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25 de dez. de 2012

Ensino Médio


Ultimo dia D
Assim que cheguei ao primeiro ano fiquei extremamente ansiosa: só faltavam mais dois anos. No começo do segundo, animadíssima com essa ideia da escola acabar e no começo do terceiro já estava fazendo planos pra como seria viver sem o Instituto de Educação de Minas Gerais (IEMG) na minha vida.
Minha historia, não, minha saga estudantil no IEMG começou na primeira série em 2002 e acho que vocês perceberam que eu só saí de lá quando me formei. Claro que vou dizer o que vocês querem saber: estou ajoelhando e dando graças ao meu bom Senhor por eu ter me formado sem nenhuma bomba, sem nenhum ano a mais lá! Porque só os dias a mais que eu tive que ficar naquele prédio rosa e estudando em casa por causa da recuperação equivalem por um aninho a mais! haha Esperei o ano todo por esse momento de me formar e excluir toda a ralé (me desculpe você que está lendo esse adjetivo e se sinta ofendido) da escola das minhas redes sociais porque agora já não sou mais obrigada a conviver e espero que entendam que eu os tinha não por uma questão de querer vigiar vocês e rir de suas fotos (ok, eu fazia isso as vezes...culpada! rs) mas era uma questão de necessidade de informação sobre a nossa instituição de ensino e agora meu querido ou minha querida, NÃO nos veremos nunca mais.
Agora eu estou livre desse fardo de anos. Acho que vocês devem estar um pouquinho só curiosos e se perguntando "se era um fardo e você odiava tanto aquele lugar porque nunca mudou de escola?!" e eu lhes responderei a resposta mais obvia de todas: acontece que o IEMG é uma escola comoda para os filhos dos meus pais estudarem, é bem elogiada (por quem não estuda lá, claro) e é bem localizada - com bem localizada quero dizer perto da minha casa.
Então agora sou um lindo pássaro ruivo solto! Mas vou admitir que estou perdida... meu mundo é tão pequeno e limitado, não sei até onde posso ir. A única realidade que eu conhecia era a realidade do IEMG.

Pós primeira etapa: esperançosa.
"Mas peraí Ana,e a faculdade?" É claaaaaaaro que eu deixei que toda aquela pressão da mídia, da família e da escola cair sobre meus ombrinhos nesse último ano. Fiz o ENEM sofrendo, corrigi o gabarito online e é uma coisa que eu não recomendo a fazer, porque você pode se decepcionar muito como eu e ir totalmente desanimado no outro dia e fazer uma péssima prova... só Deus sabe meu resultado dessa prova. E bom, como nas fotos vocês já podem ter reparado que a mocinha aqui botou na cabeça que faria Artes Plásticas na UEMG e a trágica historia é que eu fiquei pra excedente. Tem coisa pior que te deixarem no meio do muro sem saber o que vai acontecer?! Tentei a primeira etapa que foi um dia de desenho de observação e no outro desenho de criação: passei. Fiz a segunda etapa completamente otimista, eram 25 vagas e 2,40 candidatos por vaga (bem que a mamãe avisou pra não cantar vitória antes da hora) e eu não consegui. Fiquei em 30º lugar e atualmente estou esperando que alguns candidatos desistam porque afinal é ARTES PLÁSTICAS E NÃO VAI TE LEVAR A LUGAR NENHUM! (quem sabe algum concorrente meu não lê isso e fica comovido).
Enfim é isso: não tenho pra onde ir. Me formei. Vou ter que prestar vestibular de novo e dessa vez pretendo fazer um cursinho pra matemática não ficar de palhaçada comigo como fez na segunda etapa da UEMG que intrigantemente foi a prova geral com todas as matérias.
Festa de formatura no Mix Garden.
Eu queria dizer muita coisa sobre toda essa mudança, especialmente de  costume, mas tudo está se resumindo mesmo é em saudade. Apesar de todos esses anos torturantes que não passavam, chegou no fim e tiveram coisas lindas também. É um saco sempre ser uma pessimista-apelativa (olha, nem posso mais perguntar a minha professora de português se isso tá certo) mas vou contar uma coisinha: meus melhores anos foram lá. Os meus amigos de hoje são meus amigos desde sempre, que estudaram comigo e eu sei que estarão sempre ao meu lado.
Eu acreditava que a gente não ia se afastar, mas agora... tá tudo bem distante. Aquelas malditas 5 horas por dia fazem falta nessa questão do convívio e da falta dos amigos de verdade que eu sei que ainda vou me divertir muito. Mas me faz feliz saber que agora finalmente cada um vai pro seu rumo artístico, engenheiro, publicitário ou nutricionista. É um surto de desabafo psicótico da Ana, mas também é um agradecimento. Obrigada. <3

8 de out. de 2012

Ficamos


Nos encontramos sem muita conveniência. Não nos olhamos no olhos e permanecemos o tempo inteiro de braços cruzados, afinal, tínhamos consciência de que era melhor assim. Choramos. Falamos. Reclamamos. Deduzimos. Fomos embora para nos encontrarmos novamente. Para não cruzarmos mais os braços. Para tomarmos vento e sol, já que não queríamos nos tomar. Para olhar o céu. Descobrimos que sabemos como estamos e como queremos estar. Mesmo assim nos contentamos em apenas esperar. Esperar qualquer milagre cair em nossas cabeças. Que o tempo avance em outro em que esteja tudo bem. Em que haja espaço. Que o passado não seja qualquer empecilho. No qual vamos dizer o que sentimos, o que queremos. Que sejamos nós para nossas próprias expectativas.

Vamos esperar. Vamos ver se isso vai passar, continuar, piorar, ou terminar. Temos tempo.

Também só sabemos que no final ficamos, enfim, no fim.

29 de set. de 2012

Na verdade


Sem metáforas. Sem analogias.
Essa sou eu para dizer que não sinto raiva. Para dizer que ainda acredito nas coisas eternas, mas nunca vou deixar de duvidar da força das efêmeras.

Saber que elas existem é fundamental. É necessário aplicar as expectativas na sua própria capacidade.
Porque a saudade é algo que, depois de um tempo, acalma no coração. Depois, nem incomoda.
Então, para que acomodar? Por que acomodar com a dor, com o choro? Não é bom deixar que a tristeza vire rotina só porque você não tem mais a sua do lado de quem quer que seja.

As coisas não são da maneira que nós queremos. São exatamente ao contrário se você associar toda sua felicidade, tudo o que há de bom para você em alguém. As pessoas se sentem sufocadas assim, creio eu. Imagina, ser o centro de tudo para alguém? Mas vá, ninguém faz isso por mal. Ninguém deposita sua própria felicidade em ninguém por querer mal. Longe disso.

Pensei nesses dias sobre uma vez que você me disse que se sentia bem comigo. Que confiava em mim. E que perto de mim, conseguia ser você mesmo. Eu lembro que peguei seu rosto entre minhas duas mãos, e beijei cada cantinho dele. E vou te contar que isso me deixou muito, mas muito mais feliz do que quando você disse que me amava pela primeira vez, quando apenas escondi meu rosto na sua camisa.

Isso que eu aprendi. Que têm certas palavras que dão muito mais acalanto e vontade de ficar junto do que o ultrapassado do 'eu te amo'. Que as pessoas estão aqui, com a gente, mas nós nunca vamos conhecê-las de verdade. Nunca vamos saber o que elas sentem, mesmo que façamos tudo para fazê-las felizes. Tudo mesmo. É necessário confiar, muito mais do que gostar muito. E por favor, não subestime. Converse.

Se já chegou a dizer que ama, que confia, não custa dizer o que incomoda. Muito mais do que saber o quanto tem e o tamanho da sua individualidade é saber o quanto o outro conta com você. Se amar primeiro não é egoísmo. Egoísmo é tomar as decisões sozinho sobre algo que é coletivo, sobre algo que envolve outra pessoa. É assim mesmo. E não tente entender. É só respeito. É só pensar no outro.

20 de jul. de 2012

Feliz dia do Amigo


Tenho que admitir que a maioria dos meus amigos estão longe e, que às vezes, mal nos lembramos da existência uns dos outros. Que a coisa que mais aperta o peito é não me ver nas fotos, de não fazer parte dos assuntos, de, simplesmente, não estar mais perto.

Já perdi a conta das vezes que sentei para escrever algo para dizer como me sinto, mas nunca achei nada que pudesse expressar o que realmente está acontecendo. E o pior: estamos crescendo. Sinto que daqui pra frente, vamos nos afastar ainda mais. Tudo isso para fazer novos amigos, para amar, para ter filhos, para fazer todos aqueles sonhos que compartilhávamos virarem realidade.

Minha unica certeza é que lembramos uns dos outros, que gostamos uns dos outros, e que nós não seríamos os mesmos se não tivéssemos vivido essa amizade.


De fato, a responsabilidade e a necessidade de sermos adultos nos tira tudo aquilo que um dia nos fizeram tão felizes, mas não o que sentimos uns pelos outros. E é isso que realmente importa.

Feliz dia do amigo.

29 de abr. de 2012

Missiva da Saudade

Nós é quem sabemos quem somos: eu sou para você, e você para mim.
E a certeza é tanta que mesmo depois de mais de um ano, ainda vejo novela com frio na barriga. Quando o casal de protagonistas se beija devagar, e a câmera vai girando em volta deles, e ficando lenta... Lembro de você e o tanto que te quero comigo. O quanto espero para te ver de novo, o quanto eu tenho saudade de quando nos víamos sempre, dormíamos e acordávamos no campo de visão um do outro. Lembro de quantos aniversários de namoro comemoramos, e espero os que vamos comemorar. E que sejam muitos meu amor, o suficiente para que todos os meus sonhos secretos se realizem ao seu lado.

Te amo, e vou rezar para você.

Para o meu galã; da sua namorada com saudade.

3 de mai. de 2011

Conosco


De longe, ele vinha. Naquele passo maroto, com as mãos no bolso. Eu gritava, saltava... por dentro. A unica coisa que eu deixava transparecer era meu sorriso. Mantinha as mãos entrelaçadas na frente do corpo, como tenho o costume da fazer. E ele vinha... e chegava, e chegava... Agora, eu já balançava as mãos ainda juntas. Ele ficava cada vez mais perto. Cada centímetro que ele percorria em minha direção equivalia a 100 batimentos cardíacos meus. O tempo todo ele mantinha os olhos de mim, e depois diretamente nos meus olhos. Parou. Próximo o bastante para eu não precisar mais de segurar minhas próprias mãos. Não conseguia enxergar outra coisa que não fosse seu sorriso. Percebendo meu êxtase, ele segurou as minhas mãos, entrelaçando meus dedos nos dele. Não importa como o dia estava, ou como eu havia acordado, porque ele estava me beijando. Nada mais importava. Eu estava com ele, e ele, comigo. Nós estávamos conosco.

11 de ago. de 2010

Não


Apoiei a cabeça na cortina azul da janela do ônibus. Ali, ela batia em certo compasso. Daquele modo, eu quase dormia. Dormia, sim, porque não havia mais o que pensar, só o que fazer. Nada me deixava melhor em relação à isso. Não deixava, e ainda não deixa.
Fazer? Eu? Não, isso não. Não quero fazer isso.
Sei o por quê e a necessidade disso; mas me recuso. E recusar, pra que? Não querer fazer, por que?
Andava avoada rua afora. Tinha uma vontade enorme de me afogar, não importa em que fosse. Em choro, em livro, em música, em seios, em lagoas. Em sete lagoas.
Hipocrisia a minha. Sei o que tenho que fazer e simplesmente não quero.
Enquanto for assim, sofrerei. Sofrerei em forma de crônica. Sofrerei noite afora. Sofrerei beijando a cidade inteira. E que diferença isso faz? Para mim, faz. E mesmo assim, sofro. Simplesmente por te querer demais.

23 de jun. de 2010

Leãozinho


Se não fossem pelos sites de relacionamento e todas essas coisas do século XXI, talvez isso tudo não existisse. Não saberia a cor dos seus olhos, do seu cabelo, ou até mesmo, seus gostos e pensamentos. Eu nunca te vi, mas sua imagem já é (sempre foi, e sempre será) nítida em mim. Não tenho muito o que dizer, mas sei que gosto dos seus abraços de píxels, seu desabafo cibernético, e seu sotaque paulista, que, aliás, eu acho uma graça. Acho que o espaço que você ocupa no meu coração, talvez seja maior, mais intenso e muito mais importante quanto de alguém que está perto de mim.
Nossa amizade movida a energia hidrelétrica convertida em elétrica, cabos, conexões, e a Embratel (eu acho), me deixa muito, mas muito feliz, você não sabe o quanto.
Nunca acreditei nesse tipo de coisa, mas ah, você me fez pensar diferente sobre muitas coisas.
Então, pra terminar a ladainha e esse texto sem gênero definido, quero dizer que eu te amo muito, minha paulista preferida, de sotaque lindo, olhos lindos e um coração enorme.
Saudade do que eu ainda não vivi. O futuro não me interessa, mas espero que faça parte dele.

14 de jun. de 2010

Sobre Ladrilhos e Ônibus

Amanhã de manhã eu quero acordar às 6 da manhã, me olhar no meu espelho grande do banheiro, vestir meu uniforme azul-marinho, colocar minha mochila laranja nas costas, e sair porta afora.; exatamente às 6:30.
Quando abrir o portão, a primeira coisa que eu quero ver é meu poste ainda acesco, no meu passeio, fazendo par com a minha castanheira pouco frondosa pelo outono. Meu passeio. Quantas vezes eu não me sentei ali. Quantas vezes não tomei chuva, não chorei, não amei... ali.
Descer a rua calçada com pedras grandes, devagar, por mais que estivesse atrasada; curtindo cada centrímetro da rua que um dia eu quis ladrilhar.
Quero, passar no portão da sua casa, e pensar: "Mais tarde eu passo aqui.". Atravessar a passarela do metrô, observando as grades amarelas, deixando que as lembranças tomem conta de mim.
Cerrar os olhos pra conseguir ver as horas na torre do relógio, jogar os cabelos para trás.
Esperar, subir e curtir o ônibus. É, o ônibus. Olhar, da janela suja, a vida alheia, que se repetia, dia após dia, certeira. E eu amo ver aquilo. O cara da moto, o semáforo, o cobrador, o motorista. A televisão ligada na Globo dentro da lanchonete.
Descer do ônibus, respirar a poluição do centro da cidade, passar na frente da igreja; ver um aglomerado de pessoas com a mesma roupa que eu.
Beijar, abraçar, "Bom Dia!".
Como eu quero chorar. Chorar, só por lembrar. Lembrar de quem estaria ali. Quem eu quero ver, quem eu quero sentir. Que raiva que me dá de saber onde eu quero estar, e não poder!
Me sinto idiota. Nove e meia da noite sete-lagoana. Amanhã de manhã, farei tudo o que não quero fazer.
Só hoje, por favor, me deixa voltar pra lá?
E que diabos é você que me impede de estar?
Quero você, calçada. Quero você, poste. Quero você, castanheira. Quero você, espelho; e tudo o que viria em vossa consequência.
Pelo menos, agora. Só hoje.
Só pra parar de doer.

13 de jun. de 2010

Remember, November

Estávamos sentados na varanda. O clima não era muito bom, nada nem perto do sentimento que geralmente tinhamos:
- Roberto, nós estamos brigando muito.
- Você que implica muito comigo, Ceres.
- Roberto, você me proibe de ver o Sérgio, implica com tudo o que eu faço, eu sou eu quem implica com você? Me poupe! Alguma vez eu te proibi de fazer alguma coisa? - minha voz se alterou, e ele permaneceu calado; seu semblante pesado.- Sabe, Beto -respirei-, eu acho melhor se nós dessemos um tempo... talvez seja melhor pra gente pensar, não? Faltam menos de um mês pra mim me mudar pra cá, o que você acha? -eu disse, como se fosse um pedido pra uma viagem.
- Ceres, não gosto de meio-termo. Não gosto.-sua voz era ríspida.- Ou a gente continua assim, ou termina.
- Roberto, por favor... eu gosto tanto de você! Vamos fazer isso? -eu já implorava.
- Ceres... -a voz dele me assustava.
- Então, tá -eu disse, perdendo o tom-, vamos terminar.
Ele tirou a minha pulseira que ele levava no pulso, colocou no chão, perto de onde eu estava sentada, de frente pra ele.
- É, falou, zé... vamos terminar.
Ele levantou, e saiu pelo portão afora.

"Zé? Falou, zé?" Aquilo não enfiava na minha cabeça de forma alguma.
Uma lágrima, solitária, devagar, rolou pelo meu rosto, exatamente no lado direito. Nossa, que simples. Nós havíamos terminado. Não me permiti chorar, nem gritar, como era o que eu queria. Ele não merecia que eu sofresse. Como assim, eu que implicava? Era ele que tinha mansagens de meninas no celular, do tipo "Me busca na porta da escola, amor?" ! E era eu que implicava? Eu não podia ter amigos, eu não podia ver o Sérgio, eu não podia contar piada... e por quê? Só porque eu morava em outra cidade? Por que ele não confiava em mim? Eu confiava nele!
Era um mês de novembro. O tempo estava fechado. Não chovia, fazia calor.
Ele saiu pelo meu portão nitidamente irritado comigo; e eu não queria fazer nada.
Os três meses que se passaram foram comigo o amando. Ou, pelo menos, mentindo pra mim mesma. Passávamos os sábados e domingos no sofá da sala, tomando sorvete, se abraçando.
Aquela foi a unica vez que eu chamei algum garoto de "namorado". Aquelas foram as minhas unicas lembranças. E essa, de ele saindo pelo portão, foi a última.

Ontem foi dia dos namorados. Se ainda estivéssemos namorando, estaríamos fazendo quase um ano.
E eu o vi. Na rua, naquele frio descarado, eu estava de mãos dadas com outra pessoa. A pessoa em quem quero apostar "minhas fichinhas". Para um recomeço, uma tentativa, sempre cái bem. Eu não me incomodo com o Roberto, agora. Para um recomeço, uma (ou algumas) lembranças, sempre caem bem. Eu não me incomodo com essa situação, agora.

Rolei na cama a noite inteira. Quando dormi, sonhei com o dono das minhas fichinhas.
Enquanto eu o esperava, o frio da minha barriga combinava com a noite e com a situação inteira.
Depois, tudo combinava.
Essa é uma das situações em que eu preciso de instabilidade. Agora é uma boa hora pra não saber o que vai acontecer, só pro frio da minha barriga combinar com todo o resto.

Em novembro, essas coisas já vão ser lembranças. E o que aconteceu novembro do ano passado, também.
Em novembro já não vai ser mais recomeço. Essa é a unica certeza que eu tenho.
Te espero, novembro, te espero.
Vejo que não demora.

Vem resto da minha vida. Vem pro resto ser lembrança. Vem pro resto não ser mais recomeço. Vem.

16 de mai. de 2010

Ceres Sete-Lagoana

-Oi, quero te conhecer. - diz o cara, e pega na minha mão – Qual é o seu nome, morena?
- Ceres. (sim, eu sei que ele não entendeu.)
Ele chega perto, e me dá um beijo na bochecha. Sinceramente, eu não ia perguntar o nome dele, porque eu não fazia questão. E ele, se estivesse tão preocupado em saber meu nome, ele tinha perguntado de novo; porque não, ninguém NUNCA entende de primeira. Por isso que agora até eu mesma me denomino “morena”.
E então, ele me dá outro beijo na bochecha. E na outra. E na outra de novo.
Até que eu virei de costas e saí andando.

Puta merda, mas que saco.
Aquele era o nº 18, eu acho. O décimo oitavo garoto que mexia comigo na mesma festa, o décimo oitavo que eu não me interessara.

- Ceres, aquele ali, de camisa azul, ele quer fazer parceria.
Parceria ? Que diabos eu estou fazendo aqui, pelo amor de Deus!

E eu ia, andava, levantava um pouquinho a perna, por causa do salto, ria um pouquinho, e até me deu vontade de dançar. Forró, sertanejo.
Afinal de contas, eu precisava me enturmar.

- Não, Ingrid, não, sem essa de parceria, que isso.
Ingrid sái, e vai falar com o dito cujo, que deve ter sido o décimo, por aí.
- Ceres, ele te chamou de playboyzinha, que ele nem sabe o que você está fazendo aqui, maior metida. Feia pra caralho.

Pois é, Ceres. Playboyzinha. Playboyzinha.
Essa é nova. E eu sou tão feia que ele queria me beijar. Bom. Isso quer dizer que os garotos daqui (34, pra ser mais exata), preferem as morenas, metidas, feias e playboyzinhas.

- Que foi, Roberto?
- Cé, lembra aquela calça apertada que eu tinha?
- Lembro, Roberto.
- Então, eu vou na festa hoje com uma mais apertada que aquela. Você vai?
- Ah, não sei, se o Léo for...
- Tá bom, chama ele então pra vocês irem.
- Beleza, Roberto.

Bom, eu fui à festa por conta do Roberto. Por conta no sentido de ele ter me chamado. Ele me vigiou a festa inteira, pelo o que eu sei não ficou com nenhuma garota. Vai ver que é porque toda vez que ele ia conversar com uma, ele tinha que ficar vigiando pra ver se eu estava olhando, e morrendo de ciúmes. Coisa que eu não fiz.

Número 30, 31, 32...
- Não.
- Neeem, fala pro seu amigo que eu to muito ocupada coçando meu pé agora.
- Eu sou seu sonho, é? Então vá dormir!

Por que, cara, por quê?
Por que nenhum daqueles 34 garotos eram o que eu quero?
Por que toda vez eu tinha que contar até 10 e falar “Samuel, Samuel!” em voz alta ?
Por que eu me obrigo a ser tão idiota?
Por que que ser sete-lagoana é tão, mas tão difícil?

Só porque eu sempre fui apaixonada pelo Sérgio?
Só porque eu estou ficando com o Samuel?
Só porque agora eu moro em Sete Lagoas?

É tão difícil entender que isso tudo não é culpa minha?
Então porque que a pior parte fica pra mim?
De que adiantava 34 se eu só quero um?

Não, eu ainda não consegui trocar de pizza preferida.

Sou uma garota sete-lagoana e frustrada.
Sou uma morena dos sonhos do nº 26.
Sou uma apreciadora de pizzas belo-horizontinas.
Sou uma idiota.

É difícil esconder desespero, desculpa.

12 de mai. de 2010

Analogia da Pizza

Pensar em tanta coisa ao mesmo tempo é normal?
Se for normal, por favor, me perdoe por estar enlouquecendo.
Preciso lembrar que acho que estou começando a querer me esforçar para fazer alguma coisa.
Primeiro porque não fazer exatamente nada interfere na produção de colágeno, e não, não quero que a gravidade não fique ao meu favor, mesmo porque, eu só tenho 15 anos.
Segundo, é que eu acho de suma importância que eu – pelo menos, eu - seja feliz.
É. Feliz. E, por mais que eu já tenha passado (gastado, jogado, ou qualquer outro verbo desse gênero) dois anos da minha vida me “doando” por uma mesma e nada justa causa, acho que agora é hora de dar um basta nisso.
Não, eu não disse que seria fácil, muito menos rápido.
Isso tudo consiste numa técnica, ou, se preferir, em pura sorte. E toda sorte só existe de braços dados com o esforço. É como se fossem um casal: um não existe sem o outro.
Contudo, podemos concluir triunfalmente que sim, eu (e todos que quiserem um conselho, mesmo que seja meu) precisamos de um esforço. Queremos sorte, certo?
Então, teremos que nos esforçar. Eu tenho que me esforçar. E é exatamente isso que eu vou fazer.
Posso começar me apaixonando perdidamente pelo Samuel. Esse pode ser meu segundo objetivo, porque o primeiro, claro é não olhar tantas fotos do Sérgio.
Aliás, eu observei uma coisa em comum com garotos belo-horizontinos envolvidos de forma amorosa comigo. E todos praticamente têm a mesma história que, se entrelaçam. Isso é outra coisa que vem me levando vagarosamente pelo precipício da loucura.
Enfim, essa tal coisa que eu observei foi a seguinte: eu Ceres, me apaixono. Eles, garotos ajudam e praticamente me obrigam a fazer isso (não vou citar nomes, mesmo porque, não precisa). Preciso frisar que é impressionante o poder deles de fazer isso comigo. Ou gostam de Coldplay, ou têm pernas, queixos, cabelos e palavras espetaculares. E claro, com muito sensacionalismo e exagero.
Depois de um certo tempo; que pode ser denominado dia ou, no máximo, semana, eles simplesmente somem. Me deixam, ao léu, sozinha, triste, abandonada e chorosa.
E assim eles faziam: alternando. Primeiro um, e quando o outro reparava que eu estava prestes a contar pra minha mãe que eu estava apaixonada, ele combinava com o segundo. Aí o primeiro sumia, eu chorava, o segundo aparecia, e assim ia. Sim, eu me apaixonava fácil, e muito rápido.
Esse é o “apaixonar entre aspas”, fogo de palha, coisa de gente boba, que,aliás, é um delícia.
Tipo, primeiro eu só gostava de mussarela e calabresa, ai depois que eu comecei a apreciar à moda, à portuguesa e às vezes catupiry, essa coisa de dor de coração diminuiu.
Agora que eu estou retratando o meu sofrer super esforçado, cheguei à conclusão de que talvez esses mineiros maldosos tenham um complô contra mim, mas eu nem ligo.
Depois que eu vim pra cá, comecei a me interessar por outros sabores, sabe? E às vezes mussarela e calabresa ainda vêm com a frase: “Ceres, desculpa, eu fui um burro, joguei muito tempo fora em relação à você.” Aí eu digo: ”Pois é, (nome do sabor correspondente), eu, agora, não posso fazer muita coisa. Se você fosse menos burro, agora nós podíamos estar fazendo 1 (ou dois) anos de namoro.”
(Lembrando que a duração do namoro hipotético corresponde ao sabor).
Sabe o que eu faço depois? Invento um outro sabor pra gostar. Por mais que seja difícil trocar de sabor preferido, assim, na hora que quer, é até bem divertido.
Já disse que eu adoro analogias? E pizza também, claro.

6 de mai. de 2010

Verbos causadores de esforço, não.

Tirando a parte que eu tenho me sentido uma gorda sedentária ultimamente, as coisas estão indo bem.
Minha calça jeans preferida tá larga na bunda, e minha mãe disse que, se eu continuar atoa do jeito que eu estou, e emagrecendo desse jeito, vou ficar pelancuda antes dos quarenta, e isso sim é uma coisa terrível. Então cheguei à conclusão de que preciso de arranjar alguma coisa pra fazer.
Porra, que dor de cabeça é essa que eu estou sentindo agora, que isso.
Sei lá, pode ser arranjar um remédio pra tomar por causa dessa dor de cabeça, andar de bike, dar volta na lagoa de tarde, e hoje mais cedo, enquanto eu pensava nisso, eu só consegui levantar do sofá pra ir fazer compras com a minha mãe.
Quando eu cheguei em casa, eu descobri que a forma mais fácil de conseguir felicidade que eu tenho ao meu alcance é um saco de 66g de Fandagos. E quer saber? Essa felicidade que o Fandagos pode me proporcionar é totalmente instantânea, e depois do ultimo salgadinho vou ter vontade de chorar, de tanta dor na consciência.
É, eu estou assim. Como, tomo, digero e depois me dá vontade de morrer, porque eu vou ficar uma gorda. Sim, eu estou ficando doente, doida, sei lá.
Eu tenho que admitir que outras coisas me proporcionariam uma certa felicidade mais duradoura; isso claro, depois de muito esforço. E esforço está fora de cogitação agora.
Aliás, o esforço vai depender do resultado.
Tipo assim, depois de ter sonhado dois dias seguidos com o Sérgio, eu estou convicta (mais um pouco, se é que isso é possível) que se eu estivesse em BH numa hora dessas eu fugiria pra vê-lo.
O verbo FUGIR, diga-se de passagem, exige esforço. E claro,tudo isso é só uma suposição. (ironia)
E, agora, eu não consigo pensar em outro esforço que eu seria capaz de exercer. Não, estudar não conta.
Então o que eu vou (posso e quero) fazer é: levantar da cadeira, abrir o armário, pegar o meu saquinho de 66g de Fandangos (sorte minha que não é o tamanho família), comer, comer, comer, chorar, chorar, e chorar; ir pro banheiro, chegar na frente do espelho, levantar a blusa, pressionar a região abdominal com o indicador e o polegar, fazer uma cara de nojo. Depois abaixar a blusa, olhar a minha espinha que está deformando o meu rosto, passar pomada de própolis nela (de novo, pra ver se ela some), soltar o cabelo, prender o cabelo, trançar o cabelo, e acabar deixando ele solto, parar de novo, rir bastante pro espelho, extravasar a minha felicidade (não) odontológica, apagar a luz, talvez estudar pra prova de geografia, deitar, dormir, dormir, e acordar e fazer tudo de novo. A única de diferença é que amanhã de manhã talvez não tenha Fandangos, e eu vou usar maquiagem.
O que eu quis dizer que eu estou presa à minha rotina sem esforço.
E não vem me lembrar da existência do Samuel não, porque eu não esqueci dele, nem dos beijos com certa frenquência, durante cinco horas por dia, cinco dias por semana, aleatoriamente, sem compromisso, sem sonhos e, principalmente, sem futuro. Eu podia até fazer um tag "Samuel", mas não, desocupar meu coração pra ocupar de novo é uma oração com dois verbos que me causariam muito, mas muito esforço. Sem falar que eu não quero, não quero mesmo. E enciumar, por mais que não necessite de tanto esforço assim, ainda mais nessas condições nas quais nos encontramos, não é uma coisa que eu queira fazer, não mesmo. E que isso fique bem claro.
E quer saber? Gostar tanto de você assim já faz parte de mim, nem me causa esforço. Eu não gostando de você seria eu com algum problema psiquiátrico muito sério.

17 de abr. de 2010

Inpiração à Jato por Longa Distância

Geralmente, é comum que pessoas normais que gostem de escrever sejam inspiradas por certas pessoas. É normal observar o jeito no qual certa pessoa mexe no cabelo, ri, te olha, e todas essas coisas que fazem com que certas pessoas sejam apaixonantes.

Com esse meu pensamento, chego a uma conclusão: eu não sou uma pessoa normal que gosta de escrever.
E sim, eu quero listar os motivos. Mas não, vou só citar mesmo. Aliás, listas irritam você?

Então. Está bem. Primeiro, é que eu não tenho como observar. Não tenho como sentir, e, muito menos, saber como está. De verdade.
Fico só pra... imaginar.
Seria ficção todas as minhas precipitações à longa distância (lê-se 70km)?
Ou será então que você está tão perto de mim que eu não preciso de estar tão perto pra que você me inspire?

Por mais que seja impossível ver, eu lembro.
Lembro de como você mexe nos cabelos, de como ri, de como olha pra mim, e todos os outros motivos dos quais fizeram com que eu me apaixonasse por você.

Sorte minha que você sabe sim, a falta que você me faz.
Isso me deixa feliz. E eu sei que você tá feliz, porque eu estou falando de você.

Mas de qualquer maneira, queria saber como foi o seu dia. E quem sabe, fazer parte dele. De novo.
Também espero que você se lembre de mim.

1 de abr. de 2010

Problema mãe: Saudade

Escola Estadual "Dr. Arthur Bernardes", Centro de Sete Lagoas, Minas Gerais. 

É aí onde eu estou estudando agora. 
Se a pessoa que tirou essa foto andasse mais alguns metros pra trás ela cairia na lagoa Paulina.
Se ela não caisse na lagoa, certamente atravessaria a rua e, se continuasse viva, pegaria um ônibus, e, facilmente chegaria aqui em casa.

Sorte sua - você que está lendo, que essa pessoa não tirou uma foto da minha cara agora. Eu queria muito, mas muito mesmo, conseguir escrever sobre esse lugar; sobre os professores, meus colegas, sobre as chuvas corriqueiras, sobre meus vizinhos (hum), e blá blá blá.
Mas não. Eu simplesmente não consigo. 

Hoje, a minha colega, a Rúbia, veio aqui. Ela é muito legal (claro que é, eu emprestei minha coleção de Capricho pra ela). Acho que o que fez com que a gente fosse... amiga, é que nós viemos de BH. No mesmo mês, e ainda por cima, temos mais ou menos o mesmo problema.

O nome desse problema é SAUDADE.
Saudade dos amigos.
Saudade da escola.
Saudade da casa.
Saudade do supermercado. (aliás, eu adoro supermercados)
Saudade da rua.
Saudade, saudade...

Quem sente saudade está, consequentemente, imerso em nostalgia.
Posso ser sincera? Se me perguntarem o que é nostalgia, eu não vou saber explicar. Só sei dicernir quando eu sinto ou não.
Enquanto, hoje, eu estava imersa em nostalgia, contei pra Rúbia todas as minhas histórias. Essas que provavelmente, se você me conhecer vai saber, de cór. O legal disso tudo, é que ela não sabia. Acho que ela, à essa altura, é a única que faria (como ela fez), uma cara de supresa quando eu contei pra ela o que tomo mundo já deve estar careca de saber. Todo mundo de Belo Horizonte, todos os meus amigos, meu pai, minha mãe... a cara de novidade dela de uma certa forma me deixava feliz. Ela ria do jeito que meu pé ficou gelado enquanto eu falava do Sérgio. (sim, agora é o pé.)

Mas do que que adianta?
Depois, quando a nostalgia tava quase me tampando os olhos (agora), eu lembrei, certinho, da Isabela em pé na cama do meu irmão, fazendo comentários na lista que eu tinha colada na porta do meu guarda-roupa. A lista de quem eu já tinha beijado, coisa de gente besta mesmo.
Ela estava com o predendor do cabelo dela na mão, que estava todo bonitinho como sempre, por cima de uma blusa verde. Ela estava usando uma bermuda, na altura do joelho, eu lembro como se fosse hoje. E como eu sinto saudade de ela ir na minha casa fim de semana, quando a gente não tinha nada pra fazer! De ir "tomar" açaí, de rir da besteira da outra.
Eu aqui, em Sete Lagoas... quando que, num sábado a Bela ia vir me ver porque tava a toa na casa do pai dela? Quando?

Não, era a Rúbia... ela e a cara de surpresa pelas minhas histórias. Eu queria uma cara de tédio. Queria ouvir um "de novo, Cé?"

Só pra depois descer as escadas, ir pra rua, tentar pensar em outra coisa pra, quem sabe, escrever uma história melhor do que aquela que eu tava contando, pra lembrar de outras, até.

Saudade.
Saudade da pracinha.
Saudade do sorvete de chocomenta.
Saudade da banca de revista (aqui no bairro não tem)
Saudade do Emídio.
Saudade do meu avô.
Saudade do chão de madeira.
Saudade da minha cama que fazia barulho.
Saudade da vista da minha janela.
Saudade da avenida.
Saudade da rua de cima.
Saudade do Bar do Fernando.
Saudade de tirar foto com a Fernanda.
Saudade de cantar com a Giovanna na rua.
Saudade dos verbos, dos substantivos, e tudo mais o que eu podia fazer... lá.
Saudade, saudade ...

Isso foi um post introspectivo?

29 de mar. de 2010

Intensidade da Fase

É só fase? Ora... fase.
Não devia ser tão ruim.
Não devia me fazer chorar por tanta intensidade, fase.
No mínimo curta eu quero que seja.

Sinto admitir, mas eu tenho problemas.
São muitos pensamentos ecoando em minha cabeça, todos soltos, sem direção, perdidos, todos ao mesmo tempo.
Aos poucos, venho enlouquecendo. Vagarosamente, venho perdendo os sentidos, a direção.
Vou acompanhando meus pensamentos, afinal, não tenho para onde ir.
Tenho vontade de abandonar minhas responsabilidades. Tudo, todos, nas minhas mãos.

Corações nas minhas mãos, decisões nas minhas mãos...
Arre! Minhas mãos não querem, entenda.
Minhas mãos querem brincar, minha mãos querem deslizar sobre cabelos alheios, enrolá-los em seus dedos; exibir seu dedo do meio bruscamente, sem responsabilidade, com inocência, como se fossem mãos de crianças.

Minha cabeça quer ser esvasiada, só pra depois ser enchida de cenas de novela pra adolescentes, só pra ter espaço pra conseguir decorar Todos os meus livros preferidos, pra poder pensar em alguém diferente, pra conseguir... ficar leve, pelo menos agora, enquanto eu preciso de paz.

Quero o equívoco de ser pega por alguém nos braços, quero a certeza de amar alguém (e ser amada), quero, que a fase acabe.

E que culpa eu tenho ?
Que culpa eu tenho de amar você ?
Sim, eu tenho.
Tenho toda culpa do mundo.  que diferença isso faz pra você ?

Sim, eu também quero, e eu vou, te esquecer.
E, pra sua informação, estou indo bem.

Meu charme é minha contradição, concorda ?

20 de mar. de 2010

Lista de Sábado

Pleno sábado, eu sem dinheiro e muito menos um lugar pra ir.
Na verdade, eu poderia postar a lista das minhas vontades de sábado. Descobri que listar é muito, mas muito mais fácil que narrar, descrever, ou qualquer uma dessas coisas.

Coisas que eu Queria (disse certo, QUERIA) Fazer Hoje

1- Ir pra Belo Horizonte, ficar com meu avô ou com qualquer pessoa que me cedesse uma casa pra passar o fim de semana. Minha mãe não quer ir pra lá tão cedo, então, o melhor que eu poderia fazer é ir sozinha. Mas como eu já disse, eu não tenho dinheiro, e meu pai, como foi pescar não vai me dar dinheiro. Aliás, ele não vai me dar nada, até hoje eu não ganhei meu presente de quinze anos. Detalhe: eu fiz quinze anos em janeiro. Tenho meus motivos pra ir pra BH. E esses, por suas vez, são importantes. E muitos. Mas o jeito é ficar aqui, estudando.

Na verdade, não tenho mais o que listar, é só isso que eu queria hoje mesmo. Acho que isso vai ficar na minha cabeça até eu conseguir. O fato é que eu sinto tanta, mas tanta saudade! Será que eu faço tanta falta pra eles quanto eles pra mim?

Ceres manda um beijo pra Camila(a do cabelo colorido), pra Mari Japa, pra Ellen, pra Ana Catarina, pra Luísa Couto, pra Maria Clara, pra Sarah (Andreza, kk), pra Izabella, pra Carolsão, pra Bela, pra Giovanna, pra Fernanda, pra Jordanna, pro Ado, pro Luiz Henrique, pro Pedro Coelho, pro Matheus, pra Paulinha, pra Gabrielle, pro Luiz Eduardo (sim, eu sinto falta dele), pra Mônica, pra Gabi Ribeiro, pra Talita, pra Bruna Gregório, pra Carol , pro Guilherme, pro Sérgio (pra variar um pouco), pro Barretesão (sim, pra ele), pro meu pai, pra minha mãe e um especial pra Xuxa.

p.s.: Acabei listando os beijos.

p.s.: Não, não tem beijo pra você, Roberto, porque eu não sinto saudade de você. Nem da sua mãe.

13 de mar. de 2010

Bombardeio de Informações Ocorridas num Certo Espaço de Tempo

Olha, pra ser bem sincera, morar aqui nem é tão ruim assim. Eu devo ter dito isso outras vezes, mas dessas vez eu juro, é com bastante convicção. Aqui é bem diferente de Belo Horizonte, claro. As pessoas são diferentes, os lugares são diferentes e, por incrível que pareça, tem gírias diferentes também. Pensei que eu não ia conseguir me dar muito bem aqui não. Que eu ia ficar isolada na sala de aula, que ninguém ia conversar comigo, e todas essas neuras que as pessoas geralmente têm quando estão num lugar onde nunca estiveram antes.
Eu tenho dormido bem, escovado os dentes direitinho, feito todos os meus deveres, arrumando a cama e as coisas que eu sempre fiz em BH, diga-se de passagem.
E não pensem que eu não sinto saudade, que eu sinto sim, mas muito, muito menos do que eu pensei que sentiria.
Conheci muita gente nova, tenho ocupado muito minha mente, e essa coisa de sentir saudade não incomoda tanto. Não tenho precisado de tomar decisões difíceis, abrir mão de coisas que eu gosto, nem nada do tipo. É bem fácil viver aqui.
Não fui no show do Guns, meu tio que apareceu - depois de ter desaparecido três anos, prometeu que me levaria, e depois sumiu de novo.
Eu parei de jantar, e emagreci mais um pouco. Perdi minhas calças todas.
Sou diretora do teatro de um projeto que vai ter na escola no fim do bimestre. Todos os professores sabem meu nome, me pedem favores, eu recolho sempre o dinheiro do XEROX, converso com todo mundo da sala e a professora de Inglês me chama de "Dear Ceres", principalmente quando ela quer que eu vá tirar XEROX pra ela. Na minha sala têm 4 meninas que são surdas, e eu tô aprendendo Libras pra conversar com elas.
Meu uniforme é verde com laranja.
É... enfim. Eu estou bem, tô feliz aqui, juro.
E daqui uns dias eu vou conseguir escrever como antigamente, preciso de emoção, sabe?
É a unica desvantagem de não morar a 2,3km do Sérgio, não estudar no IEMG, não organizar Flash Mob, não brigar com a Ana, não conversar com a Sara, a Maria Clara e a Izabella, não chorar no ombro da Jordanna, não cantar na Educação Física com a Mari e a Ellen, não encontrar com o PC, com o Matheus e com o Luis na porta da escola.
Era muito muito bom, mas existem outras desvantagens, que, em sua maioria, não precisam - e nem querem - ser enumeradas.
Na pior das hipóteses, a unica emoção aqui é morar perto do Roberto, e ele ter que fugir de mim, só pra não me beijar. Coitado dele. Como eu já havia dito, eu não vou voltar com ele, por mais que ele insista. Ele já teve a oportunidade ele. E, por favor, não vamos discutir número de oportunidades pra uns e pra outros agora. Ah, e eu tenho um vizinho legal, meu irmão disse que ele é minha versão masculina (sim, ele tem namorada).

Ceres manda um beijo pra todo mundo, e um especial pro Roberto, só pra deixar ele feliz. - especial no sentido carinhoso da palavra, não vou descer a rua e lascar um beijão nele, dica.

Ah, e um feliz aniversário pra Mari Porto, a menina dos olhos s2