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23 de jan. de 2013

O caminho


Meu medo acabou, meu amor. Enquanto o mundo gira sob nossos pés, eu tenho ainda mais certeza de que é você quem eu quero para mim. Aliás, ainda bem que o mundo dá voltas... de novo. No final, nada é errado se te faz feliz. O passado não é tão importante, afinal de contas, já não nos pertence mais; e com ele aprendemos o suficiente. Venho tecendo todos os meus planos que envolvam seu sorriso, suas mãos... você. Vejo um futuro, vejo felicidade a curto (e longo) prazo. Vamos atrás dela, vamos construí-la. Vamos ser felizes. O caminho já encontramos, agora falta trilhá-lo.

2 de jan. de 2013

Um texto sobre o "amor"

Sério, to indignada e vou ter que falar que definitivamente eu não entendo vocês. Vocês se odeiam, falaram mal um dos outros (comigo, ainda), brigaram, deram o troco por coisas idiotas e agora não se desgrudam mais? Têm fotos juntos no facebook com legendas melosas, e se marcam quando tem uma foto bonitinha falando de amizade? Me poupe! Fico imaginando o que falam de mim agora, porque não compartilho dessa falta de vergonha na cara com vocês. 

Quando eu considero alguém, eu considero de verdade, tanto que tenho a liberdade pra dizer se algo me incomoda ou não. Amizade é isso aí. Algo incomodou? Vamos sentar, vamos resolver juntos. Ir pra pessoa da carteira ao lado e falar o que não deve - isso não foi um fato isolado - não resolve nada e é muito infantil, se quer saber. O foda é que quando você aprende a falar um "não", todo mundo quer ouvir um "sim", e pronto: uma "amizade" verdadeira, que SERIA para sempre simplesmente não faz mais sentido porque não se recebe cola nas provas bimestrais ou favores cheios de segundas intenções. E no fundo, você só não o fez porque não se sentia confortável. 

Gente, se vocês acham que existe amor no facebook (ou nessas atitudes), vocês estão errados. Não existe amor aqui. Existe amor em quem ta aí, do seu lado, te ligando à toa, só pra saber como você está. Sem essa de conveniência, sem essa de troca de favores. Sem chamar pra beber porque simplesmente com mais um lá a conta fica mais barata. Quer saber? Vocês começaram o ano muito mal. Mas quem sou eu para falar isso ou aquilo, não é. E que bom mesmo porque nem faz tanta diferença agora. Não para mim. 

Por isso, o que me disseram agora no ano novo faz muito sentido: "Leve apenas o que foi bom." Mas eu não vou fazer isso. Muitas coisas foram boas, mas não acrescentaram nada na minha vida. Vou levar quem ficou no coração. Não quem está no album do facebook. 

Então saia do computador e vá amar (de verdade) quem valha a pena.

20 de jul. de 2012

Feliz dia do Amigo


Tenho que admitir que a maioria dos meus amigos estão longe e, que às vezes, mal nos lembramos da existência uns dos outros. Que a coisa que mais aperta o peito é não me ver nas fotos, de não fazer parte dos assuntos, de, simplesmente, não estar mais perto.

Já perdi a conta das vezes que sentei para escrever algo para dizer como me sinto, mas nunca achei nada que pudesse expressar o que realmente está acontecendo. E o pior: estamos crescendo. Sinto que daqui pra frente, vamos nos afastar ainda mais. Tudo isso para fazer novos amigos, para amar, para ter filhos, para fazer todos aqueles sonhos que compartilhávamos virarem realidade.

Minha unica certeza é que lembramos uns dos outros, que gostamos uns dos outros, e que nós não seríamos os mesmos se não tivéssemos vivido essa amizade.


De fato, a responsabilidade e a necessidade de sermos adultos nos tira tudo aquilo que um dia nos fizeram tão felizes, mas não o que sentimos uns pelos outros. E é isso que realmente importa.

Feliz dia do amigo.

21 de mai. de 2012

Aprendizagem




Eu os amava de uma forma que a nós mortais não estava permitido amar. Cada um de nós era um sopro de vida expelido por um coração em chamas. E quando nos juntávamos, algo soava grandioso... podíamos sentir que era uns com os outros onde deveríamos ficar. Éramos um grupo que chamava atenção, e todos do grupo queriam a atenção um pouco mais voltada para si. Tínhamos uma sede de imperadores que em tempos de crise se aliaram para enfrentar a guerra.

Mas a guerra éramos nós. Sempre havia confrontos internos e mesmo assim um governo não conseguia ficar sem o outro. Éramos crianças descobrindo desde cedo o gosto amargo da vida e mesmo não gostando, não conseguíamos nos desapaixonar desse viver. Era uma descarga de cafeína na alma. Não conseguíamos ficar parados, estávamos sempre fazendo algo de errado com uma aura de isso-vai-dar-merda.

Éramos apaixonados pelo terrível medo do perigo. Estávamos sempre nos arriscando. Sabíamos que esse tipo de vida era uma merda que não valia a pena e mesmo assim botávamos tudo a perder. Seria coragem ou covardia viver no limite do medo por um simples grupo de amizade que às vezes era inclusive posto em dúvida se amizade o era?

Isso não é ser amigo, botavam as pessoas na nossa cabeça. As pessoas, em especial os professores, realmente adoravam encher nossa cabeça. Por alguma razão, nossa pequena sociedade anarquista acabara se subdividindo-se. O tempo nos separou enquanto nosso tamanho crescia. E todos nós lamentamos pelo tempo que se foi, pois mesmo sabendo que nosso estilo de vida era ruim, afinal descobrimos que todos os nossos sentimentos e experimentos foram verdadeiros. E disso ninguém que não fizera parte do movimento pode falar, e o que aprendemos juntos professor nenhum ensina.