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4 de jan. de 2013

Aprendendo a amar(gar)


Você precisa aprender a amadurecer o seu amor, amar amargamente. Preparar-se para a queda e para as crises como qualquer adulto. Minhas palavras podem ferir mas meu amor, nós sabemos que não sou sua alma gêmea. Algo na nossa história não deixa que sigamos os mesmos caminhos, e afinal sempre soubemos que minha alma encontrou-se com a sua para nos prepararmos para algo maior que logo virá. Estamos na belle époque do amor, vivendo um tempo de linda calmaria artística antes de uma guerra estourar sobre nós.
           
Queria eu ser seu e vivermos esse romance suburbano. Queria eu que você fosse apenas meu e não estivesse apenas sendo preparado pelo destino para ser levado pelos braços de um outro alguém. Ah, esse alguém vai lhe fazer feliz como eu e qualquer outra pessoa no mundo jamais conseguiu. Vocês aprenderão muita coisa juntos... mas precisam estar preparados. Penso que se estou lhe preparando para um amor maior com esse meu enorme ego e pessimismo, conviver com esse vindouro não será fácil.
           
Ele deve ter uma personalidade realmente difícil e forte. Você aguentará. Algo está acontecendo com ele agora. Até você sentiu em suas previsões oníricas que há um terceiro amor, aquele que virá logo depois de mim, e que apenas ele lhe fará estonteantemente feliz. Mas por enquanto nós bastamos. Nos amamos hoje e provamos nosso amor diariamente, apesar de todas as desventuras que insistem em nos visitar. Fazemos o possível e um pouco além para prolongarmos nosso amor um pouco mais, antes que o destino tirem-nos dos braços um do outro.


2 de jan. de 2013

Um texto sobre o "amor"

Sério, to indignada e vou ter que falar que definitivamente eu não entendo vocês. Vocês se odeiam, falaram mal um dos outros (comigo, ainda), brigaram, deram o troco por coisas idiotas e agora não se desgrudam mais? Têm fotos juntos no facebook com legendas melosas, e se marcam quando tem uma foto bonitinha falando de amizade? Me poupe! Fico imaginando o que falam de mim agora, porque não compartilho dessa falta de vergonha na cara com vocês. 

Quando eu considero alguém, eu considero de verdade, tanto que tenho a liberdade pra dizer se algo me incomoda ou não. Amizade é isso aí. Algo incomodou? Vamos sentar, vamos resolver juntos. Ir pra pessoa da carteira ao lado e falar o que não deve - isso não foi um fato isolado - não resolve nada e é muito infantil, se quer saber. O foda é que quando você aprende a falar um "não", todo mundo quer ouvir um "sim", e pronto: uma "amizade" verdadeira, que SERIA para sempre simplesmente não faz mais sentido porque não se recebe cola nas provas bimestrais ou favores cheios de segundas intenções. E no fundo, você só não o fez porque não se sentia confortável. 

Gente, se vocês acham que existe amor no facebook (ou nessas atitudes), vocês estão errados. Não existe amor aqui. Existe amor em quem ta aí, do seu lado, te ligando à toa, só pra saber como você está. Sem essa de conveniência, sem essa de troca de favores. Sem chamar pra beber porque simplesmente com mais um lá a conta fica mais barata. Quer saber? Vocês começaram o ano muito mal. Mas quem sou eu para falar isso ou aquilo, não é. E que bom mesmo porque nem faz tanta diferença agora. Não para mim. 

Por isso, o que me disseram agora no ano novo faz muito sentido: "Leve apenas o que foi bom." Mas eu não vou fazer isso. Muitas coisas foram boas, mas não acrescentaram nada na minha vida. Vou levar quem ficou no coração. Não quem está no album do facebook. 

Então saia do computador e vá amar (de verdade) quem valha a pena.

11 de out. de 2012

Happy 18th


Hoje estava assistindo um filme quando ouvi a seguinte frase: "não é difícil ser feliz depois que a gente cresce" e entendi perfeitamente porque eu sou tão feliz.
Por tempos eu insisti tanto na tristeza sem ter muitas perspectivas, investi toda a minha pouca fé em coisas superficiais, nas paixões que tanto me enganei esperando encontrar o homem da minha vida, meu final feliz. Entrei de cabeça mesmo em todas as histórias e sofri, e chorei e doeu. Busquei respostas; já pensei até que suicídio podia ser uma dessas respostas. Precisava de soluções: eu vivia perdida, mas não sabia que estava perdida de mim mesma. Também briguei muito, xinguei muito, fui extremamente grossa com quem convivia e ainda sou assim, mas aos pouquinhos estou lapidando esses defeitos tão rudes.
Passei por muita coisa que me doeu e não me refiro a essa fase das desilusões, me refiro a minha família. Foram muitas barreiras, muito teste de fogo que eu passei com muita dificuldade, muita coisa que eu acreditava impiedosamente não merecer e que eram coisas além do meu tempo. E ai vem uma coisa que eu to sempre falando: os problemas não esperam você ter suporte emocional pra ser mais comodo pra você, eles simplesmente aparecem.
Acho que uma parte de mim sempre vai acreditar que eu passei por coisas além do meu tempo, como ter cuidado dos meus pais da forma que eu já cuidei, de ter tomado decisões que eu já tomei. Continuo e continuarei desejando que as dificuldades nunca cheguem pra ninguém da forma que chegaram a mim.
Sei que sempre abordo a temática do meu amadurecimento mas é que nos últimos tempos ter percebido isso tem sido uma coisa tão bonita pra mim. Tem sido lindo aceitar que tudo isso me tornou quem sou hoje e ver que o resultado de tanta coisa tem me tornado na pessoa maravilhosa que eu sou hoje. É isso mesmo: eu sou uma mulher maravilhosa, independente, muito segura de mim e estou completamente satisfeita com o rumo que a minha vida tem tomado. Não sou feliz o tempo inteiro, ainda acho que a gente tem que ser um pouquinho de tudo: um pouquinho de raiva, um pouquinho de tristeza, um pouquinho de contentação e de satisfação. Eu já tenho em mente: nunca vai vir nada que meus ombros não aguentem.




ps.: a frase é do filme "As Melhores Coisas do Mundo", se você queria assistir um filme taí uma ótima dica!