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29 de set. de 2012

Na verdade


Sem metáforas. Sem analogias.
Essa sou eu para dizer que não sinto raiva. Para dizer que ainda acredito nas coisas eternas, mas nunca vou deixar de duvidar da força das efêmeras.

Saber que elas existem é fundamental. É necessário aplicar as expectativas na sua própria capacidade.
Porque a saudade é algo que, depois de um tempo, acalma no coração. Depois, nem incomoda.
Então, para que acomodar? Por que acomodar com a dor, com o choro? Não é bom deixar que a tristeza vire rotina só porque você não tem mais a sua do lado de quem quer que seja.

As coisas não são da maneira que nós queremos. São exatamente ao contrário se você associar toda sua felicidade, tudo o que há de bom para você em alguém. As pessoas se sentem sufocadas assim, creio eu. Imagina, ser o centro de tudo para alguém? Mas vá, ninguém faz isso por mal. Ninguém deposita sua própria felicidade em ninguém por querer mal. Longe disso.

Pensei nesses dias sobre uma vez que você me disse que se sentia bem comigo. Que confiava em mim. E que perto de mim, conseguia ser você mesmo. Eu lembro que peguei seu rosto entre minhas duas mãos, e beijei cada cantinho dele. E vou te contar que isso me deixou muito, mas muito mais feliz do que quando você disse que me amava pela primeira vez, quando apenas escondi meu rosto na sua camisa.

Isso que eu aprendi. Que têm certas palavras que dão muito mais acalanto e vontade de ficar junto do que o ultrapassado do 'eu te amo'. Que as pessoas estão aqui, com a gente, mas nós nunca vamos conhecê-las de verdade. Nunca vamos saber o que elas sentem, mesmo que façamos tudo para fazê-las felizes. Tudo mesmo. É necessário confiar, muito mais do que gostar muito. E por favor, não subestime. Converse.

Se já chegou a dizer que ama, que confia, não custa dizer o que incomoda. Muito mais do que saber o quanto tem e o tamanho da sua individualidade é saber o quanto o outro conta com você. Se amar primeiro não é egoísmo. Egoísmo é tomar as decisões sozinho sobre algo que é coletivo, sobre algo que envolve outra pessoa. É assim mesmo. E não tente entender. É só respeito. É só pensar no outro.

18 de set. de 2012

Segredo de Liquidificador

Tudo começa sem (muita) pretensão: agrados, telefonemas, conversinha ao pé do ouvido, beijo devagarinho.
Isso rende por algum tempo, até que se descobre o carinho nas costas, no cabelo, barba roçando no ombro e essa coisa de ficar com o corpo grudado demais, o tempo todo.
Aí se decide, em um átimo, que precisam ficar juntos.
Quando dão por si, fizeram uma montanha de roupa ao lado da cama; e, nesse patamar, um sente o perfume do outro no ar, no travesseiro, na própria pele. Assim, com tanto cheiro e pele juntos, são simplesmente, um com o outro, o melhor refúgio do mundo.
Compartilham choro, vela, fita amarela, todo dia, e o resto da vida. 
Só que o tempo passa, e de repente, não tem mais graça. Seguram tudo, mas tudo mesmo só com um dedinho. Dói para um lado, dói para o outro. Um lado caí. O outro também.
E nunca mais se encontram. E fim. Assim.

30 de dez. de 2010

Memória é sinônimo de Música


Creio que eu não seja a unica a ouvir musica. Creio não, tenho certeza absoluta.
Quantas vezes não ouvi, cantei, cantarolei, murmurei ou recitei alguma musica com as amigas na sala de aula, no pátio da escola, com o namorado enquanto tocamos violão. Pensei várias vezes em fazer uma retrospectiva, para conseguir reviver cada gostinho, cada beijo, cada abraço, cada lágrima, cada ... música de 2010. Quanta coisa para dizer, para chorar lembrando... cantar para mim é tão fácil! Ouvir cantar... melhor ainda!

Resolvi contar como foi o meu ano. Em forma de música. Não vou agradar a gregos, troianos e loiras, mesmo porque, é impossível.

- Nada contra loiras, modo de falar. -
Enfim...



Janeiro

Saudade de BH. Quase morrendo em Sete Lagoas. Fugindo de Sete Lagoas. Fazendo quinze anos.

Fevereiro

Todas as minhas meninas lindas belohorizontinas queriam morar na minha rua: Camila, Sarah, Ana, Maria Clara, Giovanna, Fernanda, Isabela...


Março

Continuando na onda da saudade: SÉÉÉRGIOOOO (saiba quem é Sérgio aqui.)


Abril

Cantei essa musica para seiscentas pessoas na UNIFEMM, num projeto ridículo da escola. Eu conto tudo sobre esse feito aqui.

Maio

Cheguei na escola milhares de vezes durante o ano cantarolando essa música. Mas eu me lembro de isso ter sido mais ou menos a partir de maio. "Olhar pro Sol só ver janela e cortina..."


Junho

Definitivamente O MELHOR despertador de todos os tempos. Nem sei pra quê eu tirei. Ficava o resto do dia de bom humor (pelo menos eu acredito nisso).


Julho

"Não, não dê mais, tantas voltas não..." Viciei nessa música. Viciei a Rúbia na música, que viciou a Bianca, que viciou a Nathália, que viciou a Bruna, que viciou a Gaby... até todo mundo enjoar. De menos eu.


Agosto

Ensaiamos por um mês para apresentar essa música num trabalho de inglês. Foi exatamente dia 08/08. Mentira, não foi exatamente, porque eu não tenho certeza.
Eu, pra variar, cantei. Coisa linda. #IRONIAFEELINGS


Setembro

- Ceres, acho que você vai gostar dessa música.
- Mas é rap, Camila!
- Eu sei.
(Vai por mim, é bom. Tão viciante quanto Lama)


Outubro ♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥♥

Saiba quem deixou o Sérgio no chinelo aqui (É feio ficar falando essas coisas no blog, mas não adianta, fiz isso a vida inteira). Meu Último Romance... "Eu encontrei, quando não quis mais procurar o meu amor..."

Viciei nessa música por causa da Camila, e viciei o Matheus. Ele aprendeu a tocar pra mim. Lindo! (sem #IRONIAFEELINGS)

Novembro

O blog faz dois anos, aê (nada de música da Xuxa para aniversário de criança. Dois anos é uma criança, um bebê; então, em alguma hipótese, a musica cariria bem.). Descobri pra quem eu guardei meu amor o tempo todo. (♥♥♥♥♥♥)


Dezembro

Acabou o recomeço. Lido melhor com a saudade, com meu corpo, com meu cabelo, com minha pele.
Passei de ano, fiz uma "surpresa" pra minha mãe de aniversário (ela sabia)... Está tudo no lugar, onde e do jeito que deveria estar.

Comprei outro All Star azul.
Aprendi a tocar essa musica no violão.
Quero morar na rua dos meus amigos antigos, quero cantar Sweet Child Of Mine desafinadamente até ficar rouca, me afogar em Lama... Porque "foi bom enquanto durou, e durou enquanto estava sendo bom, mas acabou."Acabou 2010, só. Minha vida, nossa vida, só está começando.

Um ótimo 2011 para vocês, com muita musica.

20 de dez. de 2010

Sobre Ditas Histórias de Amor

Já contei que é a Conspiração Vital que me fazia escrever. É uma espécie de "Inspiração Vital", segundo minha amiga Bia. Sabe qual é o problema? Não tem mais Conspiração Vital. Não tem.
Então você, minha querida, que sofre de amor platônico, de não ser correspondida, se sinta feliz.
Por que, quando isso tudo acabar, e você tiver um namorado lindo, planos pra faculdade, roupas legais, e, fazer o que gosta, com certeza, você vai custar a escrever. Tá bom, você pode ter sorte, tipo a Br Vieira, do blog Depois dos Quinze (que aliás, eu adoro). Pelo o que eu sei, aconteceu o mesmo com ela. O "amor-sofrimento" acabou, e ela foi escrever sobre outras coisas, e deu certo. Não, não é o meu caso, porque simplesmente eu não consigo mesmo. - Disse isso quando fui fazer pestana no violão, e depois eu consegui, mas mesmo assim, é diferente.- Então, voltando ao assunto, o sofrimento, a dúvida, e todas essas coisas rendem textos legais, seja de qualquer gênero. Isso não é um regra, porque senão todos os escritores famosos seriam um poço de tristeza e desilusão. Não conheço nenhum para poder dizer isso, mas né, toda regra tem sua excessão, e eu acho que nesse caso, as excessões são muitas.
Essa semana eu tentei escrever um trilhão de vezes aqui no blog. E não consegui. Toda vez que eu não dou conta, ou eu vou ver o blog da Br, o Depois dos Quinze, ou vou começar a ver o filme 500 Dias Com Ela (começar, porque eu nunca terminei). Pode parecer que não, mas isso tem uma ligação. Tudo aqui começou de uma história de amor. E histórias de amor que tem graça são as piores de viver. (Aliás, pensando bem, não são de amor). Foi assim que nasceu o Conspiração Vital, o Depois dos Quinze, e é disso que fala o filme. Não vou fazer sinopse nem essas coisas.
É isso que eu queria dividir com vocês. As ditas histórias de amor, mas sem amor rendem coisas boas, pelo menos nesses casos.
Agora já é tarde, está quase todo mundo de férias, com marca no braço, porque tomou sol de blusa.
Já dei duas ideias, dar uma lida no Depois dos Quinze e curtir a Zooey Deschanel nos seus melhores ângulos (isso foi meio "lésbico", mas tudo bem).

Filme "500 Dias Com Ela" na íntegra

Então, sinceramente, espero que você tenha uma história chata de viver, mas boa pra contar.

11 de ago. de 2010

Não


Apoiei a cabeça na cortina azul da janela do ônibus. Ali, ela batia em certo compasso. Daquele modo, eu quase dormia. Dormia, sim, porque não havia mais o que pensar, só o que fazer. Nada me deixava melhor em relação à isso. Não deixava, e ainda não deixa.
Fazer? Eu? Não, isso não. Não quero fazer isso.
Sei o por quê e a necessidade disso; mas me recuso. E recusar, pra que? Não querer fazer, por que?
Andava avoada rua afora. Tinha uma vontade enorme de me afogar, não importa em que fosse. Em choro, em livro, em música, em seios, em lagoas. Em sete lagoas.
Hipocrisia a minha. Sei o que tenho que fazer e simplesmente não quero.
Enquanto for assim, sofrerei. Sofrerei em forma de crônica. Sofrerei noite afora. Sofrerei beijando a cidade inteira. E que diferença isso faz? Para mim, faz. E mesmo assim, sofro. Simplesmente por te querer demais.

7 de ago. de 2010

Desencontro Setelagoano

                         por Isabela Estanisláo, a menina que não bebe leite.
Não, eu não me perdi em Sete Lagoas, muito menos estive por lá. O que eu desencontrei foi uma amiga naturalizada ounão como setelagoana. Pra quem não conhece, Sete Lagoas é uma cidade localizada a 70 quilômetros de BHComo diz o wikipédia .. " A cidade dos sete lagos encantados". Mas bem .. se são ou não, eu não sei. 
Mas enfim, essa minha amiga veio passar uma semana aqui em BH, justo na minha única semana de férias, então tive que marcar de encontrar com ela. Até ai tudo bem .. o problema foi onde e quando a gente marcou ...
Era uma terça feira, o dia parecia comum, o céu estava até bonito diga-se de passagem. Acordei e fui me arrumar. Quando terminei de tomar banho olhei pro espelho e perguntei pro meu reflexo:  PURA QUE PARIU ! Como eu chego no shopping cidade ? Além de ter uma terrível mania de conversar com o meu reflexo no espelho eu nunca, isso mesmo, NUCA tinha ido sozinha pro shopping cidade, portanto nunca prestei atenção no caminho, logo não sabia como chegar lá. Eu sabia que eu tinha que pegar o ônibus azul que passa aqui na rua de casa, também sabia que se eu olhasse no google maps eu chegaria lá bem mais fácil do que sair perguntando pra todo mundo onde ficava o shopping mais popular de BH. Isso sem contar com o Oiapoque, Xavantes e Tupinambas. Rá, trocadilho #fail. Mas voltando para a história ... Eu já estava atrasada e se eu olhasse no google iria atrasar mais ainda. O jeito foi pegar o ônibus, fazer carão a la Vanessão e perguntar onde ficava. Juro que até pensei em usar algum sotaque pra fingir que eu não tinha a menor ideia de onde eu estava indo, mas meu mineirês iria me desmascarar rapidinho. Por sorte achei uma  moça que tava levando a sobrinha pro cinema e não precisei perguntar pra ninguém. O complicado foi seguir as duas até o lá .. nunca vi duas pessoas andar tão rápido, não andar correndo, andar mesmo. Eu com meu oteeemo preparo físico, tirei de letra. NOT. Cheguei cansada, mas cheguei ! Quando entrei foi um alivio, mas quando vi a escada rolante entupida de gente, o alivio passou. Subi 3 lances de escada rolante até chegar no piso do cinema, juro que me deu vontade de chorar quando vi aquele tanto de gente formando uma fila quilometrica que dava voltas e mais voltas. Mas também, o que deu na minha cabeça ? Era férias escolares, era terça feira, o dia mais barato da semana,     em um dos cinemas mais baratos ! Tuuuudo bem, eu já tava la meso né ? Agora eu só tinha que achar minha amiga. Dei umas 5 voltas por tudo e não achei. Fui na leitura, procurei um livro que tava querendo e voltei para procurar ela. Ai depois de tanto andar que me lembrei que eu tenho um celular e ele serve para ligar para as pessoas. Mas quem disse que eu tinha levado meu celular ? HAHA. Ai pensei em sair perguntando as pessoas se elas tinham visto uma menina, relativamente do meu tamanho, mulata, cabelos lisos e com todo perdão da palavra .. uma bunda e par de coxas que seduziria qualquer marmanjo por ai. Mas ai imaginei quantas outras meninas parecidas com ela podia estar lá, até porque parecia que todo mundo resolveu ir no cinema naquele dia ! Logo desisti da ideia. Mas fiquei pensando sobre as características dela. Que pra mim, por acaso são sete características marcantes. Sete características de uma Setelagoana. Coincidência ou coisa do destino ? Tanto faz, não acredito em nenhum dos dois mesmo. HAHAHA. Mas depois de tanto esperar, andar e procurar acabei desistindo e não encontrei a Ceres. Teria sido culpa de uma conspiração vital ? Sei lá ! Só sabia que eu só a veria na sexta feira, pra tirar algumas fotos e me despedir, pois ela iriam voltar logo pra sua cidade das sete lagoas tão encantadoras como as suas sete características: Ser diferente de tudo e todas, ter uma voz inconfudivel, ser uma mulata que poderia esbanjar sensualidade atraves do seu corpo, mas prefere atrair olhares por ser quem é, é apaixonada por céu, coleciona all star, ama o Axl e é mesmo à 70 km de mim, continua sempre junto de mim. Até por que, quem foi que disse que pra ta junto precisa ta perto ?  

26 de mai. de 2010

Instabilidade

Acho que crônica é uma coisa bonita. Rápida, informal, objetiva, e às vezes dá um tesão danado escrever. Primeiro que você não precisa de ficar se preocupando com esquema de rimas, medida velha, medida nova, e todas essas coisas. Contando que você pense e saiba escrever, já é mais da metade do caminho andado. Não que hoje em dia as pessoas (eu) se preocupem com esse tipo de coisa, mas é sempre bom lembrar o quão é difícil escrever uma poesia, um artigo de opinião, ao até mesmo uma carta. E, não, não tenho um segundo motivo concreto.
Então, eu estava, agora, deitada na minha cama, lendo um livro. Um livro de crônicas, do Mário Prata; que é da biblioteca da escola, mas está comigo faz umas três semanas, mas isso não vem ao caso.
De início, quando eu li o "Crônicas" e o "Prata" na capa do livro admito que pensei: Nossa, deve ser parente da Liliane Prata.
Mas enquanto eu fui lendo, e descobri o verbo "sulfechar", eu me distraí o bastante pra não pensar muito nisso. Até que, de repente, procurando alguma crônica naquele livrão -foi o que disseram quando viram ele na minha carteira-, achei um com o título fofo, até: Beijando com Carinho. (Se não for isso me desculpe, porque nesse livrão todo não consegui achar a crônica de novo).
Bom, larguei minha Capricho aberta em cima da cama pra ler a crônica dos beijos, parecia mais interessante.
A primeira coisa que eu achei estranha foi ele estar citando a Capricho, e que a capa era a Yasmin Brunnet, que, na época, tinha 14 anos e, depois ele falou que hoje (lê-se 2003), o filho dele, Antônio (consequentemente, Prata), "ocupava" a última página. Antônio Prata, pai da Liliane Prata. Logo o Mário Prata é avô da Liliane prata, concluindo, eles são sim, parentes.
Porra, que lindo. Três gerações de cronistas. Será que quando eles preenchem alguma ficha pra alguma coisa eles colocam no lugarzinho da profissão "cronista"?
Será que, se um dia, eu for cronista, num outro dia, se eu tiver filhos eles também vão ser cronistas?
Essa espectativa toda é um delícia. Ainda mais quando você, na aula de Português interpreta uma crônica do Jô Soares, ou tem que ler uma do Fernando Sabino. Ah, que tesão!
É tão bom ser obrigada a fazer uma coisa que você sempre fez.
Fica melhor ainda quando você quer fazer isso o resto da vida!
Fica sensacional quando você só tem 15 anos, é egocentrista, e adora falar de você, da sua vida, dos seus amigos.
Fica sensacionalíssmo quando as pessoas gostam de ler o que você escreve.
Não sei se você que está lendo quer fazer tanto uma coisa quanto eu quero fazer isso. Como diz minha mãe, sou sonhadora demais, muito instável em relação às coisas que eu quero, e eu só me sinto bem escrevendo sobre meu mundinho egocentrista, egoísta, e todas essas coisas. Meu pai concordou, ele que completou dizendo "egocentrista" e "egoísta" de mim e do meu mundinho. Horrível.
Como eu ia dizendo, se você quer fazer muito uma coisa, tomara que amanhã você ainda queira fazer. Além do mais, estalbilidade é uma coisa muito bonita, coisa que geralmente eu não tenho. Ultimamente, venho andando tão instável, que, sexta feira eu amava o Samuel, mas hoje, quarta, que aliás, é nossa quarta quarta feira juntos, eu nem dei bom dia pra ele, e ele deve estar querendo me capotar numa hora dessas. E enquanto sexta eu me preocupava muito com isso, hoje, eu nem ligo. Olha que faz muito pouco tempo.
Me sinto idiota por isso, mas, com certeza, muito menos idiota do que ele (hoje).
Hoje estou preferindo exercer meu egocentrismo, meu egoísto, e manter meus pezinhos bem longe do chão. Além do mais, são só quatro quarta feiras. Muito menos que 15 anos, muito menos do quanto eu vou viver, nem é tão importante pra mim (hoje).
Mesmo que amanhã eu ame o Samuel pra sempre, queira fugir pra ver o Luís ou até mesmo com o Sérgio, espero querer escrever sobre isso.
E cá pra nós, instabilidade combina muito bem com esse tipo de coisa. Coisa, essa coisa de escrever.
Ou não, sei lá.
Talvez amanhã eu mude de ideia. Daqui dois anos, quem sabe.
E a crônica dois beijos é bem legal.

25 de mai. de 2010

Lisonjeamento Ceriano

Olha, preciso de dizer que estou com um problema sério com responsabilidades, hábitos e, principalmente, com complexos.
Fazia mais de uma semana que eu não aparecia por aqui, e queria pedir desculpa à vocês.
Mas de qualquer forma, tenho um belo motivo pra postar aqui no blog. Não que a minha Conspiração Vital não seja mais, é que estou com uma dificuldade enorme em tranformar as coisas que eu venho sentindo ultimamente em palavras.
Primeiro, eu quero agradecer à Mona (posso te chamar assim?) do blog A Hora da Estrela, que é um blog lindo, com textos lindos, e a dona dele é super, mas super simpática.
E também à Bia, do blog Biacentrismo, que voltou à ativa faz pouco tempo, mas eu e a Bia já somos amigas à muito tempo - quase um ano!-, tudo em virtude do Conspiração Vital.
Agradecer pelos selinhos lindos que elas deixaram pra mim. Nunca liguei muito pra esse tipo de coisa, mas eu tenho que me acostumar. Sinceramente, estou lisonjeada.
Esses primeiros, quem me deu foi a linda da Bia:
O que é mágico para você ?
Mágico pra mim é estar com meus amigos e com a minha família, enfim, com quem eu amo. É simplesmente maravilhoso poder dividir com eles o que eu sinto, o que eu penso, e também ouví-los. Para mim, não tem nada mais mágico que um almoço de domingo, um abraço cheio de saudade depois de 5 meses em Sete Lagoas, um beijo debaixo de chuva, rir da cara do meu exnamorado, do Samuel, querer muito odiar o Sérgio, tentar tocar violão.
Não, calma, isso tá errado.
Mágico pra mim é viver.    (tosco, oi.)


O que te faz sorrir ?

Depois de tudo o que é mágico pra mim, o que me faz sorrir, é Lua cheia, café, cabelo com brilho, All Star novo, a voz do Samuel, conversar com a Rúbia, com o Ramon e os meus outros amigos Sete Lagoanos, ir pra Lagoa, olhar nuvens e ganhar selinhos, we. HAHA









1- Qual foi a maior bobagem que você já fez ?

Não sou muito boa com arrependimento. Posso ter feito alguma bobagem, mas tomei tudo como apredizado. Logo, não foram bobagens. entendeu?

2- O que os outros consideram bobagem e você não?

Ainda acho a parte de "bobagem" relativo. Por mais que eu ache algo "banal" para as outras pessoas talvez seja importante,;sempre tem alguém com quem você pode compartilhar esses gostos, e é isso mesmo que une as pessoas. Agora não consigo pensar em algo que eu goste sozinha, que eu ame sozinha, e que ninguém mais goste ou ame, que ache bobeira.

E esse, quem me deu foi a Mona.

Como que pelo blog da Bia eu teria que escolher 6, e pelo da Mona, 10 blogs, eu vou colocar 10.
E os blogs são:
Bom, 8 serve?
Enfim, pretendo postar algo mais útil amanhã. Obrigada, gente.

16 de mai. de 2010

Ceres Sete-Lagoana

-Oi, quero te conhecer. - diz o cara, e pega na minha mão – Qual é o seu nome, morena?
- Ceres. (sim, eu sei que ele não entendeu.)
Ele chega perto, e me dá um beijo na bochecha. Sinceramente, eu não ia perguntar o nome dele, porque eu não fazia questão. E ele, se estivesse tão preocupado em saber meu nome, ele tinha perguntado de novo; porque não, ninguém NUNCA entende de primeira. Por isso que agora até eu mesma me denomino “morena”.
E então, ele me dá outro beijo na bochecha. E na outra. E na outra de novo.
Até que eu virei de costas e saí andando.

Puta merda, mas que saco.
Aquele era o nº 18, eu acho. O décimo oitavo garoto que mexia comigo na mesma festa, o décimo oitavo que eu não me interessara.

- Ceres, aquele ali, de camisa azul, ele quer fazer parceria.
Parceria ? Que diabos eu estou fazendo aqui, pelo amor de Deus!

E eu ia, andava, levantava um pouquinho a perna, por causa do salto, ria um pouquinho, e até me deu vontade de dançar. Forró, sertanejo.
Afinal de contas, eu precisava me enturmar.

- Não, Ingrid, não, sem essa de parceria, que isso.
Ingrid sái, e vai falar com o dito cujo, que deve ter sido o décimo, por aí.
- Ceres, ele te chamou de playboyzinha, que ele nem sabe o que você está fazendo aqui, maior metida. Feia pra caralho.

Pois é, Ceres. Playboyzinha. Playboyzinha.
Essa é nova. E eu sou tão feia que ele queria me beijar. Bom. Isso quer dizer que os garotos daqui (34, pra ser mais exata), preferem as morenas, metidas, feias e playboyzinhas.

- Que foi, Roberto?
- Cé, lembra aquela calça apertada que eu tinha?
- Lembro, Roberto.
- Então, eu vou na festa hoje com uma mais apertada que aquela. Você vai?
- Ah, não sei, se o Léo for...
- Tá bom, chama ele então pra vocês irem.
- Beleza, Roberto.

Bom, eu fui à festa por conta do Roberto. Por conta no sentido de ele ter me chamado. Ele me vigiou a festa inteira, pelo o que eu sei não ficou com nenhuma garota. Vai ver que é porque toda vez que ele ia conversar com uma, ele tinha que ficar vigiando pra ver se eu estava olhando, e morrendo de ciúmes. Coisa que eu não fiz.

Número 30, 31, 32...
- Não.
- Neeem, fala pro seu amigo que eu to muito ocupada coçando meu pé agora.
- Eu sou seu sonho, é? Então vá dormir!

Por que, cara, por quê?
Por que nenhum daqueles 34 garotos eram o que eu quero?
Por que toda vez eu tinha que contar até 10 e falar “Samuel, Samuel!” em voz alta ?
Por que eu me obrigo a ser tão idiota?
Por que que ser sete-lagoana é tão, mas tão difícil?

Só porque eu sempre fui apaixonada pelo Sérgio?
Só porque eu estou ficando com o Samuel?
Só porque agora eu moro em Sete Lagoas?

É tão difícil entender que isso tudo não é culpa minha?
Então porque que a pior parte fica pra mim?
De que adiantava 34 se eu só quero um?

Não, eu ainda não consegui trocar de pizza preferida.

Sou uma garota sete-lagoana e frustrada.
Sou uma morena dos sonhos do nº 26.
Sou uma apreciadora de pizzas belo-horizontinas.
Sou uma idiota.

É difícil esconder desespero, desculpa.

12 de mai. de 2010

Analogia da Pizza

Pensar em tanta coisa ao mesmo tempo é normal?
Se for normal, por favor, me perdoe por estar enlouquecendo.
Preciso lembrar que acho que estou começando a querer me esforçar para fazer alguma coisa.
Primeiro porque não fazer exatamente nada interfere na produção de colágeno, e não, não quero que a gravidade não fique ao meu favor, mesmo porque, eu só tenho 15 anos.
Segundo, é que eu acho de suma importância que eu – pelo menos, eu - seja feliz.
É. Feliz. E, por mais que eu já tenha passado (gastado, jogado, ou qualquer outro verbo desse gênero) dois anos da minha vida me “doando” por uma mesma e nada justa causa, acho que agora é hora de dar um basta nisso.
Não, eu não disse que seria fácil, muito menos rápido.
Isso tudo consiste numa técnica, ou, se preferir, em pura sorte. E toda sorte só existe de braços dados com o esforço. É como se fossem um casal: um não existe sem o outro.
Contudo, podemos concluir triunfalmente que sim, eu (e todos que quiserem um conselho, mesmo que seja meu) precisamos de um esforço. Queremos sorte, certo?
Então, teremos que nos esforçar. Eu tenho que me esforçar. E é exatamente isso que eu vou fazer.
Posso começar me apaixonando perdidamente pelo Samuel. Esse pode ser meu segundo objetivo, porque o primeiro, claro é não olhar tantas fotos do Sérgio.
Aliás, eu observei uma coisa em comum com garotos belo-horizontinos envolvidos de forma amorosa comigo. E todos praticamente têm a mesma história que, se entrelaçam. Isso é outra coisa que vem me levando vagarosamente pelo precipício da loucura.
Enfim, essa tal coisa que eu observei foi a seguinte: eu Ceres, me apaixono. Eles, garotos ajudam e praticamente me obrigam a fazer isso (não vou citar nomes, mesmo porque, não precisa). Preciso frisar que é impressionante o poder deles de fazer isso comigo. Ou gostam de Coldplay, ou têm pernas, queixos, cabelos e palavras espetaculares. E claro, com muito sensacionalismo e exagero.
Depois de um certo tempo; que pode ser denominado dia ou, no máximo, semana, eles simplesmente somem. Me deixam, ao léu, sozinha, triste, abandonada e chorosa.
E assim eles faziam: alternando. Primeiro um, e quando o outro reparava que eu estava prestes a contar pra minha mãe que eu estava apaixonada, ele combinava com o segundo. Aí o primeiro sumia, eu chorava, o segundo aparecia, e assim ia. Sim, eu me apaixonava fácil, e muito rápido.
Esse é o “apaixonar entre aspas”, fogo de palha, coisa de gente boba, que,aliás, é um delícia.
Tipo, primeiro eu só gostava de mussarela e calabresa, ai depois que eu comecei a apreciar à moda, à portuguesa e às vezes catupiry, essa coisa de dor de coração diminuiu.
Agora que eu estou retratando o meu sofrer super esforçado, cheguei à conclusão de que talvez esses mineiros maldosos tenham um complô contra mim, mas eu nem ligo.
Depois que eu vim pra cá, comecei a me interessar por outros sabores, sabe? E às vezes mussarela e calabresa ainda vêm com a frase: “Ceres, desculpa, eu fui um burro, joguei muito tempo fora em relação à você.” Aí eu digo: ”Pois é, (nome do sabor correspondente), eu, agora, não posso fazer muita coisa. Se você fosse menos burro, agora nós podíamos estar fazendo 1 (ou dois) anos de namoro.”
(Lembrando que a duração do namoro hipotético corresponde ao sabor).
Sabe o que eu faço depois? Invento um outro sabor pra gostar. Por mais que seja difícil trocar de sabor preferido, assim, na hora que quer, é até bem divertido.
Já disse que eu adoro analogias? E pizza também, claro.

17 de abr. de 2010

Inpiração à Jato por Longa Distância

Geralmente, é comum que pessoas normais que gostem de escrever sejam inspiradas por certas pessoas. É normal observar o jeito no qual certa pessoa mexe no cabelo, ri, te olha, e todas essas coisas que fazem com que certas pessoas sejam apaixonantes.

Com esse meu pensamento, chego a uma conclusão: eu não sou uma pessoa normal que gosta de escrever.
E sim, eu quero listar os motivos. Mas não, vou só citar mesmo. Aliás, listas irritam você?

Então. Está bem. Primeiro, é que eu não tenho como observar. Não tenho como sentir, e, muito menos, saber como está. De verdade.
Fico só pra... imaginar.
Seria ficção todas as minhas precipitações à longa distância (lê-se 70km)?
Ou será então que você está tão perto de mim que eu não preciso de estar tão perto pra que você me inspire?

Por mais que seja impossível ver, eu lembro.
Lembro de como você mexe nos cabelos, de como ri, de como olha pra mim, e todos os outros motivos dos quais fizeram com que eu me apaixonasse por você.

Sorte minha que você sabe sim, a falta que você me faz.
Isso me deixa feliz. E eu sei que você tá feliz, porque eu estou falando de você.

Mas de qualquer maneira, queria saber como foi o seu dia. E quem sabe, fazer parte dele. De novo.
Também espero que você se lembre de mim.

7 de abr. de 2010

No Mar, nas Lagoas e na Paciência

Posso dizer que, de certa forma, a rotina sete lagoana me fascina. Ontem, depois da aula, fui com o Ramon, a Rúbia e a Natane na Casa da Cultura (que aliás, tá com uma exposição do Fernando Sabino muito... estranha) e na Biblioteca Pública, com a desculpa de achar as coisas pro trabalho de Artes.
Andamos a toa, cantamos, e ainda lemos o livro "Na cama com Bruna Surfistinha", que, por sua vez tinha um +18 de todo tamanho na capa.
Em falar em Ramon... ele é um caralegal. Deve ter 1,90m de altura, tem covinhas na bochecha (que as meninas - e a moça da cantina- adoram), meio tímido, inteligente, e tem alguma coisa que faz com que - pelo menos - eu tenha muita vontade de ficar perto dele.
Sem falar que o nome dele de trás pra frente fica "No mar", e ele nunca foi na praia.
Enfim, não, não estou apaixonada pelo Ramon, apesar do fato de eu me apaixonar muito fácil. Ou não. Muitas coisas mudaram dentro de mim.
Tava aqui pensando... se eu fosse embora daqui (mesmo que eu não quisesse), eu ia sentir falta daqui. Da empada, do Ramon, da Rúbia e até mesmo da professora de Biologia. Ela tem a voz irritante.
Cheguei a conclusão de que, pelo menos por enquanto, meu lugar é aqui. Eu estou aqui porque era isso que tinha que acontecer, e sim, a minha Teoria do Heroísmo vai se concretizar.
Tá bom, eu tenho que admitir que a minha vida tem ficado até bem emocionante por aqui.
Hoje eu estava avaliando a mão dos garotos da sala, e de um do segundo ano, que tava no meio, não sei o por quê. Eram 7 meninos, e a linha do amor de 5 de juntou simetricamente com a minha. Fiquei pasma. Sou contra regra da apresentação do Poemar't, o projeto bimestral. Converso com muita gente na escola, me acham estilosa e eu me sinto bem, obrigada.
A Isabela deve vir na próxima semana, pra a gente apoveitar a noite Sete Lagoana, e eu estou muito animanda. Aliás, ela tem um blog legal.
Queria ter alguma coisa mais legal pra contar. Mas né, fazer o quê ?
Paciência, Ceres, Paciência.

31 de mar. de 2010

Incompetência em Introspecção

Por mais que até outro dia eu não soubesse o que é introspecção, eu cheguei à conclusão de que eu preciso fazer isso.
Enfim, além dos problemas corriqueiros de aborrecência, eu tenho um problema muito, mas muito sério com essa coisa de escrever.
Eu simplesmente não consigo escrever instrospectivamente! Pelo menos não mais.
Sinceramente, não estou com muita vontade de explicar o por quê de eu não conseguir; afinal de contas, está escrito na minha testa. E vou falar uma coisa para você: isso me incomoda. E incomoda muito; diga-se de passagem.
Se "introspectar" é o ato de observar seus própios sentimentos e pensamentos, esse é meu próximo objetivo.

Primeira Parte da Primeira Tentativa Voluntária de Introspecção

...

merda.

29 de mar. de 2010

Intensidade da Fase

É só fase? Ora... fase.
Não devia ser tão ruim.
Não devia me fazer chorar por tanta intensidade, fase.
No mínimo curta eu quero que seja.

Sinto admitir, mas eu tenho problemas.
São muitos pensamentos ecoando em minha cabeça, todos soltos, sem direção, perdidos, todos ao mesmo tempo.
Aos poucos, venho enlouquecendo. Vagarosamente, venho perdendo os sentidos, a direção.
Vou acompanhando meus pensamentos, afinal, não tenho para onde ir.
Tenho vontade de abandonar minhas responsabilidades. Tudo, todos, nas minhas mãos.

Corações nas minhas mãos, decisões nas minhas mãos...
Arre! Minhas mãos não querem, entenda.
Minhas mãos querem brincar, minha mãos querem deslizar sobre cabelos alheios, enrolá-los em seus dedos; exibir seu dedo do meio bruscamente, sem responsabilidade, com inocência, como se fossem mãos de crianças.

Minha cabeça quer ser esvasiada, só pra depois ser enchida de cenas de novela pra adolescentes, só pra ter espaço pra conseguir decorar Todos os meus livros preferidos, pra poder pensar em alguém diferente, pra conseguir... ficar leve, pelo menos agora, enquanto eu preciso de paz.

Quero o equívoco de ser pega por alguém nos braços, quero a certeza de amar alguém (e ser amada), quero, que a fase acabe.

E que culpa eu tenho ?
Que culpa eu tenho de amar você ?
Sim, eu tenho.
Tenho toda culpa do mundo.  que diferença isso faz pra você ?

Sim, eu também quero, e eu vou, te esquecer.
E, pra sua informação, estou indo bem.

Meu charme é minha contradição, concorda ?

20 de mar. de 2010

Lista de Sábado

Pleno sábado, eu sem dinheiro e muito menos um lugar pra ir.
Na verdade, eu poderia postar a lista das minhas vontades de sábado. Descobri que listar é muito, mas muito mais fácil que narrar, descrever, ou qualquer uma dessas coisas.

Coisas que eu Queria (disse certo, QUERIA) Fazer Hoje

1- Ir pra Belo Horizonte, ficar com meu avô ou com qualquer pessoa que me cedesse uma casa pra passar o fim de semana. Minha mãe não quer ir pra lá tão cedo, então, o melhor que eu poderia fazer é ir sozinha. Mas como eu já disse, eu não tenho dinheiro, e meu pai, como foi pescar não vai me dar dinheiro. Aliás, ele não vai me dar nada, até hoje eu não ganhei meu presente de quinze anos. Detalhe: eu fiz quinze anos em janeiro. Tenho meus motivos pra ir pra BH. E esses, por suas vez, são importantes. E muitos. Mas o jeito é ficar aqui, estudando.

Na verdade, não tenho mais o que listar, é só isso que eu queria hoje mesmo. Acho que isso vai ficar na minha cabeça até eu conseguir. O fato é que eu sinto tanta, mas tanta saudade! Será que eu faço tanta falta pra eles quanto eles pra mim?

Ceres manda um beijo pra Camila(a do cabelo colorido), pra Mari Japa, pra Ellen, pra Ana Catarina, pra Luísa Couto, pra Maria Clara, pra Sarah (Andreza, kk), pra Izabella, pra Carolsão, pra Bela, pra Giovanna, pra Fernanda, pra Jordanna, pro Ado, pro Luiz Henrique, pro Pedro Coelho, pro Matheus, pra Paulinha, pra Gabrielle, pro Luiz Eduardo (sim, eu sinto falta dele), pra Mônica, pra Gabi Ribeiro, pra Talita, pra Bruna Gregório, pra Carol , pro Guilherme, pro Sérgio (pra variar um pouco), pro Barretesão (sim, pra ele), pro meu pai, pra minha mãe e um especial pra Xuxa.

p.s.: Acabei listando os beijos.

p.s.: Não, não tem beijo pra você, Roberto, porque eu não sinto saudade de você. Nem da sua mãe.

19 de mar. de 2010

Velha Novidade e Playlist

Tenho vivido coisas que nunca nem sonhei em viver antes. Eu sei que isso é muito natural, ainda mais quando você é a novidade da escola. Temos que lembrar que ninguém, absolutamente NINGUÉM me disse isso. De qualquer forma, é assim que eu me sinto. Mas enfim, tem sempre algumas coisas que nunca mudam. Coisas que são... velhas novidades.

Uma dessas velhas novidades têm certos ingredientes: saudade, convicção e falta de sono.

Se você ficar entediado com esse post idiota, leia o post de baixo. Se já leu eu não posso fazer nada, porque ... mentira, posso sim. Vou fazer outra lista.

As Músicas que eu mais Gosto (Sem ordem de prediletação)


1- Knockin On Hevean's Door - Guns N' Roses Version



2- Estranged - Guns N' Roses



3- Patience - Guns N' Roses



4- Sweet Child O' Mine - Guns N' Roses



5- Pra Você Guardei o Amor - Nando Reis



6- All Star Azul - Nando Reis



7- Don't Cry - Guns N' Roses



8- Me Adora - Pitty



9- Use Somebody - Pixie Lott (Cover)



10- I Wanna Be Your Boyfriend - Ramones



11- You and Me - The Cranberries



12- Lifehouse - Everything



13- Smells Like Teen Spirit - Nirvana



Preciso de parar com listas.

22 de nov. de 2009

Sobre aniversários, e o jogo do contente, que abrange todo o resto

Olha, isso mereceria muito brigadeiro. E chocolate. E FESTA !
Tá bom, o blog fez um ano (ainda é um bebê) dia 2 de novembro, e só agora é que minha ficha caiu.
Geralmente, eu gosto de aniversários. Dos meus, principalmente. Mas, ultimamente, meus próprios aniversários veem me decepcionando; mas ano que vem eu creio que tudo mude. Quem tá me acompanhando a mais tempo, sabe do que eu estou falando. 2010 pra mim vai ser bem difícil. 15 anos, mudar de cidade, de escola, morar perto do namorado... eu tenho esperado isso a muuito tempo. Tanta coisa mudou em tão pouco tempo! E tão pouco tempo passou tão rápido! Quando eu olho pra trás, aconteceu tanta coisa! Gente, bate um desespero enoorme, ainda mais sabendo que tudo vai ficar pra trás, metade vai virar passado, minha realidade vai ser outra. Independente da pressão toda, de fato, eu ESTOU feliz. Tava pensando hoje: Porra, velho. A dois (três) anos atrás, eu queria tanto ser o que eu sou agora! Que bom que eu consegui chegar ao meu objetivo. Na verdade, um deles. Tenho muitos, e isso me deixa mais feliz ainda. Eu me olho no espelho, e me sinto bonita. Tenho um namorado que é o máximo (talvez), emagreci 4 quilos (em muito tempo, mas emagreci)... Portanto, cheguei a uma (grande) conclusão: eu não tenho motivos pra reclamar. Meu Deus, eu nunca fui tão feliz! E daí se meu pai é um pé no saco, eu não tenho um quarto só meu e eu vou me mudar pra roça?
Meu pai pode ser um pé no saco, mas como falta pouco pra ele se aposentar, ele não vai se mudar com a gente de imediato. Um dos meu irmãos perdeu média em 6 matérias esse ultimo bimestre. Ele quase não tem chances de passar na recuperção, e se ele repetir , é outro que vai ficar aqui. Resultado: menos um pra dividir o quarto, menos dois pra encher o saco. Isso é legal.
Eu posso muito morar na roça, mas a Mariana vai ir passar meu aniversário comigo. Quer mais? Resultado: não tem como ser ruim. E daí se eu não vou ter a FESTA DO ANO, com direito a fusca amarelo, cover do Guns e eu chorando o tempo todo? A MARIANA VAI SAIR DE SÃO PAULO PRA IR PRA ROÇA ME VER!
O mundo vai acabar em 2012. Resultado: vou morrer antes de me matarem de responsabilidade. (essa foi ridícula)
Cara, não tem como explicar. Eu tô grande pra caber em mim. Se é que isso fez sentido.
Finalmente eu aprendi a jogar o jogo do contente. Um dia você vai me entender.
A Conspiração Vital tá mais fraquinha ultimamente.
ps.: Deem Boas Vindas pra Mariana.
ps.: aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah *-*

9 de out. de 2009

Estou Tentando, Juro.




Tá, vamos fugir da mesmice. Mesmo sabendo que não vou ter muito sucesso, eu vou tentar.


1ª tentativa: Não vou falar do Sérgio nem do Roberto.


2ª tentativa: Eu alarguei a orelha, preciso de 18 pontos em 25 pra passar em Matemática, vou passar a semana inteirinha de outubro em Sete Lagoas, e vou pôr o Roberto pra estudar Geografia e Matemática comigo.

3ª tentativa: O SÉRGIO PINTOU O CABELO DE ROXO !?

4ª tentativa: A minha professora de Religião tem um emoticon horrível de "O.K." no MSN.


5ª tentativa: Eu fui com o pirralho do Ícaro pro Festival Internacional de Quadrinhos, dei bolo de chocolate pra ele e ainda por cima não briguei com ele. Foi contrutivo, eu confesso.


6ª tentativa: Não tentar mais. Meu conceito como blogueira caiu. Enquanto não tem nada de bom pra ver/ler aqui, que tal dar uma olhada no meu orkut ?
Isso não é uma tentativa: Quero que tenham um feriado melhor que o meu, não sei o que esperar, de verdade. A minha convicção anda bem, obrigada; mas lutar contra essas coisas (Sérgio com cabelo roxo e alargadores azuis, seduzindo geral) é um dos meus objetivos. Talvez até mais do que ir pra Federal, ter um fusca amarelo, morar sozinha na Augusto de Lima com São Paulo ou ter paciência.
De qualquer forma, Eu estou tentando, juro.

4 de out. de 2009

Presa ao tempo, de novo.

Enquanto eu vinha de Sete Lagoas pra cá, a única coisa que eu conseguia pensar era a seguinte: quanto tempo isso vai durar ? Quantas vezes mais eu iria ter que voltar pra casa ?

Simplesmente eu não quero mais morar aqui. Parece que tudo o que eu tenho está lá (o que não é verdade). A questão é que eu já tenho Sete Lagoas como um lar. Que minha casa, - ainda mais agora, que tem sofá de dois lugares e almofada pra dividir com Roberto - já consegue ser o melhor lugar do mundo. E eu, idiota. Quanto eu não quis que isso acontecesse.

Vamos fazer uma comparação: dia 4 de outubro de 2008. Sábado. Aniversário da Ana com o "n" só, eu usando meu vestido de bolinha PELA PRIMEIRA VEZ, e o Luis (um dos muitos) tinha me beijado. Aah, porra, eu era tão idiota! O perfume dele ficou no meu braço e eu não consegui domir. À essa hora, eu devia estar no sofá da sala, me abanando, e com o pensamento lá longe, com o pé sujo de asfalto agarrada com um cara com blusa do Slipknot.
Eu chorava só de pensar na possibilidade de ir embora daqui. Queria me casar com a Ana (ou com o Luis) e morar em Petrópolis.

Dia 4 outubro de 2009. Domingo. Aniversário da Ana com o "n" só, e eu não estava matando ela de vergonha por fazer guerra de bolo com a peituda da Talita no jardim dela. Eu estava com o Roberto, sentadinha no sofá, à moda antiga. Que coisa mais estranha! Nunca imaginei que um dia isso fosse acontecer. Eu já achava que era lésbica. Eu discartei a possibilidade de me casar com a Ana. Muito menos morar em Petrópolis; Sete Lagoas tirou o brilho todinho de lá. Apareceram muitos "Luíses" depois daqueles. Sem falar do Sérgio, que aparece que nem Lua Cheia, quase periodicamente. Apesar de ele espantar minha convicção e matar o Roberto de ciúme, eu ainda gosto muito dele. É um bom amigo, éer.

Hoje eu já pensava em outra coisa. Em outros 4 de outubro que eu já vivi. Numa quinta feira ligando pro Victor, meu exmelhor amigo, ou qualquer outra coisa do gênero, é isso que ele era.
Quanto tempo essa "sensação de 4 de outubro" ia durar. Porque sempre era tão diferente? Será que 4 de outubro de 2010 eu ainda vou sentir saudade retraída, idiota e fraca da Ana? Será que eu vou me lembrar dela? E o Victor? E o Luis? E o Roberto? E o dia de calor?
E a Lua perfeita de 4 outubro de 2008 que prevaleceu ainda em 2009?
E a "amizade perfeita" de 4 de outubro, de 2 de fevereiro, de 15 de março, de 7 de janeiro?
O que será que vai acontecer?

Enquanto eu vinha no carro, a única coisa que eu via era o pôrdosol. A nuvem se esgueirava na frente dele, cinza, pra mim conseguir olhar sem serrar os olhos.

Eu queria que isso se repetisse. Como "meu" 4 de outubro de 2008.

29 de set. de 2009

Meu sonho é ser uma laranja inteira

Ver filme brasileiro é viciante, pelo menos eu acho.
As duas últimas vezes que eu fui no cinema foram pra ver filmes brasileiros.
Divã, aquele com a Lilia Cabral (é assim que escreve?), é MUITO bom. Às vezes eu duvido que a classificação dele é 14 anos, mas tamoaê. Ai, que nada a ver. D:


A minha vontade era de dormir e NUNCA mais acordar.
Pena que não temos rocas por aqui. Rocas, tipo aquela que a Bela Adormecida furou o dedo e dormiu por uma eternidade limitada. Só que eu não quero príncipe. Eu quero só ter paciência quando acordar.
Agora não acho necessidade nenhuma de estar com a suposta metade da minha laranja. Eu só quero paciência, será que é pedir muito?

Qualquer pessoa normal e paciente estaria esperando por ser uma laranja inteira.
Fulano: "Ciclano, qual o seu sonho?"
Ciclano: "Aah, meu sonho é ser uma laranja inteira."
Pessoa normal que tenha visto "Divã", fica a dica.

Que merda de expressão "metade da laranja".
Qual é o problema de "eu quero minha paciência"?
E também de "eu preciso estudar"?

Estou preocupada, mas não estou com vontade nenhuma de resolver.
Estou sem paciência.

Será que existe paciência sabor laranja?

E a Conspiração Vital não para de me atacar.