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25 de dez. de 2012

Ensino Médio


Ultimo dia D
Assim que cheguei ao primeiro ano fiquei extremamente ansiosa: só faltavam mais dois anos. No começo do segundo, animadíssima com essa ideia da escola acabar e no começo do terceiro já estava fazendo planos pra como seria viver sem o Instituto de Educação de Minas Gerais (IEMG) na minha vida.
Minha historia, não, minha saga estudantil no IEMG começou na primeira série em 2002 e acho que vocês perceberam que eu só saí de lá quando me formei. Claro que vou dizer o que vocês querem saber: estou ajoelhando e dando graças ao meu bom Senhor por eu ter me formado sem nenhuma bomba, sem nenhum ano a mais lá! Porque só os dias a mais que eu tive que ficar naquele prédio rosa e estudando em casa por causa da recuperação equivalem por um aninho a mais! haha Esperei o ano todo por esse momento de me formar e excluir toda a ralé (me desculpe você que está lendo esse adjetivo e se sinta ofendido) da escola das minhas redes sociais porque agora já não sou mais obrigada a conviver e espero que entendam que eu os tinha não por uma questão de querer vigiar vocês e rir de suas fotos (ok, eu fazia isso as vezes...culpada! rs) mas era uma questão de necessidade de informação sobre a nossa instituição de ensino e agora meu querido ou minha querida, NÃO nos veremos nunca mais.
Agora eu estou livre desse fardo de anos. Acho que vocês devem estar um pouquinho só curiosos e se perguntando "se era um fardo e você odiava tanto aquele lugar porque nunca mudou de escola?!" e eu lhes responderei a resposta mais obvia de todas: acontece que o IEMG é uma escola comoda para os filhos dos meus pais estudarem, é bem elogiada (por quem não estuda lá, claro) e é bem localizada - com bem localizada quero dizer perto da minha casa.
Então agora sou um lindo pássaro ruivo solto! Mas vou admitir que estou perdida... meu mundo é tão pequeno e limitado, não sei até onde posso ir. A única realidade que eu conhecia era a realidade do IEMG.

Pós primeira etapa: esperançosa.
"Mas peraí Ana,e a faculdade?" É claaaaaaaro que eu deixei que toda aquela pressão da mídia, da família e da escola cair sobre meus ombrinhos nesse último ano. Fiz o ENEM sofrendo, corrigi o gabarito online e é uma coisa que eu não recomendo a fazer, porque você pode se decepcionar muito como eu e ir totalmente desanimado no outro dia e fazer uma péssima prova... só Deus sabe meu resultado dessa prova. E bom, como nas fotos vocês já podem ter reparado que a mocinha aqui botou na cabeça que faria Artes Plásticas na UEMG e a trágica historia é que eu fiquei pra excedente. Tem coisa pior que te deixarem no meio do muro sem saber o que vai acontecer?! Tentei a primeira etapa que foi um dia de desenho de observação e no outro desenho de criação: passei. Fiz a segunda etapa completamente otimista, eram 25 vagas e 2,40 candidatos por vaga (bem que a mamãe avisou pra não cantar vitória antes da hora) e eu não consegui. Fiquei em 30º lugar e atualmente estou esperando que alguns candidatos desistam porque afinal é ARTES PLÁSTICAS E NÃO VAI TE LEVAR A LUGAR NENHUM! (quem sabe algum concorrente meu não lê isso e fica comovido).
Enfim é isso: não tenho pra onde ir. Me formei. Vou ter que prestar vestibular de novo e dessa vez pretendo fazer um cursinho pra matemática não ficar de palhaçada comigo como fez na segunda etapa da UEMG que intrigantemente foi a prova geral com todas as matérias.
Festa de formatura no Mix Garden.
Eu queria dizer muita coisa sobre toda essa mudança, especialmente de  costume, mas tudo está se resumindo mesmo é em saudade. Apesar de todos esses anos torturantes que não passavam, chegou no fim e tiveram coisas lindas também. É um saco sempre ser uma pessimista-apelativa (olha, nem posso mais perguntar a minha professora de português se isso tá certo) mas vou contar uma coisinha: meus melhores anos foram lá. Os meus amigos de hoje são meus amigos desde sempre, que estudaram comigo e eu sei que estarão sempre ao meu lado.
Eu acreditava que a gente não ia se afastar, mas agora... tá tudo bem distante. Aquelas malditas 5 horas por dia fazem falta nessa questão do convívio e da falta dos amigos de verdade que eu sei que ainda vou me divertir muito. Mas me faz feliz saber que agora finalmente cada um vai pro seu rumo artístico, engenheiro, publicitário ou nutricionista. É um surto de desabafo psicótico da Ana, mas também é um agradecimento. Obrigada. <3

29 de set. de 2012

Na verdade


Sem metáforas. Sem analogias.
Essa sou eu para dizer que não sinto raiva. Para dizer que ainda acredito nas coisas eternas, mas nunca vou deixar de duvidar da força das efêmeras.

Saber que elas existem é fundamental. É necessário aplicar as expectativas na sua própria capacidade.
Porque a saudade é algo que, depois de um tempo, acalma no coração. Depois, nem incomoda.
Então, para que acomodar? Por que acomodar com a dor, com o choro? Não é bom deixar que a tristeza vire rotina só porque você não tem mais a sua do lado de quem quer que seja.

As coisas não são da maneira que nós queremos. São exatamente ao contrário se você associar toda sua felicidade, tudo o que há de bom para você em alguém. As pessoas se sentem sufocadas assim, creio eu. Imagina, ser o centro de tudo para alguém? Mas vá, ninguém faz isso por mal. Ninguém deposita sua própria felicidade em ninguém por querer mal. Longe disso.

Pensei nesses dias sobre uma vez que você me disse que se sentia bem comigo. Que confiava em mim. E que perto de mim, conseguia ser você mesmo. Eu lembro que peguei seu rosto entre minhas duas mãos, e beijei cada cantinho dele. E vou te contar que isso me deixou muito, mas muito mais feliz do que quando você disse que me amava pela primeira vez, quando apenas escondi meu rosto na sua camisa.

Isso que eu aprendi. Que têm certas palavras que dão muito mais acalanto e vontade de ficar junto do que o ultrapassado do 'eu te amo'. Que as pessoas estão aqui, com a gente, mas nós nunca vamos conhecê-las de verdade. Nunca vamos saber o que elas sentem, mesmo que façamos tudo para fazê-las felizes. Tudo mesmo. É necessário confiar, muito mais do que gostar muito. E por favor, não subestime. Converse.

Se já chegou a dizer que ama, que confia, não custa dizer o que incomoda. Muito mais do que saber o quanto tem e o tamanho da sua individualidade é saber o quanto o outro conta com você. Se amar primeiro não é egoísmo. Egoísmo é tomar as decisões sozinho sobre algo que é coletivo, sobre algo que envolve outra pessoa. É assim mesmo. E não tente entender. É só respeito. É só pensar no outro.

29 de jun. de 2012

Só deixar


Talvez eu não esteja completamente sã; afinal de contas, tenho dezessete anos e estou farta de sonhar, de planejar.
Por anos fui daquelas gordinhas iludidas, que cedia a concentração pra qualquer um mais sensível que arriscasse a me dar uns beijos. Concentração porque primeiro, não conseguia pensar ou falar de outra coisa. Segundo porque não deixava o coitado (nem ninguém) em paz com aquilo. Todo mundo tinha que saber que eu fui beijada, que eu gostei, e que eu tava muito afim de ser beijada de novo. E claro, quem sabe, com o detalhe de a parte do 'gostar' fosse totalmente recíproca.
Eu tinha a puta convicção que cada cara desses que eu beijei era o amor da minha vida. Que eles iam me beijar, gostar, me beijar de novo, me dar presentes, falar em namorar, ir pedir meu pai (que aliás, é enorme), e namorar comigo o namoro mais lindo e duradouro do mundo.
Mas isso não aconteceu. Com nenhum deles.
Custou uns vinte e poucos caras, e uns 7 anos.
Até que eu desisti. Beijava, mas agora era só para controlar meus hormônios que agora atuavam de fato. Me chamaram pra sair. Me falaram que gostavam de me beijar. Duvido nada que pediriam meu pai pra namorar comigo; mas agora era eu quem não queria.
Sabe qual é o problema disso tudo? Quem eu queria existe. Quem eu esperava apareceu. Sim, problema.
E eu nem dei para ele o trabalho de me pedir em namoro. Eu quem pedi.
Ir lá em casa? Claro, para apresentar você para meu pai. É, você, meu namorado. Não precisa pedir para ele.
Mesmo achando que tinha certeza que todos eles eram 'o cara certo', agora era de verdade. Quem e quando eu menos esperava.O problema mesmo é que tudo o que planejei eu mesma estraguei na hora H.
Eu não deixei você ser quem eu sempre quis para mim.
E cheguei à conclusão de que vou deixar você sonhar por mim de agora em diante, e fazer com que tudo se realize. Sem atropelar, sem forçar. Só deixar.