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25 de dez. de 2012

Ensino Médio


Ultimo dia D
Assim que cheguei ao primeiro ano fiquei extremamente ansiosa: só faltavam mais dois anos. No começo do segundo, animadíssima com essa ideia da escola acabar e no começo do terceiro já estava fazendo planos pra como seria viver sem o Instituto de Educação de Minas Gerais (IEMG) na minha vida.
Minha historia, não, minha saga estudantil no IEMG começou na primeira série em 2002 e acho que vocês perceberam que eu só saí de lá quando me formei. Claro que vou dizer o que vocês querem saber: estou ajoelhando e dando graças ao meu bom Senhor por eu ter me formado sem nenhuma bomba, sem nenhum ano a mais lá! Porque só os dias a mais que eu tive que ficar naquele prédio rosa e estudando em casa por causa da recuperação equivalem por um aninho a mais! haha Esperei o ano todo por esse momento de me formar e excluir toda a ralé (me desculpe você que está lendo esse adjetivo e se sinta ofendido) da escola das minhas redes sociais porque agora já não sou mais obrigada a conviver e espero que entendam que eu os tinha não por uma questão de querer vigiar vocês e rir de suas fotos (ok, eu fazia isso as vezes...culpada! rs) mas era uma questão de necessidade de informação sobre a nossa instituição de ensino e agora meu querido ou minha querida, NÃO nos veremos nunca mais.
Agora eu estou livre desse fardo de anos. Acho que vocês devem estar um pouquinho só curiosos e se perguntando "se era um fardo e você odiava tanto aquele lugar porque nunca mudou de escola?!" e eu lhes responderei a resposta mais obvia de todas: acontece que o IEMG é uma escola comoda para os filhos dos meus pais estudarem, é bem elogiada (por quem não estuda lá, claro) e é bem localizada - com bem localizada quero dizer perto da minha casa.
Então agora sou um lindo pássaro ruivo solto! Mas vou admitir que estou perdida... meu mundo é tão pequeno e limitado, não sei até onde posso ir. A única realidade que eu conhecia era a realidade do IEMG.

Pós primeira etapa: esperançosa.
"Mas peraí Ana,e a faculdade?" É claaaaaaaro que eu deixei que toda aquela pressão da mídia, da família e da escola cair sobre meus ombrinhos nesse último ano. Fiz o ENEM sofrendo, corrigi o gabarito online e é uma coisa que eu não recomendo a fazer, porque você pode se decepcionar muito como eu e ir totalmente desanimado no outro dia e fazer uma péssima prova... só Deus sabe meu resultado dessa prova. E bom, como nas fotos vocês já podem ter reparado que a mocinha aqui botou na cabeça que faria Artes Plásticas na UEMG e a trágica historia é que eu fiquei pra excedente. Tem coisa pior que te deixarem no meio do muro sem saber o que vai acontecer?! Tentei a primeira etapa que foi um dia de desenho de observação e no outro desenho de criação: passei. Fiz a segunda etapa completamente otimista, eram 25 vagas e 2,40 candidatos por vaga (bem que a mamãe avisou pra não cantar vitória antes da hora) e eu não consegui. Fiquei em 30º lugar e atualmente estou esperando que alguns candidatos desistam porque afinal é ARTES PLÁSTICAS E NÃO VAI TE LEVAR A LUGAR NENHUM! (quem sabe algum concorrente meu não lê isso e fica comovido).
Enfim é isso: não tenho pra onde ir. Me formei. Vou ter que prestar vestibular de novo e dessa vez pretendo fazer um cursinho pra matemática não ficar de palhaçada comigo como fez na segunda etapa da UEMG que intrigantemente foi a prova geral com todas as matérias.
Festa de formatura no Mix Garden.
Eu queria dizer muita coisa sobre toda essa mudança, especialmente de  costume, mas tudo está se resumindo mesmo é em saudade. Apesar de todos esses anos torturantes que não passavam, chegou no fim e tiveram coisas lindas também. É um saco sempre ser uma pessimista-apelativa (olha, nem posso mais perguntar a minha professora de português se isso tá certo) mas vou contar uma coisinha: meus melhores anos foram lá. Os meus amigos de hoje são meus amigos desde sempre, que estudaram comigo e eu sei que estarão sempre ao meu lado.
Eu acreditava que a gente não ia se afastar, mas agora... tá tudo bem distante. Aquelas malditas 5 horas por dia fazem falta nessa questão do convívio e da falta dos amigos de verdade que eu sei que ainda vou me divertir muito. Mas me faz feliz saber que agora finalmente cada um vai pro seu rumo artístico, engenheiro, publicitário ou nutricionista. É um surto de desabafo psicótico da Ana, mas também é um agradecimento. Obrigada. <3

8 de out. de 2012

Ficamos


Nos encontramos sem muita conveniência. Não nos olhamos no olhos e permanecemos o tempo inteiro de braços cruzados, afinal, tínhamos consciência de que era melhor assim. Choramos. Falamos. Reclamamos. Deduzimos. Fomos embora para nos encontrarmos novamente. Para não cruzarmos mais os braços. Para tomarmos vento e sol, já que não queríamos nos tomar. Para olhar o céu. Descobrimos que sabemos como estamos e como queremos estar. Mesmo assim nos contentamos em apenas esperar. Esperar qualquer milagre cair em nossas cabeças. Que o tempo avance em outro em que esteja tudo bem. Em que haja espaço. Que o passado não seja qualquer empecilho. No qual vamos dizer o que sentimos, o que queremos. Que sejamos nós para nossas próprias expectativas.

Vamos esperar. Vamos ver se isso vai passar, continuar, piorar, ou terminar. Temos tempo.

Também só sabemos que no final ficamos, enfim, no fim.

29 de set. de 2012

Na verdade


Sem metáforas. Sem analogias.
Essa sou eu para dizer que não sinto raiva. Para dizer que ainda acredito nas coisas eternas, mas nunca vou deixar de duvidar da força das efêmeras.

Saber que elas existem é fundamental. É necessário aplicar as expectativas na sua própria capacidade.
Porque a saudade é algo que, depois de um tempo, acalma no coração. Depois, nem incomoda.
Então, para que acomodar? Por que acomodar com a dor, com o choro? Não é bom deixar que a tristeza vire rotina só porque você não tem mais a sua do lado de quem quer que seja.

As coisas não são da maneira que nós queremos. São exatamente ao contrário se você associar toda sua felicidade, tudo o que há de bom para você em alguém. As pessoas se sentem sufocadas assim, creio eu. Imagina, ser o centro de tudo para alguém? Mas vá, ninguém faz isso por mal. Ninguém deposita sua própria felicidade em ninguém por querer mal. Longe disso.

Pensei nesses dias sobre uma vez que você me disse que se sentia bem comigo. Que confiava em mim. E que perto de mim, conseguia ser você mesmo. Eu lembro que peguei seu rosto entre minhas duas mãos, e beijei cada cantinho dele. E vou te contar que isso me deixou muito, mas muito mais feliz do que quando você disse que me amava pela primeira vez, quando apenas escondi meu rosto na sua camisa.

Isso que eu aprendi. Que têm certas palavras que dão muito mais acalanto e vontade de ficar junto do que o ultrapassado do 'eu te amo'. Que as pessoas estão aqui, com a gente, mas nós nunca vamos conhecê-las de verdade. Nunca vamos saber o que elas sentem, mesmo que façamos tudo para fazê-las felizes. Tudo mesmo. É necessário confiar, muito mais do que gostar muito. E por favor, não subestime. Converse.

Se já chegou a dizer que ama, que confia, não custa dizer o que incomoda. Muito mais do que saber o quanto tem e o tamanho da sua individualidade é saber o quanto o outro conta com você. Se amar primeiro não é egoísmo. Egoísmo é tomar as decisões sozinho sobre algo que é coletivo, sobre algo que envolve outra pessoa. É assim mesmo. E não tente entender. É só respeito. É só pensar no outro.

25 de ago. de 2012

"O que te sobra além das coisas casuais?"



Tenho pensado muito nessas coisas que a gente engole – essas palavras que chegam na pontinha da língua, mas voltam com a saliva e também aquelas palavras que ouvimos e fingimos que não nos doeu. As coisas que deixamos de viver por acharmos não estarmos prontos, por acharmos que aquela situação está à frente do nosso tempo ou por medo...
O que eu tenho pensado muito mesmo é em todas as palavras que eu ando engolindo acreditando que nenhuma delas vai me salvar desse meu medo tão profundo no meu âmago e em todas as palavras que eu consegui não engolir, mas não consegui dizê-las a quem eu queria tanto que ouvisse.
Uma dessas coisas que eu queria dizer é que eu entendo porque as pessoas não amadurecem. Entendo que seja mais fácil viver pelas coisas casuais porque a futilidade é um caminho mais fácil pra felicidade e é por isso que tem tanta gente fútil e vazia ao meu redor. Mas não vou brigar por isso, porque pra deixar de ser fútil e se aprofundar em relacionamentos e atitudes é preciso amadurecer e este é o grande problema.
Amadurecer é uma fase muito dolorosa na vida da gente e as pessoas tem tanto medo de sofrer, medo de se envolver, medo de falar o que querem, medo de serem elas.
O que me incomoda não é quando esse medo impede as pessoas de investirem no que sentem, o que me incomoda é quando elas começam a se aprofundar, mas percebem como é tão vasto ter intimidade e ficam com medo, se assustam e desistem. O que me incomoda é cada pessoa que eu vejo fugindo de ser mais profundo, de ser mais sensível. Me incomoda elas não quererem descobrir o que elas podem ser. Me incomoda elas desistirem por esse medo tão oculto e destrutivo em seu interior.
Quando é a hora da pessoa crescer, ela cresce... não dá pra fugir disso pra sempre.

9 de set. de 2010

Um por Vinte e três


Ele segurou meu rosto com uma mão só, e foi chegando a boca dele perto da minha. Eu fiquei parada, do mesmo jeito que estava enquanto falava que iria vender toda a minha coleção de revista Capricho. Não queria pensar demais, porque, se pensasse, viraria o rosto. Não pensei, não virei o rosto, e ele me beijou. Me beijou, devagar, do jeito que ele sempre fazia, mas eu tinha esquecido de como era. Ele parou e ficou esperando minha reação. Tentei não esboçar nenhuma. Ele sorriu pra mim, eu sorri para ele, que se virou, e saiu de perto. Suspirei.
Enfiei todas as vinte e três revistas dentro da minha mochila. Estava convicta de que não precisaria mais delas. Estava convicta de que não queria mais saber o que o Justin Bieber ou a Lady Gaga andavam fazendo, e que, meu estilo já estava pronto, dentro de mim, não naquelas páginas coloridas. Fui pesada, vagarosa e falante ao lado da Rúbia; e entramos na loja onde havia uma placa que dizia "vendemos, trocamos, compramos."
No fundo do recinto, onde eu podia ver estava um homem magro e de aparência que quase não me agradava de certa forma. Esperei, calada, que ele me desse atenção.Uma mulher com nome diferente (e que tinha o número começado com 9999) fazia o favor de puxar a atenção do homem, por causa do Freddie Mercury. "Só  Freddie Mercury, o resto não interessa."
Rúbia andava sala afora, lendo gibi.
- Você compra revistas; não compra?
- Compro.
- Eu tenho vinte e três revistas Capricho.
- Não.
- Não?
- Deixa eu ver.
Coloquei, em pilha, as revistas na frente dele, que por sua vez demasiado analisou-as.
- Essa daqui, essa não... - dizia enquanto separava alguma delas.
Depois colocava tudo em uma pilha só, dividia-as novamente... E eu trabalhava forçadamente a minha paciência diante daquilo.
- Dez reais, e essas daqui não. - disse, empurrando uma pilha menor.
- Dez? - olhei pra Rúbia.
- Dez!?
- Dez. - ele repitiu, calmamente, pedindo um balde d'água cabeça afora.
Contei as revistas. Na pilha que ele escolheu, haviam dezessete.
- Gastei 85 reais nelas.
E ele me explicou que precisava de ter mais lucro que eu, e que foi burrice minha gastar tanto dinheiro com revista (minha conclusão).
O telefone tocou, e o magrelo estrábico atendeu com simpatia alguém que procurava um livro do José de Alencar.
- Você pode escolher outra coisa. - disse, desligando o telefone.
Saí sala afora, distraída com aquele mundo de revistas e livros. O cara acendeu as luzes para mim. Feliz Ano Velho, Blecaute, O Meu Pé de Laranja Lima.
Eu ignorava tudo o que me pareceria muito óbvio para opção de escolha.
Conversava com o magrelo enquanto percorria a sala. Rúbia continuou lendo gibi e "rindo feito o Marcos".
O alguém que ligou procurando o José de Alencar apareceu, e comprou o livro.
- Agora o magrelo burguês vai registrar seu lucro - falou de modo irônico o magrelo que pra mim é louco, enquanto digitava em seu computador.
A essa altura Rúbia já tinha se levantado, e se proposto a me ajudar.
Atrás de algumas prateleiras estavam algumas revistas Playboy fazendo montes perto de nossos pés. Rúbia me cutucou com gentileza, e quando eu a olhei, ela apontou para o chão. Analisei aquilo tudo, sem colocar as mãos, considerando o fato de nunca ter folheado uma revista daquela. Estava habituada à Capricho, sabe como é. Vi, escrito de vermelho e em letras grandes a palavra "Cléo", perto de uma coxa carnuda. Cléo Pìres. Não exitei em pegar a revista, e folhear com cuidado.
De algumas coisas você pode ter certeza (caso nunca tenha lido uma Playboy): Não é só pornografia. As fotos são muitos artísticas, bem tiradas e de muito bom gosto. Homens compram revista com conteúdo, de certa forma.
Larguei a revista grossa e proibida no chão, onde estava antes, bem pertinho do meu pé.
Me levantei, e estava, na prateleira: O Beijo.
Peguei, coloquei debaixo do braço, girei por algumas prateleiras ainda, e acabei levando o livro dos beijos. Um por vinte e três. Ele veio solitário dentro da minha mochila, ocupando o lugar das vinte e três revistas Capricho. Tomara que ele seja bom, porque ele me fez lembrar de hoje de manhã. E quer saber? Se ele me beijar de novo, eu não vou me incomodar nem um pouco.

imagem: we♥it

18 de jun. de 2010

Testamento Equivocado


Quero concentrar toda a minha saudade em você; tudo o que eu sinto e não tem denominação, toda a minha confiança e atenção. Te dar tudo o que eu tenho agora, que é a vontade de experimentar algo novo, que é querer pertencer a alguém de forma íntegra, pelo menos com um pouco de sentimento; sendo feliz, e só.
Divido com você, tudo o que sinto, tudo o que tenho.

30 de mai. de 2010

Hey, Moon !

Estou sentindo uma necessidade enorme de falar tudo o que eu penso e sinto agora, porque, daqui dois minutos talvez eu não sinta mais nada.
Olhando a Lua daqui, da cadeira do computador (que, por um acaso, foi onde eu passei quase metade do dia), vieram ao meu encontro milhões, milhões e milhões de coisas que incluem lembranças, pensamentos e sentimentos. Resumindo: certo grau de alienação temporária. Temporária porque eu sei que daqui a pouco passa.
Primeiro resolvi falar pra Camila que a Lua estava bonita. Ver a Lua sempre me anima, me deixa feliz, me dá uma vontade enorme de não fazer nada, só de ficar olhando pra ela, sorrindo, num transe, quase isso.
Pelo visto, com ela não resolveu. Nada tem resolvido com ela ultimamente. Mesmo que eu só tenha falado com ela pela internet, eu fico mesmo, preocupada. Sinceramente, preferia que eu tivesse feito alguma coisa com ela. Talvez, assim, eu conseguisse resolver alguma coisa.
Se a Lua não entregou (nem) um sorrisinho pra ela...
Camila, olha, vou ter que repetir algo que eu já disse: Tenho a vontade de te ninar, igual um neném; um neném de cabelo colorido. Camila, eu queria te ver sorrir. Queria ter o poder de fazer isso.
Tá, -enxuga as lágrimas- em segundo, o que a Lua me trás é a vaga lembrança da rua Natérica, na altura do número 90, chovendo, com certa companhia, que, por sua vez, está de greve. Está de greve no sentido de ser uma pessoa na qual eu evito que seja um assunto, porque isso me priva de viver.
Terceiro: no meu aniversário de 4 anos, dia 7 de Janeiro de 1999, a Lua estava cheia, como hoje. Vi isso num calendário dia desses.
Em quarto, na minha opinião, é a parte mais legal. Não é lembrança, não é vontade, é sonho. Sonho de gente boba (e acordada): eu, numa praia. De noite. Podia ser de dia, a Lua, quando está cheia, sempre aparece de dia. Então: noite, Lua. Não, noite não, pôr do sol (ou subida da terra, se preferir). Aquele marzão, aquela maresia, aquela areia no cabelo, aquele cabelo horrível. Bom. Uma fogueira. Grande, quase na orla. Estrelinhas, é, estrelinhas, piscando, piscando, lá em cima, bonitinhas, pequenininhas, estrelinhas. (ficou parecendo poesia de menino de pré).
Tá, agora, você, caro leitor, deve estar se perguntando: Com quem?
Olha, como meu Cabeludo Imaginário ainda não tem rosto, podemos dizer que eu estaria sozinha.
Digo isso porque depois talvez (com certeza) eu mude de ideia. Mas ah, eu não gosto de ficar pensando nesse tipo de coisa, essa coisa de companhia na praia, aquela coisa romântica. Me deixa triste.
Ou, ninguém tem um primo cabeludo pra me apresentar não ?
Cabeludo bonito.

28 de mai. de 2010

Cabeludo Imaginário

Em falar em instabilidade... eu já disse que nunca quero me casar? E também que em hipótese alguma eu não terei filhos? Nem MEIO filho? 

Pois é... isso foi até outro dia. Hoje mesmo, enquanto eu estava com a bunda suada na cadeira do salão, com o secador quente na cabeça; a Flávia (a queimadora de couro cabeludo) falava toda orgulhosa da filhinha dela, que nem dois meses tem, a Melissa. E eu: "Nossa, não tenho filho antes dos trinta nem a pau." - esse povo tá pegando o boi, porque eu falava que não ia ter era nunca!
E ela: "Que isso, Celes (é, Celes). Eu também falava isso. Agora, olha eu e a Melissa."
"É, Flávia. Filho é bom, mas dura muito." (li isso no livro do Mário Prata hoje de manhã).

Enfim, o que eu quero dizer com tudo isso é que em relação à relacionamentos duradouros, vestidos, noivo, buffet (huum), e tudo mais, eu tenho pensado (muito) diferente.
Eu ainda não consigo me imaginar barriguda, com um neném com cara de joelho no colo, achando a coisa mais linda do mundo. Mas já consigo imaginar como seria meu vestido de noiva. Vai combinar muito bem com a tatuagem que eu pretendo fazer depois dos 18 e os meus (futuros) piercings. E acredita que eu também consigo idealizar um noivo? 

Tá, de qualquer maneira, casar é uma coisa muito definitiva. Vou deixar pra mudar de ideia sobre isso depois, nada de ficar enxendo (mais) a cabeça com isso agora. 
Quem sabe até, ter um namorado a longo (looooongo) prazo, tipo uns 7, 8, 9 anos de namoro, cabeludo, roqueiro, tatuado e que tenha uma voz bonita. Nós podíamos morar num apertamento (lê-se apartamento) no centro, todo bonitinho, e teremos um cachorro também. Teremos brigas diárias, só pra depois ficar falando "Desculpa, a culpa foi minha!" se abraçar e se amar no sofá da sala. Com o cachorro olhando, e morrendo de carência. (Tá, essa foi ridícula). 

Depois, se meus pais reclamarem por ausência de compromisso e presença de vagabundagem da nossa parte, poderíamos nos "casar": Cachorro em pé na sala, só pra ter testemunha, que por conicidência é a mesma sala que sempre faríamos as "pazes". Mas né, ninguém precisa saber disso. Eu de moletom e camisa de banda, ele de cueca samba canção. Sem padre. Nós engalobamos um texto pra ficar menos informal. Beijinho, beijinho. Pronto, estamos casados. Tomamos café. Pronto de novo, minha felicidade está completa.

Nossa, que emoção imaginar isso. Tá bom que na sala também poderia estar pai, mãe, sogro, sogra, amigos, agregados e tudo mais, mas como eu disse, é apertamento, não vai caber. E além do mais, só o cachorro ia ficar muito bom, eu acho. Ou não, sei lá. Só sei que eu e meu cabeludo imaginário não nos casaríamos formalmente. 

Ainda, meu cabeludo, não consigo imaginar nossos filhos. Mesmo porque, você ainda não tem um rosto definido. Mas mesmo assim, onde você estiver agora, com quem estiver e todas essas coisas, espero que nossos sonhos sejam compatíveis. Ou se não forem, espero também, que depois de uma discussão (e uma conclusão) tenha uma sala (e um cachorro) disponível. Também espero, com todas as minhas forças que você exista mesmo. 
Talvez eu até queira me casar. E quem sabe, me encher de filhos. É, mudei de ideia.

16 de mai. de 2010

Ceres Sete-Lagoana

-Oi, quero te conhecer. - diz o cara, e pega na minha mão – Qual é o seu nome, morena?
- Ceres. (sim, eu sei que ele não entendeu.)
Ele chega perto, e me dá um beijo na bochecha. Sinceramente, eu não ia perguntar o nome dele, porque eu não fazia questão. E ele, se estivesse tão preocupado em saber meu nome, ele tinha perguntado de novo; porque não, ninguém NUNCA entende de primeira. Por isso que agora até eu mesma me denomino “morena”.
E então, ele me dá outro beijo na bochecha. E na outra. E na outra de novo.
Até que eu virei de costas e saí andando.

Puta merda, mas que saco.
Aquele era o nº 18, eu acho. O décimo oitavo garoto que mexia comigo na mesma festa, o décimo oitavo que eu não me interessara.

- Ceres, aquele ali, de camisa azul, ele quer fazer parceria.
Parceria ? Que diabos eu estou fazendo aqui, pelo amor de Deus!

E eu ia, andava, levantava um pouquinho a perna, por causa do salto, ria um pouquinho, e até me deu vontade de dançar. Forró, sertanejo.
Afinal de contas, eu precisava me enturmar.

- Não, Ingrid, não, sem essa de parceria, que isso.
Ingrid sái, e vai falar com o dito cujo, que deve ter sido o décimo, por aí.
- Ceres, ele te chamou de playboyzinha, que ele nem sabe o que você está fazendo aqui, maior metida. Feia pra caralho.

Pois é, Ceres. Playboyzinha. Playboyzinha.
Essa é nova. E eu sou tão feia que ele queria me beijar. Bom. Isso quer dizer que os garotos daqui (34, pra ser mais exata), preferem as morenas, metidas, feias e playboyzinhas.

- Que foi, Roberto?
- Cé, lembra aquela calça apertada que eu tinha?
- Lembro, Roberto.
- Então, eu vou na festa hoje com uma mais apertada que aquela. Você vai?
- Ah, não sei, se o Léo for...
- Tá bom, chama ele então pra vocês irem.
- Beleza, Roberto.

Bom, eu fui à festa por conta do Roberto. Por conta no sentido de ele ter me chamado. Ele me vigiou a festa inteira, pelo o que eu sei não ficou com nenhuma garota. Vai ver que é porque toda vez que ele ia conversar com uma, ele tinha que ficar vigiando pra ver se eu estava olhando, e morrendo de ciúmes. Coisa que eu não fiz.

Número 30, 31, 32...
- Não.
- Neeem, fala pro seu amigo que eu to muito ocupada coçando meu pé agora.
- Eu sou seu sonho, é? Então vá dormir!

Por que, cara, por quê?
Por que nenhum daqueles 34 garotos eram o que eu quero?
Por que toda vez eu tinha que contar até 10 e falar “Samuel, Samuel!” em voz alta ?
Por que eu me obrigo a ser tão idiota?
Por que que ser sete-lagoana é tão, mas tão difícil?

Só porque eu sempre fui apaixonada pelo Sérgio?
Só porque eu estou ficando com o Samuel?
Só porque agora eu moro em Sete Lagoas?

É tão difícil entender que isso tudo não é culpa minha?
Então porque que a pior parte fica pra mim?
De que adiantava 34 se eu só quero um?

Não, eu ainda não consegui trocar de pizza preferida.

Sou uma garota sete-lagoana e frustrada.
Sou uma morena dos sonhos do nº 26.
Sou uma apreciadora de pizzas belo-horizontinas.
Sou uma idiota.

É difícil esconder desespero, desculpa.

12 de mai. de 2010

Analogia da Pizza

Pensar em tanta coisa ao mesmo tempo é normal?
Se for normal, por favor, me perdoe por estar enlouquecendo.
Preciso lembrar que acho que estou começando a querer me esforçar para fazer alguma coisa.
Primeiro porque não fazer exatamente nada interfere na produção de colágeno, e não, não quero que a gravidade não fique ao meu favor, mesmo porque, eu só tenho 15 anos.
Segundo, é que eu acho de suma importância que eu – pelo menos, eu - seja feliz.
É. Feliz. E, por mais que eu já tenha passado (gastado, jogado, ou qualquer outro verbo desse gênero) dois anos da minha vida me “doando” por uma mesma e nada justa causa, acho que agora é hora de dar um basta nisso.
Não, eu não disse que seria fácil, muito menos rápido.
Isso tudo consiste numa técnica, ou, se preferir, em pura sorte. E toda sorte só existe de braços dados com o esforço. É como se fossem um casal: um não existe sem o outro.
Contudo, podemos concluir triunfalmente que sim, eu (e todos que quiserem um conselho, mesmo que seja meu) precisamos de um esforço. Queremos sorte, certo?
Então, teremos que nos esforçar. Eu tenho que me esforçar. E é exatamente isso que eu vou fazer.
Posso começar me apaixonando perdidamente pelo Samuel. Esse pode ser meu segundo objetivo, porque o primeiro, claro é não olhar tantas fotos do Sérgio.
Aliás, eu observei uma coisa em comum com garotos belo-horizontinos envolvidos de forma amorosa comigo. E todos praticamente têm a mesma história que, se entrelaçam. Isso é outra coisa que vem me levando vagarosamente pelo precipício da loucura.
Enfim, essa tal coisa que eu observei foi a seguinte: eu Ceres, me apaixono. Eles, garotos ajudam e praticamente me obrigam a fazer isso (não vou citar nomes, mesmo porque, não precisa). Preciso frisar que é impressionante o poder deles de fazer isso comigo. Ou gostam de Coldplay, ou têm pernas, queixos, cabelos e palavras espetaculares. E claro, com muito sensacionalismo e exagero.
Depois de um certo tempo; que pode ser denominado dia ou, no máximo, semana, eles simplesmente somem. Me deixam, ao léu, sozinha, triste, abandonada e chorosa.
E assim eles faziam: alternando. Primeiro um, e quando o outro reparava que eu estava prestes a contar pra minha mãe que eu estava apaixonada, ele combinava com o segundo. Aí o primeiro sumia, eu chorava, o segundo aparecia, e assim ia. Sim, eu me apaixonava fácil, e muito rápido.
Esse é o “apaixonar entre aspas”, fogo de palha, coisa de gente boba, que,aliás, é um delícia.
Tipo, primeiro eu só gostava de mussarela e calabresa, ai depois que eu comecei a apreciar à moda, à portuguesa e às vezes catupiry, essa coisa de dor de coração diminuiu.
Agora que eu estou retratando o meu sofrer super esforçado, cheguei à conclusão de que talvez esses mineiros maldosos tenham um complô contra mim, mas eu nem ligo.
Depois que eu vim pra cá, comecei a me interessar por outros sabores, sabe? E às vezes mussarela e calabresa ainda vêm com a frase: “Ceres, desculpa, eu fui um burro, joguei muito tempo fora em relação à você.” Aí eu digo: ”Pois é, (nome do sabor correspondente), eu, agora, não posso fazer muita coisa. Se você fosse menos burro, agora nós podíamos estar fazendo 1 (ou dois) anos de namoro.”
(Lembrando que a duração do namoro hipotético corresponde ao sabor).
Sabe o que eu faço depois? Invento um outro sabor pra gostar. Por mais que seja difícil trocar de sabor preferido, assim, na hora que quer, é até bem divertido.
Já disse que eu adoro analogias? E pizza também, claro.

6 de mai. de 2010

Verbos causadores de esforço, não.

Tirando a parte que eu tenho me sentido uma gorda sedentária ultimamente, as coisas estão indo bem.
Minha calça jeans preferida tá larga na bunda, e minha mãe disse que, se eu continuar atoa do jeito que eu estou, e emagrecendo desse jeito, vou ficar pelancuda antes dos quarenta, e isso sim é uma coisa terrível. Então cheguei à conclusão de que preciso de arranjar alguma coisa pra fazer.
Porra, que dor de cabeça é essa que eu estou sentindo agora, que isso.
Sei lá, pode ser arranjar um remédio pra tomar por causa dessa dor de cabeça, andar de bike, dar volta na lagoa de tarde, e hoje mais cedo, enquanto eu pensava nisso, eu só consegui levantar do sofá pra ir fazer compras com a minha mãe.
Quando eu cheguei em casa, eu descobri que a forma mais fácil de conseguir felicidade que eu tenho ao meu alcance é um saco de 66g de Fandagos. E quer saber? Essa felicidade que o Fandagos pode me proporcionar é totalmente instantânea, e depois do ultimo salgadinho vou ter vontade de chorar, de tanta dor na consciência.
É, eu estou assim. Como, tomo, digero e depois me dá vontade de morrer, porque eu vou ficar uma gorda. Sim, eu estou ficando doente, doida, sei lá.
Eu tenho que admitir que outras coisas me proporcionariam uma certa felicidade mais duradoura; isso claro, depois de muito esforço. E esforço está fora de cogitação agora.
Aliás, o esforço vai depender do resultado.
Tipo assim, depois de ter sonhado dois dias seguidos com o Sérgio, eu estou convicta (mais um pouco, se é que isso é possível) que se eu estivesse em BH numa hora dessas eu fugiria pra vê-lo.
O verbo FUGIR, diga-se de passagem, exige esforço. E claro,tudo isso é só uma suposição. (ironia)
E, agora, eu não consigo pensar em outro esforço que eu seria capaz de exercer. Não, estudar não conta.
Então o que eu vou (posso e quero) fazer é: levantar da cadeira, abrir o armário, pegar o meu saquinho de 66g de Fandangos (sorte minha que não é o tamanho família), comer, comer, comer, chorar, chorar, e chorar; ir pro banheiro, chegar na frente do espelho, levantar a blusa, pressionar a região abdominal com o indicador e o polegar, fazer uma cara de nojo. Depois abaixar a blusa, olhar a minha espinha que está deformando o meu rosto, passar pomada de própolis nela (de novo, pra ver se ela some), soltar o cabelo, prender o cabelo, trançar o cabelo, e acabar deixando ele solto, parar de novo, rir bastante pro espelho, extravasar a minha felicidade (não) odontológica, apagar a luz, talvez estudar pra prova de geografia, deitar, dormir, dormir, e acordar e fazer tudo de novo. A única de diferença é que amanhã de manhã talvez não tenha Fandangos, e eu vou usar maquiagem.
O que eu quis dizer que eu estou presa à minha rotina sem esforço.
E não vem me lembrar da existência do Samuel não, porque eu não esqueci dele, nem dos beijos com certa frenquência, durante cinco horas por dia, cinco dias por semana, aleatoriamente, sem compromisso, sem sonhos e, principalmente, sem futuro. Eu podia até fazer um tag "Samuel", mas não, desocupar meu coração pra ocupar de novo é uma oração com dois verbos que me causariam muito, mas muito esforço. Sem falar que eu não quero, não quero mesmo. E enciumar, por mais que não necessite de tanto esforço assim, ainda mais nessas condições nas quais nos encontramos, não é uma coisa que eu queira fazer, não mesmo. E que isso fique bem claro.
E quer saber? Gostar tanto de você assim já faz parte de mim, nem me causa esforço. Eu não gostando de você seria eu com algum problema psiquiátrico muito sério.

29 de abr. de 2010

Contra o Exercício de Pensar em Dúvidas

Dúvida.
Esse é tipo de coisa da qual eu não fico sem. Nem eu, nem ninguém.
Sabe o que é pior? Nós somos OBRIGADOS, todos os dias, a morar com ela, estudar com ela, beijar, abraçar, alisar, morder, apertar... e sim, isso é saco. 
Vai que alguma dúvida tem bafo, deixa cabelo no sabonete quando toma banho e ainda por cima copia seu dever?
Eu em particular, todos os dias, fico louquinha atrás das minhas respostas; porque minhas dúvidas têm bafo, e todas essas coisas desconfortáveis.
Eu não sei se meus amigos de BH pensam em mim com frequência igual a que eu penso neles, se em um futuro distante eu vou ser mãe, me enxer de pirralhinhos, ou, até então, ser uma louca, toda tatuada e cheia de piercing.
Ou pior: se vou ter minha casa própria, se vou comprar roupas legais, qual profissão vou exercer, se vou ficar com quem eu amo.
Gente, e se meus amigos me acham esquisita, se meus pais não estão satisfeitos comigo, se o cara que eu gosto não gosta de mim?
Pensar nisso tudo me mata de desespero, que merda.
Então, agora, cheguei à uma conclusão, e vou combinar isso comigo mesma:
se eu tiver dúvidas (é só uma suposição, porque, como eu já disse, eu tenho, e de sobra) eu vou tentar acabar com elas. É, foder com elas, tirá-las o poder de existir e me enxer o raio do saco, mandar elas pra puta que pariu.
Se eu não conseguir vou simplesmente não pensar nelas.
De que adianta ficar horas pensando em uma coisa incerta, totalmente fora do seu alcance?
Garota, para de ficar pensando se os garotos do VDG vão se casar com você. Se isso tiver que acontecer, vai acontecer e ponto final.
Garoto, não fica enxendo a cabeça com filme pornô se masturbando no banheiro. Não fica preocupado se a gatinha da sua sala vai te olhar. Sobe a calça e vai jogar um charme em cima dela, escrever uma música pra uma serenata, sei lá!
Vamos ser felizes não pensando nas dúvidas que não podemos achar as respostas!
Vamos ir pra "Religião do Destino", e acreditar no nosso potencial de alcançar nossos objetivos!
Eu digo por experiência própria.

p.s.: não me dirigi à ninguém.

Pauta para Projeto How Deal

26 de abr. de 2010

Feliz Ceres Velha

- Toma, Ceres.
- Obrigada, Ramon. - eu disse, quando ele pôs o bendito livro na minha mão.

Finalmente eu iria passar da página 53, e minha curiosidade de saber o que ia acontecer (o que aconteceu e todos os outros verbos) com o Marcelo (Rubens  Paiva)  ia ser saciada. Juro que até só agora eu entendi a minha tara por querer tanto ler esse livro.
À uns 3 anos atrás, a Karine, uma menina que pegava ônibus comigo e estudava na mesma escola que eu me disse que "Feliz Ano Velho" era um livro absurdo, e que o cara dele é um filho da puta, que só falava de seios e bocas alheias.
Karine, sua mentirosa!
Eu tenho total consciência de que o Marcelo nunca vai ler o que eu escrevo. Afinal de contas, além de pé no chão eu sou até bem pessimista, pelo menos às vezes. Mas eu fico feliz por você ter conseguido se sentar, andar de cadeira de rodas, ido no cinema e, puta merda! Como como o jeito que você descreve as coisas me fascina!
Agora, eu já passei da página 180. Tudo hoje. Eu simplesmente não consigo parar de ler. Depois de horas que todo mundo aqui estava pensando que eu estava domindo enquanto eu lia freneticamente, minha vista está supercansada. E sim, a possibilidade de eu sonhar que eu estava ouvindo o Bamba, num gramado enorme que provevelmente seria da USP é enorme.
Esse tipo de coisa toma conta de mim fácil. Aconteceu a mesma coisa com Crepúsculo, Lua Nova e afins; mas quando você sabe que que aquilo aconteceu de verdade com gente de verdade o efeito de êxtase é bem mais avassalador e selvagem.
Como eu sou arcaica! Me identifico com um jovem louco da década de 80, e meu sonho é conhecer uma pessoa assim que, de preferência esteja ao meu alcance. Não sei se é pedir muito, mas a minha vontade de crescer, ter uma visão política (não pelo fato de ter vivido certa repressão governamental, e sim por ser isso uma coisa que me é considerada útil), conseguir se apaixonar por coisas mínimas e torná-las vitais é enorme. Concluindo a ladainha toda, esse é meu objetivo.
Esses hormônios, essa coisa ridícula que dificulta ainda mais minha (nossa) passagem pelo pântano lamacento (?) que é a adolescência estão me deixando uma pessoa (muito) cismada, pensativa, irritadinha, (principalmente) chorona e desconformada. Não me sinto normal.
Ultimamente tenho A-DO-RA-DO falar muito palavrão, filosofar (apesar de as aulas de filosofia serem, em sua maioria, chatas), pensar em coisas chulas (tipo pornografia e coisas do gênero) e isso tá me deixando louca e, ao mesmo tempo, fascinada. Nem imaginava que essas coisas existiam.
Outra vontade que eu tenho é falar exatamente o que eu penso. A sensação de conseguir fazer isso seria praticamente a mesma de sair correndo na avenida Paulista na contra-mão (não sei a merda da reforma ortográfica não, porra!), e ainda por cima pelada. Parece que tem um elefante na minhas costas, e com ele eu não consigo realizar movimento, muito menos trabalho. (Prestei atenção na aula de Física. Beijo Afonso!)
Fico o dia inteiro pensando no meu cabelo que ERA tão lindo, no meu projeto-de-namoro-que-eu-sempre-sonhei que durou exatamente uma semana e um dia, na minha abstinência por um (dois ou mais) contato(s) físico(s) com o sexo oposto, nas lagoas, na empada, na minha coxa, na luz que eu meu pai acendeu, na minha bunda!
Nunca, nunca mais vou julgar as pessoas porque elas são cismadas, falam da mesma coisa (ou pessoa) o tempo todo, porque veem Isa tkm, tk+, seja lá o que for, usam calcinha (ou cueca) pequena, gostam de livros de amor super melancólicos ou, então, são indiferentes a mim.
Primeiro que tudo isso eu já fiz, faço, ou farei, Um exemplo é usar calcinhas pequenas. E fodas, eu falo "nunca", mesmo correndo o risco de não fazer de novo. 
Nesse caso, o verbo é "julgar". O que conta aqui é o pronome que vem antes. Não pode ser "eu".
Aliás, essa coisa de prometer e não cumprir às vezes é muito, mas muito convidativa pra mim, mas isso, de verdade, eu não gosto de fazer.
Camilla, eu ia escrever sobre sua beleza mineira, magra e sedutora e esconderijos idiotas, frágeis e não-óbvios que a felicidade usa, mas não, não me senti apta pra isso.
Bela, Gabi, Paulinha, Lika, Fernanda e Giovanna: vocês são as melhores amigas belohorizontinas do mundo, sério!
Marcelo, já já vou ir ler o que aconteceu depois que você terminou com a Marina, esperaê.

19 de abr. de 2010

Sobre Cartas não Destinadas, O de Sempre e Alface

Ontem a noite, reparei que tinham umas seis folhas de caderno, todas dobradas em quatro vezes, em cima da minha mesa.
Peguei e enfiei na mochila, pra depois ver o que era (ou até mesmo, relembrar, mas enfim).

Hoje de manhã, quando eu estava no ônibus indo pra escola, fui ver o que estava escrito nas folhas. Bom. Uma coisa eu posso afirmar: diziam o de sempre.
Uma delas é uma carta que eu escrevi pra Mariana, no dia 27 de janeiro, e não sei o por quê, mas ela ainda está comigo. Outra delas é onde eu escrevi o endereço dela, provavelmente pra mandar a carta depois. Coisa que, como você pode concluir, eu não fiz.

As outras quatro.
Sim, as outras quatro. Eu devia, sinceramente, pôr mais quatro posts no tag "Sérgio", porque se nos dias 23, 24, 25 e 26 de janeiro eu já tivesse internet em casa, sim, eu postaria tudo o que estava escrito aqui. Ou não, mas a gente não precisa de discutir isso agora (rumo aos 50!).

Depois que eu reparei que eu sou meio... sem uma outra inspiração a não ser a de sempre, já tinha acabado o primeiro horário. Física (sim, eu fiquei horas lendo e relendo).
Como nem todos os professores estavam dando aula, a maioria está de greve, a gente pôde sair, e depois voltar pra assistir o quarto horário.

Eu, o Ramon (No Mar), a Rúbia, a Gaby (sim, é com "y"), e a Andreza. (risquei o nome dela porque ela é muito chata, pelo menos na maioria das vezes. Ela fica me prometendo um pôster do Axl Rose *suspiro* faz tempo, mas nada. Mentirosa).

Demos uma volta na lagoa, e depois fomos pra biblioteca.
Como eu estava/estou numa puta preguiça de procurar os documentos pra fazer a ficha e pegar um livro, como qualquer pessoa normal faz, eu, pela segunda vez, estava indo na biblioteca pra continuar a ler o mesmo livro.

Sim, o livro é muito bom. E sim, estou apaixonada pelo cara do livro.
Ele é cara-de-pau, poético, toca violão, e pulou numa lagoa de meio metro de altura, estilo Tio Patinhas (assim que estava escrito), quebrou a quinta vértice da medula (acho que é isso), e vai (eu não li a parte que fala isso, mas eu sei que vai) ficar tetraplégico.

Ah, sem falar que ele tem uma posição política. Mesmo que eu não saiba que posição (política) é essa, eu tenho queda por caras inteligentes. Um cara burro não teria uma posição política. Ou tem.
Essa é outra coisa que não precisamos de discutir.

Saí da biblioteca com uma vontade enorme de enfiar na frente de um carro. Não me pergunte o por quê. Mas então, toda vez que eu ia atravessar a rua sem olhar, um "bom samaritano" parava e fazia um gesto de "´pode passar".
Resultado: estou viva, sem sequelas; e sem entender a minha vontade de morrer.

Assisti a aula de Português, e a professora ficava falando "que bonitinho" toda vez que eu falava do Samuel. E depois, quando eu estava esperando o tempo do quinto horário passar e meu escolar chegar, passa, do meu lado, a minha professora de Português.
Numa moto. Eu acho estranho, às vezes eu tenho que cair na real pra saber que professores têm uma vida fora da escola. Eu sei lá, vai que alguém comanda todos os professores e congelam eles enquanto eles não dão aula? - ignorância

Vim pra casa, deitei e dormi feito um bebê, por uma hora e meia, e minha mãe veio me cobrar as mudas de alface que a mãe da Rúbia falou que tinha de sobra.
Liguei pra Rúbia, ela veio com as mudas, minha mãe foi comprar pão faz muito tempo, e até agora não voltou.

Eu, o Léo e a Rúbia estamos vendo televisão. O nome do episódio da série é "Todo Mundo Odeia Garotas Altas e Magras".
Estou rindo feito louca.

Não, eu só ri um pouco.

P.S.: a Rúbia é alta e magra, a graça foi aí.
P.S.2: tô com fome, minha mãe podia chegar logo.
P.S.3: o nome do livro é "Feliz Ano Velho", do Marcelo Rubens Paiva, eu acho. Aliás, o Ramon tem ficha lá, ele podia pegar pra mim (o livro).
P.S.4: estou aprendendo a tocar violão. Consigo tocar tudo bonitinho, até um fá sustenido do caralho.
P.S.5: quero ir pra Belo Horizonte.
P.S.6: o céu tá bonito hoje.

17 de abr. de 2010

Inpiração à Jato por Longa Distância

Geralmente, é comum que pessoas normais que gostem de escrever sejam inspiradas por certas pessoas. É normal observar o jeito no qual certa pessoa mexe no cabelo, ri, te olha, e todas essas coisas que fazem com que certas pessoas sejam apaixonantes.

Com esse meu pensamento, chego a uma conclusão: eu não sou uma pessoa normal que gosta de escrever.
E sim, eu quero listar os motivos. Mas não, vou só citar mesmo. Aliás, listas irritam você?

Então. Está bem. Primeiro, é que eu não tenho como observar. Não tenho como sentir, e, muito menos, saber como está. De verdade.
Fico só pra... imaginar.
Seria ficção todas as minhas precipitações à longa distância (lê-se 70km)?
Ou será então que você está tão perto de mim que eu não preciso de estar tão perto pra que você me inspire?

Por mais que seja impossível ver, eu lembro.
Lembro de como você mexe nos cabelos, de como ri, de como olha pra mim, e todos os outros motivos dos quais fizeram com que eu me apaixonasse por você.

Sorte minha que você sabe sim, a falta que você me faz.
Isso me deixa feliz. E eu sei que você tá feliz, porque eu estou falando de você.

Mas de qualquer maneira, queria saber como foi o seu dia. E quem sabe, fazer parte dele. De novo.
Também espero que você se lembre de mim.

7 de abr. de 2010

No Mar, nas Lagoas e na Paciência

Posso dizer que, de certa forma, a rotina sete lagoana me fascina. Ontem, depois da aula, fui com o Ramon, a Rúbia e a Natane na Casa da Cultura (que aliás, tá com uma exposição do Fernando Sabino muito... estranha) e na Biblioteca Pública, com a desculpa de achar as coisas pro trabalho de Artes.
Andamos a toa, cantamos, e ainda lemos o livro "Na cama com Bruna Surfistinha", que, por sua vez tinha um +18 de todo tamanho na capa.
Em falar em Ramon... ele é um caralegal. Deve ter 1,90m de altura, tem covinhas na bochecha (que as meninas - e a moça da cantina- adoram), meio tímido, inteligente, e tem alguma coisa que faz com que - pelo menos - eu tenha muita vontade de ficar perto dele.
Sem falar que o nome dele de trás pra frente fica "No mar", e ele nunca foi na praia.
Enfim, não, não estou apaixonada pelo Ramon, apesar do fato de eu me apaixonar muito fácil. Ou não. Muitas coisas mudaram dentro de mim.
Tava aqui pensando... se eu fosse embora daqui (mesmo que eu não quisesse), eu ia sentir falta daqui. Da empada, do Ramon, da Rúbia e até mesmo da professora de Biologia. Ela tem a voz irritante.
Cheguei a conclusão de que, pelo menos por enquanto, meu lugar é aqui. Eu estou aqui porque era isso que tinha que acontecer, e sim, a minha Teoria do Heroísmo vai se concretizar.
Tá bom, eu tenho que admitir que a minha vida tem ficado até bem emocionante por aqui.
Hoje eu estava avaliando a mão dos garotos da sala, e de um do segundo ano, que tava no meio, não sei o por quê. Eram 7 meninos, e a linha do amor de 5 de juntou simetricamente com a minha. Fiquei pasma. Sou contra regra da apresentação do Poemar't, o projeto bimestral. Converso com muita gente na escola, me acham estilosa e eu me sinto bem, obrigada.
A Isabela deve vir na próxima semana, pra a gente apoveitar a noite Sete Lagoana, e eu estou muito animanda. Aliás, ela tem um blog legal.
Queria ter alguma coisa mais legal pra contar. Mas né, fazer o quê ?
Paciência, Ceres, Paciência.

31 de mar. de 2010

Incompetência em Introspecção

Por mais que até outro dia eu não soubesse o que é introspecção, eu cheguei à conclusão de que eu preciso fazer isso.
Enfim, além dos problemas corriqueiros de aborrecência, eu tenho um problema muito, mas muito sério com essa coisa de escrever.
Eu simplesmente não consigo escrever instrospectivamente! Pelo menos não mais.
Sinceramente, não estou com muita vontade de explicar o por quê de eu não conseguir; afinal de contas, está escrito na minha testa. E vou falar uma coisa para você: isso me incomoda. E incomoda muito; diga-se de passagem.
Se "introspectar" é o ato de observar seus própios sentimentos e pensamentos, esse é meu próximo objetivo.

Primeira Parte da Primeira Tentativa Voluntária de Introspecção

...

merda.