
- Você que implica muito comigo, Ceres.
- Roberto, você me proibe de ver o Sérgio, implica com tudo o que eu faço, eu sou eu quem implica com você? Me poupe! Alguma vez eu te proibi de fazer alguma coisa? - minha voz se alterou, e ele permaneceu calado; seu semblante pesado.- Sabe, Beto -respirei-, eu acho melhor se nós dessemos um tempo... talvez seja melhor pra gente pensar, não? Faltam menos de um mês pra mim me mudar pra cá, o que você acha? -eu disse, como se fosse um pedido pra uma viagem.
- Ceres, não gosto de meio-termo. Não gosto.-sua voz era ríspida.- Ou a gente continua assim, ou termina.
- Roberto, por favor... eu gosto tanto de você! Vamos fazer isso? -eu já implorava.
- Ceres... -a voz dele me assustava.
- Então, tá -eu disse, perdendo o tom-, vamos terminar.
Ele tirou a minha pulseira que ele levava no pulso, colocou no chão, perto de onde eu estava sentada, de frente pra ele.
- É, falou, zé... vamos terminar.
Ele levantou, e saiu pelo portão afora.

"Zé? Falou, zé?" Aquilo não enfiava na minha cabeça de forma alguma.
Uma lágrima, solitária, devagar, rolou pelo meu rosto, exatamente no lado direito. Nossa, que simples. Nós havíamos terminado. Não me permiti chorar, nem gritar, como era o que eu queria. Ele não merecia que eu sofresse. Como assim, eu que implicava? Era ele que tinha mansagens de meninas no celular, do tipo "Me busca na porta da escola, amor?" ! E era eu que implicava? Eu não podia ter amigos, eu não podia ver o Sérgio, eu não podia contar piada... e por quê? Só porque eu morava em outra cidade? Por que ele não confiava em mim? Eu confiava nele!
Era um mês de novembro. O tempo estava fechado. Não chovia, fazia calor.
Ele saiu pelo meu portão nitidamente irritado comigo; e eu não queria fazer nada.
Os três meses que se passaram foram comigo o amando. Ou, pelo menos, mentindo pra mim mesma. Passávamos os sábados e domingos no sofá da sala, tomando sorvete, se abraçando.
Aquela foi a unica vez que eu chamei algum garoto de "namorado". Aquelas foram as minhas unicas lembranças. E essa, de ele saindo pelo portão, foi a última.

Ontem foi dia dos namorados. Se ainda estivéssemos namorando, estaríamos fazendo quase um ano.
E eu o vi. Na rua, naquele frio descarado, eu estava de mãos dadas com outra pessoa. A pessoa em quem quero apostar "minhas fichinhas". Para um recomeço, uma tentativa, sempre cái bem. Eu não me incomodo com o Roberto, agora. Para um recomeço, uma (ou algumas) lembranças, sempre caem bem. Eu não me incomodo com essa situação, agora.

Rolei na cama a noite inteira. Quando dormi, sonhei com o dono das minhas fichinhas.
Enquanto eu o esperava, o frio da minha barriga combinava com a noite e com a situação inteira.
Depois, tudo combinava.
Essa é uma das situações em que eu preciso de instabilidade. Agora é uma boa hora pra não saber o que vai acontecer, só pro frio da minha barriga combinar com todo o resto.

Em novembro, essas coisas já vão ser lembranças. E o que aconteceu novembro do ano passado, também.
Em novembro já não vai ser mais recomeço. Essa é a unica certeza que eu tenho.
Te espero, novembro, te espero.
Vejo que não demora.

Vem resto da minha vida. Vem pro resto ser lembrança. Vem pro resto não ser mais recomeço. Vem.

16 de mai. de 2010

Ceres Sete-Lagoana

-Oi, quero te conhecer. - diz o cara, e pega na minha mão – Qual é o seu nome, morena?
- Ceres. (sim, eu sei que ele não entendeu.)
Ele chega perto, e me dá um beijo na bochecha. Sinceramente, eu não ia perguntar o nome dele, porque eu não fazia questão. E ele, se estivesse tão preocupado em saber meu nome, ele tinha perguntado de novo; porque não, ninguém NUNCA entende de primeira. Por isso que agora até eu mesma me denomino “morena”.
E então, ele me dá outro beijo na bochecha. E na outra. E na outra de novo.
Até que eu virei de costas e saí andando.

Puta merda, mas que saco.
Aquele era o nº 18, eu acho. O décimo oitavo garoto que mexia comigo na mesma festa, o décimo oitavo que eu não me interessara.

- Ceres, aquele ali, de camisa azul, ele quer fazer parceria.
Parceria ? Que diabos eu estou fazendo aqui, pelo amor de Deus!

E eu ia, andava, levantava um pouquinho a perna, por causa do salto, ria um pouquinho, e até me deu vontade de dançar. Forró, sertanejo.
Afinal de contas, eu precisava me enturmar.

- Não, Ingrid, não, sem essa de parceria, que isso.
Ingrid sái, e vai falar com o dito cujo, que deve ter sido o décimo, por aí.
- Ceres, ele te chamou de playboyzinha, que ele nem sabe o que você está fazendo aqui, maior metida. Feia pra caralho.

Pois é, Ceres. Playboyzinha. Playboyzinha.
Essa é nova. E eu sou tão feia que ele queria me beijar. Bom. Isso quer dizer que os garotos daqui (34, pra ser mais exata), preferem as morenas, metidas, feias e playboyzinhas.

- Que foi, Roberto?
- Cé, lembra aquela calça apertada que eu tinha?
- Lembro, Roberto.
- Então, eu vou na festa hoje com uma mais apertada que aquela. Você vai?
- Ah, não sei, se o Léo for...
- Tá bom, chama ele então pra vocês irem.
- Beleza, Roberto.

Bom, eu fui à festa por conta do Roberto. Por conta no sentido de ele ter me chamado. Ele me vigiou a festa inteira, pelo o que eu sei não ficou com nenhuma garota. Vai ver que é porque toda vez que ele ia conversar com uma, ele tinha que ficar vigiando pra ver se eu estava olhando, e morrendo de ciúmes. Coisa que eu não fiz.

Número 30, 31, 32...
- Não.
- Neeem, fala pro seu amigo que eu to muito ocupada coçando meu pé agora.
- Eu sou seu sonho, é? Então vá dormir!

Por que, cara, por quê?
Por que nenhum daqueles 34 garotos eram o que eu quero?
Por que toda vez eu tinha que contar até 10 e falar “Samuel, Samuel!” em voz alta ?
Por que eu me obrigo a ser tão idiota?
Por que que ser sete-lagoana é tão, mas tão difícil?

Só porque eu sempre fui apaixonada pelo Sérgio?
Só porque eu estou ficando com o Samuel?
Só porque agora eu moro em Sete Lagoas?

É tão difícil entender que isso tudo não é culpa minha?
Então porque que a pior parte fica pra mim?
De que adiantava 34 se eu só quero um?

Não, eu ainda não consegui trocar de pizza preferida.

Sou uma garota sete-lagoana e frustrada.
Sou uma morena dos sonhos do nº 26.
Sou uma apreciadora de pizzas belo-horizontinas.
Sou uma idiota.

É difícil esconder desespero, desculpa.

12 de mai. de 2010

Analogia da Pizza

Pensar em tanta coisa ao mesmo tempo é normal?
Se for normal, por favor, me perdoe por estar enlouquecendo.
Preciso lembrar que acho que estou começando a querer me esforçar para fazer alguma coisa.
Primeiro porque não fazer exatamente nada interfere na produção de colágeno, e não, não quero que a gravidade não fique ao meu favor, mesmo porque, eu só tenho 15 anos.
Segundo, é que eu acho de suma importância que eu – pelo menos, eu - seja feliz.
É. Feliz. E, por mais que eu já tenha passado (gastado, jogado, ou qualquer outro verbo desse gênero) dois anos da minha vida me “doando” por uma mesma e nada justa causa, acho que agora é hora de dar um basta nisso.
Não, eu não disse que seria fácil, muito menos rápido.
Isso tudo consiste numa técnica, ou, se preferir, em pura sorte. E toda sorte só existe de braços dados com o esforço. É como se fossem um casal: um não existe sem o outro.
Contudo, podemos concluir triunfalmente que sim, eu (e todos que quiserem um conselho, mesmo que seja meu) precisamos de um esforço. Queremos sorte, certo?
Então, teremos que nos esforçar. Eu tenho que me esforçar. E é exatamente isso que eu vou fazer.
Posso começar me apaixonando perdidamente pelo Samuel. Esse pode ser meu segundo objetivo, porque o primeiro, claro é não olhar tantas fotos do Sérgio.
Aliás, eu observei uma coisa em comum com garotos belo-horizontinos envolvidos de forma amorosa comigo. E todos praticamente têm a mesma história que, se entrelaçam. Isso é outra coisa que vem me levando vagarosamente pelo precipício da loucura.
Enfim, essa tal coisa que eu observei foi a seguinte: eu Ceres, me apaixono. Eles, garotos ajudam e praticamente me obrigam a fazer isso (não vou citar nomes, mesmo porque, não precisa). Preciso frisar que é impressionante o poder deles de fazer isso comigo. Ou gostam de Coldplay, ou têm pernas, queixos, cabelos e palavras espetaculares. E claro, com muito sensacionalismo e exagero.
Depois de um certo tempo; que pode ser denominado dia ou, no máximo, semana, eles simplesmente somem. Me deixam, ao léu, sozinha, triste, abandonada e chorosa.
E assim eles faziam: alternando. Primeiro um, e quando o outro reparava que eu estava prestes a contar pra minha mãe que eu estava apaixonada, ele combinava com o segundo. Aí o primeiro sumia, eu chorava, o segundo aparecia, e assim ia. Sim, eu me apaixonava fácil, e muito rápido.
Esse é o “apaixonar entre aspas”, fogo de palha, coisa de gente boba, que,aliás, é um delícia.
Tipo, primeiro eu só gostava de mussarela e calabresa, ai depois que eu comecei a apreciar à moda, à portuguesa e às vezes catupiry, essa coisa de dor de coração diminuiu.
Agora que eu estou retratando o meu sofrer super esforçado, cheguei à conclusão de que talvez esses mineiros maldosos tenham um complô contra mim, mas eu nem ligo.
Depois que eu vim pra cá, comecei a me interessar por outros sabores, sabe? E às vezes mussarela e calabresa ainda vêm com a frase: “Ceres, desculpa, eu fui um burro, joguei muito tempo fora em relação à você.” Aí eu digo: ”Pois é, (nome do sabor correspondente), eu, agora, não posso fazer muita coisa. Se você fosse menos burro, agora nós podíamos estar fazendo 1 (ou dois) anos de namoro.”
(Lembrando que a duração do namoro hipotético corresponde ao sabor).
Sabe o que eu faço depois? Invento um outro sabor pra gostar. Por mais que seja difícil trocar de sabor preferido, assim, na hora que quer, é até bem divertido.
Já disse que eu adoro analogias? E pizza também, claro.

6 de mai. de 2010

Verbos causadores de esforço, não.

Tirando a parte que eu tenho me sentido uma gorda sedentária ultimamente, as coisas estão indo bem.
Minha calça jeans preferida tá larga na bunda, e minha mãe disse que, se eu continuar atoa do jeito que eu estou, e emagrecendo desse jeito, vou ficar pelancuda antes dos quarenta, e isso sim é uma coisa terrível. Então cheguei à conclusão de que preciso de arranjar alguma coisa pra fazer.
Porra, que dor de cabeça é essa que eu estou sentindo agora, que isso.
Sei lá, pode ser arranjar um remédio pra tomar por causa dessa dor de cabeça, andar de bike, dar volta na lagoa de tarde, e hoje mais cedo, enquanto eu pensava nisso, eu só consegui levantar do sofá pra ir fazer compras com a minha mãe.
Quando eu cheguei em casa, eu descobri que a forma mais fácil de conseguir felicidade que eu tenho ao meu alcance é um saco de 66g de Fandagos. E quer saber? Essa felicidade que o Fandagos pode me proporcionar é totalmente instantânea, e depois do ultimo salgadinho vou ter vontade de chorar, de tanta dor na consciência.
É, eu estou assim. Como, tomo, digero e depois me dá vontade de morrer, porque eu vou ficar uma gorda. Sim, eu estou ficando doente, doida, sei lá.
Eu tenho que admitir que outras coisas me proporcionariam uma certa felicidade mais duradoura; isso claro, depois de muito esforço. E esforço está fora de cogitação agora.
Aliás, o esforço vai depender do resultado.
Tipo assim, depois de ter sonhado dois dias seguidos com o Sérgio, eu estou convicta (mais um pouco, se é que isso é possível) que se eu estivesse em BH numa hora dessas eu fugiria pra vê-lo.
O verbo FUGIR, diga-se de passagem, exige esforço. E claro,tudo isso é só uma suposição. (ironia)
E, agora, eu não consigo pensar em outro esforço que eu seria capaz de exercer. Não, estudar não conta.
Então o que eu vou (posso e quero) fazer é: levantar da cadeira, abrir o armário, pegar o meu saquinho de 66g de Fandangos (sorte minha que não é o tamanho família), comer, comer, comer, chorar, chorar, e chorar; ir pro banheiro, chegar na frente do espelho, levantar a blusa, pressionar a região abdominal com o indicador e o polegar, fazer uma cara de nojo. Depois abaixar a blusa, olhar a minha espinha que está deformando o meu rosto, passar pomada de própolis nela (de novo, pra ver se ela some), soltar o cabelo, prender o cabelo, trançar o cabelo, e acabar deixando ele solto, parar de novo, rir bastante pro espelho, extravasar a minha felicidade (não) odontológica, apagar a luz, talvez estudar pra prova de geografia, deitar, dormir, dormir, e acordar e fazer tudo de novo. A única de diferença é que amanhã de manhã talvez não tenha Fandangos, e eu vou usar maquiagem.
O que eu quis dizer que eu estou presa à minha rotina sem esforço.
E não vem me lembrar da existência do Samuel não, porque eu não esqueci dele, nem dos beijos com certa frenquência, durante cinco horas por dia, cinco dias por semana, aleatoriamente, sem compromisso, sem sonhos e, principalmente, sem futuro. Eu podia até fazer um tag "Samuel", mas não, desocupar meu coração pra ocupar de novo é uma oração com dois verbos que me causariam muito, mas muito esforço. Sem falar que eu não quero, não quero mesmo. E enciumar, por mais que não necessite de tanto esforço assim, ainda mais nessas condições nas quais nos encontramos, não é uma coisa que eu queira fazer, não mesmo. E que isso fique bem claro.
E quer saber? Gostar tanto de você assim já faz parte de mim, nem me causa esforço. Eu não gostando de você seria eu com algum problema psiquiátrico muito sério.

28 de abr. de 2010

Morena

Passei a aula inteira preocupada com o que eu ia fazer em relação ao bilhete que eu recebi ontem. Singelo, talvez. Era do tal do namoradinho setelagoano de mentira, querendo que fosse de verdade. "Fala com a Ceres que a brincadeira acabou, que eu to gostando dela de verdade, e que quero ficar com ela." 
Tudo isso numa caligrafia supertremida, parecendo que de nervosismo, de tão forte que tava. Não sei se esse é o jeito de ele escrever. Vou olhar o caderno dele depois pra ter certeza.
Até que existiram duas situações um tanto quanto... estranhas.
Primeiro foi depois do recreio, antes da vídeoaula engraçada de Literatura. Cheguei, como quem não quer nada, como eu sempre fazia, e abracei ele.
Ele retribuiu.
Olha, vou ser sincera. Super sincera, na verdade. 
Sei lá sei ele só retribuiu, ou, não sei explicar direito. 
Só sei que eu senti um puto de um friozinho na barriga. Tá, foi um friozão. E também meu coração desparou.
Tudo isso deve ter durado uns dois segundos, porque quando eu reparei que tava ficando nervosa, acho que saí correndo. Acho porque eu fiquei meio estranha mesmo.
Por segundo, na hora da saída, eu fui toda felizinha pro lado da Millaine (minha outra amiguinha legal e setelagoana), e ela veio toda folgosa me perguntar se tinha acontecido alguma coisa. E quando eu falei que não, ela fechou a cara.
Em falar em Millaine, ela é muito gente boa, e estuda numa escola do lado da minha, o Dom Silvério. A gente pega o mesmo escolar, e como ela mesma disse: "Nós só não somos melhores amigas porque a gente se conhece a muito pouco tempo."
Enfim, enquanto ela ia me xingando porque não tinha rolado nem um beijinho depois do bilhete (e da carta) que ele tinha me mandado, a gente dá de cara com ele.
Peguei na mão dele, como eu sempre fazia, e quando eu fui dar um beijo no rosto dele; no meio do caminho, não sei se virava uns centímetrozinhos pra esquerda e lascava um beijo na boca dele de uma vez. No desespero, na falta de tempo, e no calor do momento, o beijo não foi nem no rosto nem na boca.
Tentei sair correndo de vergonha, mas a unica coisa que eu consegui fazer foi olhar pra ele.
Pela cara que ele olhou pra mim, parecia que ele estava era satisfeito. Ah, porra, eu fiquei foi com dor na consiência, mas quando eu reparei, tava rindo feito uma louca. Fodas, cara, fodas.
Eu PRECISO disso. Fodas, cara, fodas se não der em nada. Fodas se der também. 
Se eu contar que depois do Sérgio eu não beijei ninguém você aí que tá lendo vai rir da minha cara ? 
Fodas se você rir também, fodas.
Samuel, pode me chamar de morena o quanto quiser. Nunca te disse isso, mas eu adoro. Ganha um beijo amanhã se fala com charme! (Fodas se você riu)
Marcelo (Rubens Paiva), meu querido, me apaixonei por você, sério.

Eu gosto muito de falar palavrão.
Cheguei em casa, fui de uniforme e tudo pra cama. Que lindo, adoro roupa larga, meu uniforme tá igual um pijama. Dormi feito um cocô, e acho, não tenho certeza, que sonhei com o Samuel. 
Custei pra levantar e, pra minha surpresa, só dormi uma hora e meia.
Recebi um Cornetto Fellings da Mariana, a menina do chove-chuva, lá de são Paulo, e tô feliz até agora.
E puta merda, Lua, você tá linda tampadinha até os olhos de tanta nuvem.


26 de abr. de 2010

Feliz Ceres Velha

- Toma, Ceres.
- Obrigada, Ramon. - eu disse, quando ele pôs o bendito livro na minha mão.

Finalmente eu iria passar da página 53, e minha curiosidade de saber o que ia acontecer (o que aconteceu e todos os outros verbos) com o Marcelo (Rubens  Paiva)  ia ser saciada. Juro que até só agora eu entendi a minha tara por querer tanto ler esse livro.
À uns 3 anos atrás, a Karine, uma menina que pegava ônibus comigo e estudava na mesma escola que eu me disse que "Feliz Ano Velho" era um livro absurdo, e que o cara dele é um filho da puta, que só falava de seios e bocas alheias.
Karine, sua mentirosa!
Eu tenho total consciência de que o Marcelo nunca vai ler o que eu escrevo. Afinal de contas, além de pé no chão eu sou até bem pessimista, pelo menos às vezes. Mas eu fico feliz por você ter conseguido se sentar, andar de cadeira de rodas, ido no cinema e, puta merda! Como como o jeito que você descreve as coisas me fascina!
Agora, eu já passei da página 180. Tudo hoje. Eu simplesmente não consigo parar de ler. Depois de horas que todo mundo aqui estava pensando que eu estava domindo enquanto eu lia freneticamente, minha vista está supercansada. E sim, a possibilidade de eu sonhar que eu estava ouvindo o Bamba, num gramado enorme que provevelmente seria da USP é enorme.
Esse tipo de coisa toma conta de mim fácil. Aconteceu a mesma coisa com Crepúsculo, Lua Nova e afins; mas quando você sabe que que aquilo aconteceu de verdade com gente de verdade o efeito de êxtase é bem mais avassalador e selvagem.
Como eu sou arcaica! Me identifico com um jovem louco da década de 80, e meu sonho é conhecer uma pessoa assim que, de preferência esteja ao meu alcance. Não sei se é pedir muito, mas a minha vontade de crescer, ter uma visão política (não pelo fato de ter vivido certa repressão governamental, e sim por ser isso uma coisa que me é considerada útil), conseguir se apaixonar por coisas mínimas e torná-las vitais é enorme. Concluindo a ladainha toda, esse é meu objetivo.
Esses hormônios, essa coisa ridícula que dificulta ainda mais minha (nossa) passagem pelo pântano lamacento (?) que é a adolescência estão me deixando uma pessoa (muito) cismada, pensativa, irritadinha, (principalmente) chorona e desconformada. Não me sinto normal.
Ultimamente tenho A-DO-RA-DO falar muito palavrão, filosofar (apesar de as aulas de filosofia serem, em sua maioria, chatas), pensar em coisas chulas (tipo pornografia e coisas do gênero) e isso tá me deixando louca e, ao mesmo tempo, fascinada. Nem imaginava que essas coisas existiam.
Outra vontade que eu tenho é falar exatamente o que eu penso. A sensação de conseguir fazer isso seria praticamente a mesma de sair correndo na avenida Paulista na contra-mão (não sei a merda da reforma ortográfica não, porra!), e ainda por cima pelada. Parece que tem um elefante na minhas costas, e com ele eu não consigo realizar movimento, muito menos trabalho. (Prestei atenção na aula de Física. Beijo Afonso!)
Fico o dia inteiro pensando no meu cabelo que ERA tão lindo, no meu projeto-de-namoro-que-eu-sempre-sonhei que durou exatamente uma semana e um dia, na minha abstinência por um (dois ou mais) contato(s) físico(s) com o sexo oposto, nas lagoas, na empada, na minha coxa, na luz que eu meu pai acendeu, na minha bunda!
Nunca, nunca mais vou julgar as pessoas porque elas são cismadas, falam da mesma coisa (ou pessoa) o tempo todo, porque veem Isa tkm, tk+, seja lá o que for, usam calcinha (ou cueca) pequena, gostam de livros de amor super melancólicos ou, então, são indiferentes a mim.
Primeiro que tudo isso eu já fiz, faço, ou farei, Um exemplo é usar calcinhas pequenas. E fodas, eu falo "nunca", mesmo correndo o risco de não fazer de novo. 
Nesse caso, o verbo é "julgar". O que conta aqui é o pronome que vem antes. Não pode ser "eu".
Aliás, essa coisa de prometer e não cumprir às vezes é muito, mas muito convidativa pra mim, mas isso, de verdade, eu não gosto de fazer.
Camilla, eu ia escrever sobre sua beleza mineira, magra e sedutora e esconderijos idiotas, frágeis e não-óbvios que a felicidade usa, mas não, não me senti apta pra isso.
Bela, Gabi, Paulinha, Lika, Fernanda e Giovanna: vocês são as melhores amigas belohorizontinas do mundo, sério!
Marcelo, já já vou ir ler o que aconteceu depois que você terminou com a Marina, esperaê.

19 de abr. de 2010

Sobre Cartas não Destinadas, O de Sempre e Alface

Ontem a noite, reparei que tinham umas seis folhas de caderno, todas dobradas em quatro vezes, em cima da minha mesa.
Peguei e enfiei na mochila, pra depois ver o que era (ou até mesmo, relembrar, mas enfim).

Hoje de manhã, quando eu estava no ônibus indo pra escola, fui ver o que estava escrito nas folhas. Bom. Uma coisa eu posso afirmar: diziam o de sempre.
Uma delas é uma carta que eu escrevi pra Mariana, no dia 27 de janeiro, e não sei o por quê, mas ela ainda está comigo. Outra delas é onde eu escrevi o endereço dela, provavelmente pra mandar a carta depois. Coisa que, como você pode concluir, eu não fiz.

As outras quatro.
Sim, as outras quatro. Eu devia, sinceramente, pôr mais quatro posts no tag "Sérgio", porque se nos dias 23, 24, 25 e 26 de janeiro eu já tivesse internet em casa, sim, eu postaria tudo o que estava escrito aqui. Ou não, mas a gente não precisa de discutir isso agora (rumo aos 50!).

Depois que eu reparei que eu sou meio... sem uma outra inspiração a não ser a de sempre, já tinha acabado o primeiro horário. Física (sim, eu fiquei horas lendo e relendo).
Como nem todos os professores estavam dando aula, a maioria está de greve, a gente pôde sair, e depois voltar pra assistir o quarto horário.

Eu, o Ramon (No Mar), a Rúbia, a Gaby (sim, é com "y"), e a Andreza. (risquei o nome dela porque ela é muito chata, pelo menos na maioria das vezes. Ela fica me prometendo um pôster do Axl Rose *suspiro* faz tempo, mas nada. Mentirosa).

Demos uma volta na lagoa, e depois fomos pra biblioteca.
Como eu estava/estou numa puta preguiça de procurar os documentos pra fazer a ficha e pegar um livro, como qualquer pessoa normal faz, eu, pela segunda vez, estava indo na biblioteca pra continuar a ler o mesmo livro.

Sim, o livro é muito bom. E sim, estou apaixonada pelo cara do livro.
Ele é cara-de-pau, poético, toca violão, e pulou numa lagoa de meio metro de altura, estilo Tio Patinhas (assim que estava escrito), quebrou a quinta vértice da medula (acho que é isso), e vai (eu não li a parte que fala isso, mas eu sei que vai) ficar tetraplégico.

Ah, sem falar que ele tem uma posição política. Mesmo que eu não saiba que posição (política) é essa, eu tenho queda por caras inteligentes. Um cara burro não teria uma posição política. Ou tem.
Essa é outra coisa que não precisamos de discutir.

Saí da biblioteca com uma vontade enorme de enfiar na frente de um carro. Não me pergunte o por quê. Mas então, toda vez que eu ia atravessar a rua sem olhar, um "bom samaritano" parava e fazia um gesto de "´pode passar".
Resultado: estou viva, sem sequelas; e sem entender a minha vontade de morrer.

Assisti a aula de Português, e a professora ficava falando "que bonitinho" toda vez que eu falava do Samuel. E depois, quando eu estava esperando o tempo do quinto horário passar e meu escolar chegar, passa, do meu lado, a minha professora de Português.
Numa moto. Eu acho estranho, às vezes eu tenho que cair na real pra saber que professores têm uma vida fora da escola. Eu sei lá, vai que alguém comanda todos os professores e congelam eles enquanto eles não dão aula? - ignorância

Vim pra casa, deitei e dormi feito um bebê, por uma hora e meia, e minha mãe veio me cobrar as mudas de alface que a mãe da Rúbia falou que tinha de sobra.
Liguei pra Rúbia, ela veio com as mudas, minha mãe foi comprar pão faz muito tempo, e até agora não voltou.

Eu, o Léo e a Rúbia estamos vendo televisão. O nome do episódio da série é "Todo Mundo Odeia Garotas Altas e Magras".
Estou rindo feito louca.

Não, eu só ri um pouco.

P.S.: a Rúbia é alta e magra, a graça foi aí.
P.S.2: tô com fome, minha mãe podia chegar logo.
P.S.3: o nome do livro é "Feliz Ano Velho", do Marcelo Rubens Paiva, eu acho. Aliás, o Ramon tem ficha lá, ele podia pegar pra mim (o livro).
P.S.4: estou aprendendo a tocar violão. Consigo tocar tudo bonitinho, até um fá sustenido do caralho.
P.S.5: quero ir pra Belo Horizonte.
P.S.6: o céu tá bonito hoje.

17 de abr. de 2010

Inpiração à Jato por Longa Distância

Geralmente, é comum que pessoas normais que gostem de escrever sejam inspiradas por certas pessoas. É normal observar o jeito no qual certa pessoa mexe no cabelo, ri, te olha, e todas essas coisas que fazem com que certas pessoas sejam apaixonantes.

Com esse meu pensamento, chego a uma conclusão: eu não sou uma pessoa normal que gosta de escrever.
E sim, eu quero listar os motivos. Mas não, vou só citar mesmo. Aliás, listas irritam você?

Então. Está bem. Primeiro, é que eu não tenho como observar. Não tenho como sentir, e, muito menos, saber como está. De verdade.
Fico só pra... imaginar.
Seria ficção todas as minhas precipitações à longa distância (lê-se 70km)?
Ou será então que você está tão perto de mim que eu não preciso de estar tão perto pra que você me inspire?

Por mais que seja impossível ver, eu lembro.
Lembro de como você mexe nos cabelos, de como ri, de como olha pra mim, e todos os outros motivos dos quais fizeram com que eu me apaixonasse por você.

Sorte minha que você sabe sim, a falta que você me faz.
Isso me deixa feliz. E eu sei que você tá feliz, porque eu estou falando de você.

Mas de qualquer maneira, queria saber como foi o seu dia. E quem sabe, fazer parte dele. De novo.
Também espero que você se lembre de mim.

13 de abr. de 2010

Será que eu sou mesmo tão especial pra você ?

(com o tag vai ficar na cara, merda)

7 de abr. de 2010

No Mar, nas Lagoas e na Paciência

Posso dizer que, de certa forma, a rotina sete lagoana me fascina. Ontem, depois da aula, fui com o Ramon, a Rúbia e a Natane na Casa da Cultura (que aliás, tá com uma exposição do Fernando Sabino muito... estranha) e na Biblioteca Pública, com a desculpa de achar as coisas pro trabalho de Artes.
Andamos a toa, cantamos, e ainda lemos o livro "Na cama com Bruna Surfistinha", que, por sua vez tinha um +18 de todo tamanho na capa.
Em falar em Ramon... ele é um caralegal. Deve ter 1,90m de altura, tem covinhas na bochecha (que as meninas - e a moça da cantina- adoram), meio tímido, inteligente, e tem alguma coisa que faz com que - pelo menos - eu tenha muita vontade de ficar perto dele.
Sem falar que o nome dele de trás pra frente fica "No mar", e ele nunca foi na praia.
Enfim, não, não estou apaixonada pelo Ramon, apesar do fato de eu me apaixonar muito fácil. Ou não. Muitas coisas mudaram dentro de mim.
Tava aqui pensando... se eu fosse embora daqui (mesmo que eu não quisesse), eu ia sentir falta daqui. Da empada, do Ramon, da Rúbia e até mesmo da professora de Biologia. Ela tem a voz irritante.
Cheguei a conclusão de que, pelo menos por enquanto, meu lugar é aqui. Eu estou aqui porque era isso que tinha que acontecer, e sim, a minha Teoria do Heroísmo vai se concretizar.
Tá bom, eu tenho que admitir que a minha vida tem ficado até bem emocionante por aqui.
Hoje eu estava avaliando a mão dos garotos da sala, e de um do segundo ano, que tava no meio, não sei o por quê. Eram 7 meninos, e a linha do amor de 5 de juntou simetricamente com a minha. Fiquei pasma. Sou contra regra da apresentação do Poemar't, o projeto bimestral. Converso com muita gente na escola, me acham estilosa e eu me sinto bem, obrigada.
A Isabela deve vir na próxima semana, pra a gente apoveitar a noite Sete Lagoana, e eu estou muito animanda. Aliás, ela tem um blog legal.
Queria ter alguma coisa mais legal pra contar. Mas né, fazer o quê ?
Paciência, Ceres, Paciência.

1 de abr. de 2010

Problema mãe: Saudade

Escola Estadual "Dr. Arthur Bernardes", Centro de Sete Lagoas, Minas Gerais. 

É aí onde eu estou estudando agora. 
Se a pessoa que tirou essa foto andasse mais alguns metros pra trás ela cairia na lagoa Paulina.
Se ela não caisse na lagoa, certamente atravessaria a rua e, se continuasse viva, pegaria um ônibus, e, facilmente chegaria aqui em casa.

Sorte sua - você que está lendo, que essa pessoa não tirou uma foto da minha cara agora. Eu queria muito, mas muito mesmo, conseguir escrever sobre esse lugar; sobre os professores, meus colegas, sobre as chuvas corriqueiras, sobre meus vizinhos (hum), e blá blá blá.
Mas não. Eu simplesmente não consigo. 

Hoje, a minha colega, a Rúbia, veio aqui. Ela é muito legal (claro que é, eu emprestei minha coleção de Capricho pra ela). Acho que o que fez com que a gente fosse... amiga, é que nós viemos de BH. No mesmo mês, e ainda por cima, temos mais ou menos o mesmo problema.

O nome desse problema é SAUDADE.
Saudade dos amigos.
Saudade da escola.
Saudade da casa.
Saudade do supermercado. (aliás, eu adoro supermercados)
Saudade da rua.
Saudade, saudade...

Quem sente saudade está, consequentemente, imerso em nostalgia.
Posso ser sincera? Se me perguntarem o que é nostalgia, eu não vou saber explicar. Só sei dicernir quando eu sinto ou não.
Enquanto, hoje, eu estava imersa em nostalgia, contei pra Rúbia todas as minhas histórias. Essas que provavelmente, se você me conhecer vai saber, de cór. O legal disso tudo, é que ela não sabia. Acho que ela, à essa altura, é a única que faria (como ela fez), uma cara de supresa quando eu contei pra ela o que tomo mundo já deve estar careca de saber. Todo mundo de Belo Horizonte, todos os meus amigos, meu pai, minha mãe... a cara de novidade dela de uma certa forma me deixava feliz. Ela ria do jeito que meu pé ficou gelado enquanto eu falava do Sérgio. (sim, agora é o pé.)

Mas do que que adianta?
Depois, quando a nostalgia tava quase me tampando os olhos (agora), eu lembrei, certinho, da Isabela em pé na cama do meu irmão, fazendo comentários na lista que eu tinha colada na porta do meu guarda-roupa. A lista de quem eu já tinha beijado, coisa de gente besta mesmo.
Ela estava com o predendor do cabelo dela na mão, que estava todo bonitinho como sempre, por cima de uma blusa verde. Ela estava usando uma bermuda, na altura do joelho, eu lembro como se fosse hoje. E como eu sinto saudade de ela ir na minha casa fim de semana, quando a gente não tinha nada pra fazer! De ir "tomar" açaí, de rir da besteira da outra.
Eu aqui, em Sete Lagoas... quando que, num sábado a Bela ia vir me ver porque tava a toa na casa do pai dela? Quando?

Não, era a Rúbia... ela e a cara de surpresa pelas minhas histórias. Eu queria uma cara de tédio. Queria ouvir um "de novo, Cé?"

Só pra depois descer as escadas, ir pra rua, tentar pensar em outra coisa pra, quem sabe, escrever uma história melhor do que aquela que eu tava contando, pra lembrar de outras, até.

Saudade.
Saudade da pracinha.
Saudade do sorvete de chocomenta.
Saudade da banca de revista (aqui no bairro não tem)
Saudade do Emídio.
Saudade do meu avô.
Saudade do chão de madeira.
Saudade da minha cama que fazia barulho.
Saudade da vista da minha janela.
Saudade da avenida.
Saudade da rua de cima.
Saudade do Bar do Fernando.
Saudade de tirar foto com a Fernanda.
Saudade de cantar com a Giovanna na rua.
Saudade dos verbos, dos substantivos, e tudo mais o que eu podia fazer... lá.
Saudade, saudade ...

Isso foi um post introspectivo?

20 de mar. de 2010

Lista de Sábado

Pleno sábado, eu sem dinheiro e muito menos um lugar pra ir.
Na verdade, eu poderia postar a lista das minhas vontades de sábado. Descobri que listar é muito, mas muito mais fácil que narrar, descrever, ou qualquer uma dessas coisas.

Coisas que eu Queria (disse certo, QUERIA) Fazer Hoje

1- Ir pra Belo Horizonte, ficar com meu avô ou com qualquer pessoa que me cedesse uma casa pra passar o fim de semana. Minha mãe não quer ir pra lá tão cedo, então, o melhor que eu poderia fazer é ir sozinha. Mas como eu já disse, eu não tenho dinheiro, e meu pai, como foi pescar não vai me dar dinheiro. Aliás, ele não vai me dar nada, até hoje eu não ganhei meu presente de quinze anos. Detalhe: eu fiz quinze anos em janeiro. Tenho meus motivos pra ir pra BH. E esses, por suas vez, são importantes. E muitos. Mas o jeito é ficar aqui, estudando.

Na verdade, não tenho mais o que listar, é só isso que eu queria hoje mesmo. Acho que isso vai ficar na minha cabeça até eu conseguir. O fato é que eu sinto tanta, mas tanta saudade! Será que eu faço tanta falta pra eles quanto eles pra mim?

Ceres manda um beijo pra Camila(a do cabelo colorido), pra Mari Japa, pra Ellen, pra Ana Catarina, pra Luísa Couto, pra Maria Clara, pra Sarah (Andreza, kk), pra Izabella, pra Carolsão, pra Bela, pra Giovanna, pra Fernanda, pra Jordanna, pro Ado, pro Luiz Henrique, pro Pedro Coelho, pro Matheus, pra Paulinha, pra Gabrielle, pro Luiz Eduardo (sim, eu sinto falta dele), pra Mônica, pra Gabi Ribeiro, pra Talita, pra Bruna Gregório, pra Carol , pro Guilherme, pro Sérgio (pra variar um pouco), pro Barretesão (sim, pra ele), pro meu pai, pra minha mãe e um especial pra Xuxa.

p.s.: Acabei listando os beijos.

p.s.: Não, não tem beijo pra você, Roberto, porque eu não sinto saudade de você. Nem da sua mãe.

19 de mar. de 2010

Velha Novidade e Playlist

Tenho vivido coisas que nunca nem sonhei em viver antes. Eu sei que isso é muito natural, ainda mais quando você é a novidade da escola. Temos que lembrar que ninguém, absolutamente NINGUÉM me disse isso. De qualquer forma, é assim que eu me sinto. Mas enfim, tem sempre algumas coisas que nunca mudam. Coisas que são... velhas novidades.

Uma dessas velhas novidades têm certos ingredientes: saudade, convicção e falta de sono.

Se você ficar entediado com esse post idiota, leia o post de baixo. Se já leu eu não posso fazer nada, porque ... mentira, posso sim. Vou fazer outra lista.

As Músicas que eu mais Gosto (Sem ordem de prediletação)


1- Knockin On Hevean's Door - Guns N' Roses Version



2- Estranged - Guns N' Roses



3- Patience - Guns N' Roses



4- Sweet Child O' Mine - Guns N' Roses



5- Pra Você Guardei o Amor - Nando Reis



6- All Star Azul - Nando Reis



7- Don't Cry - Guns N' Roses



8- Me Adora - Pitty



9- Use Somebody - Pixie Lott (Cover)



10- I Wanna Be Your Boyfriend - Ramones



11- You and Me - The Cranberries



12- Lifehouse - Everything



13- Smells Like Teen Spirit - Nirvana



Preciso de parar com listas.

18 de mar. de 2010

Lista de Desejos

atenção: a seguir um texto com muitas entrelinhas, expressões própias, indiretas/diretas e pensamentos totalmente profundos e gritantes. Talvez não seja recomendado para moralistas, mães, professores, irmãos pirralhos fofoqueiros e/ou psicólogos. Tenho medo que me achem louca.

Minha Lista de Desejos a Longo e a Curto Espaço de Tempo
1- Basicamente, o primeiro dos meus desejos é que as coisas fiquem como estão. Graças à Deus, eu não preciso de "comer cru"; as coisas estão vindo rápido ao meu encontro. A sensação é quase a mesma de andar de montanha russa, estou descendo da parte mais alta, com muito vento batendo na cara.

2- Andar de montanha russa. Eu nunca andei.

3- Minha mãe deixar o Luis vir me visitar no final de semana. Eu sei que eu falei pra ela que ele já entrou em coma alcoólico, mas se ninguém der cerveja pra ele, tudo fica sob controle.

4- Eu terminar o roteiro DA MINHA PEÇA DE TEATRO, superinclusiva e com muito humor logo. Se ficar bom é capaz de eu ficar famosa. A escola é um ótimo lugar pra ficar famosa, cheguei à essa conclusão.

5- Meu pai não arrancar a cabeça do Sérgio na próxima vez que visse ele.

6- Que até a próxima vez, ele tenha esquecido.

7- Que o tal do Felipe (ou Filipe, ou Phelipe, sei lá) que quer me "conhecer" na escola seja pelo menos interessante. Quando eu digo interessante, é que pelo menos saiba conversar; digo, não falar muita gíria e conjugar os verbos direito.

8- Ganhar uma câmera fotográfica profissional pra tirar muitas muitas muitas fotos de céu.

9- Que eu consiga um emprego bom, ganhe muito dinheito, compre um apartamento em BH e volte para meu refúgio.

10- Que eu tire nota boa na prova de Física.

11- E todas as outras que eu vou fazer ao longo do ano.

12- Que eu consiga um namorado até a Páscoa pra ganhar ovo. /mentira

13- Ir pra Sampa ver a Mari. Ou que ela venha me ver.

14- Que minha conspiração vital nunca acabe.

15- Ver (pegar, abraçar, beijar)o gatinho do Axl Rose.

16- Aumentar (muito) meu alargador.

18- Que meu irmão NUNCA mais, depois do banho, dependure a toalha molhada na maçaneta da porta.

19- Que eu não tenha que beijar o Roberto de novo.

20- Não gostar tanto do Sérgio. (Ele é feio.)

21- Inventar uma desculpa melhor pra não gostar do Sérgio.

22- Morar num lugar que tenha neve, pra fazer anjinhos de neve, homens de neve, brincar na neve e, se possível, comer neve.

23- Ter um quintal grande pra ter uma árvore grande igual da embalagem antiga da pasta de dente.

24- Aprender a tocar guitarra, ter roupas legais e ser uma rockstar.

25- Ter uma coleção com muitos exemplares de sapato.

26- Ir pro Havaí pra mandar pra alguém daqui um "Coco Postal".

27- Acompanhar um acasalamento inteiro de borboleta, que, por sua vez dura entre 6 e 7 horas.

28- Comprar uma loja inteirinha de All Star pra por na minha coleção de sapato.

29- Conseguir fazer a festa que minha mãe tanto quer quando ela morrer.

30- Que meus irmãos não tenham filhos. Se meus irmãos são assim, imagina os filhos deles?

31-



Ter dito isso pro Edward.

32- Conseguir realizar tudo, sem falar no que me veio à cabeça agora.

15 de mar. de 2010

Quero comer cru

Tá olha, vou direto ao ponto: no pico do gráfico da minha instabilidade nos ultimos dias, eu posso dizer que caiu a ficha.
De tanto dizer, o dia inteiro, que eu estou ótima, que aqui é lindo, e que a empada daqui é boa, a vontade de amanhã acordar em BH é grande.
Isso tá me dando muito, mas muito trabalho. Primeiro é que eu tenho que literalmente trocar a minha fonte de inspiração. Porque se não for pra escrever do Luís, do Pedro, do Roberto e do Sérgio em especial, eu praticamente não consiguiria.
Segundo é que eu me recuso mesmo.
Enfim, não é porque é difícil que eu não vou tentar.
Sempre que eu chego na escola, eu vou conversar com o Ramon, até o professor chegar. Ele é um espécie de "amiguinha que senta do seu lado e conversa com você a aula inteira"; só que, no caso, ele é um menino. Ele me entende, ri das minhas piadas e me apoia, independente de nós nos conhecermos só à menos de 4 meses. Hoje eu e outros amigos ficamos na beirada da lagoa, rindo um da cara do outro, e eu me senti bem, foi impressionante. Eu me sinto melhor assim, não sou muito familiarizada com batom, e com meninas falando de meninos. Tirando a parte de que eu não uso batom, eu falo muito sobre meninos, essa é uma das provas de que eu sou uma menina. É válido, pelo menos na minha opinião.
Como espécie de representante da sala -não me elejeram, nem eu nem ninguém, mas eu sou-, eu sempre entrego as folhas, recolho o dinheiro, leio os texto, carteira vai, carteira vem e eu brinco com o Bruno todo dia, o Igor fica me olhando com uma cara esquisita, como se me imaginasse sem roupa, sei lá, o Samuel sempre ne fala alguma coisa do tipo "Oi Ceres (:" toda vez que ele me vê, independente de quantas vezes sejam e num modo geral, as pessoas da minha sala são legais.
Mas não acho, caros amigos, GRAÇA NENHUMA em escrever sobre eles. São pessoas normais, iguais de certa forma, praticamente homogêneas naquela sala e de beleza duvidosa; alguns deles, mais próximos de mim, naturalmente.
Estou pensando seriamente em me envolver emocionalmente com alguém, só pra ver se eu consigo escrever. Juro que estou entrando em desespero. A melhor coisa de estar apaixonada por alguém é que você possa transformar isso em palavras, que você vai querer lembrar das datas, só pra sonhar depois e... começar tudo de novo me dá uma preguiça!
Seria natural pra mim um relacionamento forçado, com duas pessoas ao mesmo tempo. Só pra sentir do sangue quente, pra poder falar com medo de deixar escapar o nome... gente, como essa cidade é parada!
Eu não quero esperar uma história de amor. Meus planos, de certa forma, são impalpáveis, intocáveis e o que eu temo, é que talvez também sejam impossíveis. E, sim, eu mudei/tentei mudar o lado pra onde o vento sopra. É necessário.
Sabe o que é pior? Meus sonhos estão se expandindo! Eu tenho novas possibilidades, tenho novas histórias, mas que, seriam histórias forçadas.
Em resumo, estou dividida. Desolada, chateada. Eu só queria não ter que forçar para que acontecesse uma coisa extraordinária ao ponto que me tire o sono. Enfim, quero comer cru. Afinal de contas, eu preciso escrever.

13 de mar. de 2010

Bombardeio de Informações Ocorridas num Certo Espaço de Tempo

Olha, pra ser bem sincera, morar aqui nem é tão ruim assim. Eu devo ter dito isso outras vezes, mas dessas vez eu juro, é com bastante convicção. Aqui é bem diferente de Belo Horizonte, claro. As pessoas são diferentes, os lugares são diferentes e, por incrível que pareça, tem gírias diferentes também. Pensei que eu não ia conseguir me dar muito bem aqui não. Que eu ia ficar isolada na sala de aula, que ninguém ia conversar comigo, e todas essas neuras que as pessoas geralmente têm quando estão num lugar onde nunca estiveram antes.
Eu tenho dormido bem, escovado os dentes direitinho, feito todos os meus deveres, arrumando a cama e as coisas que eu sempre fiz em BH, diga-se de passagem.
E não pensem que eu não sinto saudade, que eu sinto sim, mas muito, muito menos do que eu pensei que sentiria.
Conheci muita gente nova, tenho ocupado muito minha mente, e essa coisa de sentir saudade não incomoda tanto. Não tenho precisado de tomar decisões difíceis, abrir mão de coisas que eu gosto, nem nada do tipo. É bem fácil viver aqui.
Não fui no show do Guns, meu tio que apareceu - depois de ter desaparecido três anos, prometeu que me levaria, e depois sumiu de novo.
Eu parei de jantar, e emagreci mais um pouco. Perdi minhas calças todas.
Sou diretora do teatro de um projeto que vai ter na escola no fim do bimestre. Todos os professores sabem meu nome, me pedem favores, eu recolho sempre o dinheiro do XEROX, converso com todo mundo da sala e a professora de Inglês me chama de "Dear Ceres", principalmente quando ela quer que eu vá tirar XEROX pra ela. Na minha sala têm 4 meninas que são surdas, e eu tô aprendendo Libras pra conversar com elas.
Meu uniforme é verde com laranja.
É... enfim. Eu estou bem, tô feliz aqui, juro.
E daqui uns dias eu vou conseguir escrever como antigamente, preciso de emoção, sabe?
É a unica desvantagem de não morar a 2,3km do Sérgio, não estudar no IEMG, não organizar Flash Mob, não brigar com a Ana, não conversar com a Sara, a Maria Clara e a Izabella, não chorar no ombro da Jordanna, não cantar na Educação Física com a Mari e a Ellen, não encontrar com o PC, com o Matheus e com o Luis na porta da escola.
Era muito muito bom, mas existem outras desvantagens, que, em sua maioria, não precisam - e nem querem - ser enumeradas.
Na pior das hipóteses, a unica emoção aqui é morar perto do Roberto, e ele ter que fugir de mim, só pra não me beijar. Coitado dele. Como eu já havia dito, eu não vou voltar com ele, por mais que ele insista. Ele já teve a oportunidade ele. E, por favor, não vamos discutir número de oportunidades pra uns e pra outros agora. Ah, e eu tenho um vizinho legal, meu irmão disse que ele é minha versão masculina (sim, ele tem namorada).

Ceres manda um beijo pra todo mundo, e um especial pro Roberto, só pra deixar ele feliz. - especial no sentido carinhoso da palavra, não vou descer a rua e lascar um beijão nele, dica.

Ah, e um feliz aniversário pra Mari Porto, a menina dos olhos s2

28 de jan. de 2010

O Recomeço - Parte III

Hoje de manhã, depois de varrer a casa inteira, sem muita intimidade eu estava descascando batatas. Mentira, eu estava cortando a parte que tinha casca, pra ser mais específica. Depois que eu vim pra cá, certas coisas mudaram muito, mas muito mesmo.
Tipo minhas pernas. Estão mais finas por sinal. Mesmo ficando dentro de casa sem fazer absolutamente NADA O DIA INTEIRO (exceto varrer, descascar batatas e escrever, tudo isso esporadicamente), eu emagreci dois quilos, eu disse DOIS QUILOS desde quando eu cheguei aqui. Isso sem falar quando eu como e me dá vontade de vomitar tudinho, ou quando eu fico literalmente dentro do guarda-roupa pensando. Tô ficando mentirosa e esquecida. E de pensar que fazer 15 anos não ia fazer diferença! Acredita que agora eu tenho TPM? Antes eu tinha BHPM (Bom Humor Pré Menstrual). Agora eu dei pra ficar chorando pelos cantos, irritadinha e todas essas coisas que pessoas, digo, mulheres normais têm nessa época mensal.
E sabe outra coisa HORRÍVEL que eu constatei? Que a minha Conspiração Vital acabou! Pelo menos é isso que eu acho. Isso é uma coisa que me dá desespero.
Outra coisa que me dá desespero é que eu não sabia/sei (estou em fase de adaptação)recomeçar. Pensa comigo: Eu não estou recomeçando uma crônica, ou qualquer coisa que se possa recomeçar facilmente. Eu estou recomeçando a minha vida! Vocês têm noção do que é isso? Tá, talvez tenham, mas isso não vem ao caso agora.
O que acontece é que eu estou Recomeçando, como eu já disse, e ao mesmo tempo, me ocupando e me prendendo à um amor de dois anos atrás. Para um desfeche completo do meu (Feliz!Maravilhoso!Viva!)Recomeço, preciso de uma coisa: esquecer, sacrificar.
Como, como que eu vou conseguir recomeçar assim? Junto com a vida preciso recomeçar essa coisa de apaixonar de novo, concordam?

Enfim, independente de o meu pensamento ter sido claro ou não, eu preciso de uma desculpa pra esquecer. O que me dói mais ainda é que ele tá me ajudando sem nem me dar sinal de vida.

Desculpa se isso tudo foi meio insano. Ah, e eu não pretendo voltar com o Roberto. Recomeçar com ele não viria bem agora. Pra mim existem vários tipos de recomeço, mas isso não é assunto pra ser tratado agora.

Ceres manda um beijo para o Sérgio

21 de jan. de 2010

O Recomeço - Parte I de muitas partes

Recomeço é uma coisa bonita. As pessoas veem isso como oportunidade de fazer coisas que são importantes, mas que nunca fazem. No meu caso, eu dei banho no cachorro, e, lutando contra meu sedentarismo, vim de bicicleta pra lan house. Bicicletas me deixam nostalgica. Meu recomeço começou, de fato, hoje. Agora eu não sei mesmo quando eu vou voltar pra Belo Horizonte. Me dói o fato de eu estar começando a gostar daqui.
A dor só tem um motivo. O motivo que me prende, de forma inexplicavel ao meu quarto que agora dá eco, de tão vazio, às minhas coisas encaixotadas, às poesias que eu escrevi nos últimos dois anos e agora, às minhas lembranças mais recentes.
Cara, isso dói muito! Me sinto tão ingrata em poder recomeçar e não querer!

O recomeço, por mais bonito, fascinante, e cobiçado que seja, é doloroso. Pelo menos pra mim está sendo.
Por mais que minha vida aqui deslanche, que eu tenha muitos amigos, vá bem na escola, arranje outro namorado e seja feliz, eu sei que vai ter, lá no fundo, minha partizinha querendo estar perto do meu amigo preferido. Pena que, agora, ficar perto dele me custaria a cabeça. E o humor do meu pai.