11 de jan. de 2012

Feito por você: Transforme seu CD em uma mandala

Sem o que fazer nas férias? Recicle CD's e DVD's velhos e de quebra decore seu quarto ou presenteie fazendo lindas mandalas!
(Essa eu ganhei de uma amiga em 2008)

Mandala é uma palavra sâncrita, que significa círculo. Também tem outros significados, como círculo mágico ou concentração de energia. Universalmente a mandala é o símbolo da totalidade, da integração e da harmonia. Pode ser utilizada na decoração de ambientes, na arquitetura, ou como instrumento para desenvolvimento espiritual e espiritual. A mandala pode restabelecer a saúde interior e exterior. A pessoa que trabalha com mandalas, sozinha ou com ajuda de terapeutas, beneficia-se de várias formas: prevenindo o estresse, preservando e organizando a saúde psíquica entre outros.

Mas enfim... fazer uma é muito mais divertido do que saber o que ela significa!





Você vai precisar de revistas velhas para recortar, botões, glitter, lantejoulas, cola (muita cola!)... O que sua imaginação mandar! Geralmente elas são mais simétricas e têm formas geométricas, mas nada te impede de fazer como quiser! Fiz uma hoje para vocês se inspirarem usando CD; mas vocês podem usar uma infinidade de materiais! Espero que gostem.





E aqui a mandala depois de pronta!
Ainda não sabe por onde começar? Achei um blog lindo, mas pouco atualizado chamado Oficina de Mandalas, onde tem váários modelos de mandalas; ótimo para vocês se inspirarem ainda mais.

E aí? Gostaram da ideia? Comentem!

4 de jul. de 2011

Música das Dez

Minha vontade era que isso fosse uma música.
Não passei de sol, e chegando lá tive quase certeza de que não conseguiria.

E quando as minhas mãos não trêmulas te puxarem pela nuca,
o unico desejo de minha boca é o poder da sua.

Engolia à seco o remédio das dez horas,
tocando violão sem corda,
acalmando o coração que sem você chora.

Minha poesia de dia sete não tem ritmo,
a não ser o cardíaco.

Fico lembrando do seu sorriso,
que em rascunho,
decifro e descrevo em verso sujo.

Vontade de ter você aqui comigo
debaixo do edredom vermelho e vazio;
sem refrão.

O sono das dez e meia chega,
o ritmo - que não existia - se extingue.

E só.

3 de mai. de 2011

Conosco


De longe, ele vinha. Naquele passo maroto, com as mãos no bolso. Eu gritava, saltava... por dentro. A unica coisa que eu deixava transparecer era meu sorriso. Mantinha as mãos entrelaçadas na frente do corpo, como tenho o costume da fazer. E ele vinha... e chegava, e chegava... Agora, eu já balançava as mãos ainda juntas. Ele ficava cada vez mais perto. Cada centímetro que ele percorria em minha direção equivalia a 100 batimentos cardíacos meus. O tempo todo ele mantinha os olhos de mim, e depois diretamente nos meus olhos. Parou. Próximo o bastante para eu não precisar mais de segurar minhas próprias mãos. Não conseguia enxergar outra coisa que não fosse seu sorriso. Percebendo meu êxtase, ele segurou as minhas mãos, entrelaçando meus dedos nos dele. Não importa como o dia estava, ou como eu havia acordado, porque ele estava me beijando. Nada mais importava. Eu estava com ele, e ele, comigo. Nós estávamos conosco.

30 de abr. de 2011

Sete meses



Eu te vi deitado na minha cama. Cobertor tampando até a boca, de bruços, com os braços debaixo do travesseiro; exatamente como eu estaria caso estivesse no seu lugar. Passei na porta do quarto uma, duas vezes, só para observar. Eu sentia uma ansiedade doida de correr, deitar em cima de você, e ficar lá, quietinha, sentindo seu calorzinho matinal de sábado. Mas não. Fiquei me corroendo, devagarinho, e você na sua pose pornográfica, sem mexer um músculo, me extasiando. Até que, segurando a barra do meu short de pijama, eu resolvi chegar perto; afinal de contas, ninguém me dissera que não podia. Sentei na beirada da cama, bem pertinho, sentindo o que podia daquela distância infinita. Fui me inclinando para perto do seu rosto. Parei no meio do caminho. Recuei. Sua boca estava coberta, oras. Continuei naquela tortura de te olhar dormindo, que aliás, é uma delícia. Novamente me inclinei para perto. E mais. E mais. Sentia sua respiração no meu rosto. Me aproximei mais. Passei o nariz, devagarzinho, na sua bochecha. Ia e voltava com o rosto, arrepiando, sentindo, derretendo por dentro. Você se mexeu um pouco, encolhendo mais ainda, com os olhos fechados. Eu sorria de tal maneira, que aquilo parecia fazer parte do meu rosto, como se ele estivesse sempre ali. E você não tem ideia de como faz isso bem. Essa coisa de me fazer feliz. Parece que você via aquilo tudo mesmo de olhos fechados; porque sua boca, agora à vista, também sorria para mim. Passei o braço por cima de você, deitei a cabeça nas suas costas. Num átimo levantei, beijei seu rosto, bem devagar; sentindo, derretendo... tudo de novo. E você me fazendo feliz, como sempre fez. Como sempre irá fazer. À sete meses atrás, daqui a sete meses, sete anos; assim eu penso. Quero você feliz, me fazendo feliz, assim eu sonho. Satisfeita, levantei-me da cama, saltitante. Olhei para trás e você dormia, na pose pornográfica de sempre.

15 de fev. de 2011

O Acaso


Não sei, me deu vontade de sair de casa.
Dessa forma, pedalando, eu me sentia bem. Estava no nosso lugar favorito, e cada parte daquele lugar me passava de forma rápida, me lembrando aquilo que vivemos aqui. Não vinha desde quando você foi embora. A unica coisa que conseguir fazer desde então foi me contentar com suas lembranças, com sua carta escrita em caneta preta guardada na agenda. Tenho saudade do seu cheiro, do seu sorriso, de você tocando violão para mim.
Assim, eu pedalava. Pedalava para encontrar as minhas lembranças. Dei várias voltas na nossa lagoa favorita, senti o sol invernoso queimando a minha pele, o céu azul e limpo, o vento frio assoprando-me.
Até que vi alguém à minha frente. Um homem. Alto, fardado, de costas pra mim. Ele andava, vagaroso, com uma mochila nas costas, coçando a cabeça. Me distraí olhando para ele.
Devagar, fui parando de pedalar, mas não apertei os freios. Fui deixando a bicicleta me levar.
Quando dei por mim estava com o joelho ralado, e em cima do cara fardado.
- Você voltou? - eu disse para ele.
- Que bom que você está aqui, por pouco não te encontro em casa.
E mesmo com meus sessenta quilos em cima dele, ele sorria para mim. Aquele sorriso que eu tinha saudade.
- O que você está fazendo aqui?
- Nós dois sempre nos atraímos meu amor, lembra? - eu disse, enquanto ele me levantava.
- Lembro sim, querida. - e me beijou.
Ele me levou para casa, me abraçando pela cintura e empurrando a bicicleta.
Depois disso, descobri o porquê de ter saído de casa.
E, aliás, o acaso não existe.