20 de jan. de 2011
Mate a Nostalgia
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Ceres
E, por favor, não me lembre o motivo de eu ter feito esse blog.
Me lembre, apenas, do motivo do meu presente sorriso.
Me lembre, apenas, do amor que eu esperei existir.
E que agora vivo, para minha inteira felicidade.
19 de jan. de 2011
Analogia da Gata
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Ceres
Assim mesmo, gatinha manhosa, espero que fique bem.
Espero que cresça por dentro.
Te desejo o melhor admirando seu pêlo furta cor.
Não faça nada de errado.
Eu te amo e é verídico; mesmo sendo feito da forma mais desvairada que meu coração conhece.
Gatinha manhosa, não pule o muro. Apenas passeie nas telhas, onde eu possa vê-la.
Juro para tu que lhe protejo, onde estiver.
Seja feliz, gatinha manhosa.
17 de jan. de 2011
Paixão: Cássia Eller
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Ceres
Lembro-me nitidamente de sentar na frente do móvel da sala para escolher as capas mais bonitas dos CDs do meu pai. Tinha uma que eu gostava em especial: Uma mulher de cabelo curto e com mesma inicial que eu ia bem, eu refletia.
Meu irmão, um ano mais novo do que eu, apesar de não ter altura suficiente colocava o banco, subia e, com delicadeza, jogava o CD na bandeja. Fechava, e quando o aparelho reconhecia o CD, ele apertava para tocar a faixa 2.
Nem eu, muito menos ele, sabia o nome da música. Sabíamos apenas que "garotinha" rimava com "sozinha".
Fazíamos isso com frequência.
Eu aprendi a ler. Aprendi o nome da mulher de cabelo curto.
Ouvíamos o CD da capa bonita no carro enquanto viajávamos.
Virei fã da Cássia Eller. Não me assustei quando descobri que era homossexual ou que mostrava os seios durante os shows.
Posso dizer que ela é uma boa lembrança da minha infância.
- Ceres, achei o que eu queria te dar. - e estica o embrulho.
E aquele foi um dos melhores presentes que eu ganhei. Meu primeiro CD da Cássia Eller.*
Parece uma droga pesada, um chá do Santo Daime. É muito louco. Eu não sei te dizer se é bom ou ruim, só sei que na hora de cantar não estou aqui, estou viajando pra algum lugar que não sei dizer aonde.
- Cássia Eller, comentando sobre o ato de cantar, em entrevista à Folha Ilustrada, do dia 01/01/2002, às 03h49.
15 de jan. de 2011
Dezesseis Espatódeas Completas
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Ceres
Ela chegou perto de mim, ajoelhou na minha frente, e consertou o cabelo lindo e curtinho que eu adorei, colocando-o atrás da orelha.
- Ceres, preciso te mostrar isso.
Pegou o celular, apertou botões com cautela, e depois me entregou.
- Essa música me lembra você, sabia?
Eu ouvi a musica, pra gravar cada acorde, pra, quando eu ouvir de novo, me lembrar ela também.
Ela me falava o quanto gostava de mim, e o quanto eu era importante pra ela.
E isso fez com que meu décimo sexto aniversário fosse o melhor.
Que, pela primeira vez na vida, eu dei valor pra amizade certa. E sabia disso. E tinha certeza de que aquilo me faria bem.
E só. Pra quê mais?
Estou numa fase de satisfação. De estar feliz com o que tenho. Estou numa fase de me sentir completa.
E não, não usei a palavra "espatódea" no sentido certo.
3 de jan. de 2011
Você, aqui.
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Ceres
Fecho os olhos.
Deixo as mãos numa posição confortável sobre as pernas.
Levo a cabeça para trás.
E como é fácil te achar aqui.
Assim sorrio, assim sonho.
É fácil, te tenho aqui comigo.
Te tenho nas mãos, te tenho nos braços.
Tenho seu abraço, tenho seu cheiro.
Tenho você em sonhos, tenho você imaginando.
Você me carrega, gira e sorri o meu sorriso favorito.
Pra quê mais?
Me responda... pra quê mais?
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