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25 de dez. de 2012

Ensino Médio


Ultimo dia D
Assim que cheguei ao primeiro ano fiquei extremamente ansiosa: só faltavam mais dois anos. No começo do segundo, animadíssima com essa ideia da escola acabar e no começo do terceiro já estava fazendo planos pra como seria viver sem o Instituto de Educação de Minas Gerais (IEMG) na minha vida.
Minha historia, não, minha saga estudantil no IEMG começou na primeira série em 2002 e acho que vocês perceberam que eu só saí de lá quando me formei. Claro que vou dizer o que vocês querem saber: estou ajoelhando e dando graças ao meu bom Senhor por eu ter me formado sem nenhuma bomba, sem nenhum ano a mais lá! Porque só os dias a mais que eu tive que ficar naquele prédio rosa e estudando em casa por causa da recuperação equivalem por um aninho a mais! haha Esperei o ano todo por esse momento de me formar e excluir toda a ralé (me desculpe você que está lendo esse adjetivo e se sinta ofendido) da escola das minhas redes sociais porque agora já não sou mais obrigada a conviver e espero que entendam que eu os tinha não por uma questão de querer vigiar vocês e rir de suas fotos (ok, eu fazia isso as vezes...culpada! rs) mas era uma questão de necessidade de informação sobre a nossa instituição de ensino e agora meu querido ou minha querida, NÃO nos veremos nunca mais.
Agora eu estou livre desse fardo de anos. Acho que vocês devem estar um pouquinho só curiosos e se perguntando "se era um fardo e você odiava tanto aquele lugar porque nunca mudou de escola?!" e eu lhes responderei a resposta mais obvia de todas: acontece que o IEMG é uma escola comoda para os filhos dos meus pais estudarem, é bem elogiada (por quem não estuda lá, claro) e é bem localizada - com bem localizada quero dizer perto da minha casa.
Então agora sou um lindo pássaro ruivo solto! Mas vou admitir que estou perdida... meu mundo é tão pequeno e limitado, não sei até onde posso ir. A única realidade que eu conhecia era a realidade do IEMG.

Pós primeira etapa: esperançosa.
"Mas peraí Ana,e a faculdade?" É claaaaaaaro que eu deixei que toda aquela pressão da mídia, da família e da escola cair sobre meus ombrinhos nesse último ano. Fiz o ENEM sofrendo, corrigi o gabarito online e é uma coisa que eu não recomendo a fazer, porque você pode se decepcionar muito como eu e ir totalmente desanimado no outro dia e fazer uma péssima prova... só Deus sabe meu resultado dessa prova. E bom, como nas fotos vocês já podem ter reparado que a mocinha aqui botou na cabeça que faria Artes Plásticas na UEMG e a trágica historia é que eu fiquei pra excedente. Tem coisa pior que te deixarem no meio do muro sem saber o que vai acontecer?! Tentei a primeira etapa que foi um dia de desenho de observação e no outro desenho de criação: passei. Fiz a segunda etapa completamente otimista, eram 25 vagas e 2,40 candidatos por vaga (bem que a mamãe avisou pra não cantar vitória antes da hora) e eu não consegui. Fiquei em 30º lugar e atualmente estou esperando que alguns candidatos desistam porque afinal é ARTES PLÁSTICAS E NÃO VAI TE LEVAR A LUGAR NENHUM! (quem sabe algum concorrente meu não lê isso e fica comovido).
Enfim é isso: não tenho pra onde ir. Me formei. Vou ter que prestar vestibular de novo e dessa vez pretendo fazer um cursinho pra matemática não ficar de palhaçada comigo como fez na segunda etapa da UEMG que intrigantemente foi a prova geral com todas as matérias.
Festa de formatura no Mix Garden.
Eu queria dizer muita coisa sobre toda essa mudança, especialmente de  costume, mas tudo está se resumindo mesmo é em saudade. Apesar de todos esses anos torturantes que não passavam, chegou no fim e tiveram coisas lindas também. É um saco sempre ser uma pessimista-apelativa (olha, nem posso mais perguntar a minha professora de português se isso tá certo) mas vou contar uma coisinha: meus melhores anos foram lá. Os meus amigos de hoje são meus amigos desde sempre, que estudaram comigo e eu sei que estarão sempre ao meu lado.
Eu acreditava que a gente não ia se afastar, mas agora... tá tudo bem distante. Aquelas malditas 5 horas por dia fazem falta nessa questão do convívio e da falta dos amigos de verdade que eu sei que ainda vou me divertir muito. Mas me faz feliz saber que agora finalmente cada um vai pro seu rumo artístico, engenheiro, publicitário ou nutricionista. É um surto de desabafo psicótico da Ana, mas também é um agradecimento. Obrigada. <3

12 de mai. de 2010

Analogia da Pizza

Pensar em tanta coisa ao mesmo tempo é normal?
Se for normal, por favor, me perdoe por estar enlouquecendo.
Preciso lembrar que acho que estou começando a querer me esforçar para fazer alguma coisa.
Primeiro porque não fazer exatamente nada interfere na produção de colágeno, e não, não quero que a gravidade não fique ao meu favor, mesmo porque, eu só tenho 15 anos.
Segundo, é que eu acho de suma importância que eu – pelo menos, eu - seja feliz.
É. Feliz. E, por mais que eu já tenha passado (gastado, jogado, ou qualquer outro verbo desse gênero) dois anos da minha vida me “doando” por uma mesma e nada justa causa, acho que agora é hora de dar um basta nisso.
Não, eu não disse que seria fácil, muito menos rápido.
Isso tudo consiste numa técnica, ou, se preferir, em pura sorte. E toda sorte só existe de braços dados com o esforço. É como se fossem um casal: um não existe sem o outro.
Contudo, podemos concluir triunfalmente que sim, eu (e todos que quiserem um conselho, mesmo que seja meu) precisamos de um esforço. Queremos sorte, certo?
Então, teremos que nos esforçar. Eu tenho que me esforçar. E é exatamente isso que eu vou fazer.
Posso começar me apaixonando perdidamente pelo Samuel. Esse pode ser meu segundo objetivo, porque o primeiro, claro é não olhar tantas fotos do Sérgio.
Aliás, eu observei uma coisa em comum com garotos belo-horizontinos envolvidos de forma amorosa comigo. E todos praticamente têm a mesma história que, se entrelaçam. Isso é outra coisa que vem me levando vagarosamente pelo precipício da loucura.
Enfim, essa tal coisa que eu observei foi a seguinte: eu Ceres, me apaixono. Eles, garotos ajudam e praticamente me obrigam a fazer isso (não vou citar nomes, mesmo porque, não precisa). Preciso frisar que é impressionante o poder deles de fazer isso comigo. Ou gostam de Coldplay, ou têm pernas, queixos, cabelos e palavras espetaculares. E claro, com muito sensacionalismo e exagero.
Depois de um certo tempo; que pode ser denominado dia ou, no máximo, semana, eles simplesmente somem. Me deixam, ao léu, sozinha, triste, abandonada e chorosa.
E assim eles faziam: alternando. Primeiro um, e quando o outro reparava que eu estava prestes a contar pra minha mãe que eu estava apaixonada, ele combinava com o segundo. Aí o primeiro sumia, eu chorava, o segundo aparecia, e assim ia. Sim, eu me apaixonava fácil, e muito rápido.
Esse é o “apaixonar entre aspas”, fogo de palha, coisa de gente boba, que,aliás, é um delícia.
Tipo, primeiro eu só gostava de mussarela e calabresa, ai depois que eu comecei a apreciar à moda, à portuguesa e às vezes catupiry, essa coisa de dor de coração diminuiu.
Agora que eu estou retratando o meu sofrer super esforçado, cheguei à conclusão de que talvez esses mineiros maldosos tenham um complô contra mim, mas eu nem ligo.
Depois que eu vim pra cá, comecei a me interessar por outros sabores, sabe? E às vezes mussarela e calabresa ainda vêm com a frase: “Ceres, desculpa, eu fui um burro, joguei muito tempo fora em relação à você.” Aí eu digo: ”Pois é, (nome do sabor correspondente), eu, agora, não posso fazer muita coisa. Se você fosse menos burro, agora nós podíamos estar fazendo 1 (ou dois) anos de namoro.”
(Lembrando que a duração do namoro hipotético corresponde ao sabor).
Sabe o que eu faço depois? Invento um outro sabor pra gostar. Por mais que seja difícil trocar de sabor preferido, assim, na hora que quer, é até bem divertido.
Já disse que eu adoro analogias? E pizza também, claro.

28 de abr. de 2010

Morena

Passei a aula inteira preocupada com o que eu ia fazer em relação ao bilhete que eu recebi ontem. Singelo, talvez. Era do tal do namoradinho setelagoano de mentira, querendo que fosse de verdade. "Fala com a Ceres que a brincadeira acabou, que eu to gostando dela de verdade, e que quero ficar com ela." 
Tudo isso numa caligrafia supertremida, parecendo que de nervosismo, de tão forte que tava. Não sei se esse é o jeito de ele escrever. Vou olhar o caderno dele depois pra ter certeza.
Até que existiram duas situações um tanto quanto... estranhas.
Primeiro foi depois do recreio, antes da vídeoaula engraçada de Literatura. Cheguei, como quem não quer nada, como eu sempre fazia, e abracei ele.
Ele retribuiu.
Olha, vou ser sincera. Super sincera, na verdade. 
Sei lá sei ele só retribuiu, ou, não sei explicar direito. 
Só sei que eu senti um puto de um friozinho na barriga. Tá, foi um friozão. E também meu coração desparou.
Tudo isso deve ter durado uns dois segundos, porque quando eu reparei que tava ficando nervosa, acho que saí correndo. Acho porque eu fiquei meio estranha mesmo.
Por segundo, na hora da saída, eu fui toda felizinha pro lado da Millaine (minha outra amiguinha legal e setelagoana), e ela veio toda folgosa me perguntar se tinha acontecido alguma coisa. E quando eu falei que não, ela fechou a cara.
Em falar em Millaine, ela é muito gente boa, e estuda numa escola do lado da minha, o Dom Silvério. A gente pega o mesmo escolar, e como ela mesma disse: "Nós só não somos melhores amigas porque a gente se conhece a muito pouco tempo."
Enfim, enquanto ela ia me xingando porque não tinha rolado nem um beijinho depois do bilhete (e da carta) que ele tinha me mandado, a gente dá de cara com ele.
Peguei na mão dele, como eu sempre fazia, e quando eu fui dar um beijo no rosto dele; no meio do caminho, não sei se virava uns centímetrozinhos pra esquerda e lascava um beijo na boca dele de uma vez. No desespero, na falta de tempo, e no calor do momento, o beijo não foi nem no rosto nem na boca.
Tentei sair correndo de vergonha, mas a unica coisa que eu consegui fazer foi olhar pra ele.
Pela cara que ele olhou pra mim, parecia que ele estava era satisfeito. Ah, porra, eu fiquei foi com dor na consiência, mas quando eu reparei, tava rindo feito uma louca. Fodas, cara, fodas.
Eu PRECISO disso. Fodas, cara, fodas se não der em nada. Fodas se der também. 
Se eu contar que depois do Sérgio eu não beijei ninguém você aí que tá lendo vai rir da minha cara ? 
Fodas se você rir também, fodas.
Samuel, pode me chamar de morena o quanto quiser. Nunca te disse isso, mas eu adoro. Ganha um beijo amanhã se fala com charme! (Fodas se você riu)
Marcelo (Rubens Paiva), meu querido, me apaixonei por você, sério.

Eu gosto muito de falar palavrão.
Cheguei em casa, fui de uniforme e tudo pra cama. Que lindo, adoro roupa larga, meu uniforme tá igual um pijama. Dormi feito um cocô, e acho, não tenho certeza, que sonhei com o Samuel. 
Custei pra levantar e, pra minha surpresa, só dormi uma hora e meia.
Recebi um Cornetto Fellings da Mariana, a menina do chove-chuva, lá de são Paulo, e tô feliz até agora.
E puta merda, Lua, você tá linda tampadinha até os olhos de tanta nuvem.


19 de abr. de 2010

Sobre Cartas não Destinadas, O de Sempre e Alface

Ontem a noite, reparei que tinham umas seis folhas de caderno, todas dobradas em quatro vezes, em cima da minha mesa.
Peguei e enfiei na mochila, pra depois ver o que era (ou até mesmo, relembrar, mas enfim).

Hoje de manhã, quando eu estava no ônibus indo pra escola, fui ver o que estava escrito nas folhas. Bom. Uma coisa eu posso afirmar: diziam o de sempre.
Uma delas é uma carta que eu escrevi pra Mariana, no dia 27 de janeiro, e não sei o por quê, mas ela ainda está comigo. Outra delas é onde eu escrevi o endereço dela, provavelmente pra mandar a carta depois. Coisa que, como você pode concluir, eu não fiz.

As outras quatro.
Sim, as outras quatro. Eu devia, sinceramente, pôr mais quatro posts no tag "Sérgio", porque se nos dias 23, 24, 25 e 26 de janeiro eu já tivesse internet em casa, sim, eu postaria tudo o que estava escrito aqui. Ou não, mas a gente não precisa de discutir isso agora (rumo aos 50!).

Depois que eu reparei que eu sou meio... sem uma outra inspiração a não ser a de sempre, já tinha acabado o primeiro horário. Física (sim, eu fiquei horas lendo e relendo).
Como nem todos os professores estavam dando aula, a maioria está de greve, a gente pôde sair, e depois voltar pra assistir o quarto horário.

Eu, o Ramon (No Mar), a Rúbia, a Gaby (sim, é com "y"), e a Andreza. (risquei o nome dela porque ela é muito chata, pelo menos na maioria das vezes. Ela fica me prometendo um pôster do Axl Rose *suspiro* faz tempo, mas nada. Mentirosa).

Demos uma volta na lagoa, e depois fomos pra biblioteca.
Como eu estava/estou numa puta preguiça de procurar os documentos pra fazer a ficha e pegar um livro, como qualquer pessoa normal faz, eu, pela segunda vez, estava indo na biblioteca pra continuar a ler o mesmo livro.

Sim, o livro é muito bom. E sim, estou apaixonada pelo cara do livro.
Ele é cara-de-pau, poético, toca violão, e pulou numa lagoa de meio metro de altura, estilo Tio Patinhas (assim que estava escrito), quebrou a quinta vértice da medula (acho que é isso), e vai (eu não li a parte que fala isso, mas eu sei que vai) ficar tetraplégico.

Ah, sem falar que ele tem uma posição política. Mesmo que eu não saiba que posição (política) é essa, eu tenho queda por caras inteligentes. Um cara burro não teria uma posição política. Ou tem.
Essa é outra coisa que não precisamos de discutir.

Saí da biblioteca com uma vontade enorme de enfiar na frente de um carro. Não me pergunte o por quê. Mas então, toda vez que eu ia atravessar a rua sem olhar, um "bom samaritano" parava e fazia um gesto de "´pode passar".
Resultado: estou viva, sem sequelas; e sem entender a minha vontade de morrer.

Assisti a aula de Português, e a professora ficava falando "que bonitinho" toda vez que eu falava do Samuel. E depois, quando eu estava esperando o tempo do quinto horário passar e meu escolar chegar, passa, do meu lado, a minha professora de Português.
Numa moto. Eu acho estranho, às vezes eu tenho que cair na real pra saber que professores têm uma vida fora da escola. Eu sei lá, vai que alguém comanda todos os professores e congelam eles enquanto eles não dão aula? - ignorância

Vim pra casa, deitei e dormi feito um bebê, por uma hora e meia, e minha mãe veio me cobrar as mudas de alface que a mãe da Rúbia falou que tinha de sobra.
Liguei pra Rúbia, ela veio com as mudas, minha mãe foi comprar pão faz muito tempo, e até agora não voltou.

Eu, o Léo e a Rúbia estamos vendo televisão. O nome do episódio da série é "Todo Mundo Odeia Garotas Altas e Magras".
Estou rindo feito louca.

Não, eu só ri um pouco.

P.S.: a Rúbia é alta e magra, a graça foi aí.
P.S.2: tô com fome, minha mãe podia chegar logo.
P.S.3: o nome do livro é "Feliz Ano Velho", do Marcelo Rubens Paiva, eu acho. Aliás, o Ramon tem ficha lá, ele podia pegar pra mim (o livro).
P.S.4: estou aprendendo a tocar violão. Consigo tocar tudo bonitinho, até um fá sustenido do caralho.
P.S.5: quero ir pra Belo Horizonte.
P.S.6: o céu tá bonito hoje.

12 de abr. de 2010

Mel, Código, Mentira, Aline, Convocação

Ele dá um pigarro, e quando vê que todo mundo estava dando atenção, respira, olha pra mim e diz: "Gente, olha o que eu escrevi pra minha amada: 

Ceres (coraçõeszinhos),

Você é uma morena linda.
Você é tudo de bom, super gata.

Não te quero por um dia
Nã te quero por um ano
Te quero por toda vida
Te quero porque te amo."

Samuel Reis

Esse é o tipo de coisa de aumenta o ego de qualquer uma.
Seria melhor se fosse de verdade.
Não, não é mentira.
Aliás, eu não sei o que que é.

Indepente de ser verdade ou não, me sinto bem. Me sinto bem com uma coisa incerta. O meu "namoro" com o eles (Setelagoanos de muito bom gosto, diga-se de passagem), é coisa de gente carente que não tem o que fazer.

E não vem me dizer que toda brincadeira tem um fundo de verdade não porque se não eu fico nervosa com você!

É literalmente ter tudo e não ter nada, ao mesmo tempo. Isso é frustrante, sabia?


PAY ATENTION, PLEASE !

Então vou fazer uma convocação: "morena chocolate", de estatura mediana, corpo esbelto (-n), cabelos compridos, que adora rock, ler sobre diversos assuntos e escrever sobre sua própria vida, se sente carente, e procura homens com idade média entre 16 e 20 anos com os seguintes quesitos (você pode - ou não - ignorar os parêntesis):


  1. Seja alto (ou baixo)

  2. Seja moreno (ou loiro)

  3. Goste de rock (ou pagode, também serve)

  4. Seja paciente

  5. Use piercings (ou seja evangélico e não use nada)

  6. Tenha cabelos curtos (ou longos)

  7. Use bigodes fartos, estilo Mário Broz (ou só costeleta, ou nada mesmo)

  8. Goste de ver filme abraçadinho (ou prefira não ver filme)

  9. Que entenda o meu tempo.

  10. Que escreva cartas de amor, principalmente.

  11. Se tiver carro, casa, e tiver como me sustentar, melhor ainda, fikdik.     

  12. Acho que pode ser alguém que faça meu coração bater mais rápido, faça a minha mão ficar gelada e esse tipo de coisa.

THANK YOU VERY MUCH PELA ATENTION (inglês booooom)    

10 de abr. de 2010

Praça, Perna, Mar, Sexta Feira 9

"Quebre a Perna!" Na até então língua teatral, isso quer dizer: Boa Sorte. Não sei se isso funciona com música, mããs ...
Conslusão: não me desejaram que eu quebrasse a perna, e eu não tive boa sorte.
De contra regra, eu virei cantora. Isso mesmo que você leu: can-to-ra.
Isso sim, podia acontecer com outra pessoa: mas não. Foi comigo. (can, pode, entendeu?)

Enfim, estávamos todos no salão nobre da escola. Todos os que estavam participando diretamente do Poemar't, a porcaria de projeto bimestral da escola. Nós tinhamos, até então, menos de uma semana pra organizar as coisas. Nos meses anteriores eu escrevi sim, uma peça de Teatro sobre "a cultura que vêm das praças", o tema da nossa série, baseado na "Praça é nossa". Vamos frisar que a professora falou que podia. Então, quando a coordenadora leu, ela me xingou muito, e disse que poderiam me processar por causa disso, que aquilo tava horrível, e mimimi. Foi aí que o Gilberto caiu do céu (com dinheiro no meio, qualquer um cái), e ajudou a gente a fazer alguma coisa bem legal. Era essa coisa bem legal que estávamos ensaiando, e eu, que antes era responsável por tudo, agora era uma simples contra regra. Sim, eu estava satisfeitíssima. Nós tínhamos uma semana pra ensaiar, eram poucas falas, e estava tudo sob controle. Não podia estar melhor. Sexta feira e pronto: todo aquele tormento acabava.

Na quinta, a menina que estava cantando, não estava conseguindo pegar o ritmo. Cantou, cantou, e NECA. Ela, frustrada, foi pro recreio. Eu tenho certeza absoluta que ela tava puta mesmo porque eu falei que cantar a música mais lentamente era fácil. Deviam achar que eu não sabia de nada.

Sim, eles estavam errados.

Enquanto ela foi pro recreio, eu sentei do lado do Samuel (meus olhos são dele, -n) que tava tocando teclado e consegui cantar a música, perfeitamente. Eu juro que não era minha intenção cantar no dia. Eu só queria mostrar pra todo mundo que até eu que nunca tinha ensaiado com o Samuel conseguiria facilmente pegar o ritmo. E a Gabriela conseguiu também. Fomos cantando, cantando, e quando eu terminamos, tava todo mundo com o queixo no chão, olhando, e o Gilberto bateu e bateu palmas, gritou umas duas vezes "Lindo!". O Samuel me olhou e fez uma cara muito... convidativa para que eu cantasse outra vez. Foi o que eu fiz. O que nós três fizemos. De novo. E de novo. Ninguém tava acreditando que eu sabia cantar. E eu não acreditava que a nossa voz podia ficar tão boa junto.

Foi aí que a Yasmin chegou, e eu fui explicar pra ela. Que, provavelmente, eu cantaria com ela, o Guilherme e o Samuel (a voz dele é uma coisa, meu Deus *-*). Primeiro ela "finjiu" uma certa aceitação. Depois ela disse que não ia cantar, e o Guilherme foi na dela. Depois, ela soltou a frase que todo mundo temia ouvir: "ou a gente, ou vocês." Pronto. Foi a conta de eu ficar nervosa, das tapa na testa e andar em círculos.

O Gilberto veio todo atencioso, tentou convencer a Yasmin a cantar todo mundo, pôxa, ia ficar muito legal. Ela tentou. Primeiro que só tinha um microfone, e ela enfiou o coitado na boca, e só saiu a voz dela, ela saía do ritmo, e obtivemos nenhuma melhora. Depois o Gilberto falou mais um tanto, e PIMBA! de repente a música fica perfeita, com todo mundo cantando, eu, Gabriela, Yasmin, Samuel e Guilherme. Não podia ter ficado melhor. Juro que me deu vontade de chorar e, pela primeira vez eu abracei a Yasmin com muita vontade.

Na sexta de manhã, a primeira primeira pessoa que eu encontro no corredor é a Gabriela, e ela diz que não, não ia cantar. Bom, eu fiquei triste, mas né, o que eu podia fazer ?
No mesmo dia, fomos pro local da apresentação ensaiar. Foram as meninas que apresentariam a poesia que o Guilherme queria transformar em música, e nós, que íamos cantar: Eu, Yasmin e Guilherme.

Bom, eu quase morri quando subi no palco, e olhando pra aquele tanto de cadeira vazia, não consegui deixar imaginar aquilo tudo cheio de gente, me olhando, OMG. Erramos a letra, saímos do ritmo, o Samuel errou algumas notas do teclado, e os meninos do 2º e do 3º anos riram muito da gente. Eu fiquei suuuuper tranquila em relação a isso, porque eles não sabiam da parte do teatro, que tinha o Ramon (ou No mar, como preferir), como personagem principal. Nós tinhamos um truque na manga, e isso era ÓTIMO.

Vim pra casa, arrumei o cabelo, escolhi escolhei roupa, passei o vestido que eu ia usar, e o tempo passou muito rápido, fui pra casa da Rúbia pra gente ir.
Chegando lá, encontramos com a Isabelle, uma das meninas que partiparam do teatro.

Uma coisa muito estranha que ficou martelando na minha cabeça, foi que na programação de todas as apresentações, na nossa série, que é o 1º ano, ficou por último.

Enfim, estava marcado pra começar às 19 horas. Eu não estava muito preocupada com horário, foi fascinante ver meus colegas sem uniforme, no salto, todo mundo chique, maquiado, nossa. O Bruno de terno, o Guilherme de blazer, o Ramon de Charles Chaplin! Tirando a Yasmin, claro, que sempre tá toda maquiada e emperequitada às 7 da manhã, nem fez tanta diferença, FATO.

Em falar em Yasmin... de manhã ela me fala que eu TINHA que ir de vestido e o Gilberto confirmou. Eu estava lá, com meu vestidinho e minha sandalinha na minha mochilinha e a Yasmin chega de calça jeans e sapatilha. Bom, ÓTIMO.

ISSO SE ELA NÃO TIVESSE LEVADO VESTIDO, POR QUERER, SABE POR QUÊ?  (voz fininha) "aaah Ceres, você vai ter que cantar de calça também, o vestido ficou feio, neeem." De novo eu dei um tapa na testa e comecei a andar em círculos, dessa vez pra não socar ela até os olhos dela saírem pra fora. Bom.

Fui pra cochia, porque lá tava quentinho, e só pra irritar, eu fui lá no banheiro, vesti meu vestido, subi no salto, retoquei a maquiagem, e queria só ver quem que ia falar que eu ia ter que cantar de calça jens por causa da Yasmin. Não é possível que eu passei meu vestido à toa. Vamos lembrar que meu vestido é balonè e com um tecido suuuper difícil de passar. Minha mãe nã tava aqui na hora não, tá?

Fui toda poderosa, pelos corredores da universidade, jogando o cabelo, e menino que me vê todo dia na escola assoviou pra mim. ÓTIMO. Eu estava totalmente apta a cantar, e cantar bem. Minha autoestima estava mais alta que o Ramon, e eu já tava pensando na cara de nojo do povo quando visse a Yasmin cantando do meu lado de calça jeans, e eu toda potente.
Tirando, claro, o fato de eu estar com a mochila nas costas, tava ofuscanto. (momento narciso)

Já tinha começado a apresentação, com muito tempo de atraso. Primeiro foram os pirralhos do 6º ano, depois o 3º ano da manhã (demorou). Enquanto isso, o Bruno, que namora a Juliele (uma das surdas da minha sala), o que tava de terno, pegou a rosa da lapela do Chaplin, ajoelhou na frente dela, e eu sei, eles conversaram por olhares (romântico). As outras meninas que são surdas faziam gestos pra Juliele beijar o Bruno, enquanto ela pegou a rosa da mão dele, deu um sorriso e fez um gesto de "beijar!? aqui !? cê tá doido!?" Eu, com todo meu poder de sedução, estava sentada numa escada caracol que tinha lá na cochia, que não dava pra lugar nenhum. O Samuel, meu tecladista preferido,o dono dos meus olhos (o dono do meu coração é o Geziel, o Guilherme é o dono da minha mão mais máscula e futuramente eu vou me casar com o Victor. É que a linha do amor da mãos da maioria deles se junta perfeitamente com a minha; eu tenho váárias Almas Gêmas setelagoas, só pra esclarecer as coisas) é, então, o Samuel, embalado no amor do Bruno e da Juliele, vestiu o blazer do Guilherme, pegou a rosa da Juliele, ajoelhou na frente da escada... (não, eu não vi isso, eu tava dormindo), e alguém gritou: "Olhaaaa, o Samuel vai se declarar pra Ceres!" Foi aí que eu olhei pra frente, e tava lá, no espaço entre um degrau e outro o Samuel, com o braço direito esticado com a rosa na mão. Ele respirou, olhou no meus olhos e disse: "Ceres, eu te amo! Namora comigo?" Eu fiz uma cara de "Hã?". Aí a ficha caiu, e eu fiquei parada, olhando pro Samuel. Foi só um segundo pra mim cair na gargalhada. Aí ele disse: "É, sabia que você tinha alguma coisa com o Geziel!" Nessa hora, coincidentemente caiu uma pétala da rosa, ele pegou do chão, pôs na minha mão e disse: "Isso foi o que sobrou do nosso amor, Ceres!" e saiu andando. Chorei o choro mais forçado que eu consegui, olhei pra pétala na minha mão, e chorei mais ainda. O Samuel voltou, me abraçou, e a gente começou a rir.
Todo mundo ficou sem entender, todo mundo acreditou. Gente, eu? Namorar com o Samuel? Aaah tá.

De repente, a menina que tava perto da cortina da cochia olha pra trás, com uma cara tremenda. Todo mundo que estava na cochia fez silêncio. Se não fez, é que eu não ouvi mais nada a não ser a música que vinha do palco. Era a MINHA música. A música que eu ia cantar,a original (a minha era paródia), o 3º ano tava tocando. Eu fiquei sem reação. Dessa vez eu chorei de verdade. Juro que desabei, ainda mais que eu vi outro Chaplin, outra donzela, outro bloco de Carnaval... era praticamente o nosso teatro, em dobro. A platéia inteira aplaude a apresentação deles, e pede pra cantar de novo. Eram aplausos atrás de aplausos.

Foi aí que eu entendi. Entendi o porquê de terem colocado o 3ºano pra apresentar primeiro. Eu não conseguia acreditar naquilo que eu via, que eu ouvia. Todos ficaram perplexos. A professora Fernanda, a coordenadora do projeto, me viu chorando, e perguntou o que tava acontecendo. Dei uma má resposta pra ela e fui pro banheiro. Quem tava lá, gente da minha escola com quem eu nunca tinha conversado, vendo meu desespero, ficaram preocupados.

Acho que eu nunca fiquei tão nervosa na minha vida. Tudo o que a gente tinha feito. Juro que até agora eu não consigo entender o que que aconteceu naquele lugar ontem. Chegou perto de mim um menino do 2º ano, e me falou assim que todo ano o 1º ano levava ferro em tudo o que fazia na escola. Eram os calouros contra os veteranos, é impossivel.

Em nenhum momento eu pensei em desistir. Retoquei a minha maquiagem, reanimei o povo (foi o que eu fiz o tempo todo, toda vez que alguma coisa dava errada), e a professora conseguiu colocar a nossa série pra apresentar no lugar do 2º ano.

Chegamos, apresentamos, como se nada tivesse acontecido. Os microfones sem fio falharam, ninguém se interessava, claro, estavam vendo tudo pela segunda vez. Aí chegou a minha vez. Em cima da hora, o Guilherme não queria cantar também, e ficou sumido atrás da Luisa. Eu estava convicta que eu conseguiria. Subimos no palco. Na hora, também, não acharam um microfone pro Samuel. Estava tudo nas nossas mãos. Nas minhas e nas da Yasmin (de calça).

Não me concetrei nas 600 pessoas que estavam me olhando, todas, 1.220 olhos me olhando, todos, ao mesmo tempo, acompanhando o estalar dos meus dedos nervosos.

O Samuel começou a tocar a música. Eu não sabia pra onde olhar. Peguei na mão da Yasmin, e me virei pra ela. Eu já tinha ensaiado olhando pra ela mesmo, não devia ser tão difícil.

A música deslisava fácil, precisa sobre meus lábios. Parecia que estava sob êxtase, até que eu senti a Yasmin apertanto a minha mão, bem na parte da musica onde tínhamos dificuldade.
Nessa hora eu ouvia, estranhamente, só minha voz. Era o microfone, falhando. Me abaixei pra dividir o microfone com a Yasmin. Olhei pra primeira fila e vi a Maria Rita, intérprete das meninas, fazendo um sinal de positivo.

Minha mão não suava. Nós não errávamos, estávamos em perfeita sintonia.

Quando acabou, e agradecemos, esqueci que pelo menos poucas, viriam palmas.
Eu não conseguia parar de sorrir. Eu fiz minha parte.

(Quando eu descobrir o que aconteceu pode deixar que eu conto.)

Sim, eu queria (muito) ter quebrado a perna.

7 de abr. de 2010

No Mar, nas Lagoas e na Paciência

Posso dizer que, de certa forma, a rotina sete lagoana me fascina. Ontem, depois da aula, fui com o Ramon, a Rúbia e a Natane na Casa da Cultura (que aliás, tá com uma exposição do Fernando Sabino muito... estranha) e na Biblioteca Pública, com a desculpa de achar as coisas pro trabalho de Artes.
Andamos a toa, cantamos, e ainda lemos o livro "Na cama com Bruna Surfistinha", que, por sua vez tinha um +18 de todo tamanho na capa.
Em falar em Ramon... ele é um caralegal. Deve ter 1,90m de altura, tem covinhas na bochecha (que as meninas - e a moça da cantina- adoram), meio tímido, inteligente, e tem alguma coisa que faz com que - pelo menos - eu tenha muita vontade de ficar perto dele.
Sem falar que o nome dele de trás pra frente fica "No mar", e ele nunca foi na praia.
Enfim, não, não estou apaixonada pelo Ramon, apesar do fato de eu me apaixonar muito fácil. Ou não. Muitas coisas mudaram dentro de mim.
Tava aqui pensando... se eu fosse embora daqui (mesmo que eu não quisesse), eu ia sentir falta daqui. Da empada, do Ramon, da Rúbia e até mesmo da professora de Biologia. Ela tem a voz irritante.
Cheguei a conclusão de que, pelo menos por enquanto, meu lugar é aqui. Eu estou aqui porque era isso que tinha que acontecer, e sim, a minha Teoria do Heroísmo vai se concretizar.
Tá bom, eu tenho que admitir que a minha vida tem ficado até bem emocionante por aqui.
Hoje eu estava avaliando a mão dos garotos da sala, e de um do segundo ano, que tava no meio, não sei o por quê. Eram 7 meninos, e a linha do amor de 5 de juntou simetricamente com a minha. Fiquei pasma. Sou contra regra da apresentação do Poemar't, o projeto bimestral. Converso com muita gente na escola, me acham estilosa e eu me sinto bem, obrigada.
A Isabela deve vir na próxima semana, pra a gente apoveitar a noite Sete Lagoana, e eu estou muito animanda. Aliás, ela tem um blog legal.
Queria ter alguma coisa mais legal pra contar. Mas né, fazer o quê ?
Paciência, Ceres, Paciência.

1 de abr. de 2010

Problema mãe: Saudade

Escola Estadual "Dr. Arthur Bernardes", Centro de Sete Lagoas, Minas Gerais. 

É aí onde eu estou estudando agora. 
Se a pessoa que tirou essa foto andasse mais alguns metros pra trás ela cairia na lagoa Paulina.
Se ela não caisse na lagoa, certamente atravessaria a rua e, se continuasse viva, pegaria um ônibus, e, facilmente chegaria aqui em casa.

Sorte sua - você que está lendo, que essa pessoa não tirou uma foto da minha cara agora. Eu queria muito, mas muito mesmo, conseguir escrever sobre esse lugar; sobre os professores, meus colegas, sobre as chuvas corriqueiras, sobre meus vizinhos (hum), e blá blá blá.
Mas não. Eu simplesmente não consigo. 

Hoje, a minha colega, a Rúbia, veio aqui. Ela é muito legal (claro que é, eu emprestei minha coleção de Capricho pra ela). Acho que o que fez com que a gente fosse... amiga, é que nós viemos de BH. No mesmo mês, e ainda por cima, temos mais ou menos o mesmo problema.

O nome desse problema é SAUDADE.
Saudade dos amigos.
Saudade da escola.
Saudade da casa.
Saudade do supermercado. (aliás, eu adoro supermercados)
Saudade da rua.
Saudade, saudade...

Quem sente saudade está, consequentemente, imerso em nostalgia.
Posso ser sincera? Se me perguntarem o que é nostalgia, eu não vou saber explicar. Só sei dicernir quando eu sinto ou não.
Enquanto, hoje, eu estava imersa em nostalgia, contei pra Rúbia todas as minhas histórias. Essas que provavelmente, se você me conhecer vai saber, de cór. O legal disso tudo, é que ela não sabia. Acho que ela, à essa altura, é a única que faria (como ela fez), uma cara de supresa quando eu contei pra ela o que tomo mundo já deve estar careca de saber. Todo mundo de Belo Horizonte, todos os meus amigos, meu pai, minha mãe... a cara de novidade dela de uma certa forma me deixava feliz. Ela ria do jeito que meu pé ficou gelado enquanto eu falava do Sérgio. (sim, agora é o pé.)

Mas do que que adianta?
Depois, quando a nostalgia tava quase me tampando os olhos (agora), eu lembrei, certinho, da Isabela em pé na cama do meu irmão, fazendo comentários na lista que eu tinha colada na porta do meu guarda-roupa. A lista de quem eu já tinha beijado, coisa de gente besta mesmo.
Ela estava com o predendor do cabelo dela na mão, que estava todo bonitinho como sempre, por cima de uma blusa verde. Ela estava usando uma bermuda, na altura do joelho, eu lembro como se fosse hoje. E como eu sinto saudade de ela ir na minha casa fim de semana, quando a gente não tinha nada pra fazer! De ir "tomar" açaí, de rir da besteira da outra.
Eu aqui, em Sete Lagoas... quando que, num sábado a Bela ia vir me ver porque tava a toa na casa do pai dela? Quando?

Não, era a Rúbia... ela e a cara de surpresa pelas minhas histórias. Eu queria uma cara de tédio. Queria ouvir um "de novo, Cé?"

Só pra depois descer as escadas, ir pra rua, tentar pensar em outra coisa pra, quem sabe, escrever uma história melhor do que aquela que eu tava contando, pra lembrar de outras, até.

Saudade.
Saudade da pracinha.
Saudade do sorvete de chocomenta.
Saudade da banca de revista (aqui no bairro não tem)
Saudade do Emídio.
Saudade do meu avô.
Saudade do chão de madeira.
Saudade da minha cama que fazia barulho.
Saudade da vista da minha janela.
Saudade da avenida.
Saudade da rua de cima.
Saudade do Bar do Fernando.
Saudade de tirar foto com a Fernanda.
Saudade de cantar com a Giovanna na rua.
Saudade dos verbos, dos substantivos, e tudo mais o que eu podia fazer... lá.
Saudade, saudade ...

Isso foi um post introspectivo?

29 de mar. de 2010

Intensidade da Fase

É só fase? Ora... fase.
Não devia ser tão ruim.
Não devia me fazer chorar por tanta intensidade, fase.
No mínimo curta eu quero que seja.

Sinto admitir, mas eu tenho problemas.
São muitos pensamentos ecoando em minha cabeça, todos soltos, sem direção, perdidos, todos ao mesmo tempo.
Aos poucos, venho enlouquecendo. Vagarosamente, venho perdendo os sentidos, a direção.
Vou acompanhando meus pensamentos, afinal, não tenho para onde ir.
Tenho vontade de abandonar minhas responsabilidades. Tudo, todos, nas minhas mãos.

Corações nas minhas mãos, decisões nas minhas mãos...
Arre! Minhas mãos não querem, entenda.
Minhas mãos querem brincar, minha mãos querem deslizar sobre cabelos alheios, enrolá-los em seus dedos; exibir seu dedo do meio bruscamente, sem responsabilidade, com inocência, como se fossem mãos de crianças.

Minha cabeça quer ser esvasiada, só pra depois ser enchida de cenas de novela pra adolescentes, só pra ter espaço pra conseguir decorar Todos os meus livros preferidos, pra poder pensar em alguém diferente, pra conseguir... ficar leve, pelo menos agora, enquanto eu preciso de paz.

Quero o equívoco de ser pega por alguém nos braços, quero a certeza de amar alguém (e ser amada), quero, que a fase acabe.

E que culpa eu tenho ?
Que culpa eu tenho de amar você ?
Sim, eu tenho.
Tenho toda culpa do mundo.  que diferença isso faz pra você ?

Sim, eu também quero, e eu vou, te esquecer.
E, pra sua informação, estou indo bem.

Meu charme é minha contradição, concorda ?

20 de mar. de 2010

Lista de Sábado

Pleno sábado, eu sem dinheiro e muito menos um lugar pra ir.
Na verdade, eu poderia postar a lista das minhas vontades de sábado. Descobri que listar é muito, mas muito mais fácil que narrar, descrever, ou qualquer uma dessas coisas.

Coisas que eu Queria (disse certo, QUERIA) Fazer Hoje

1- Ir pra Belo Horizonte, ficar com meu avô ou com qualquer pessoa que me cedesse uma casa pra passar o fim de semana. Minha mãe não quer ir pra lá tão cedo, então, o melhor que eu poderia fazer é ir sozinha. Mas como eu já disse, eu não tenho dinheiro, e meu pai, como foi pescar não vai me dar dinheiro. Aliás, ele não vai me dar nada, até hoje eu não ganhei meu presente de quinze anos. Detalhe: eu fiz quinze anos em janeiro. Tenho meus motivos pra ir pra BH. E esses, por suas vez, são importantes. E muitos. Mas o jeito é ficar aqui, estudando.

Na verdade, não tenho mais o que listar, é só isso que eu queria hoje mesmo. Acho que isso vai ficar na minha cabeça até eu conseguir. O fato é que eu sinto tanta, mas tanta saudade! Será que eu faço tanta falta pra eles quanto eles pra mim?

Ceres manda um beijo pra Camila(a do cabelo colorido), pra Mari Japa, pra Ellen, pra Ana Catarina, pra Luísa Couto, pra Maria Clara, pra Sarah (Andreza, kk), pra Izabella, pra Carolsão, pra Bela, pra Giovanna, pra Fernanda, pra Jordanna, pro Ado, pro Luiz Henrique, pro Pedro Coelho, pro Matheus, pra Paulinha, pra Gabrielle, pro Luiz Eduardo (sim, eu sinto falta dele), pra Mônica, pra Gabi Ribeiro, pra Talita, pra Bruna Gregório, pra Carol , pro Guilherme, pro Sérgio (pra variar um pouco), pro Barretesão (sim, pra ele), pro meu pai, pra minha mãe e um especial pra Xuxa.

p.s.: Acabei listando os beijos.

p.s.: Não, não tem beijo pra você, Roberto, porque eu não sinto saudade de você. Nem da sua mãe.

19 de mar. de 2010

Velha Novidade e Playlist

Tenho vivido coisas que nunca nem sonhei em viver antes. Eu sei que isso é muito natural, ainda mais quando você é a novidade da escola. Temos que lembrar que ninguém, absolutamente NINGUÉM me disse isso. De qualquer forma, é assim que eu me sinto. Mas enfim, tem sempre algumas coisas que nunca mudam. Coisas que são... velhas novidades.

Uma dessas velhas novidades têm certos ingredientes: saudade, convicção e falta de sono.

Se você ficar entediado com esse post idiota, leia o post de baixo. Se já leu eu não posso fazer nada, porque ... mentira, posso sim. Vou fazer outra lista.

As Músicas que eu mais Gosto (Sem ordem de prediletação)


1- Knockin On Hevean's Door - Guns N' Roses Version



2- Estranged - Guns N' Roses



3- Patience - Guns N' Roses



4- Sweet Child O' Mine - Guns N' Roses



5- Pra Você Guardei o Amor - Nando Reis



6- All Star Azul - Nando Reis



7- Don't Cry - Guns N' Roses



8- Me Adora - Pitty



9- Use Somebody - Pixie Lott (Cover)



10- I Wanna Be Your Boyfriend - Ramones



11- You and Me - The Cranberries



12- Lifehouse - Everything



13- Smells Like Teen Spirit - Nirvana



Preciso de parar com listas.

18 de mar. de 2010

Lista de Desejos

atenção: a seguir um texto com muitas entrelinhas, expressões própias, indiretas/diretas e pensamentos totalmente profundos e gritantes. Talvez não seja recomendado para moralistas, mães, professores, irmãos pirralhos fofoqueiros e/ou psicólogos. Tenho medo que me achem louca.

Minha Lista de Desejos a Longo e a Curto Espaço de Tempo
1- Basicamente, o primeiro dos meus desejos é que as coisas fiquem como estão. Graças à Deus, eu não preciso de "comer cru"; as coisas estão vindo rápido ao meu encontro. A sensação é quase a mesma de andar de montanha russa, estou descendo da parte mais alta, com muito vento batendo na cara.

2- Andar de montanha russa. Eu nunca andei.

3- Minha mãe deixar o Luis vir me visitar no final de semana. Eu sei que eu falei pra ela que ele já entrou em coma alcoólico, mas se ninguém der cerveja pra ele, tudo fica sob controle.

4- Eu terminar o roteiro DA MINHA PEÇA DE TEATRO, superinclusiva e com muito humor logo. Se ficar bom é capaz de eu ficar famosa. A escola é um ótimo lugar pra ficar famosa, cheguei à essa conclusão.

5- Meu pai não arrancar a cabeça do Sérgio na próxima vez que visse ele.

6- Que até a próxima vez, ele tenha esquecido.

7- Que o tal do Felipe (ou Filipe, ou Phelipe, sei lá) que quer me "conhecer" na escola seja pelo menos interessante. Quando eu digo interessante, é que pelo menos saiba conversar; digo, não falar muita gíria e conjugar os verbos direito.

8- Ganhar uma câmera fotográfica profissional pra tirar muitas muitas muitas fotos de céu.

9- Que eu consiga um emprego bom, ganhe muito dinheito, compre um apartamento em BH e volte para meu refúgio.

10- Que eu tire nota boa na prova de Física.

11- E todas as outras que eu vou fazer ao longo do ano.

12- Que eu consiga um namorado até a Páscoa pra ganhar ovo. /mentira

13- Ir pra Sampa ver a Mari. Ou que ela venha me ver.

14- Que minha conspiração vital nunca acabe.

15- Ver (pegar, abraçar, beijar)o gatinho do Axl Rose.

16- Aumentar (muito) meu alargador.

18- Que meu irmão NUNCA mais, depois do banho, dependure a toalha molhada na maçaneta da porta.

19- Que eu não tenha que beijar o Roberto de novo.

20- Não gostar tanto do Sérgio. (Ele é feio.)

21- Inventar uma desculpa melhor pra não gostar do Sérgio.

22- Morar num lugar que tenha neve, pra fazer anjinhos de neve, homens de neve, brincar na neve e, se possível, comer neve.

23- Ter um quintal grande pra ter uma árvore grande igual da embalagem antiga da pasta de dente.

24- Aprender a tocar guitarra, ter roupas legais e ser uma rockstar.

25- Ter uma coleção com muitos exemplares de sapato.

26- Ir pro Havaí pra mandar pra alguém daqui um "Coco Postal".

27- Acompanhar um acasalamento inteiro de borboleta, que, por sua vez dura entre 6 e 7 horas.

28- Comprar uma loja inteirinha de All Star pra por na minha coleção de sapato.

29- Conseguir fazer a festa que minha mãe tanto quer quando ela morrer.

30- Que meus irmãos não tenham filhos. Se meus irmãos são assim, imagina os filhos deles?

31-



Ter dito isso pro Edward.

32- Conseguir realizar tudo, sem falar no que me veio à cabeça agora.

13 de mar. de 2010

Bombardeio de Informações Ocorridas num Certo Espaço de Tempo

Olha, pra ser bem sincera, morar aqui nem é tão ruim assim. Eu devo ter dito isso outras vezes, mas dessas vez eu juro, é com bastante convicção. Aqui é bem diferente de Belo Horizonte, claro. As pessoas são diferentes, os lugares são diferentes e, por incrível que pareça, tem gírias diferentes também. Pensei que eu não ia conseguir me dar muito bem aqui não. Que eu ia ficar isolada na sala de aula, que ninguém ia conversar comigo, e todas essas neuras que as pessoas geralmente têm quando estão num lugar onde nunca estiveram antes.
Eu tenho dormido bem, escovado os dentes direitinho, feito todos os meus deveres, arrumando a cama e as coisas que eu sempre fiz em BH, diga-se de passagem.
E não pensem que eu não sinto saudade, que eu sinto sim, mas muito, muito menos do que eu pensei que sentiria.
Conheci muita gente nova, tenho ocupado muito minha mente, e essa coisa de sentir saudade não incomoda tanto. Não tenho precisado de tomar decisões difíceis, abrir mão de coisas que eu gosto, nem nada do tipo. É bem fácil viver aqui.
Não fui no show do Guns, meu tio que apareceu - depois de ter desaparecido três anos, prometeu que me levaria, e depois sumiu de novo.
Eu parei de jantar, e emagreci mais um pouco. Perdi minhas calças todas.
Sou diretora do teatro de um projeto que vai ter na escola no fim do bimestre. Todos os professores sabem meu nome, me pedem favores, eu recolho sempre o dinheiro do XEROX, converso com todo mundo da sala e a professora de Inglês me chama de "Dear Ceres", principalmente quando ela quer que eu vá tirar XEROX pra ela. Na minha sala têm 4 meninas que são surdas, e eu tô aprendendo Libras pra conversar com elas.
Meu uniforme é verde com laranja.
É... enfim. Eu estou bem, tô feliz aqui, juro.
E daqui uns dias eu vou conseguir escrever como antigamente, preciso de emoção, sabe?
É a unica desvantagem de não morar a 2,3km do Sérgio, não estudar no IEMG, não organizar Flash Mob, não brigar com a Ana, não conversar com a Sara, a Maria Clara e a Izabella, não chorar no ombro da Jordanna, não cantar na Educação Física com a Mari e a Ellen, não encontrar com o PC, com o Matheus e com o Luis na porta da escola.
Era muito muito bom, mas existem outras desvantagens, que, em sua maioria, não precisam - e nem querem - ser enumeradas.
Na pior das hipóteses, a unica emoção aqui é morar perto do Roberto, e ele ter que fugir de mim, só pra não me beijar. Coitado dele. Como eu já havia dito, eu não vou voltar com ele, por mais que ele insista. Ele já teve a oportunidade ele. E, por favor, não vamos discutir número de oportunidades pra uns e pra outros agora. Ah, e eu tenho um vizinho legal, meu irmão disse que ele é minha versão masculina (sim, ele tem namorada).

Ceres manda um beijo pra todo mundo, e um especial pro Roberto, só pra deixar ele feliz. - especial no sentido carinhoso da palavra, não vou descer a rua e lascar um beijão nele, dica.

Ah, e um feliz aniversário pra Mari Porto, a menina dos olhos s2

22 de set. de 2009

vinte e dois de setembro de dois mil e nove (como se fosse grande coisa)

É, pode-se dizer que eu estou conseguindo.
Ando mais calma e, por consequencia, comendo menos, e isso é ótimo.
Precisamos pensar na formatura no Free Time, certo?
Com toda certeza do mundo, eu vou ver o Roberto esse final de semana, e isso também é ótimo.
Apesar de estar com esse aparelho idiota na boca, tá dando pra levar as coisas com ele.
Vou ligar pra ele amanhã, é dia 23. Eu gosto de dia 23, é nosso aniversário de namoro.
A parte idiota disso é que nós vamos fazer 2 meses, e faz 1 que a gente não se vê.

Meu trabalho de história vai dar certo.
Eu pensei que o ano fosse terminar e eu não ia fazer um trabalho que preste, eu tô feliz.

E tem outra coisa: eu ODEIO ser ignorada.
Como o céu tá bonito hoje *-*

2 de jun. de 2009

um dia (quase) feliz ...

Eu acordei como em qualquer dia, a diferença que depois da aula eu fui com umas amigas pro shopping, ver Divã, foi muito legal! Eu conheci um povo estranho, comi o Cheddar McMelt que podre, juro. Depois dessa só tomo milk shake, como batata frita (se meu aparelho permitir; sim, eu pus aparelho, ou melhor pelo menos parte dele), e qualquer coisa que eu tenha certeza que não foi totalmente "fabricada" pelo "dono" do McDonald's.
Juro, velho, não tinha gosto, era muito macio e a carne conseguiu ficar crua. A CARNE CONSEGUIU FICAR CRUA, JURO. Muito ruim, de agr em diante não passo da batata (Y)'
E eu admito que o sorvete é ótimo, e o milk shake e a batata idem, não me matem por (quase) odiar McDonald's.
Também, outra coisa que foi legal foi um amigo do amigo do Anime Festival da Ana que é gato, muito gato, sério. Pelo menos eu sei o nome dele, e é Felipe. Talvez seja Felipi, ou Phelipe, mas isso não vem ao caso.
Depois do cimena, que por falar nisso é uma coisa que eu devia fazer muitas vezes (com a Ana, a Clara, a Sarah e talvez, a Letícia), eu fui pro dentista.
Foi, de uma certa forma divertido, não muito porque eu pensei que ia me livrar das borrachinhas verdes, mas NÃÃÃAO, a dentista SÓ PÔS umas pecinhas nos meus dentes da frente E as borrachinhas. E eu que prometi pro Pedro ano passado que quando eu colocasse meu aparelho, que eu ia pôr verde, porque ele gosta.
Mas na hora, não sei porquê, eu pus ROSA. Juro, cor-de-rosa, a cor menos provável pra mim, mas eu supero, eu acho.
E eu tava conversando com a dentista enquanto ela atendia meu irmão que, em falar nisso pôs aparelho laranja, que eu tava querendo pôr o piercing no nariz.
E NÃO É QUE A MULHER SE OFERECEU PRA FURAR ?
A MINHA DENTISTA, D-E-N-T-I-S-T-A, se ofereceu pra furar, meu Deus, a mulher é multi-uso , HAHA (:
pelo menos ela falou na frente da minha mãe, ai a consiência fica menos pesada, é .
mas ai, eu cheguei em casa e deu um ataque de mudança de humor repentina em todo mundo, eu comecei a gritar com meus irmãos, aí os dois se pegaram de porrada no meio da sala, e a minha mãe disse que quer sair de casa e não voltar, resumidamente, porque ela falou umas boas horas.
mas então, eu to cansada depois de tudo isso, vocês devem imaginar, incluindo o fato do frango com quiabo agora no jantar e eu sem poder morder o osso, olha que horror!
eu vou sofrer, há se vou, viu ?
mas ainda fica a escola na minha cabeça, porque minhas notas estão um ... CU!
aah, eu preciso de ir dormir, parece que meu dia foi multiplicado váárias vezes, e olha que legal, a matéria de matemática tá fácil, e mesmo com meu dia multiplicado por 102983294739857 vezes, eu ainda não consegui fazer tudo o que eu queria.
nem que eu morra, ou desmaie, pra ser menos exagerada eu acho que eu consigo, sem ser pessimista .
eu preciso de alguém pra dar um cheiro no pescoço e chamar de "meu".
e todos nós estamos com problemas, eu sei.
todos, todos.
mas não se arranhe quando seu namorado terminar com você.

1 de jun. de 2009

Preparação psicológica.

Hoje a Sarah me deu um piercing de nariz.
Minha mãe não gostou da idéia, mas eu quero muito, e acho que eu vou furar sozinha.
Tá bom, falta muita coragem pra pegar uma agulha e afundar pelo meu nariz a fora, mas eu acho que eu consigo, tô animada com a idéia.
Eu tô animada também é com o cinema amanhã, vai ser muito legal, vou conhecer gente legal e ainda por cima eu vou sair do shopping e vou pro dentista, tirar minhas borrachinhas verdes !
se bem que eu nem espero o que vai vir depois das borrachinhas, mas tá de boa, eu só quero me livrar delas !
minha mãe fez geléia de uva, gente ! GELÉIA DE UVA, eu tenho um amor retraído por geléia de uva (e toruguita) desde que eu era (mais) pirralha, muito legal, eu to feliz pacas, as uvas são da minha casa de Sete Lagoas! não podia ser melhor ...
a única coisa que tá me incomodando são minhas notas, estão horríveis, caindo, caindo, caindo, caindo , saca ?
e a professora de religão voltou, ela tá ótima, e fez a dinâmica da perfil, eu fiz com a Sarah, foi super feliz !
e eu vou ficar por aqui, preciso estudar, preciso estudar !
se não cai, cai ... HSUWHSUHSU'
quem quer ir no cimena amanhã ?
quem quer furar meu nariz ?

28 de mai. de 2009

Errr ...

eu não sei o que dizer. eu sou um vácuo, alguma coisa inútil ou qualquer coisa do gênero.
eu acabei de chegar da feira, aliás, mentira, cheguei já faz meia hora e eu tô aqui na frente do computador pra ver se sái alguma coisa de mim.
fico feliz por minhas férias de amor terem acabado, finalmente.
e acabado bem, se me permite dizer assim.
eu tive a oportunidade de deixar aquelas paixonites-chiclete que ficam atrás da gente anos e anos, sem serem correspondias, e me entregar à "noites" muito bem aproveitadas com pessoas inesperadas, isso que é o melhor.
tenho pensado no pior, porque qualquer coisinha boba (e boa) que vier pro meu lado é lucro.
estou fazendo MEUS planos, pra MIM, saca?
eu não quero mais me casar, ter filhos, um marido, engordar e comer macarronada no final de semana. eu quero um fusca amarelo, e sair por ai na direção do vento.
eu PRECISO de estudar, to ficando uma burra, /OMJ
por mais que eu tente, sempre vem alguma coisa que me desvia a atenção, ou eu começo a cantar plena aula de química.
aaaah, desculpa não ser tão poética como antigamente ... desculpa mesmo ._.'
vou dormir e sonhar com ... ah ! tanto faz com o que eu sonhar :@